O Insurgente

Julho 8, 2009

Nacionalidades à venda

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 12:05

Se Maria João Pires se quer “desnacionalizar” por se sentir desprezada ao não receber subsídios governamentais para os seus projectos pessoais, então de facto não merece a minha consideração.

Ser português é algo mais do que subtrair subsídios para projectos musicais, ainda que recheados de méritos. Portugal merece-me inúmeras críticas e insatisfações. Mas há poucas sensações melhores do que o momento do regresso a casa, depois de vários dias ausente no exterior. Ser português é algo mais do que uma mera transacção comercial, implica amar a nossa terra, as nossas culturas e tradições. Há um sentimento de pertença que não de dilui nas dificuldades.

Tenho a certeza que o Brasil a recebe de braços abertos.

O centro?

Filed under: Comentário,Internacional — André Abrantes Amaral @ 12:03

central_asia

As manifestações no Irão mais a repressão no noroeste da China, fazem-me uma vez mais dar razão ao Prof. Ernâni Lopes quando disse que tudo confluía na Ásia Central. Pelos menos assim será no futuro próximo.

Os factos comprovam-no.

Antarctic Sea Ice Video

Filed under: Ambiente,Internacional,Media,Teoria — André Azevedo Alves @ 10:17


New Antarctic Sea Ice Video – shows cycles and ice growth

(via Gabriel Silva)

Ainda o Irão

Filed under: Internacional,Política,Religião — Miguel Noronha @ 09:10

“Legitimidades” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

É possível que o regime de tutela religiosa entre em desagregação, mas isso não representará o triunfo de uma teleologia progressista que não reconhece causas perdidas, impasses e dilemas trágicos. Simplesmente, como recordava Nietzsche, as cobras que não se libertam da sua pele, morrem. Quando, é matéria de adivinhação

LEITURA COMPLEMENTAR: “A Revolução Twitter”

It’s official!

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:52

Ministra responsabiliza comunicação social pela baixa a Matemática

Primeiro o incidente com Manuel Pinho. Agora isto. O governo está em plena silly season.

Julho 7, 2009

Lógico

Filed under: Comentário — Miguel Noronha @ 21:38

Com quantidade de comentadores que nos últimos dias aqui têm manifestado apoio aos magnificos projectos educacionais e artisticos de Maria João Pires não percebo as dificuldades que a forçaram a emigrar. Certamente que os seus admiradores, para além de elogios, também lhe endossam um chequezito.

Esclarecimento

Filed under: Insurgentologia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 20:18

“Podia ter financiado o projecto recorrendo às suas poupanças pessoais, receitas de vendas de discos e concertos, a doações voluntárias de todos aqueles que consideram o projecto meritório, organizando rifas, prostituindo-se ou mendigando. Acabou por optar pela forma menos digna,(..)”

Este esclarecimento não surge pelas reacções do Daniel Oliveira, do Luis Rainha ou daquele outro senhor que tem por hábito poluir as caixas de comentários dos outros blogs. Destes espero sempre um certo nível de reserva mental a tudo o que se escreva neste blog. Esses senhores podem parar de ler aqui.
Este esclarecimento destina-se àqueles comentadores e leitores que não tendo essa reserva mental e estando de boa-fé, como o Vítor Jesus e outros, interpretaram o trecho da mesma forma. O objectivo da frase não foi sugerir à senhora qualquer forma de financiamento, até porque jamais faço este tipo de recomendações gratuitamente. Muito menos terá sido propor à senhora que se prostitua ou sugerir que ela estivesse disponível para tal. A minha educação, não a da escola pública mas a mais valiosa de todas, a que obtive em casa, não me permitiria fazê-lo. O objectivo da frase foi apenas de listar um conjunto de formas de financiamento moralmente mais dignas do que o assalto ao bolso dos contribuintes e, ao fazê-lo, posicionar a acção de Maria João Pires na minha escala moral. A inclusão das opções “prostituir-se” e “mendigar” visou tão somente colocar em perspectiva a imoralidade do acto da Maria João Pires. Espero que com isto esclareça, quem merece e tem a capacidade de ser esclarecido.
A classificação de parasita obviamente mantém-se. Porque sejam eles artistas, banqueiros, empresários, advogados ou consultores, todos aqueles que procuram financiar projectos pessoais à custa dos contribuintes não merecem classificação diferente. Tão certo como alguém que se prostitui ser prostituto.

Iniciativa constitucional

Filed under: Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:07

Constituicao+2.0

A iniciativa Constituição 2.0, organizada pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP), tem como objectivo a construção interactiva de uma Constituição aberta. Esta iniciativa procura usar as ferramentas colaborativas e interactivas ao dispor dos utilizadores da Internet para criar uma Constituição viva para uma sociedade dinâmica.

