O Insurgente

Setembro 16, 2009

Gosto de gente séria

Filed under: Política,Portugal,Videos — Miguel Botelho Moniz @ 12:10

Quando Manuela Ferreira Leite afirmou que apenas diria a verdade, estava a falar a sério. A sua candura é altamente louvável.

Democraticamente asfixiados (2)

Filed under: Justiça — Nuno Branco @ 12:00

Na caixa de comentários desta discussão podemos ver um debate interessante entre o poder da maioria declarar, em nome de todos, o que é (ou deixa de ser) bom e o que é mau. Sem me envolver demasiado penso que seria interessante recordar esta citação de Hayek:

If it is to survive, democracy must recognize that it is not the fountainhead of justice and that it needs to acknowledge a conception of justice which does not necessarily manifest itself in the popular view on every particular issue. The danger is that we mistake a means of securing justice for justice itself.

MEP e Manuel Monteiro na Assembleia da República ?

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 11:50

Não seria tanta «surpresa» como isso. Por Gabriel Silva.

Caso o MEP consiga pelo menos a mesma percentagem de votos nas legislativas do que aquela que alcançou para as europeias, elegeria um deputado pelo círculo de Lisboa e ficaria próximo de eleger um segundo.

Caso Manuel Monteiro obtenha tantos votos quantas as pessoas que assinaram o apoio à sua candidatura pelo PND/Missão Minho, seria eleito pelo círculo de Braga.

A urgência de derrotar Sócrates

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:04

Vasco Graça Moura no Jamais

Não se aguenta o exercício, aliás deliberado, de iliteracia pura de um sujeito que finge não perceber o que os adversários dizem para, em seguida, distorcer tudo, à falta de melhor tema de campanha.(…)

[P]ara o PS se pôr com estas fitas e a lhes dar tanta ressonância na comunicação social, isso significa que acha ter já perdido as eleições e esbraceja, esbraceja…

O Grande Autoclismo

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 08:59

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

É difícil compreender o quotidiano britânico d[o final dos anos 70]: os atentados do IRA, a semana de trabalho reduzida a 3 dias pelas sucessivas greves dos mineiros, os cortes quotidianos de energia, a inflação acima dos 14% desde 1972 e os governos fracos que tentavam apagar o fogo com a gasolina neo-keynesiana da despesa pública financiada por emissão monetária. Gerry Healy, líder da Socialist Labour League, que se entretinha a violar subordinadas e a espancar os suspeitos de “revisionismo”, via as suas proezas glorificadas numa peça de teatro pelos acólitos intelectuais trotskistas, com o seu alter-ego representado por Lawrence Olivier. Em 1971 Tariq Ali publicava The Coming British Revolution, anunciando o regresso dos sovietes à Europa: o expoente da tradição constitucional de governo limitado oscilava entre a queda no comunismo e uma ditadura militar inspirada pelo golpe de Pinochet(…)

[A] paranóia gerada pela ressaca do narcisismo ‘soixante-huitard’ produziu uma visão do governo como uma conspiração contra os eleitores. Restituir qualidade à actividade política exige reparar o dano que esta visão, hoje generalizada, causou à autoridade e à legitimidade política. Mesmo países como os EUA e o Reino Unido necessitaram de alguma sorte e de estadistas excepcionais como Reagan e Thatcher para limpar este desastre de auto-complacência.

Recordo-me de um anúncio de página inteira com roupas e adereços da ‘hippie trend’. O anúncio não pretendia publicitar qualquer marca de vestuário revivalista -a frase que rematava a página recomendava os méritos de um autoclismo: ‘because there are some things that nobody wants to see making a comeback’. Alguns países menos afortunados ainda não encontraram o Grande Autoclismo; outros já esqueceram a moral da história.

O mercado da saúde: especificidades e diferenças

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:00

a saúde é diferente. Por Joaquim Sá Couto.

