O Insurgente

Agosto 31, 2009

O BE e a imigração

Filed under: Comentário,Internacional,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 20:51

Este texto do Daniel Oliveira no Expresso, já aqui referido pelo João, é do melhor que tem sido publicado naquele jornal. Toca em dois assuntos que irão certamente marcar os próximos tempos em Portugal e na Europa, respectivamente: o Bloco de Esquerda e a imigração. Sobre o Bloco de Esquerda, a única novidade é que a análise já feita anteriormente por outros comentadores surge de alguém que conhece como ninguém o partido. O Bloco de Esquerda será muito provavelmente o terceiro partido mais votado nas próximas legislativas, beneficiando do facto de concorrer contra três partidos iguais e um no qual a maioria da população ainda, e bem, tem receio de votar. A forma como o Bloco de Esquerda enfrentar este crescimento pode marcar os próximos 4 anos de política em Portugal. As lutas ideológicas dentro dele também.
Mas o assunto que mais marcará o futuro da Europa é o referido na segunda parte do artigo: a imigração. Já aqui Daniel Oliveira tinha falado quase sempre bem sobre o tema. Há duas questões sobre as quais a sociedade presente poderá vir a ser julgada pelas gerações futuras: o aborto livre e o tratamento dos imigrantes. Se no caso do aborto, poderá existir sempre a desculpa a incerteza científica sobre o momento do início da vida, sobre a imigração não haverá desculpas. O silêncio conivente poderá vir a ser julgado. Em relação à imigração, a população europeia tende a seguir as posições da direita (ou vice-versa). Mas apesar disto, não é na direita que mora a culpa, é na esquerda. A esquerda não pode continuar a defender a entrada facilitada de imigrantes e ao mesmo tempo defender a rápida obtenção de nacionalidade e benefícios sociais para esse imigrantes. São políticas incompatíveis, e enquanto as duas últimas se mantiverem continuará a existir arame farpado e barcos à deriva. O silêncio da maioria manter-se-á, mas será nas mãos daqueles que falam que estará o sangue.

51 Comentários »

  1. Tenho a impressão que estes tipos do BE devem ter sido expulsos do seminário quando jovens.
    São uns autênticos televangelistas, perfeitamente convencidos que a sua doutrina é a palavra sagrada.

    Disse isto no meu blog:
    A ideologia é a religião da política.
    http://intransmissivel.wordpress.com/2008/12/04/para-marx/

    Pensava que os comunistas eram os seus mais fervorosos seguidores, mas afinal os do BE são piores.

    http://intransmissivel.wordpress.com/2009/08/31/e-assim-tao-surpreendente/

    Comentário por VFS — Agosto 31, 2009 @ 23:12

  2. “A esquerda não pode continuar a defender a entrada facilitada de imigrantes e ao mesmo tempo defender a rápida obtenção de nacionalidade e benefícios sociais para esse imigrantes. São políticas incompatíveis”.

    Acho que há décadas que alguém pode imigrar do Mississipi para o Ilinois exactamente nessas condições (livre circulação, acesso a direitos civis e políticos iguais aos dos “nativos” e acesso aos programas sociais do Estado do Illinois).

    Comentário por Miguel Madeira — Setembro 1, 2009 @ 00:22

  3. “Acho que há décadas que alguém pode imigrar do Mississipi para o Ilinois exactamente nessas condições (livre circulação, acesso a direitos civis e políticos iguais aos dos “nativos” e acesso aos programas sociais do Estado do Illinois).”

    E curiosamente ninguém no estado do Ilinois se queixa dos imigrantes do Mississipi, mas queixam-se dos mexicanos. Porque será?

    Comentário por Carlos G. Pinto — Setembro 1, 2009 @ 07:48

  4. “a entrada facilitada de imigrantes e [...] a rápida obtenção de nacionalidade e benefícios sociais para esse imigrantes [s]ão políticas incompatíveis”

    Não vejo bem como ou porquê.

    Eu diria que no taxation without representation. A partir do momento em que os imigrantes têm emprego mais ou menos contínuo e pagam impostos, devem gozar de benefícios sociais (como a educação dos seus filhos e o direito à saúde) e devem, a prazo, ter o direito à nacionalidade.

