O Insurgente

Julho 15, 2009

Especuladores vs oportunistas

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 09:34

“Especulação e Interesse” de Fernando Gabriel no Diário Económico

O ódio ao “especulador” tem raízes históricas profundas, no preconceito medieval contra a usura e na crítica marxista ao capital e ao lucro. O fundamento da suspeição é a suposta imoralidade do “dinheiro que gera dinheiro” e as transacções nos mercados futuros, onde a informação é vital, tornam a sugestão de parasitismo mais persuasiva. A relação entre mercados e moralidade é bastante mais complexa do que as analogias marxistas sugerem e os efeitos da especulação podem ser difíceis de avaliar, mas um oportunista é relativamente fácil de identificar

Lembra-vos alguma coisa?

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 09:26

Excerto (descontextualizado) do dis discurso de Obama no Gana

No business wants to invest in a place where the government skims 20 percent off the top

Comentário de Don Boudreaux

He’s absolutely correct. So I trust that he’ll offer the same advice to the U.S. Congress, for this body taxes every dollar of corporate income above $50,000 at a rate of 25 percent – and raises this rate to 39 percent on corporate incomes between $100,000 and $335,000. The average tax rate on corporate incomes higher than $335,000 is greater than 35 percent.

Surely Mr. Obama’s understanding of the destructiveness of government confiscation ought not be lost on Rep. Pelosi, Sen. Reid, and Co.

A definição que faltava

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — Miguel Noronha @ 09:08

Trolls por Pedro Arroja.

ADENDA: “On trolling II” por João Miranda

Sobre subsídios à arte e não só

Filed under: Cultura,Nanny State Watch — Carlos Guimarães Pinto @ 05:57

In March 1850 Antoine Wiertz, an artist, wrote to the newish Belgian government offering a swap: his largest paintings in exchange for the construction of a “huge, comfortable and well-lit” studio. Somewhat surprisingly, his proposal was accepted. The interior minister, Charles Rogier, agreed to hand over a large sum of money to build a studio that would, after Wiertz’s death, display his works in perpetuity. Rogier’s was a terrible decision even at the time. For today’s governments, looking on 160 years later, it stands as a masterclass in maladministration.(…)
For a start, national champions are not always as durable as they appear, even when politicians, press and public are all clamouring for an institution to be rescued with copious state aid. People are bad at second-guessing posterity. Indeed, those who sound most convincing about the future are often merely describing present-day trends, or else they are just articulate lobbyists for today’s success stories.
Also, once the state displaces the market and takes responsibility for a commercial enterprise, whether a bank, a carmaker or a struggling painter with a gift for the gab, it can be surprisingly hard for it to back out again. And one should always beware of appeals to chauvinism and local pride. After a hostile reception by critics at the Paris salon of 1839, Wiertz published a furious call for Brussels to “rise up” and become “capital of Europe”, leaving Paris a mere “provincial” town. He was promptly awarded a medal by the Brussels authorities.

(Fonte: The Economist)

Verdades progressistas: todo o racismo é branco

Filed under: Cultura,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 00:30

Racismo, definição e recúo. Por Luís Cardoso.

Julho 14, 2009

Genocídio

Filed under: Internacional,Justiça,Médio Oriente,Teoria — ruicarmo @ 22:25

Em turco não se chama arménio mas uigure.

Adivinhar as diferenças

Filed under: Ambiente,Comentário,Cultura,Internacional,Médio Oriente,Teoria — ruicarmo @ 21:36

Enquanto que os sobas de Gaza estão preocupados com umas pastilhas afrodisíacas patrocionadas pelos israelitas preparadas para levar aos infernos a saudável juventude indígena, os israelitas provam que D’us existe, num vídeo de um minuto e 43 segundos.

Tudo é possível

Filed under: Comentário,Cultura,Media,Política,Teoria — ruicarmo @ 21:17

Just ordinary people. Retratos de uma época, em que foi possível levar os tentáculos do terror puro sempre um pouco mais longe.