Através do blogue Constituição 2.0 e da Wiki, todos poderão contribuir para o debate, em várias modalidades de interacção aberta e colaborativa.

A iniciativa Constituição 2.0 é um convite à participação e cidadania – para a criação de novas ideias e exprimir a vitalidade da democracia portuguesa.

Este evento interactivo terá duas fases: este blogue (Constituição 2.0) e uma página Wiki (Constituição 2.0 Wiki, aberta a partir de 11 de Julho).

(Texto de apresentação retirado daqui.)

A ASAE protege o consumidor dos preços baixos

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:14

Numa perfeita demonstração da imbecilidade de alguma legislação (nomeamente a “lei dos saldos”), a ASAE anunciou estar a investigar o El Corte Ingles por prática de preços excessivamente baixos.

Ainda o manifesto dos 51

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:25

“Retornos decrescentes e manifestos de economistas” no Mercado de Limões.

[V]ejamos aquilo que foi escrito no recente manifesto das 51 personalidades:

“Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social.”

Esta é uma afirmação que fica bem em qualquer manifesto que queira captar a atenção do leitor mais desatento. Mas será que reflecte argumentos económicos sérios?

Lavadinho e enxuto

Filed under: Blogosfera,Comentário,Cultura — João Luís Pinto @ 00:23

Bidé

A reacção mais do que excitada de muita da esquerda bem pensante da blogosfera ao artigo do Carlos foi extremamente curiosa. Essencialmente por duas razões.

A primeira foi o lancinante e desenfreado ataque ao facto de o Carlos ter concluído a sua licenciatura numa Universidade Pública, assim explorando em seu benefício os impostos dos contribuintes que defendia estarem a ser roubados no caso da pianista Maria João Pires. Como se ele tivesse alguma vez tido alguma escolha.

Pergunto-me o que estariam à espera: que lhe fossem roubadas na forma de impostos (a ele e aos seus pais) as receitas para o financiamento desse mesmo ensino superior, e que depois viesse o Carlos, alimentado com certeza de um espírito de mártir, renegar (tendo a possibilidade de dele usufruir) um serviço que já pagou adiantado?

E, no final de tudo isto, suprema ironia: ainda ser acusado pelos apoiantes e promotores do processo, para o qual não foi tido nem achado excepto no momento de pagar a conta, de que é um oportunista. Isto é pura lata e falta de vergonha, meus senhores.

A segunda, é igualmente irónica. A brigada da Igualdade, da não-descriminação, do Progressismo, da abertura de espírito, do “género”, aquela que tantas vezes anda com o Parque Eduardo VII na boca (para os alvos certos, naturalmente), uniu-se num dos mais ferozes ataques que me foi permitido acompanhar nos últimos tempos contra a prostituição. Queiram eles um dia destes ocupar-se em acabar com mais um daqueles vazios legais que lhes faz tanta confusão, e já podemos imaginar o que provavelmente viria daqueles lados.

Aliás, eu quase que poderia apostar que assistimos a uma inesperada descoberta de algo ainda mais ignóbil à sua imagem do que ser banqueiro nos tempos que correm.
(mais…)

O efeito Diana Mantra explicado

Filed under: Blogosfera,Educação,Insurgentologia,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:11

Diana Mantra Vs Diana Chaves

Julho 6, 2009

A pergunta que falta em relação ao cartaz do PS

Filed under: Comentário,Diversos,Media — João Luís Pinto @ 22:42

Outdoor PS

O Tom Cruise já sabe, ou para além de tudo o resto o Sócrates já se inscreveu na Cientologia?

Por estes dias, em Pamplona,…

Filed under: Cultura — Carlos M. Fernandes @ 20:50

…celebra-se a vida e enfrenta-se a morte.

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Ramón Masats, Los Sanfermines, Pamplona, 1960

A reportagem Los Sanfermines foi realizada entre 1957 e 1961 e publicada em livro em 1963, com introdução de Chema Conesa e um texto de Ernest Hemingway — visitante ilustre, e cronista, das festas de San Fermín durante quase quatro décadas. Segundo o historiador Publio López Mondéjar, Ramón Masats fue el primero en seguir el camino del reportage pura, con los excelentes trabajos monográficos, Neutral Corner (1962) y Los San Fermines (1963), con los que se alejaba definitivamente del lenguaje fotográfico tradicional, mostrando una sorprendente osadía para romper los convencionalismos al uso, y una intuición y capacidad creadora realmente portentosa. (150 Años de Fotografía Española, pag.230)

Os últimos dias do “socratismo”?