    Foi assim que os Estados Unidos da América, o Brasil e montes de outras nações foram construídos: com imigrantes a quem foram concedidos a nacionalidade e benefícios sociais.

    Com a natalidade dos portugueses pelas ruas da amargura, não nos podemos sequer dar ao luxo de querermos ser uma casta de senhores.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 09:30

  5. Portanto, o Carlos Guimarães Pinto acha que as gerações futuras não julgarão (moralmente, penso eu) a geração atual se a geração atual deixar entrar os imigrantes mas não lhes conceder quaisquer benefícios sociais, nem a nacionalidade. Ou seja, a geração futura ficará moralmente satisfeita pelo facto de ter entre si filhos de imigrantes que nunca foram educados numa escola (porque tal benefício social não lhes foi concedido), sofrem de doenças do desenvolvimento (nunca lhes foi concedido o benefício social de um médico), e não podem votar apesar de pagarem impostos e de não conhecerem outro país que não Portugal.

    A geração atual também julga moralmentea geraçã anterior por indivíduos como o Nelson Évora ganharem medalhas para Portugal. É iníquo – esse gajo nem deveria ter direito ao benefício social de treinar.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 09:36

  6. Se o requisito para a cidadania é pagar impostos então as empresas (que contribuem para a riqueza nacional como mais ninguem) que comecem a votar. Já agora que o voto seja proporcional á contribuição para os cofres do estado.
    Seguindo o principio do Lavoura, era uma bela maneira de se tirar capacidade de influencia a toda espécie de demagogos e as suas clientelas políticas compostas de parasitas sociais.

    Se as coisas continuarem como estão, nesta ditadura do politicamente correcto, o que as gerações vindouras vão lamentar é que os abrilinos tornaram um país limpo e ordeiro numa pocilga de 3º mundo, pobre e sem lei.

    Comentário por — Setembro 1, 2009 @ 10:19

  7. A imigração por principio devia ser ilimitada. Uma pessoa não deve ser impedida de procurar uma vida melhor em Portugal só porque teve o azar de não nascer dentro deste rectangulo. Infelizmente o Estado Social impossibilita que este principio seja aplicado pois encoraja que entrem pessoas não para fazerem vingar as suas capacidades produtivas mas sim para viverem à conta dos outros.

    Acabe-se com os subsidios e abra-se as portas. Não faz sentido sermos a favor do comércio livre e deixarmos entrar nas nossas fronteiras 1 milhão de maquinas de barbear e depois ficarmos indignados e cheios de medo por 100 barbeiros quererem vir trabalhar para Portugal.

    A deixar o Estado Social como está é incomportável abrir as portas. O barco afundará ainda mais depressa.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 1, 2009 @ 10:27

  8. Assino por baixo, Nuno.

    Comentário por João Luís Pinto — Setembro 1, 2009 @ 10:38

  9. E, já agora, grande artigo Carlos! :)

    Comentário por João Luís Pinto — Setembro 1, 2009 @ 10:46

  10. Nuno Branco,

    os imigrantes, para o serem e para assim permanecerem, e para receberem benefícios sociais, trabalham e contribuem para o país. Não vêem para cá pessoas para ficarem sem fazer nada a viver à custa dos contribuintes. Os imigrantes que para cá vêem trabalham e ganham a sua vida. A generalidade deles também paga impostos, e é só por isso que tem benefícios sociais. As exceções (romenos que vêem viver da mendicidade, por exemplo) não passam disso mesmo, exceções.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 10:47

  11. Excepções que são encorajadas pelo Estado. Excepções que são pagas por mim. Excepções que são aos milhares… quantos é que têm de ser honestos para sustentar um parasita neste sistema? Se entraram 4 honestos para cada parasita chega para cobrir a despesa? Não me parece…

    Mais uma vez, não se pode encorajar o parasistismo, abrir as portas e esperar que os parasitas fiquem à porta. Mas ouve, se queres afundar isto tens todo o meu apoio. No estado em que estamos sou apologista do mandar abaixo para fazer de novo.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 1, 2009 @ 11:00

  12. “Acabe-se com os subsidios e abra-se as portas.”