As encostas do Costa

Filed under: Agenda,Comentário,Cultura,Política,Portugal — ruicarmo @ 20:28

Que balanço se pode fazer sobre o mandato do executivo de Costa, eleito por um em cada nove lisboetas, agora que se sabe da sua acção sobre áreas tão fundamentais como a segurança na capital, a terceira travessia do Tejo, a gestão da frente ribeirinha,  as reabilitações, o modus operandi e os resultados (aqueles malmequeres em Campolide não contam) da parceria com o Zé que faz falta (e a futura união com a Helena ciclista Roseta), o amestramento com respectivo subsídio a Saramago e ao cineasta Botelho, a germinação com Gaza, o novo Terreiro do Paço, a aventura de colocar os lisboetas a andarem em modernas ciclovias como as existentes em Benfica e as futuras proibições de trânsito automóvel no que resta da Baixa?

Determinismo e livre arbítrio

Filed under: Livros,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:26

Uma reflexão muito interessante do Bruno Alves: A Natureza da Liberdade.

Para os leitores eventualmente interessados no aprofundamento do tema, deixo a seguinte recomendação de leitura: On Divine Foreknowledge: Part IV of the “Concordia” (Cornell Classics in Philosophy), de Luis de Molina, com Introdução de Alfred J. Freddoso.

Leitura complementar: Pensamento do dia.

A Helena faz falta…

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:07

Depois de (aparentemente) inviabilizadas as hipóteses de acordo com o PCP e o Bloco de Esquerda, resta a António Costa – para além do Zé, de Saramago e de Carlos do Carmo, aproveitar a abertura negocial manifestada por Helena Roseta para tentar chegar a um acordo programático.

Leitura complementar: Temendo Santana; O Zé faz falta a António Costa?

Universal Car Care

Filed under: Nanny State Watch,Política,Videos — Miguel Noronha @ 15:26

Infelizmente o último slide do video não se aplica por cá…

O pequeno segredo

Filed under: Comentário — André Abrantes Amaral @ 11:56

Frans_HalsO enigmático Jean-Baptiste Colbert, ministro da economia de Luís XIV, não suportava a Holanda. Um pequeno país, com muito menos habitantes que a França, mas bastante mais rico. Os holandeses eram aquilo a que agora tanto se chama de empreendedores: iam buscar as diferentes matérias-primas a vários países, que depois vendiam aos interessados. Eram comerciantes bem sucedidos.

Foi precisamente a razão desse sucesso que Colbert nunca compreendeu ou, percebendo, nunca conseguiu explicar ao Rei Sol. Este julgava que bastava conquistar Amesterdão para lhe tomar as riquezas. Se Colbert sabia (uma novidade à época) que a paz era mais propícia à criação de riqueza que a guerra, não foi capaz de convencer o Rei desse facto. As guerras foram intermináveis e os resultados naturalmente pobres. Pobres não apenas por a França não ter ficado com os dinheiros holandeses, mas também na medida em que Colbert jamais aprendeu o segredo dos Países Baixos. Para tal, bastava-lhe ter olhado para o quadro que está ao lado.

Wedding portrait of Isaac Abrahamsz and Beatrix van der Laen, foi pintado por Frans Hals em 1622. Isaac era um homem culto, um mercador bem sucedido e imensamente rico. Vivia em Haarlem e falava fluentemente russo depois de ter estado naquele país entre os 13 e os 21 anos. Aos 35 casou com Beatrix e encomendou este quadro que reflecte a originalidade de Isaac e também, podemos dizê-lo dos Países Baixos. Isaac não quis que o retrato do seu casamento aparentasse a formalidade e dignidade falsas, tão em voga no século XVII, mas a simplicidade e espontaneidade de um casal que se ama e não se refugia nas aparências. Eles mostram-se como aquilo que são: Um casal rico, amável simples e despretensioso. O sorriso de ambos e a mão dela em cima do ombro e a dele pousada no coração, são reveladores. O cardo junto de Isaac simboliza a fidelidade masculina. A originalidade era tão ousada quanto a pouca deferência que a posse dos dois suscitava. A comparação da afabilidade destes comerciantes com a frieza dos dois governantes referidos nos parágrafos anteriores é atroz e reveladora.