Uma das fantasias mais prevalecentes na saúde é a de que o mercado deste sector é diferente dos outros. Não é diferente dos outros apenas pela qualidade dos produtos e serviços transaccionados, mas, como pretendem os defensores desta tese, é diferente dos outros porque as leis genéricas que o governam são diferentes.
Se me permitem a comparação, é como se a lei da gravidade não se aplicasse universalmente. Existiriam nichos recônditos do planeta onde as balas de canhão, quando as deixamos cair, não se precipitam para o chão, mas levantam voo e partem a cornadura do incauto que as atira. Mais ou menos, é esta a tese de alguns gurus.

Setembro 15, 2009

Zapatero ajuda o PSD

Filed under: Comentário,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:57

Não vi o programa de Ricardo Araújo Pereira na SIC pelo que não sei quantos pontos terá Manuela Ferreira Leite ganho com a sua participação, mas suspeito que esta nova tentativa interferência de Zapatero nas eleições portuguesas vai custar alguns votos ao PS, especialmente tendo em conta a forma imprudente como Sócrates invoca o seu amigo espanhol…

Adenda: Até o habitualmente sensato Luís Amado insiste na questão espanhola. Creio que os estrategas da campanha socialista estão a cometer um grave erro.

Leitura complementar: Sinais de desespero de Sócrates ?; Sinais de desespero de Sócrates ? (2).

O mito Allende

Filed under: Educação,Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 23:00

11 de Setembro visto de outra maneira ou uma mentira chamada Allende. Por Miguel Castelo Branco.

Avançar para o abismo

Filed under: Blogosfera,Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:06

O “Miguel Abrantes” ficou entusiasmado com o aumento das prestações sociais durante esta última legislatura. Num post no Simplex, apresenta um gráfico (ver abaixo) da Fundação Res Publica. Aparentemente ele acha que a informação veiculada no gráfico é uma coisa boa.

prestacoes_sociais

Uma leitura visual do gráfico parece indicar que as prestações sociais têm crescido fortemente dentro do contexto da despesa corrente, mas apenas marginalmente relativamente ao PIB. Note-se que o eixo vertical não tem escala. Alguém precisa de ler o clássico Say It With Charts, do Gene Zelazny. A informação numérica, na tabela na parte inferior do gráfico, conta outra estória. As prestações sociais cresceram 5,2 p.p. em função da despesa corrente e 3,1 p.p. em função do PIB. Os declives das duas rectas claramente não têm nada a ver com este números…

Mas mais grave é a conclusão inevitável: Sendo que o crescimento destas prestações advém essencialmente de compromissos do estado no âmbito da segurança social e do SNS, as perspectivas para os anos vindouros são apenas de agravamento do peso destas despesas no produto. Isto é insustentável. A 3,1 p.p. por legislatura não faltará muito para o colapso do país.

Mais uma acha para a fogueira

Filed under: Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 17:29

magalhaes
Com esta celeuma toda por causa dos comentários de Manuela Ferreira Leite relativamente a Espanha e aos interesses espanhóis, ocorreu-me que um dos símbolos da governação do actual primeiro-ministro tem o nome de um português que se tornou conhecido ao serviço de Espanha.

Debate dos pequeninos

Filed under: Legislativas 2009,Política,Portugal — Maria João Marques @ 14:06

Vi ontem parte do debate dos partidos que não têm assento parlamentar. É certo que a minha atenção estava a ser partilhada com os saldos no Yoox, mas o que ouvi foi suficiente para provocar arrepios de terror e me levar a ponderar que, se calhar, os cinco que estão na AR são, afinal, os mais dignos sobreviventes da evolução das espécies partidárias. Gostei sobretudo dos partidos novos. O MEP repete o chavão de revista de auto-ajuda ‘melhor é possível’ e diz que se deve mudar os partidos representados na AR (porque sim e porque eles querem um lugarzinho de deputado, presumo). O Partido Pró-Vida não tem programa além de meia dúzia de valores. O Partido Trabalhista é um conjunto de disparates quase anarco-sindicalistas. E o FEH, via Pedro Quartin Graça, proferiu a minha favorita: as empresas deveriam pagar impostos progressivos (para, claro, penalizar as empresas mais eficientes e, logo, mais lucrativas, que se gosta de empresários incompetentes que não persigam essa coisa imoral do lucro; até Fátima Campos Ferreira foi suficientemente arguta para questionar a razoabilidade desta proposta). E, cereja no topo do bolo, todos – partidos novos ou já batidos – são socialistas (mesmo os supostamente de direita); a solução de tudo passa pelo Estado, pelo despesismo, pela caridade forçada dos contribuintes; valores como a responsabilidade individual ou a liberdade são-lhes desconhecidos.

