O CDS quer atribuir parte do rendimento mínimo em géneros. É uma boa ideia: o subsídio é dado aos mais carenciados e não faz sentido que o mesmo não seja gasto em bens de primeira necessidade. O argumento segundo o qual esta opção retira liberdade ao subsidiado é certeiro, mas recorde-se que o fundamento para o rendimento mínimo não é dar liberdade mas sim impedir que a pessoa que o recebe fique na miséria. Só assim, dizem, pode manter-se à procura de emprego em condições.
Claro que a mera ideia do rendimento mínimo devia ser rejeitada tout court pelo CDS (como era o caso há uns anos atrás), mas, a existir, tem de cingir-se aos seus verdadeiros objectivos e não dar azo a abusos e imoralidades numa sociedade pobre como é a portuguesa. Por isso, a proposta do CDS é sensata.
“É uma boa ideia: o subsídio é dado aos mais carenciados e não faz sentido que o mesmo não seja gasto em bens de primeira necessidade.”
O conceito de “bens de primeira necessidade” é subjectivo.
Comentário por Miguel Madeira — Setembro 19, 2009 @ 15:54
Miguel Madeira,
Se tivesse, imagine, 100 euros de orçamento mensal, com casa (outro bem essencial) já paga, usava-os em quê? Ou acha que os subsidiados do rendimento mínimo têm hortas e uma vaca no quintal?
Comentário por filipeabrantes — Setembro 19, 2009 @ 16:03
E de preferência em géneros produzidos em Portugal…
Comentário por kruzeskanhoto — Setembro 19, 2009 @ 17:12
O conceito de “bens de primeira necessidade” é subjectivo.
Ui ui. E de que maneira.
Comentário por Pinto — Setembro 19, 2009 @ 18:49
“O conceito de “bens de primeira necessidade” é subjectivo.”
Deves ser comunista!
Comentário por Vasco Ribeiro — Setembro 20, 2009 @ 15:59
“acha que os subsidiados do rendimento mínimo têm hortas e uma vaca no quintal?”
Não sei, mas calculo que com um sistema de CCTV isso era facilmente resolvido
Comentário por MC — Setembro 20, 2009 @ 16:17