Acresce que só tenho a agradecer às pessoas que votaram no CDS terem impedido que o país resvalasse para a espécie de guerra civil de baixa intensidade que o PS e demais esquerda andava(m) a preparar. Se o PS pudesse coligar-se eficazmente com o BE teríamos aí a radicalização esquerda-direita, arrastando o Presidente no processo e destruindo os últimos átomos de credibilidade do nosso regime. Para já, nada disso vai ser possível. Outras coisas serão, e logo veremos quais. Mas pelo menos essa não será. Conheço o argumento que diz que antes a radicalização do que estas águas mornas. Para mim soa-me a política do quanto pior melhor. Para além de que seria necessário que o resultado fosse melhor do que o que existe, o que não é nada garantido. Serei um conservador estúpido, mas por enquanto perfiro ainda explorar as virtualidades pacíficas deste regime.
Setembro 29, 2009
2 Comentários »
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Luciano
Isso é tudo verdade.
Quem quer radicalizar só está a fazer um favorzinho à “expansão do poder” em curso.
A estratégia da chantagem política (que já se iniciou), da fragilização da oposição (que continua e agora a todo o vapor) alimenta-se de instabilidade e insegurança sociais.
Os próximos tempos serão particularmente sensíveis e todos os grupos se devem unir à volta das suas lideranças, em vez de se fracturar (vejam como é agora o PSD o seu alvo, com a ajuda de alguns irresponsáveis que não foram a votos).
A serenidade é a resposta mais adequada a esta estratégia socialista, a saber: chantagem política, dramatizar as questões, fragilizar a oposição (lembrem-se que já entalou o Presidente).
Deixemos a histeria por sua conta e risco.
Quando digo “fragilizar a oposição” estou a falar a sério: a operação já se iniciou. Começou pelo maior partido da oposição, o PSD. 29,1%, meus caros, são 29,1%. É uma parte muito significativa do eleitorado!
Mas eis que o admirável Silva Pereira ainda parecia em plena campanha eleitoral, a explicar o insucesso da campanha do PSD. E o Santos Silva no “Prós e Prós” a chantagear infantilmente os partidos da oposição: que seria uma grande irresponsabilidade não lhes viabilizarem o orçamento…
Bem, e tudo isto para dizer que a seguir ao PSD o alvo é o CDS e por aí fora. Já não propriamente “dentro” da AR, mas em todos os terrenos que dominam.
Lembrem-se que a estratégia funciona com a utilização da comunicação social que se presta a tudo.
Bem pode o Silva Pereira querer “esvaziar a asfixia democrática” com aquela questão das escutas que nem toda a gente sofre de amnésia.
Finalmente: nunca subestimar a capacidade “criativa” da estratégia da máquina socialista, agora muito mais perigosa porque “sem maioria absoluta”.
Comentário por Ana Silva Fernandes — Setembro 29, 2009 @ 08:52
Como eu disse anteriormente, a seguir ao PSD o alvo é o CDS. A ofensiva socialista já começou no “timing” certo: em plena campanha das eleições autárquicas.
Comentário por Ana Silva Fernandes — Setembro 29, 2009 @ 13:41