Re: O milagre da multiplicação do “Miguel Abrantes”

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 13:30

Eu tenho uma teoria diferente, Henrique. Pelo grau de iliteracia que demonstram, acho que é pessoal cooptado no “Novas Oportunidades”.

Demorou

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 11:59

Domingos Lopes abandona o PCP ao fim de 40 anos de militância, com críticas ao partido de (entre outras coisas) este “ser o único partido no mundo que mantém o apoio à invasão da Checoslováquia, em 1969, pelas tropas do Pacto de Varsóvia“.

Curiosamente, invasão ocorrida no ano em que se tornou militante do PCP.

Os amiguinhos de Chavez

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 11:46

Um tribunal de Andorra ordenou o congelamento de contas bancárias de pessoas ligadas a Hugo Chavez. Existem suspeitas que estas contas (assim como outras em Miami, Panama e China) estão a ser utilizadas para finaciar organizações terroristas como a ETA, o Hamas, as FARC ou o Hezbollah.

Economic Freedom of the World

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:16

Já está disponível a última edição do Economic Freedom of the World. Podem ver uma curta análise à posição portuguesa aqui.

E agora, Hélder?

Filed under: Desporto — Miguel Noronha @ 08:37

delpotro

Del Potro coloca final no reinado de Federer

Mais reforços insurgentes

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:27

Dou as boas-vindas ao Filipe Abrantes e à Elisabete Joaquim que também escrevem no Novo Rumo. Votos de boas insurgências.

“Faxismo”

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:14

“Faxismo”: regime político no qual é possível obter licenciaturas por fax.

ASAE em defesa dos mais pobres

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:12

ASAE encerra “sopa dos pobres” da Santa Casa em Faro

O refeitório social de Faro, que fornece mais de meio milhar de refeições diárias aos mais pobres, foi encerrado recentemente pela Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Uma situação que a Santa Casa da Misericórdia lamenta.

(…)

«É pena que não ponham as pessoas em primeiro lugar», lamentou hoje, em declarações à Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia em Faro, Candeias Neto, explicando que a cozinha havia sido alvo de uma «desbaratização um dia antes da visita da ASAE ter encontrado algumas baratas mortas no chão» e ter dado ordem de encerramento.

O CDS e o PS

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:10

O “CENTRÃO” DE PORTAS. Por José Pacheco Pereira.

nenhum outro partido nos últimos quinze anos melhor se entendeu com o PS do que o CDS – PP. O CDS – PP colaborou várias vezes com o PS, às claras ou em quartos de hotel em Lisboa (já se esqueceram dos encontros à volta do “queijo limiano”?) e mostrou uma ambiguidade enorme em momentos decisivos em que o PSD respondia com um rotundo não ao “bloco central”. Ou seja, o PSD ficou com a fama e o CDS-PP com o proveito.

Leitura complementar: Um governo de coligação PS-CDS ?; Governo PS/CDS.

Setembro 14, 2009

Change ?

Filed under: Comentário,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:56

É pena que Obama – que tantos erros tem cometido tanto no plano interno como no plano externo – não tenha mudado uma das coisas que realmente devia ser mudada na política externa dos EUA: Obama assinou por mais um ano embargo a Cuba

Sinais de desespero de Sócrates ? (2)

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:39

Para além da elegância republicana de João Soares, fica mais um sinal da profunda preocupação que Manuela Ferreira Leite parece estar a suscitar junto do PS de Sócrates: “A escolha é entre Sócrates e a outra senhora”, diz João Soares

João Soares levou Faro ao rubro com algumas das mais picantes referências a Manuela Ferreira Leite já feitas nesta campanha.