Filed under: Colunas,Comentário,Media,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 18:47

Não deixa de ser curioso que, tal como até há uns meses toda a comunicação social se entretinha a falar da “invencibilidade” de Sócrates e da inevitabilidade da sua reeleição, hoje não exista comentador que não diga que Sócrates está “acabado”. A “epidemia” da imagem “socrática” atingiu o seu ponto de viragem: durante anos, foi-se espalhando, e parecia que poucos lhe estavam imunes; até que um dia, a coisa começou a desvanecer, e uma outra “epidemia” substituí-a, desta vez uma “epidemia” vagamente “anti-socrática”, que leva muitos dos que até ontem estavam apaixonados pelo “animal feroz” a, hoje, acharem que estamos a viver os últimos dias do “socratismo”.

De facto, vivem-se dias de “fim de regime”: o desnorte do Governo, recuando em políticas “simbólicas” apenas por terem percebido que não seriam eleitoralmente vantajosas, o aparentemente amolecimento da mão férrea com que Sócrates domesticara o partido, os lamentos de Lino acerca da sua excessiva velhice para estar no Governo, e a despropositada histeria em torno dos famosos “corninhos” de Manuel Pinho, tudo isto mostra como se instalou, até no PS e no Governo, a ideia de que, a 27 de Setembro, Sócrates perderá as eleições.

Nas hostes do PSD e na cabeça daqueles que, pura e simplesmente, odeiam o primeiro-Ministro (um sentimento absolutamente compreensível e quase universalmente partilhado), começou a surgir um sentimento de um certo optimismo e a ideia de que até é possível que Manuela Ferreira Leite e o PSD consigam uma maioria absoluta nas próximas legislativas. Não quero estragar a festa a este pessoal, tão necessitado de alegrias, e eu próprio sou dado a entusiasmos destes. Mas também acho que ainda muita tinta vai correr, e que é precisamente o facto de vivermos num clima de “fim de regime” do PS que tornará as coisas mais difíceis para o PSD.

Os momentos finais da decadência de um regime são aqueles que se tornam mais caóticos. Como dizem os americanos, all bets are off: a anarquia instala-se, e ninguém tem controlo sobre o que se passa. Os dias de “fim de regime” são os mais violentos. É claro que os próximos meses não vão trazer uma revolução, e duvido que os militantes do PS se envolvam em confrontos nas ruas com elementos da oposição. Afinal, Portugal não é Teerão, e a rapaziada dos partidos aprecia tanto a dependência estatal que nem para andarem à pancada têm um mínimo de iniciativa.

Mas, se é verdade que não vai haver sangue na campanha, vai haver muita “sujeira”, como dizem os nossos amigos brasileiros. Vai haver muita mentira, muitas acusações mútuas, muita demagogia. O PS não hesitará em deturpar a mensagem eleitoral do PSD, e Manuela Ferreira Leite e os restantes responsáveis do PSD dificilmente deixarão de responder agressivamente. O desespero dos militantes socialistas, temendo perder os “empregos” que o poder traz consigo, fará com que o Estado, nas mãos do PS, seja usado como instrumento de campanha, o que levará o PSD (e os outros partidos), a radicalizarem (com toda a razão) a sua retórica anti-socialista. E o envolvimento de Sócrates em casos judiciais pouco abonatórios da sua pessoa não vão contribuir muito para pacificar o ambiente.

O espectáculo não vai ser bonito. E isso pode vir a beneficiar o PS, por estranho que possa parecer. Em primeiro lugar, pode excitar os sentimentos tribais daqueles que, embora desiludidos com a governação socrática, não gostam de ver “um dos seus” a ser “atacado” por “eles”. E em segundo lugar, e talvez acima de tudo, porque irá confirmar na cabeça de muitas pessoas a ideia já de si muito negativa que têm da política e dos políticos. Uma campanha especialmente violenta, especialmente degradante (e a polémica em torno dos “corninhos” de Pinho não deixa antever nada de muito diferente), certamente convencerá ainda mais gente a, pura e simplesmente, não votar, deixando a eleição para os “fiéis” (favorecendo assim um PS que, por estar no Estado, o pode usar para fidelizar apoio).

Para além do mais, uma campanha conduzida nesses termos será especialmente favorável a partidos mais confortáveis com o uso da demagogia e do populismo, como o CDS/PP, o BE e o PCP, o que custando alguns votos ao PS, fará também com que o descontentamento com a governação de Sócrates se disperse por estes partidos, em vez de se concentrar no PSD. Este é um aspecto que muita gente parece ter alguma dificuldade em perceber: nestas eleições o PSD não compete apenas com o PS pelo voto útil, nem apenas com o CDS pelo voto “à direita”; compete também com a extrema-esquerda pelo voto de protesto. É por isso que o ódio generalizado ao Primeiro-Ministro, e a retórica “quente” que ele provoca em todos os lados da discussão, poderão acabar por favorecer o próprio Sócrates. E é por isso que eu temo que a alegria provocada pela percepção de que daqui a uns meses estaremos livres dele, embora compreensível (quem não a compreende?), seja talvez um pouco prematura.

