O Insurgente

Setembro 30, 2009

Revisitemos 2004

Filed under: Diversos — Maria João Marques @ 23:03

Durão Barroso foi para Bruxelas e deixou-nos com um governo liderado por Santana Lopes. Jorge Sampaio deu posse ao novo executivo, depois de tentar que o PSD lhe fornecesse outro líder, frisando bem que o governo estava sob vigilância e dependente da benevolência presidencial: teria de seguir o programa e as políticas, concretamente de finanças públicas, do governo anterior.

Pois é, nunca tivemos uma situação em que o PR deixa tomar posse um governo de que desconfia e ao qual tem pessoalmente aversão.

4 Comentários »

  1. …vai daí, como o Sampaio asneirou, entao o CS tb pode! Foram os seus filhos que lhe ensinaram esta lógica? Usa-a mto?

    Comentário por filipe castro — Setembro 30, 2009 @ 23:27

  2. …vai daí, como o Sampaio asneirou, entao o CS tb pode! Foram os seus filhos que lhe ensinaram esta lógica? Usa-a mto? – Filipe Castro

    Caro Filipe Castro.

    A nomeação de um governo depois de ocorridas eleições nada tem a ver com confiança política. O PR pode ter a maior desconfiança – como aparentemente tem – em relação ao partido vencedor de eleições que não tem outro remédio senão indigitar o seu líder para primeiro-ministro. A Constituição não dá margem de manobra ao PR neste assunto: ele terá de atender aos resultados eleitorais. Por isso, e atendendo a que PSD e CDS não têm maioria absoluta, Cavaco não tem outro remédio senão nomear um governo formado pelo PS.

    Dir-me-á: mas então e se o PR tivesse provas irrefutáveis das escutas? Como deve compreender, o legislador constituinte não pensou nessa hipótese. Pelo que, a respeitar-se a constituição, o PR teria de nomear o governo e só depois, passado o limite temporal aí previsto, demiti-lo ou dissolver a AR. Não vejo que a constituição permita outra solução e julgo que ninguém vê.

    Cavaco não estará a asneirar se nomear este primeiro-ministro. Está a cumprir a constituição. E o mesmo fez Sampaio quando nomeou Santana Lopes.

    O problema foi Sampaio ter dissolvido a AR sem “justa causa”. Aí sim, embora a decisão não tenha sido inconstitucional, a decisão pode ser qualificada como “asneirada”.

    Comentário por José Barros — Outubro 1, 2009 @ 00:10

  3. Maria João
    Vê como andam nervosos?

    José
    Acho que foi mais do que “asneirada”, foi “golpada”. E muito bem preparada. Lembra-se dos jornais diários da altura? Todos os dias a “fabricar” casos? E o filósofo José Gil com o seu livrinho “O medo de existir” tão publicitado na televisão? E outras coincidências, e o slogan “trapalhadas”?

    Comentário por Ana Silva Fernandes — Outubro 1, 2009 @ 08:42

  4. Filipe, o José já lhe explicou umas coisas, pelo que não vale a pena repetir. Só acrescentar: Sampaio asneirou e muito, mas não foi na indigitação de PSL, independentemente das opiniões sobre PSL.

    Ana, de facto andam muito nervosos…

    Comentário por Maria João Marques — Outubro 1, 2009 @ 14:18


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