Leitura complementar: Sinais de desespero de Sócrates ?

Asfixia II

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 23:18

KafkaAs Finanças estão a notificar os Técnicos Oficiais de Contas para regularizarem a situação dos seus clientes. Em www.impostospress.net, um site de grande utilidade.

Segundo noticia o “Correio da Manhã”, os Técnicos Oficiais de Contas (TOC) estão a ser notificados pelas Direcções de Serviços de Finanças para efectuarem pagamentos de dívidas dos seus clientes ao Fisco.

Segundo uma TOC que exerce actividade em Almancil, e que terá sido notificada através de um ofício do Serviço de Finanças de Loulé, para efectuar o pagamento de 18.585.60 euros de IVA (Imposto sobre Valor Acrescentado) não liquidado por um cliente, o ofício refere que “se não pagar no prazo de 30 dias, serão desencadeadas diligências para instauração, pelo Ministério Público, de um processo de inquérito junto do tribunal e que incorro numa pena de prisão até três anos ou multa de 360 dias”.

Asfixia

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 23:02

Kafka

Permita-me que abuse deste seu espaço para deixar um lamento; apresentou um dos variados exemplos de dupla/tripla/…/enésima tributação que temos em Portugal; pois, parece, que no inicio de Setembro, sem grandes alaridos (pelo menos públicos e que eu tenho dado por isso, sendo verdade que estou um pouco como diz, enojado, com o que vou ouvindo e sempre prefiro ver o BENFICA de JESUS e a Maya nas revistas masculinas…), vamos ter, já a partir do inicio de 2010 mais um encargo público em cima dos muitos que os automóveis já possuem; já ouvi falar por aí de redução de taxas contributivas para a Seg. Social (quer PSD quer PS), no entanto, parece ser uma repetição da vigarice que foi a suposta descida da taxa de IRC e a simultaneamente escondida substancial subida nas taxas de tributação autónoma (que, convém relembrar, todos suportam ao contrário do IRC já que não estão relacionadas com a ocorrência ou não de lucro tributável…). Na mesma data que o nosso PR devolveu à assembleia o diploma, muito comentado, e certamente “decisivo” para o desenvolvimento de Portugal no mundo, promulgou o novo código contributivo, sobre o qual o silêncio é total; deixo artigo sobre o tema saído na Vida Económica (sublinhados meus) para melhor se aferir de mais um confisco à cada vez mais pobre classe média (ou classe alta, já não sei bem; numa das últimas semanas pareceu-me ouvir que em sede de IRS rendimentos acima de 30.000 Euros ano serão tratados como classe alta/rica… certamente compreendi mal):