Daniel Oliveira e a pedofilia

Filed under: Blogosfera,Comentário,Cultura,Insurgentologia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:21

Sendo certo que Daniel Oliveira não especifica o intervalo de idades a que se refere, a verdade é que ao escrever “Diz que rapazinhos atrevidos têm muita saída”, não está propriamente a contribuir para reforçar a ideia de que a extrema-esquerda fracturante condena inequivocamente a pedofilia…

Nem que fosse apenas por preocupação com a imagem do seu partido e do seu quadrante ideológico, um membro destacado do Bloco de Esquerda com ampla presença mediática como Daniel Oliveira devia ter mais cuidado na abordagem pública deste tipo de temas.

A irracionalidade económica das linhas de crédito governamentais

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:50

Infelizmente, o populismo e a demagogia associados a este tipo de medidas tendem a sobrepor-se ao bom senso, acarretando, a prazo, pesados custos económicos e sociais para o país: Linhas de Crédito e Linhas de Crédito II. Por João Miranda.

Robert McNamara

Filed under: Internacional — André Abrantes Amaral @ 14:56

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O homem da guerra do Vietname.

Nós Europeus

Filed under: Comentário,Internacional,Política,União Europeia — João Luís Pinto @ 14:14

A União Europeia (UE) não está ainda preparada para ter uma representação única em instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou hoje o presidente da Comissão Europeia Durão Barroso.

[...]

Os Estados-membros têm-se mostrado relutantes em abandonar os seus assentos nacionais no FMI e em outros fóruns, tal como o G7 (grupo dos países industrializados).

Público Última Hora.

Está tão preparada para ter uma representação única no FMI como com certeza o Tratado de Lisboa vai, a ser aprovado, fazer com que (entre outros casos do género) a França e o Reino Unido abdiquem do seu assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas em prol de uma representação única da UE.

Pontes à Direita

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:31

jazzamemuito1

No último ‘Descubra as Diferenças’, o João Távora diz às tantas que é quase um dever de patriotismo a defesa de medidas liberais para a economia. O João é, acho que o posso definir desta forma, um conservador. Ora, quando um conservador como o João, alerta para a necessidade do liberalismo, creio que acerta em cheio na possibilidade e urgência da união entre a direita liberal e conservadora.

Sejamos claros: o liberalismo implica responsabilidade, o que pressupõe mais direitos e poder para as famílias, grupos e associações diversas, mais os indivíduos que a  compõem. Ora, esta nova realidade que o liberalismo origina é ‘ouro sobre azul’ para os conservadores. Menos estado e mais liberdade de escolha é a única possibilidade de os conservadores viverem a bem com o próprio estado. A unida maneira de viverem numa sociedade onde os outros não lhes impõe modos de vida e valores que não partilham. A diversidade liberal bem pode ser uma mais-valia conservadora.

Lisboa: Santana Lopes pode bater António Costa

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — Miguel Noronha @ 12:27

Público

António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa, encontrando-se separados apenas por um ponto percentual. Segundo uma sondagem feita pela Universidade Católica para o JN/DN/RTP/Antena 1, o candidato do PS, António Costa, recolhe 38 por cento das intenções de voto dos lisboetas e Pedro Santana Lopes, da coligação Lisboa com Sentido, que congrega PSD, CDS-PP, MPT e PPM, 37 por cento.

O BE sobe para terceira força mais votada na capital recebendo 9 por cento das intenções de voto e CDU cai para o quarto lugar com 7 por cento da votação (menos 2,5 por cento dos votos alcançados nas eleições intercalares de 2007).

O Movimento Cidadãos por Lisboa, liderado por Helena Roseta, regista 6 por cento da votação

.

Impunidade no Portugal socialista

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:13

Infelizmente, episódios como este vão-se banalizando:

Os dois agentes, ambos baleados na cara, têm idades entre os 25 e os 26 anos, segundo o presidente da distrital de Lisboa da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, José Mendes. A Associação Sindical dos profissionais da Polícia adverte que se “vive um sentimento de impunidade para com os criminosos que agridem agentes em serviço”.

(…)

Os autores dos disparos continuam a monte, mas o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que ontem visitou os dois agentes da PSP no hospital, já veio dizer que tem confiança que os autores dos disparos venham a ser detidos.

(…)

Segundo a população, o ambiente que se vive na Amadora é de autêntica “guerra civil”, sendo Santa Filomena, bairro 6 de Maio e a Cova da Moura os locais mais problemáticos do concelho e dos mais falados a nível nacional. Foi na Amadora, em 2005 que três agentes da PSP morreram. E não é só a imagem que passa para o exterior, queixam-se os locais. O ambiente para a população e comerciantes é de “terror”, afirmam.

