O Insurgente

Agosto 25, 2009

Chavez & Chomsky

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 14:52

No El Mundo (via Helena Matos)

El presidente venezolano, Hugo Chávez, alabó el lunes a Noam Chomsky como “uno de los intelectuales que más ha abonado en la lucha contra la hegemonía de la elite que gobierna en EEUU”, al recibir al ensayista estadounidense en el Palacio de Gobierno.(…)

Por su parte, el Chomsky expresó muy brevemente su agradecimiento a Chávez por sus “amables y generosas palabras”, así como lo “emocionante” que le resulta “ver en Venezuela cómo se está construyendo ese otro mundo posible y ver a uno de los hombres que ha inspirado esta situación” de cambio.

“Hablar de la paz es, de alguna manera, fácil (…) lo difícil es crear un nuevo mundo, un mundo diferente”, añadió el intelectual estadounidense, quien se encuentra de visita en Caracas y este lunes pronunció una conferencia en la capital venezolana.

Recordo que, no passado, a ditadura norte-vietnamita e o regime genociada dos Khmers Rouge também foram louvados por Chomsky pelo que as crescentes restrições à liberdade do regime chavizta não lhe causarão insónias.

10 Comentários »

  1. “…no passado, a ditadura norte-vietnamita e o regime genociada dos Khmers Rouge também foram louvados por Chomsky…”

    Fonte ?

    Comentário por RF — Agosto 25, 2009 @ 16:06

  2. Livros e artigos do próprio. Coloco as referências mais logo.

    Comentário por Miguel — Agosto 25, 2009 @ 16:12

  3. Aguardo-as com curiosidade, até porque li a maior parte dos artigos que Chomsky escreveu sobre os KR e não há um único louvor ao KR. É uma conhecida mentira, bastantes vezes repetida, isso que o Miguel afirmou, mas se têm referências que confirmem o que afirmou, venham elas.

    Comentário por RF — Agosto 25, 2009 @ 16:21

  4. ” uma conhecida mentira, bastantes vezes repetida”

    Uma técnica bastante chomskyana. Teria piada se a estivesse a usar contra ele.

    Comentário por Miguel — Agosto 25, 2009 @ 16:27

  5. Chomsky e Hermam, recensão aos livros “Murder of a Gentle Land”, “Cambodge, année zero” e “Cambodia: starvation and revolution” (The Nation, 1977)
    Chomsky e Hermam, “The Political Economy of Humam Rights” (1979)

    Comentário por Miguel — Agosto 25, 2009 @ 18:54

  6. Nem a ditadura norte-vietnamita nem muito menos o regime dos Khmers Vermelhos foram louvada por Chomsky. O que houve foram afirmações feitas em tempos por Chomsky que padecem do relativismo típico da Esquerda (ver http://en.wikipedia.org/wiki/Criticism_of_Noam_Chomsky#Vietnam_War). Não foram “louvores” mas sim, digamos, uma tentativa de equivaler, de alguma forma, as atrocidades americanas com as cambodjanas.

    Comentário por DrStrangelove — Agosto 25, 2009 @ 19:52

  7. Malguns casos foram mesmo louvores com especial incidência para os norte-vietnamitas. Chomsky teceu grandes elogios ao regime durante e após uma viagem patrocinada pelo regime comunista E a comparação foi entre os EUA e a Alemanha Nazi. Presume-se que os restantes fossem menos maus.

    Quanto aos Khmers Rouge e quando já eram penoso negar o genocidio escrevia que as marcas do regime eram:

    “.,,on the one hand, oppession, regimentation and terror, on the other, construtive achievment for much of the population”.

    Em que consistia o “construtive achievment” só ele e alguns iluminados parecem saber. Já agora, imaginem que alguém tentava aplicar o mesmo raciocínio à Alemanha Nazi.

    Comentário por Miguel — Agosto 25, 2009 @ 20:07

  8. Miguel,

    Se tivesse lido as fontes que indicou (e estão disponiveis online) veria que não existe lá nenhum louvor aos Khmers. Existe sim, tal como o DrStrangeLove indicou e é fácil confirmar, uma tentativa de atribuir maior responsabilidade pelas mortes ocorridas no Cambodja aos EUA, em contraste com a opinião dominante nos meios de comunicação ocidentais. O que Chomsky discute são os números, e as causas deles, não as virtudes do regime. Relembro que estamos a falar de escritos de 1977-79, quando os factos ainda decorriam, a dimensão total da tragédia ainda estava longe de ser conhecida dada a escassez de fontes credíveis, e era legítimo (mesmo que por incredulidade ou agenda política) questionar os números que chegavam a público.

    Comentário por RF — Agosto 25, 2009 @ 23:33

  9. Em primeiro lugar, a edicção disponível é a original?
    Em segundo lugar, já em 77 (e em 79 ainda mais) existiam inumeros relatos quer de jornalistas credíveis quer de refugiados. Chomiky preferiu ignorá-los.

    Comentário por Miguel — Agosto 25, 2009 @ 23:38

  10. Durante os anos de 1975gau e 1979, vários jornalistas franceses como Fraçois Ponchaud e Roland-Pierre Paringaux (Le Monde), Joel Henri (France-Presse) deram conta dos massacres. O autor de um dos livros alvo de uma recensão em 1977 (Ponchaud autor do “L’Anne Zero”) e que até tinha tido prévias simpatias pelos Khmers Rouge e que viveu no vários anos no Cambodja antes e depois de revolução deu conta dos massacres.

    Chomsky preferiu também não dar crédito a reportagens do NYT preferindo denegir o jornalista.

    Enfim. Opções.

    Comentário por Miguel — Agosto 25, 2009 @ 23:51


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