É reveladora e denuncia-nos uma verdade tantas vezes escondida: Que as aparências enganam de facto e de forma perene. Ainda hoje, do homem que detém o poder esperamos compreensão e discernimento normais naqueles que devem zelar pelo interesse comum. Do comerciante, aguardamos a tibieza e secura dos que procuram o proveito próprio. Sucede que o quadro e a história mostra-nos algo diferente. Que Colbert nunca viu homens nem mulheres, apenas números, principalmente quando lidava com a saúde frágil dos condenados e escravos dos navios franceses. Já Isaac trabalhava com números, mas vendo além deles reparava na beleza humana. Por isso, nunca quis aparentar o quer que fosse de diferente dele próprio. O preconceito já o fazia por ele. Talvez ainda o faça.

Para muitos a vida é um palco em que engana quem quer e quem disso necessita, como Isaac nunca precisou. Esse é o segredo que alguns guardam e que por vezes nos revelam da forma mais inesperada.

Acerca da inconstitucionalidade da ASAE

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:42

Este caso é apenas mais um episódio da constate ursupação dos poderes da AR pelo governo. Outro exemplo são as sucessivas recusas de informação por membros do governo à AR (como neste caso). O actual sistema político propicia um esvaziamento das competências da AR. Para que este possa cumprir as funções que lhe estão destinadas torna-se necessário alterar o modo de eleição dos deputados (de listas regionais para circulos uninominais) e separar a escolha dos poderes legislativo e executivo (como acontece no sistema presidencialista).

Pois

Filed under: Ambiente,Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:01

Automóveis eléctricos só serão viáveis se for garantido um reforço dos subsídios ao preço de venda ao público.

Outro “projecto mobilizador” que nós empobrecer mais um pouco.

ASAE inconstitucional

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:21

Os juízes da Relação de Lisboa consideram insconstitucional a transformação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica em polícia criminal porque resulta de legislação elaborada em 2007 sem autorização do Parlamento.

Podem ler aqui o acordão do Tribunal da Relação de Lisboa.

Shalom

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 00:01

Após uma longa ausência o Francisco José Viegas regressa à blogosfera.

Julho 13, 2009

John P. Holdren, Science Czar

Filed under: Ambiente,Internacional,Nanny State Watch,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:00

Governar ao centro (2). Por Luís Cardoso.

E por que razão, pergunta o leitor, é que estou a citar estas frases assustadoras de um lunático revolucionário, que encarna as mais temíveis pulsões totalitárias, aplicadas por um governo global?
Porque o lunático revolucionário, eugenista, tiranete em potência foi nomeado Science Czar (uma espécie de Alto Comissário para a Ciência, sem poderes executivos, mas com a particularidade de trabalhar na dependência directa do presidente americano, como conselheiro estratégico) pelo presidente Obama.

Resquícios de uma AGI passada

Filed under: Blogosfera,Cartoons,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 20:10

4 insurgentes

A (excelente) caricatura é da autoria de Paulo Oliveira.

Algum leitor (que não conheça os quatro insurgentes pessoalmente, já que se os conhecer a coisa perde piada) arrisca adivinhar quem está representado?

Infelizmente, já não surpreende…

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:56

Espero que os agentes da PSP agredidos não acabem por ser alvo de um processo disciplinar…

PSP recebida com pedras e garrafas durante perseguição a assaltante na Quinta da Fonte

Fonte da PSP disse à Lusa que a vítima foi primeiro abordada pelo indivíduo que lhe pediu uma carcaça e depois agredida e assaltada pelo mesmo homem, que se colocou em fuga para o interior do bairro.

A PSP deslocou para o bairro um carro de patrulha, para identificar e deter o autor do roubo, mas quando entrou pela Avenida José Afonso, perto de 50 pessoas, incluindo o assaltante, começaram a lançar garrafas e pedras de calçada contra os polícias.

Os agentes acabaram por disparar um tiro para o ar com o objectivo de intimidar e conter as tentativas de agressão.

Leitura complementar: Setúbal, 2009; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Portugal não está recomendável; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

Fórum Portugal de Verdade sobre Saúde

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 15:20

Na próxima quinta-feira irei participar como coordenador na 2.ª sessão do Fórum Portugal de Verdade sobre Saúde. O documento com as conclusões preliminares da sessão de Março irá assim ser apreciado por um painel de especialistas e personalidades do sector, com o objectivo de recolher contributos adicionais que possam ser transmitidos aos responsáveis do PSD que estão a ultimar o programa de governo para as próximas legislativas.