Foi aliás em Santa Filomena que a 20 de Março de 2005 foram disparadas, segundo as perícias feitas então, mais de 30 balas contra dois agentes, mortos junto a um café local, o Chop Bar. Desde então o mesmo cenário de violência e medo é descrito pela população.

Advogado de Maria João Pires desmente Paulo Alves Guerra

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:06

Com Paulo Alves Guerra a ser categoricamente desmentido pelo advogado de Maria João Pires, parece não se confirmar o anúncio da renúncia à nacionalidade portuguesa por parte da pianista.

Resta esperar por uma próxima oportunidade.

Pequenas vs grandes obras

Filed under: Política,Portugal — BZ @ 12:00

“[Bloco de Esquerda] aposta na requalificação urbana contra grandes obras” (DN)

Tendo em conta o eleitorado do BE ser, essencialmente, urbano percebe-se tal proposta. Felizmente só(!) querem “investir” 500 milhões de euros… Claro que com a liberalização do mercado de arrendamento não seria necessário gastar um centavo.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 11:56

Esta semana. em destaque o blog Preço do Sistema.

Alerta amarelo

Filed under: Economia,Internacional — BZ @ 11:22

“Russia, India question dollar reliance before [G8] summit” (Bloomberg):

Russia and India said the world economy is too reliant on the U.S. dollar and called for changes in how $6.5 trillion in currency reserves are managed, as Group of Eight leaders prepare to meet this week.

Claro que tal não quer dizer que aqueles países desejam optar por verdadeiras reservas de valor. Apenas pretendem diversificar para outras moedas fiduciárias. De qualquer modo, más notícias para a economia americana.

Nota: no artigo referenciado, recorre-se ao “Dilema do Prisioneiro” para demonstrar que se cada país agir no seu próprio interesse, as consequências para todos serão piores que uma acção coordenada. Não necessariamente! Os primeiros a investir em reservas não fiduciárias – como ouro e prata - serão aqueles que melhor podem ultrapassar a esperada crise do dólar (face à continuada política inflacionista dos EUA).

A instabilidade interna da China

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 11:07

Para além de lamentar a violência e as mortes, é sempre bom recordar que a estabilidade interna e a unidade territorial da China estão longe de ser dados adquiridos: China: Motins em Xinjiang fazem pelo menos 140 mortos e 800 feridos

Pelo menos 140 pessoas foram mortas e 800 outras feridas nos violentos motins de ontem à noite em Urumqi, capital da região de Xinjiang, no noroeste da China, de acordo com um balanço feito já esta manhã pelas autoridades locais à agência francesa AFP.

Segundo a China News, que citava o departamento chinês de Segurança Pública, centenas de pessoas foram presas, entre as quais “mais de dez figuras chave que instigaram os motins”.

Julho 5, 2009

Charles Krauthammer on Honduras

Filed under: Insurgentologia,Política,Videos — Miguel Noronha @ 20:30

Epá!

Filed under: Cultura — Miguel Noronha @ 20:24

São mesmo boas notícias!

Uma parasita a menos (2)

Filed under: Brasil,Cultura,Portugal — BZ @ 18:59

Maria João Pires vai “emigrar” o seu projecto musical? Boas (para outros, más!) notícias.

Claro que já vai com anos de atraso. Pelo menos 5 anos

Vilarinho mostra que o Benfica está em boas mãos

Filed under: Desporto,Media,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 17:37

Manuel Vilarinho: “Estou-me cagando”

Os media e o “golpe de Estado” nas Honduras

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 13:26

Não conheço em detalhe a situação nas Honduras, mas do que vou lendo, creio que a abordagem do António de Almeida é bastante mais razoável e fiel à realidade do que o tratamento mediático (por exemplo aqui e aqui, com destaque para o título: “Bispos católicos das Honduras apoiam golpistas”): Não existiu golpe de Estado

Não conheço a Constituição hondurenha, o que me obriga a alguma reserva sobre toda esta questão do afastamento do antigo Presidente Manuel Zelaya, seguramente não existiu ali qualquer golpe militar, mas uma decisão do Tribunal, confirmada no Parlamento, que elegeu um sucessor. Os militares cumpriram uma decisão judicial, e não ocuparam o poder no país, nem sequer de forma transitória. A OEA, a reboque do neo-imperialismo bolivariano de Hugo Chavez, procura isolar o país, e repor no poder Manuel Zelaya,

Julho 4, 2009

Uma parasita a menos

Filed under: Brasil,Justiça,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 10:03