    Quais são os subsídios, concretamente, que o Nuno Branco considera (ou julga) que os imigrantes recebem e que, em sua opinião, deviam acabar?

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 11:01

  13. “Se entraram 4 honestos para cada parasita chega para cobrir a despesa? Não me parece…”

    Não lhe parece mas é um facto. O impacto económico da imigração está mais que contabilizado (lamento não lhe poder dar referências, mas elas existem) e é muito positivo. O Estado Social recebe muito mais dinheiro dos imigrantes do que lho concede. Ou seja, os imigrantes em Portugal dão mais contribuições (para a Segurança Social e sob a forma de impostos) do que o que recebem.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 11:04

  14. Todos. Mas deviam acabar para toda a gente e não apenas para os imigrantes, como é obvio não há cidadãos de primeira e de segunda. Mas vá… eu mordo o isco e fazemos isto faseado começando com o rendimento minimo, o subsidio de desemprego e o abono de familia.

    Mas cheira-me que isto nos vai levar para uma discussão que nada tem a ver com fluxos migratórios…

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 1, 2009 @ 11:05

  15. “Ou seja, os imigrantes em Portugal dão mais contribuições (para a Segurança Social e sob a forma de impostos) do que o que recebem.”

    Ó Luís… eu sei que a SS é uma roubalheira e que vai estar falida quando os imigrantes se reformarem mas o Estado já assumiu isso? Já nem se conta que esse dinheiro supostamente é para ser devolvido quando eles se reformarem? Que é só para pagar os subsidios aos parasitas que entram juntamente com os que querem trabalhar?

    Grandes progressos.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 1, 2009 @ 11:08

  16. “o rendimento minimo, o subsidio de desemprego e o abono de familia”

    O rendimento mínimo só existe para portugueses, não existe para imigrantes.

    O subsídio de desemprego só existe para quem já descontou para a Segurança Social (como trabalhador) durante bastantes meses. Haverá sem dúvida imigrantes a receber subsídio de desemprego mas, como eu digo, há muitos mais a contribuir para que tal subsídio exista. Se o subsídio de desemprego desaparecesse e, correspondentemente, as contribuições para a Segurança Social fossem diminuídas, isso prejudicaria mais os portugueses do que os imigrantes, dado que estes últimos são contribuintes líquidos da Segurança Social.

    O abono de família é provavemente uma prestação social que beneficia mais os imigrantes, dado que eles têm mais filhos em média do que os portugueses. O Nuno Branco quer acabar com o abono de família para os imigrantes, muito bem. Grande proposta. Acho é que não vai receber muito com acolhimento, em particular de setores humanistas e católicos. Mas acho muito bem que o Nuno Branco faça essa proposta.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 11:30

  17. “Não vêem para cá pessoas para ficarem sem fazer nada a viver à custa dos contribuintes.”

    O LL não deve sair muito…

    “Os imigrantes que para cá vêem trabalham e ganham a sua vida.”

    Todos? Nomeadamente todos os elementos das famílias que são reagrupadas, ou só um ou outro?

    “A generalidade deles também paga impostos, e é só por isso que tem benefícios sociais.”

    Não sei onde é que o LL se informou em relação a esse critério de necessidade, e essa “generalidade”.

    “O impacto económico da imigração está mais que contabilizado (lamento não lhe poder dar referências, mas elas existem) e é muito positivo.”

    Deve ser mesmo assim. Conhecendo-se o facto de que o ramo de actividade mais associado à emigração é a construção civil, essa actividade conhecida como particular respeitadora das suas obrigações fiscais e de SS, acrescentada a uma miríade de outras actividades liberais e ad hoc de pendor semelhante, e conjugando-se esse conhecimento com o facto de que a generalidade dessas contribuições não são líquidas, ou seja, têm encargos esperados futuros substanciais – apesar de darem muito jeito no presente pela injecção de dinheiro fresco na tesouraria da SS – vê-se o que está em cima da mesa.