“As retribuições do trabalho vão ser mais oneradas com o aumento dos encargos sociais. Subsídios de refeição, ajudas de custo, utilização de automóvel da empresa são exemplos de despesas abrangidas pelo novo Código Contributivo. Além da incidência de IRC à taxa de 10%, estas despesas vão ser oneradas pela Taxa Social Única, representando um encargo adicional de 34,75%.
O aumento dos encargos sociais atinge a generalidade das empresas e não só. Trabalhadores independentes, desportistas, IPSS, pré-reformados, reformados e até padres vão ter agravamento nos custos da actividade, sem obter contrapartidas. As medidas do novo Código Contributivo contrariam as recomendações da OCDE que aconselha a diminuição dos impostos sobre o trabalho.
O Código Contributivo vai agravar a tributação sobre o trabalho. Apesar da descida de 1% na Taxa Social Única a cargo das empresas em relação aos trabalhadores efectivos, a factura de encargos sociais aumenta para a generalidade das empresas porque a incidência é alargada a despesas que sempre estiveram isentas. É o caso do subsídio de refeição, ajudas de custo, utilização de automóvel da empresa, prémios livres, assim como todas as retribuições adicionais que possam ser atribuídas pelas empresas aos seus colaboradores. Estas despesas, que estavam isentas de Taxa Social Única e dentro de determinados limites estavam também isentas de IRS, passam a ser fortemente tributadas, representando um encargo adicional de 34,75% em Taxa Social Única (23,75% a cargo das empresas e 11% a cargo dos empregados).
Em relação aos automóveis, os custos vão disparar para as empresas que disponibilizam carro aos colaboradores, atingindo valores até agora inimagináveis. Para um automóvel com o preço de venda de €25000, por exemplo, as empresas já estão sujeitas a tributação autónoma de IRC à taxa de 10%, ou seja, €2500. Com o Código Contributivo, vai acrescer TSU de 23,75% para a empresa e de 11% para o empregado, gerando um encargo adicional de €8687,5. Ou seja, só em IRC e TSU vai haver uma tributação adicional de 44,7% do PVP a somar ao ISV e IVA pagos na compra.
No caso dos contratos a prazo, o Código Contributivo determina o agravamento da TSU em 3% na contribuição a cargo das empresas. O agravamento da taxa para os contratos a prazo foi adiado por um ano, para evitar o aumento do desemprego.
A subida dos encargos sociais abrange quase todo o tipo de entidades e categorias profissionais. No caso dos desportistas profissionais, a TSU devida pelos empregadores vai passar de 17,5% para 22,3%. Subiste uma diferença de apenas 0,45% face à nova taxa do regime geral de 22,3% que não parece ter justificação. Os trabalhadores pré-reformados e as empresas onde trabalham também são onerados com taxas mais altas. Até aqui as entidades empregadoras contribuíam com uma taxa reduzida que podia ser de 7% ou 14,8% e passam estar sujeitas a 18,3%. A contribuição a cargo dos pré-reformados era de 3% ou 7% e sobe para 8,8%.
A taxa sobe igualmente para os reformados por velhice ou invalidez que mantenham uma actividade profissional, aumentando a contribuição a cargo das empresas, havendo um ajustamento nas taxas a cargo dos reformados.”
(…)

José Carlos Morais em comentário ao post We may be small but we come in numbers

Reservo um comentário alargado para mais tarde que isto pôs-me mal disposto e eu sou um gajo de estômago fraco.

Racaille

Filed under: Política,Portugal — Helder Ferreira @ 22:44

O primeiro-ministro acaba de dizer, na televisão, que o político europeu com quem sente mais afinidades é Nicholas Sarkozy. Mesmo assim.

Francisco José Viegas no seu Origem das Espécies

Ironia trágica

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 21:17

Obama, o Presidente que está a levar a cabo um brutal aumento da despesa pública e que (continaundo e expandindo as más políticas de George W. Bush nesse domínio) estimulou o comportamento irresponsável dos gestores com os bailouts financiados pelos contribuintes, vem agora advertir Wall Street para corrigir os “excessos” do passado.

A maior potência mundial está entregue a esta gente.

Democraticamente asfixiados

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Por vezes fica a ideia que todo o (pertinente) debate sobre a asfixia democrática que se vive em Portugal passa ao lado do mais importante: Asfixias. Por Gabriel Silva.

Vontade Geral

Filed under: Blogosfera,Comentário,Justiça,Portugal — João Luís Pinto @ 17:24

Maria e Manuel conheceram-se há dez anos. Maria estava em processo de divórcio e Manuel saíra também de um casamento. Ambos tinham filhos. Apaixonaram-se. Manuel foi viver para a casa onde Maria vivia com os filhos. Nove anos depois, compraram uma casa em conjunto. Tinham acabado de se mudar quando Manuel morreu. Tinha 41 anos e não deixou testamento. 50% da casa, ou seja, a parte do Manuel, passou pois, de acordo com a lei em vigor, a pertencer aos seus herdeiros (uma filha), excluindo a Maria. Se Maria tivesse casado com Manuel no dia anterior à morte deste, seriam dela não só os seus 50% da casa mas também mais 50% da parte de Manuel. Como só viveu dez anos com ele, como só comprou uma casa a meias com ele, não tem direito a ser sua herdeira. [...]