Entre as conclusões preliminares, uma delas é já consensual. Todos os analistas concordam que o sector da Saúde se encontra numa encruzilhada, pois “consome”, hoje, mais de 10% do PIB, num quadro em que o crescimento negativo da economia irá agravar de sobremaneira o peso relativo em percentagem do produto. Tal significa que as soluções a adoptar nunca serão fáceis, e implicarão sempre um aumento da eficiência e da gestão dos recursos e da capacidade instalada, seja no sector público, seja nos sectores privado ou social. 

No final da semana, farei o balanço final do Fórum Portugal de Verdade sobre Saúde, apresentando aqui as principais conclusões.

Sócrates em guerra aberta com o PS-Porto

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:18

Mais uma cena no processo de desagregação interna do PS, que parece cada vez mais difícil de reverter: Sócrates critica concelhia do PS-Porto e põe fim ao clima de intriga

O líder do PS não poupou domingo nas palavras para criticar a actuação dos dirigentes da concelhia do Porto pela forma como deram expressão pública aos desentendimentos com a candidatura de Elisa Ferreira.

Num almoço com responsáveis pelas estruturas concelhias de todo o distrito, José Sócrates quis deixar claro que a questão da candidatura à Câmara do Porto é um assunto há muito arrumado e que, por mais fortes que sejam as razões, não há lugar para mais dúvidas ou intrigas.

Sobre este assunto, vale a pena destacar os três pontos realçados pelo Gabriel Silva:

o empenho pessoal e político de Sócrates numa candidatura que tudo aponta para um estrondoso falhanço; a aceitação da candidata em continuar apesar de ostensivamente ter deixado de contar com o suporte dos dirigentes partidários do concelho pelo qual se candidata; o facto de o PS/Porto manter-se orlandogasparizado há duas décadas

Agradecimento ao Psicolaranja

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:56

Já lá vão duas semanas, mas estive ausente em Luanda e apenas agora tenho a oportunidade de agradecer ao blogue Psicolaranja e à concelhia do PSD de Braga, em nome do Colectivo Insurgente, o amável convite para debater, com eles, e com o José Silva Peneda, o ”Estado Social, que futuro”. Foram quase três horas de animada discussão, e foi com satisfação que me apercebi existir uma grande receptividade – até arrisco, em maioria absoluta – a uma abordagem mais liberal do tema.

A repetir, certamente.

Avançar Portugal

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:04

Portugal tem a sexta taxa de desemprego mais elevada da OCDE

Corrigido

Filed under: Diversos — Bruno Alves @ 13:57

O meu post “Atrasados”.

Maioria contra elefantes brancos

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 12:17

Mais uma sondagem que sugere que, apesar de tudo, as falácias keynesianas parecem ser mais mais populares entre políticos e jornalistas do que entre o público em geral:Chumbo às Obras Públicas

A grande maioria dos portugueses está contra a construção do comboio de alta velocidade (TGV) e do novo aeroporto de Lisboa. Mais de 57 por cento dos inquiridos numa sondagem Correio da Manhã /Aximage revelam não concordar com as obras que o Governo considera essenciais.

A construção de um novo aeroporto para servir a capital, substituindo a actual infra–estrutura na Portela é rejeitada por 57,9 por cento dos portugueses e merece a aprovação de 36,3 por cento.

José Sócrates tem repetido que não pretende abdicar da construção das linhas de alta velocidade para trazer o TGV para o País, mas os portugueses discordam do primeiro–ministro: 57,5 por cento são contra o projecto que merece a aprovação de 35,7 por cento.

O ‘chumbo’ aos projectos é unânime em todas as regiões do País. O Litoral Norte é quem dá a maior nega aos investimentos, com 67,9 por cento dos inquiridos a afirmarem–se contra a construção de um novo aeroporto para Lisboa.