    Mas nem é preciso muito mais em relação à questão do que isto: não existe qualquer necessidade de trabalhar para beneficiar da miríade de apoios sociais instituídos. Basta um indivíduo trabalhar uns meses e fazer boa figura até conquistar a nacionalidade. Posto isto, faz o reagrupamento da mulher, dos filhos, das avós e dos avôs, todos a receber por conta (e quando se aplique) o RSI, o complemento solidários para idosos, os medicamentos genéricos de borla, os tratamentos gratuitos no SNS e a escola gratuita e subsidiada pela acção social escolar, os transportes subsidiados, os magalhães, a isenção de propinas e a habitação social. Para tudo isto bastando estar sentadinho em casa e ir-se movimentando nas malhas do sistema.

    Comentário por João Luís Pinto — Setembro 1, 2009 @ 11:36

  18. “Basta um indivíduo trabalhar uns meses e fazer boa figura”

    Isto partindo do princípio que não recebe a nacionalidade num dos vários “processos extraordinários” (quando é que o Lula vem cá outra vez?).

    Comentário por João Luís Pinto — Setembro 1, 2009 @ 11:38

  19. “Mas nem é preciso muito mais em relação à questão do que isto: não existe qualquer necessidade de trabalhar para beneficiar da miríade de apoios sociais instituídos. ”

    Com a excepção do RSI e do tal complemento de idosos, esses “apoios sociais instituidos” não permitem a alguém viver só deles (já que são apoios sob a forma de serviços gratuitos e não em dinheiro), logo, em principio, terão à mesma que trabalhar ou ter outra fonte de rendimento.

    Comentário por Miguel Madeira — Setembro 1, 2009 @ 11:54

  20. Pois, com a excepção. :-)

    Tendo em conta que essa é provavelmente a contribuição mais regular e de maior valor…

    Mas nada inviabiliza que, existindo, essa actividade profissional fosse informal, ou seja, à margem do sistema, mantendo o freeriding. É certo que cria riqueza, previsivelmente, mas acentua a injustiça da “redistribuição”. Além disso, mesmo trabalhando “oficialmente”, irá com certeza cair na larga banda dos fiscalmente isentos.

    Eu sei que esse problema é (também) do sistema fiscal, e da existência desse tipo de subsídios. Não leiam o que escrevo como uma crítica cega à imigração. Só corroboro a tese do artigo de que uma política de imigração de “portas abertas” é incompatível com um estado social, pelo menos nos moldes em que o temos.

    Comentário por João Luís Pinto — Setembro 1, 2009 @ 12:04

  21. “a tese do artigo de que uma política de imigração de portas abertas é incompatível com um estado social”

    Esta tese muito original nunca lembrou sequer ao Paulo Portas.

    É que há estudos feitos e publicados, sobre o impacto económico em geral dos imigantes, e sobre o seu impacto no Estado Social em particular, que afirmam precisamente o contrário. Os estudos realizados mostram que os portugueses lucram economicamente com a imigração, na medida em que os imigrantes contribuem mais para as prestações sociais do que aquilo que delas auferem.

    É claro que seria ainda melhor se os imigrantes fossem obrigados a contribuir para a Segurança Social, e pagassem impostos, mas nada recebessem em troca. Isso seria ouro sobre azul, claro: os imigrantes pagariam impostos e contribuiriam para a Segurança Social, mas não teriam direito a ter filhos nas nossas maternidades, a ser tratados das suas mazelas nos nossos hospitais, e teriam que colocar os seus filhos em colégios privados. Penso que isso seria, de facto, altamente lucrativo para os portugueses. Não sei se é isso que este artigo propõe.

    É claro que haveria ainda uma outra alternativa: os imigrantes não teriam direitos sociais absolutamente nenhuns (não teriam direito à saúde nem à educação), mas pagariam menos impostos que os portugueses e não pagariam nem um tostão para a Segurança Social. Nessa versão, muito interessante, os imigrantes fariam concorrência desleal aos portugueses, na medida em que os patrões lhes poderiam pagar bastante menos.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 12:30

  22. “Esta tese muito original nunca lembrou sequer ao Paulo Portas.”

    E o argumento é?

    “Os estudos realizados mostram que os portugueses lucram economicamente com a imigração, na medida em que os imigrantes contribuem mais para as prestações sociais do que aquilo que delas auferem.”