Acrescentava [a lei que Cavaco Silva vetou], é certo, algumas garantias no que respeita à morada da família – se a lei estivesse já em vigor Maria teria direito, em exclusivo, ao recheio da casa e ao direito de habitação por um prazo igual ao da duração da união de facto, ou seja, 10 anos, tendo a partir daí direito a nela permanecer como arrendatária [...]

Se viver “junto” não significa que quem o faz tenha de assumir uma união de facto, pois essa assunção é um acto voluntário para a maioria dos efeitos que a lei em vigor mais a vetada prevêem, ninguém de bom senso e com sentido de justiça deixará de considerar obsceno que um dia de casamento valha mais, à luz da lei e dos direitos e deveres que esta confere, que dez anos de vivência comum. [...]

Artigo de Fernanda Câncio na revista Notícias Magazine de 6 de Setembro, reproduzido no Jugular.

O artigo de Fernanda Câncio, de que são reproduzidos acima trechos, é extremamente pedagógico e revelador da maneira de pensar progressista, bem como da maneira como facilmente essas “causas” se tornam enviesadas e dominadas por uma visão de rua de sentido único dos problemas.

Fernanda Câncio acha injusto e intolerável que o período de vida conjunta de duas pessoas não seja tomada em conta para efeitos sucessórios. Concretamente, que é injusto não inferir do facto de terem vivido em comum um determinado período de tempo a vontade que teriam de partilhar os seus bens e em os legar ao outro em caso de morte. Acrescenta até que é inconcebível que um dia de casamento qualifique mais todo esse período de vida em comum que todo esse período de convivência por si.
(mais…)

Kool & The Gang

Filed under: Internacional,Política — Miguel Botelho Moniz @ 16:40

Barack Obama é o Mr Cool. Tem uma aura de estrela rock que não se via em nenhum político desde JFK. Talvez maior que JFK, dada a actual cultura multimedia. Só este contexto lhe permite recrutar para a sua equipa pessoas, como estes três senhores, que levantam, para dizer o mínimo, sérias dúvidas quanto à sua adequação.

Quando nos cansamos da prosperidade

Filed under: Economia,Internacional — Nuno Branco @ 16:38

Imaginem que habitavam um dos países mais ricos do mundo. Um país que acredita e defende não só o livre comércio entre os homens, que o Estado deve ter um peso reduzido na economia mas também que toda essa liberdade deve ser correspondida com um aumento da responsabilidade de cada cidadão. Imaginem um país sem ordenado mínimo e com um dos salários médios mais altos da Europa, sem serviço nacional de saúde publico mas com os melhores cuidados médicos que a tecnologia oferece, com um poder político eleito mas sem arrogância e consultando regularmente os cidadãos em referendo definindo por si próprios o conceito de “democracia directa”.

Imaginem que entretanto se fartaram de viver livres, é possível a auto-flagelação de um país? Parece que sim. Primeiro levantando o sigilo bancário que lhes permitiu ser um dos maiores centros financeiros do planeta e de seguida criando políticas para correr com as maiores empresas do mundo para fora das suas fronteiras. Quando nos cansamos da prosperidade cometemos assim um harakiri colectivo… ainda vão a tempo de emendar a mão.

As outras eleições de 27 de Setembro

Filed under: Sondagens,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:04

Evolução das intenções de voto para legislativas alemãs também marcadas para 27/09 (no Der Spiegel)

CDU/CSU 36%
SPD: 24%
FDP: 14%
Verdes: 11%
Linke: 11%

Milícias populares

Filed under: Justiça,Portugal — Nuno Branco @ 14:30

As milícias populares não são um mero atraso civilizacional. São a única conclusão lógica de um Estado que se recusa a fornecer um dos poucos serviços básicos essenciais à sua própria existência: a justiça e a defesa da propriedade privada dos governados.

Do artigo:

[os] populares aperceberam-se que se tratava de um ladrão em fuga, e descarregaram no homem uma real sova, ficando este algo maltratado.

Assim vai o Diário de Notícias…

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:43

Tristemente convertido num dos mais incondicionais e acríticos orgãos de apoio ao regime e de difusão de propaganda esquerdista, o DN não é, claro, caso único em Portugal, mas é sem dúvida um dos mais gritantes: Já teve dias melhores… Por Gabriel Silva.