Maria João Pires tem um projecto pessoal que muitos consideram meritório. Poderia ter financiado o projecto recorrendo às suas poupanças pessoais, receitas de vendas de discos e concertos, a doações voluntárias de todos aqueles que consideram o projecto meritório, organizando rifas, prostituindo-se ou mendigando. Acabou por optar pela forma menos digna, embora mais usual entre os seus colegas de profissão, de se financiar: extorquindo dinheiro aos restantes contribuintes.
Felizmente, até para o nosso estado socialista a chantagem tem limites. A estratégia de extorsão de Maria joão Pires acabou por correr mal. Bem sei que é uma excepção, que, ao contrário da Maria João Pires, há muitos que conseguem extorquir dinheiro anos a fio aos restantes contribuintes para projectos pessoais, habitações gratuitas, bolsas de estudo e afins, mas não deixa de ser um bom sinal que esta história tenha acabado assim.
Maria João Pires decidiu abandonar a nacionalidade portuguesa e partir para o Brasil. Era bom que os restantes parasitas lhe seguissem o caminho.

(nota adicional: a inclusão das opções “prostituir-se” e “mendigar” no texto acima visa tão somente colocar em perspectiva a imoralidade do acto da Maria João Pires, não visa ofender nem fazer qualquer tipo de sugestão. O objectivo da frase é apenas de listar um conjunto de formas de financiamento moralmente mais dignas do que o assalto ao bolso dos contribuintes e, ao fazê-lo, posicionar a acção de Maria João Pires na minha escala moral. Qualquer outro sentido atribuido à frase fica por conta de quem o faz)

“La comunidad internacional está cometiendo uno de los errores más grandes en la historia”

Filed under: Internacional,Política — Bruno Garschagen @ 00:03

Ver militares nas ruas assusta e é mais simpático ficar ao lado daqueles que protestam contra os militares, mesmo que os militares estejam do lado certo, no caso de Honduras, ao lado da legalidade, da Constituição, da democracia e da paz.

No blogue do OrdemLivre.org, Diogo Costa já alertara sobre a indiferença e a manipulação da informação na imprensa internacional a respeito dos eventos em Honduras.

E o que pensam os hondurenhos?

Como todos los hondureños nuestra vida normal se ha interrumpido en los últimos días, no porque estén militarizadas las calles o hayamos perdidos nuestras garantías constitucionales (excepto el toque de queda de 9PM a 6AM) como falsamente dicen muchos medios de comunicación internacionales, sino porque estamos en pie de lucha, ya sea en las calles o frente a nuestras computadoras, para contarle al mundo la verdad de lo que aquí está ocurriendo.

Desde ayer estamos saliendo masivamente a las calles en las principales ciudades del país, hombres y mujeres de todas las clases sociales, para mandar tres mensajes contundentes al mundo entero:

1. La inmensa mayoría de los hondureño no apoyamos, repito, NO apoyamos a José Manuel Zelaya Rosales, y no permitiremos que regrese al poder, venga escoltado de quien venga, y nos impongan las sanciones que nos impongan.

2. Exigimos a los medios de comunicación internacional, especialmente a CNN que tenga la decencia de cubrir objetivamente la noticia en Honduras, pues ha llegado hasta el extremo de mostrar escenas de manifestaciones en CONTRA de Zelaya Rosales como si fueran a favor de él.

3. La comunidad internacional está cometiendo uno de los errores más grandes en la historia de la defensa universal de la democracia, al querer mandarnos de regreso a un dictador sumamente impopular. Con el tiempo lo descubrirán.

O texto é do blogue Las Honduras Posible, de Margarita Montes, especialista em ciência política e relações internacionais e mestre em administração de empresas. Na sua análise dos acontecimentos e da reação internacional é possível ter um bom panorama do que está acontecendo por lá. E ver o quão absurdo é o ultimato da OEA (Organização dos Estados Americanos) ao governo interino de Honduras para que em 72 horas (a contar do dia 1) restitua o presidente deposto, Manuel Zelaya.

População, Congresso, Ministério Público, o alto comando das Forças Armadas e o Judiciário estão unidos na decisão de manter a deposição e de impedir a volta de Zelaya ao país.

Julho 3, 2009

José Miguel Bettencourt, Barroso e as criancinhas de Brezhnev

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:15

José Miguel Bettencourt
(clique para aumentar)

This event is indeed worthy of note. Such an outbreak of spontaneous youthful enthusiasm for a political leader has probably not been seen since children feted the then Soviet President Leonid Brezhnev on his birthday.

Youth for Europe is the brainchild of José Miguel Bettencourt who organised an online petition calling for Barroso’s reappointment and contacted universities in all EU member states in serach of like-minded souls. Bettencourt is Portuguese – and clearly in need of a job.

