Um dia é da deontologia, outro do interesse público. Por João Miranda.
3. Ontem o DN publicou um email privado, de um jornalista do Público para outro jornalista do Público, onde se revela que a fonte foi de facto Fernando Lima. Tirando esta informação, tudo resto já tinha sido noticiado pelo Público em Agosto.
4. Uma das regras deontológicas do jornalismo é que não se revelam as fontes que desejam permanecer anónimas. Por isso o Público fez bem em não revelar a sua fonte, que de qualquer das formas estava bem caracterizada (assessor do Presidente).
5. A opção do DN de revelar as fontes de um jornal concorrente é no mínimo eticamente incorrecta, sobretudo porque essa informação nada revela de fundamental.
(…)
8. A alegação, por parte do DN, de que está em causa o interesse público é ridícula. Aquilo que a notícia tem de interesse público já tinha sido revelado pelo Público. E mesmo que houvesse interesse público, nada justificaria a divulgação de pormenores do email como o nome do destinatário ou o nome da fonte.
9. Qualquer teoria da reputação dirá que isto é normal. A reputação só tem valor se puder ser usada em momentos cruciais. O DN decidiu queimar parte da sua a uma semana das eleições.
Leitura complementar: Já posso voltar a comprar o Expresso; Mais escutas.
“O DN decidiu queimar parte da sua [reputação]…” Mas ainda tinha alguma?
Comentário por luís serpa — Setembro 20, 2009 @ 12:30