    A questão é que essa análise é feita geralmente em termos de tesouraria, ou seja, só tem em conta a injecção de dinheiro fresco no sistema, mas não pondera os encargos totais presentes e principalmente os diferidos no tempo que acarreta.

    Quanto ao resto, não se faça de desentendido. A crítica não é aos que “trabalham e pagam impostos”. A critica é ao facto de poderem auferir de benefícios significativos sem sequer precisarem de o fazer.

    Comentário por João Luís Pinto — Setembro 1, 2009 @ 12:42

  23. Eu penso que o Carlos Guimarães Pinto parte implicitamente de uma analogia com os Emirados Árabes Unidos, o país onde (penso) ele trabalha. Nos EAU as contribuições sociais destinam-se apenas aos cidadãos. Mas há nos EAU uma diferença fundamental em relação a Portugal – nos EAU não se paga impostos (nem os cidadãos nem os imigrantes) e não se contribui para a Segurança Social. Nos EAU a Segurança Social (dos cidadãos apenas) é paga com os rendimentos do petróleo. Ora, em Portugal não há petróleo. Em Portugal os benefícios sociais são pagos pelos impostos e pelas contribuições de quem deles usufrui. Tanto imigrantes como cidadãos. E as estatísticas afirmam claramente que o subgrupo dos imigrantes paga mais (em impostos e contribuições) do que aquilo que recebe. As esatísticas indicam também claramente (e isto é visível a olho nu) que há muitos portugueses que vivem apenas à custa do Estado Social (através de pensões de reforma e de rendimento mínimo), mas há pouquíssimos (eu diria mesmo que não há nenhuns) imigrantes que vivam assim. Os únicos imigrantes em Portugal que vivem sem trabalhar são aqueles que se dedicam à mendicidade. Os outros, se não têm trabalho, piram-se daqui para fora para outras melhores paragens.

    Aliás, as portas de Portugal estão largamente abertas. Todos os romenos e búlgaros que queiram podem para cá vir, se o desejarem. Se não vêem é, precisamente, porque não arranjam cá emprego. Nunca ouvi falar de romenos ou búlgaros que viessem para Portugal para viverem à custa das nossas luxuriantes prestações sociais.

    Tal como digo, isto são ideias que nem ao Paulo Portas lembram.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 1, 2009 @ 12:44

  24. Lembro ao Luis e ao Miguel que existe uma profunda diferença entre os imigrantes e os cidadãos portugueses: os primeiros residem em Portugal por opção, os segundos normalmente por falta de opção. Pense nisso.

    Comentário por Carlos G. Pinto — Setembro 1, 2009 @ 12:52

  25. O CDS e o PSD até podiam acolher as propostas de imigração do BE se as complementassem com o fim do salário mínimo. Assim o país beneficiaria de mão-de-obra barata.

    Comentário por ooioo — Setembro 1, 2009 @ 13:54

  26. “A questão é que essa análise é feita geralmente em termos de tesouraria, ou seja, só tem em conta a injecção de dinheiro fresco no sistema, mas não pondera os encargos totais presentes e principalmente os diferidos no tempo que acarreta.”

    Essa análise de tesouraria esquece-se ainda de outros efeitos: a entrada de imigrantes tende a alterar os salários relativos, baixando os ordenados das pessoas que fazem trabalhos comparáveis aos dos imigrantes e subindo os das pessoas que fazem trabalhos complementares (na prática, creio que podemos dizer que, pelo menos em Portugal, a imigração “transfere” rendimentos da classe baixa para as média e alta). Logo, temos também que contar os impostos adicionais que a classe alta vai pagar devido ao aumento de rendimentos causado pela imigração, descontar os impostos que a classe baixa vai deixar de receber (ou, se calhar, os subsidios que vai passar a receber), etc. A partida, dá-me a ideia que num sistema fiscal progressivo este efeito será mais positivo que negativo.