No actual contexto da União Europeia, a provável (mas não assegurada) recondução de Durão Barroso será provavelmente uma boa notícia quando comparada com as principais alternativas, mas a campanha para a recondução tem tido alguns episódios francamente infelizes.

Numa passagem recente por Bruxelas, pude constatar ainda os ecos de uma dessas iniciativas pouco recomendáveis, de que dá conta precisamente o artigo no jornal European Voice reproduzido acima.

O populismo deste tipo de apoios “espontâneos” não resulta em todo o lado nem em todos os contextos e algumas iniciativas – como a descrita ironicamente no artigo – podem até ser contra-produtivas por denotarem amadorismo na gestão da imagem política e exporem Barroso e a sua equipa ao ridículo.

Um dos pontos fortes da liderança de Barroso é o seu low profile e a sobriedade com que tem exercido o cargo. Iniciativas como esta não ajudam nada.

O silenciamento da ciência pelo eco-alarmismo

Filed under: Ambiente,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:50

Desafiar o lobby eco-alarmista e a poderosa indústria do aquecimento global continua a ter um custo elevado: The EPA Silences a Climate Skeptic: The professional penalty for offering a contrary view to elites like Al Gore is a smear campaign

Mr. Carlin and a colleague presented a 98-page analysis arguing the agency should take another look, as the science behind man-made global warming is inconclusive at best. The analysis noted that global temperatures were on a downward trend. It pointed out problems with climate models. It highlighted new research that contradicts apocalyptic scenarios. “We believe our concerns and reservations are sufficiently important to warrant a serious review of the science by EPA,” the report read.

The response to Mr. Carlin was an email from his boss, Al McGartland, forbidding him from “any direct communication” with anyone outside of his office with regard to his analysis. When Mr. Carlin tried again to disseminate his analysis, Mr. McGartland decreed: “The administrator and the administration have decided to move forward on endangerment, and your comments do not help the legal or policy case for this decision. . . . I can only see one impact of your comments given where we are in the process, and that would be a very negative impact on our office.” (Emphasis added.)

(mais…)

Manuel Pinho atinge finalmente o justo reconhecimento internacional

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:08

Esta é uma das notícias mais lidas do dia no site da BBC: MP’s cuckold sign shocks Portugal

Portugal’s Economy Minister Manuel Pinho has resigned after making a rude cuckold gesture at an opposition MP.

Mr Pinho placed his index fingers on his head, imitating horns.

Os contribuintes que se cuidem…

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:05

Associados tentam “salvar” projecto de Belgais

O projecto de ensino artístico de Belgais, em Castelo Branco, criado por Maria João Pires, está ameaçado devido ao arresto dos bens decretado pelo Ministério do Trabalho, mas Joana Pires, filha da pianista, não baixa os braços apesar de reconhecer que a situação é “muito difícil”.

Em declarações ao PÚBLICO, a presidente da Associação de Belgais (AB) lamenta a falta de apoio do Governo ao projecto e considerou “uma infâmia” a decisão do tribunal de arrestar os bens.

(…)

Os subsídios do Ministério da Educação, que eram a única fonte de financiamento do projecto, foram arrestados. Em causa está uma indemnização pedida por quatro ex-funcionários e que ronda os 78 mil euros.

Sem capacidade financeira para manter o projecto, Joana Pires pediu a intervenção da Câmara de Castelo Branco para uma garantia bancária que permitisse o levantamento do arresto, mas a autarquia respondeu com um não. Para a gestora do projecto, existiu “falta de vontade política”, o que não a demove.

Sócrates e a “Fortuna”

Filed under: Comentário,Livros,Política,Portugal,Teoria — Bruno Alves @ 17:38

(também publicado aqui)

Ontem, na Quadratura do Círculo (Flashback, para os saudosistas, e Tempo de Antena, para António Costa), o Presidente da Câmara de Lisboa, num daqueles momentos de falta de vergonha que, quando se trata da personagem, nunca escasseiam, disse que “a única” (imagine-se, a única) coisa que “correu mal” ao Governo foi “a sorte” (por, claro, não ter tido). Pacheco Pereira, que leu uns livros, logo exclamou: “a Fortuna”. António Costa, que leu menos (para ser simpático) não percebeu. E Pacheco Pereira, infelizmente, não explicou. Assim, o autarca lisboeta ficou sem saber que a “Fortuna” é um elemento que Niccolo Machiavelli, esse senhor que todos conhecem (mal), tratou no seu famoso O Princípe.