Pensava eu que já estava mais que nacionalizado, afinal…

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 11:26

O Presidente da Bolívia avançou com a proposta de nacionalizar o futebol do seu país, descontente com a exibição da selecção boliviana nas eliminatória das América do Sul a contar para o campeonato mundial da modalidade.(…) “Lamentamos o desempenho da nossa selecção nas eliminatórias. O futebol até agora tem sido dirigido por personalidades ligadas ao desporto, mas sem resultados. O futebol tem um carácter privado, mas só se for estatizado conseguiremos uma representação digna”, declarou Morales na cidade de Cochabamba.

Como é sobejamente conhecido, a melhor forma de por algo a funcionar decentemente é a nacionalização. Em Portugal temos muita experiência no assunto. Podiamos até oferecer-nos para consultores do governo boliviano.

Surrealismo eleitoral

Filed under: Política,Portugal,Videos — Miguel Noronha @ 10:46

Até agora, o tempo de antena mais surreal foi sem sombra de dúvida o do Partido Trabalhista Português. Não via nada assim desde o extinto Partido da Gente. Acreditem. É incomparavelmente melhor que este do POUS.

PS: Infelizmente não encontrei o video online. Se alguém descobrir…

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 10:21

Esta semana, em destaque o blog Gateway Pundit.

Reforço insurgente

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 10:05

É com prazer que comunico que a partir de hoje O Insurgente passará a contar com a colaboração do Nuno Branco, o autor do excelente Inflaccionista e fundador da Associação Para a Cidadania Económica e Educacional.

Setembro 13, 2009

Sinais de desespero de Sócrates ?

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:38

Manuela Ferreira Leite respondeu bem à lamentável – mas previsível – tentativa de interferência do governo socialista espanhol nas eleições legislativas portuguesas, no mesmo dia em que José Sócrates revela alguns sinais de aparente desespero depois de um debate que não lhe terá corrido da forma que desejava: José Sócrates acusa Ferreira Leite de “ataque antidemocrático” por causa do TGV

José Sócrates deixou passar em branco as fortes críticas que Manuela Ferreira Leite lhe dirigiu ontem nos Açores, por recusar “uma campanha de maledicência e de descrença”. Mas ontem à noite em Évora, o líder do PS também usou palavras duras para a líder do PSD, ao considerar “um ataque antidemocrático” os argumentos da sua rival sobre o TGV.

Leitura complementar: Dolorosa verdade para o PS; QED; Sócrates confuso; Lógica Socrática.

Lógica Socrática

Filed under: Diversos — Maria João Marques @ 16:52

Sócrates não gosta nada da maledicência nem daqueles políticos que passam o tempo a criticar os outros. Tem-se queixado – pobre homem – dos seus opositores até à exaustão (nossa, claro).

Foi por isso que passou todo o debate com Manuela Ferreira Leite a criticar e maldizer as propostas reais ou inventadas do PSD em vez de enaltecer as suas concretizações (de quatro anos e meio) e propostas (para a próxima legislatura).

Vem na linha da lógica imbatível referida pelo Bruno.

A extraordinária “entrevista” de Carolina Patrocínio ao i

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 10:00

O logro. Por Adolfo Mesquita Nunes.

É tão evidente que a entrevista a Carolina Patrocínio ao jornal i foi combinada ao pormenor que vão agora dizer-nos, como é de moda, que é tão óbvio tão óbvio que a coisa foi montada para limpar a imagem da mandatária que vota aos 17 anos que é evidente que ninguém no PS seria tonto ao ponto de aceitar uma entrevista com perguntas combinadas previamente.

E basta ver como as perguntas nunca são consequência das respostas. É uma entrevista estanque, em que a entrevistadora nunca pega em palavras da resposta para, de seguida, fazer uma pergunta. Tudo como se a coisa tivesse sido feita por e-mail.

(…)

Esta entrevista foi um logro. Tal como o socialismo que nos governa.

Leitura complementar: Carolina Patrocíno votou com 17 anos ?

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