    Comentário por Miguel Madeira — Setembro 1, 2009 @ 13:58

  27. “É claro que seria ainda melhor se os imigrantes fossem obrigados a contribuir para a Segurança Social, e pagassem impostos, mas nada recebessem em troca. Isso seria ouro sobre azul, claro: os imigrantes pagariam impostos e contribuiriam para a Segurança Social, mas não teriam direito a ter filhos nas nossas maternidades, a ser tratados das suas mazelas nos nossos hospitais, e teriam que colocar os seus filhos em colégios privados. Penso que isso seria, de facto, altamente lucrativo para os portugueses. Não sei se é isso que este artigo propõe.”

    LL, vives em que realidade alternativa? Só são mais uma mais valia para os portugueses porque andam a pagar as reformas dos portugueses sem nunca se ter em conta que irão ter direito também a estas reformas. A solução passará por nessa altura convidar mais uns quantos a entrarem para serem enganados? Viva a pirâmide eterna… o estado inventou o crescimento geométrico.

    Mas claro, como só vão notar que foram roubados daqui a 30 anos já és um grande humanitário. Fazê-los (e aos portugueses também) agora pagar para serem hospitalizados é que é um crime.

    Qual é a moral da história? Que a escravidão só é má a curto prazo? A longo prazo é porreira? Que a SS é melhor chicote que aqueles que construiram as piramides originais (the irony… piramides…) ?

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 1, 2009 @ 15:03

  28. Tem piada. Para vocês é perfeitamente equivalente entrarem em Portugal 100000 imigrantes subsarianos com um QI médio de 70 pontos e 100000 chineses Han com um QI médio de 105.

    http://en.wikipedia.org/wiki/IQ_and_Global_Inequality

    Comentário por Shockley — Setembro 1, 2009 @ 18:31

  29. Shockley: tem piada. Simpatiza com as teses nazis de casar fortes com inteligentes para um Progresso mais Iluminado?

    Comentário por ooioo — Setembro 1, 2009 @ 19:22

  30. A africanização do país é um acto de alta traição ao povo Português.
    Os gajos que descolonizaram, deixaram que os “retornados” fossem expulsos sem bens são os mesmos que agora colonizam.Propositadamente e economicamente desnecessário e muito prejudicial.Falam es “estudos” que não mostram ou foi feito por especialista amigo do ISCTE.
    Se hoje a canga fiscal sobre os indígenas é pesada cada vez o vai ser mais.Para distribuir alguém tem que pagar.É mentira que a malta trabalhe tanto como os propagandistas dizem.Porque simplesmente não o há para ninguém.Bairros sociais em que 90% andam a RSI?Nacionalizações virtuosas ao fim de 6 anos dos quais 3 podem ser de prisa?Um CPP adequado ao “bom selvagem”?Nem um centro de retenção de ilegais?Dezenas de milhar de alunos ilegais no sistema de ensino onde lhes são pagas todas as mordomias que nem os pobres indígemnas têm?Mas para quê?Para inventarem “obras” para lhes darem emprego?Onde anda o valor da coesão nacional?E social?E religiosa?Para mim ou acabam com as portas abertas ou com o Estado Social.Mas não podem é desarmar o povo que segundo a constituição tem o dever de resistir a invasões…
    A ilegalidade está a ter a cumplicidade de quem governa.

    Não existem justificações económicas , nem sociais, nem de outra natureza que justifiquem o que se passa.Em poucos anos 1000000 de africanos cá dentro a fazer bantostões a caminhoa da independência!Encarecendo impostos, chateando o indígena com droga, roubos e desassossegos vários.
    O quererem substituir a população indígena por outra tem que pura e simplesmente acabar.Porque é o sentimento popular que o exige.Que não confia no governo e nos partidos que tal promoveram.Uma traição!

    Comentário por Lusitânea — Setembro 1, 2009 @ 19:24

  31. A africanização dos salários obriga o indígena a emigrar.Porque não pode sobreviver com o que lhes querem pagar.E na maioria dos casos quem recebe a casa social é quem vem com uma mão á frente e outra atrás.
    Mostrem nas televisºoes os n! bairros que são enclaves africanos no país mostrem.E perguntem do que +e que eles vivem… onde trabalham…
    A continuar como está os milhares de alunos ilegais vão ser automáticamente “portugueses” e depois com reuniões familiares, casamentos etc vai ser uma verdadeira riqueza.
    Um debate sério e público sobre o assunto deve ser exigido! E nada de propaganda psico-social.A verdade pura e dura!