Se tivesse lido o livro (e compreende-se que tenha ficado pelos resumos, porque O Princípe não é das leituras mais agradáveis), António Costa saberia que, se há coisa com a qual um político não deve desculpar o seu fracasso, é com a “Fortuna”. Para Machiavelli (perdoem-me se não “traduzo” o nome do senhor), a “Fortuna” era “como um daqueles rios” que “se encolerizam e inundam as planícies em redor, destroem árvores e casas, tiram de um lado da terra para dar de outro”, e “diante” dos quais “todos fogem” e “cedem”, “sem nada poder fazer para os conter”. No entanto, ela é também como uma “mulher”, que, para se “conservar submissa”, é necessário “espancar” e “violar” (o homem não estava, de facto, em sintonia com as agudas sensibilidades dos nossos tempos). Ou seja, vendo a “Fortuna” como algo difícil de enfrentar, Machiavelli achava que, em certa medida, ela poderia ser “controlada”. Se é verdade que uma vez “encolerizado”, o rio da “Fortuna” não vê obstáculo ao seu “furor”, é também verdade que, “quando o tempo está calmo”, “os homens não deixam de ter a liberdade de construir muralhas e diques”, para lhe “conter o furor” e permitir que os estragos “não sejam tão ruinosos”. A Itália, pensava Machiavelli, havia sido “a sede das revoluções” por ser “um campo sem diques nem muralhas”, e assim sem meios para fazer frente à “cheia”.

António Costa acha que o Governo teve o azar de apanhar pela frente a “cheia” da crise internacional, que terá impedido Sócrates de colher os frutos das suas “reformas”. O problema é que essas “reformas” não foram reformas nenhumas: Sócrates sofreu o “furor” da “cheia” porque não se preparou para ela nos “tempos calmos”. De facto, não controlou o défice: mascarou uma despesa cada vez maior com uma carga fiscal ainda mais pesada. Não mudou nada na Segurança Social: adiou o rebentar do balão das pensões. Não mudou nada na forma como o Estado se relaciona com os cidadãos: berrou contra os “interesses” ao mesmo tempo que tudo fazia para não os ofender. O resultado final foi apenas o empobrecimento relativo dos portugueses no presente, sem lhes dar condições para que no futuro possam vir a alterar essa condição.

Quando chegou a crise, o país estava ainda mais frágil (e não “melhor preparado”, como pretendiam Sócrates e os seus aguadeiros) do que os outros para a enfrentar. Em vez de construir diques, deixou os campos abertos e destruíu as poucas muralhas que ainda tínhamos. Quando veio a “cheia”, Portugal estava vulnerável ao seu “furor”. António Costa pode achar que a “única” coisa que correu mal ao Governo foi a “sorte” que não teve. O facto de não ter conseguido lidar com essa falta de sorte é a prova de que tudo correu mal, pois nada do que o Governo fez nos “tempos calmos” foi capaz de nos proteger da “cheia”. Sócrates e o PS não se podem queixar dessa caprichosa senhora que é a “Fortuna”, pois o mero facto de se queixarem mostram que fracassaram, que foram incapazes de “a conservar submissa”. Por causa desse fracasso, vamos ter agora de lhe bater com ainda mais força. Não será agradável, especialmente para nós.

o pepino

Filed under: Diversos — rui a. @ 16:38

beavis_and_butthead

O Toneca era um menino muito engraçado. Precoce desde pequenino, respondão e danado para a brincadeira. Era o orgulho dos pais e o terror dos vizinhos. E da avó, cujos santinhos imaculados não tinham descanso de tantos bigodes e barbichas que lhes fazia. O Tareco, o gato do andar de cima, também não tinha sossego. Sempre que o Toneca o apanhava a jeito amarrava-lhe um extenso fio ao rabo, cheio de latas de coca-cola e outros refrigerantes gaseificados, com que o bichano corria rua abaixo num chinfrim infernal. Os pais achavam-lhe muita piada, admiravam-lhe a rebeldia e estimulavam-lhe o génio. Torceram-se a rir quando ele atirou um prato de farinha maizena à cara de um colega da escola, depois de lhe ter dito que ele tinha cara de bolacha. Que coisa engraçada! Que pilhéria! Que talento!

Um dia, o pai levou o Toneca para o emprego. A escola tinha acabado, a mãe estava a fazer as unhas na manicure, a empregada de baixa da caixa, e o rapaz não tinha onde ficar. Ficou sentado a um canto da sala onde o pai escrevia ao computador. Quando o senhor Antunes ia a passar – o Antunes era o genioso dono da empresa -, o Toneca achou-lhe graça à barrigaça protuberante, à careca avançada e ao enorme nariz avermelhado, e não esteve com meias medidas: pôs-lhe a língua de fora e fez-lhe uns corninhos com os dedos, enquanto soltava alguns horríveis e sonoros esgares. O pai ainda o correu à bofetada e ao pontapé, mas já não valeu de nada: estava a recibo verde e, no dia seguinte, já não trabalhava na empresa do impiedoso Antunes.

Moral da estória: de pequenino se torce o pepino.

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