    Comentário por Lusitânea — Setembro 1, 2009 @ 19:35

  32. “Shockley: tem piada. Simpatiza com as teses nazis de casar fortes com inteligentes para um Progresso mais Iluminado?”

    Não, simpatizo com a tese de casar inteligentes com inteligentes.

    PS: os Nazis desprezavam os testes psicométricos, pois os judeus pontuavam em média acima dos alemães.

    Comentário por Shockley — Setembro 1, 2009 @ 19:41

  33. “Não, simpatizo com a tese de casar inteligentes com inteligentes.”

    Recomendo-lhe que leia algo sobre o que acontece quando pessoas imunes à malária se casam (e têm filhos) com pessoas imunes à malária.

    Comentário por Miguel Madeira — Setembro 1, 2009 @ 19:57

  34. Tão bonito,

    Tanto os assim chamados liberais como os comuninhas estão de acordo em uma coisa: A Nação é um conceito retrógado que deve desaparecer o mais rápido possivel.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 09:59

  35. “A Nação é um conceito retrógado que deve desaparecer o mais rápido possivel.”

    Acho que aqui ninguém defendeu isso. Agora se me perguntares se os direitos dos individuos devem ser sacrificados para o bem da nação então a resposta só pode ser não. Para que serviria uma nação que não respeitasse a liberdade dos seus cidadãos?

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 2, 2009 @ 10:49

  36. Meu caro,

    No caso do fundamentalismo liberal:
    Quando se diz que a entrada de imigrantes deve ser livre e sem limites, está-se a por consequencia a defender o fim da nação. Não só milhares de portugueses ficarão sem trabalho ou com o seu rendimento muito diminuido, como os sitios onde vivem se tornarão ghettos. Alem do mais a médio prazo a mestiçagem em massa descaracterizará o povo e a sua cultura.

    No caso comuna:
    Quando se diz que os imigrantes devem não só entrar em massa mas que devem aceder facilmente à cidadania, está se a tambem alterar de forma muito profunda a demografia e por consequencia a política ( ter por cá milhões de descamisados munidos de cartão de eleitor deve dar jeito á comunagem).

    Tanto num caso como no outro em algumas gerações seremos uma minoria na nossa própria terra.

    Se quiser a minha opinião eu dou:

    Quem quiser vir por bem e se houver condições para o receber então essa pessoa pode vir trabalhar para Portugal. Quanto á nacionalidade, esta HERDA-SE!!!!!

    Veja-se o caso da Suiça.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 11:03

  37. Quanto entram novos imigrantes o que está em causa da nação?

    Ápresentas o argumento que baixam os salários. Dois problemas com essa frase:
    1) Não é liquido que aconteça, o mais natural de acontecer é que baixem nuns sectores e subam noutros.
    2) Desde quando o que define o Estado é o ordenado dos cidadãos? Que trampa de país é esse?
    3) Ui… mulatos e tipos de olhos em bico… se os gajos aqui põe os pés acaba Portugal… fujam, fujam… the sky is falling

    Ainda me lembro de um paíszeco que foi feito há cerca de 200 anos. Aquilo tinha muito potencial mas depois chegaram os imigrantes todos e foi tudo pelo cano abaixo. Só os historiadores (e mesmo assim nem todos) se lembram de um país livre que existiu nessa altura que se chama Estados Unidos da América.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 2, 2009 @ 11:24

  38. Nuno,

    Quando a oferta de um tipo de trabalhador aumenta mais que a sua procura os salários descem obviamente.

    A nação é definida pela comunidade de sangue e cultura.

    A América era um território selvagem que foi colonizado por europeus, na sua maioria alemães. Desde que deixou de ter critério na admissão de imigrantes está decadente.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 13:56

  39. Sim, eu sou técnico de informatica. Aparecem agora 3 milhões de japoneses à porta para fazerem o meu trabalho.

    O que é que eu faço? Ponho-me a chorar, que ninguém me ajuda, que a cultura do país vai ser exterminada, que o Estado não me acode na minha hora de necessidade.

    Era impensável ir fazer outra coisa num area de mercadomenos explorado… nunca ninguém faria isso.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 2, 2009 @ 14:15

  40. [...] Portugal — André Azevedo Alves @ 14:30 Recomendo a leitura dos comentários aos posts O BE e a imigração e (Mais) Uma pérola do jornalismo económico nacional. Deixe um [...]

    Pingback por Comentários « O Insurgente — Setembro 2, 2009 @ 14:32

  41. Nuno,

    Os japoneses muito raramente admitem imigrantes no seu território. Faz parte da sua maneira de ser preservar a sua identidade nacional.

    Quem te vinha deixar desempregado seriam provavelmente os indianos, que fazem programação por meia dúzia de patacas.

    Para concluir, não se trata do emprego de A ou B trata-se de preservar a identidade nacional a longo prazo.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 14:42

  42. Sim, realmente serem indianos em vez de japoneses muda completamente a natureza do meu argumento.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 2, 2009 @ 15:06

  43. Eu acho que com essa resposta já deixaste de argumentar e começaste a desconversar…

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 15:21

  44. De qualquer modo registo que faz parte da concepção de liberdades individuais, fulano trazer para o seu país cidadãos estrangeiros para cá viverem, sem ter que dar qualquer tipo de satisfação aos outros cidadãos.

    Sinceramente, não queiras perverter o significado de liberdade e liberalismo.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 15:25

  45. Portugueses

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 15:26

  46. Desde que não venha cá para roubar ou infringir a lei, se não houver estado social não sei porque razão ha-de ficar à porta. Mas o Zé lá sabe, a cultura portuguesa deve andar mesmo mal se precisamos de guardas nas fronteiras para a proteger.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 2, 2009 @ 15:31

  47. Pela mesma razão de que se um barco só tem lotação para 50 pessoas se for carregado com 100 vai concerteza ao fundo.

    Pela razão de que se 1 país tem x recursos que aumentam devagar e á custa de muito esforço, se de repente houver o dobro das bocas para alimentar, alguem vai ficar concerteza à fome e o crime é uma consequencia natural da fome.

    Pela razão de que se temos uma população homogenea e se de repente deixarmos entrar todos os descamisados que para cá quiserem vir vamos acabar como os balcãs, se é que já não estamos balcanizados pelo menos na periferia de Lisboa.

    Porque não deixas viver em tua casa toda a gente que o queira??? Precisas de uma tranca na porta para preservar a tua familia, propriedade e privacidade????

    Acho um pouco ingénua essa atitude, principalmente se considerarmos que 3/4 da população mundial é miseravel. Se os deixares á solta não tenhas duvidas que eles vão se jogar de unhas e dentes ao que é teu sem qualquer tipo de preocupação com conceitos como a liberdade.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 15:49

  48. E portanto porque é que os imigrantes vêm para cá se vão passar fome? São malucos?

    Nao entra toda a gente em minha casa porque é propriedade privada. A questão não é essa, a questão é porque é que tu não me deixas convidar os meus amigos indianos para lá irem a casa.

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 2, 2009 @ 15:58

  49. Os imigrantes não são malucos, mas estão desesperados. No país deles nem há comida, nem há lei nem há esperança de melhorar. Por isso, mesmo que venham para cá catar os caixotes do lixo e dormir na rua isso sempre é uma vida menos má do que a que têm no seu país.

    Como as casas são propriedade dos indiviuos, os territórios tambem são propriedade das Nações.

    “Ir lá a casa” é diferente de “viver la para casa”

    De qualquer modo dúvido que alguem convide outro para viver em sua casa sem ter o acordo dos outros proprietários dessa casa.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 16:10

  50. Quanto á razão porque não estou de acordo que venham para cá todos os indianos que o quiserem (imigração livre e sem limites) já ficou explicita nos pontos anteriores.

    Comentário por — Setembro 2, 2009 @ 16:14

  51. Estas no teu direito. Também és a favor de alfandegas para proteger as industrias nacionais ou só és contra seres vivos entraram em Portugal?

    Comentário por Nuno Branco — Setembro 2, 2009 @ 16:42


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