O Bastonário e o monopólio

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:15

É de facto difícil aceitar que a primeira reacção desta Ordem dos Médicos a qualquer abrandamento – por mais leve que seja – das pesadíssimas restrições impostas pelo Estado à formação de médicos seja a de vir defender a manutenção das barreiras de entrada na corporação ao nível anterior: Mediocridade. Por Gabriel Silva.

O corporativista-mor e adepto confesso de restrições à liberdade profissional e de ensino, Pedro Nunes, afirma essa coisa extraordinária que «Não deve ser dado este espaço de manobra às faculdades.».
Pois não, essa coisa de liberdade e autonomia, tão chata, tão contra os nossos interesses poderia ele ter dito. Mais vagas? Que horror. Permitir* novas faculdades? Que horror! Onde isto iria parar?

Leitura complementar: As vagas de Medicina e os grupos de interesse na saúde; As notas de entrada em Medicina e o falhanço do governo; Um primeiro passo para aumentar as vagas em Medicina.

Maravilhas do “estado social”

Filed under: Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 10:22

NHS tells school children of their ‘right’ to ‘an orgasm a day’

NHS guidance is advising school pupils that they have a “right” to an enjoyable sex life and that regular sex can be good for their cardiovascular health.

The advice appears in leaflets circulated to parents, teachers and youth workers and is meant to update sex education by telling students about the benefits of enjoyable sex.

The authors of the guidance say that for too long, experts have concentrated on the need for “safe sex” and committed relationships while ignoring the principle reason that many people have sex.(…)

The leaflet carries the slogan “an orgasm a day keeps the doctor away”. It also says: “Health promotion experts advocate five portions of fruit and veg a day and 30 minutes’ physical activity three times a week. What about sex or masturbation twice a week?”

“O Estado já perdeu 450 milhões no BPP”

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:08

No i

O Estado pode já dar como certo que vai perder os 450 milhões de euros que avalizou ao Banco Privado Português (BPP). A convicção é de Jaime Antunes, accionista da Privado Holding (PH) e líder de uma das associações que representa clientes do BPP.

“Na prática, o Estado ofereceu o dinheiro ao banco” apontou o responsável ao i. Este valor chegou ao BPP em Dezembro para evitar a falência e foi emprestado por um consórcio de seis bancos – CGD, BCP, Santander, BES, BPI e Crédito Agrícola -, que só aceitaram ceder os 450 milhões com o aval do Estado.

“O BPP não vai pagar esse dinheiro, não consegue, e as contragarantias que deu ao Estado não são líquidas, logo para recuperar o dinheiro o Estado vai precisar de um período demasiado longo”, explica Jaime Antunes.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:41

Esta semana, em destaque o blog O Afilhado.

“Atrasados”

No suplemento semanal do I, o Nós, esta semana dedicado ao carácter “atrasado” de Portugal, veio uma colecção de fotografias (nada de se deitar fora, diga-se de passagem) legendadas com citações de “clássicos” portugueses apontando os defeitos da espécie indígena: como seria de esperar, podemos ler Eça de Queiroz a dizer que “somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência”, ou como a política, no nosso país, é “dominada” pelas “más paixões” e todos os que nela se envolvem “querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, àvidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis do gozo da vaidade”. Estas citações, claro, servem para ilustrar como a “desconcertante actualidade” dos “autores eternos” mostram como “não mudámos assim tanto”. Esta frase, por sua vez, para além de mostrar a fraqueza de estilo (a expressão “autores eternos” quase causa vómitos) de quem a escreveu, mostra também sua a ignorância ou simples falta de juízo. Pois só um analfabeto ou um demente (convenhamos, dois tipos de pessoas que abundam no jornalismo pátrio) poderiam dizer que “não mudámos assim tanto”.

Na realidade, mudámos, “tanto” ou mais do que podemos por vezes pensar. Comparar o Portugal do século XIX com o Portugal dos dias de hoje é comparar o incomparável. A “estrutura social” é outra, o nível de alfabetismo (apesar de tudo) é outro, os nossos “recursos” são outros, o país é outro. Somos infinitamente mais ricos, mais saudáveis, mais tudo, do que os portugueses de Eça de Queiroz. Se houve fenómeno que marcou a história recente de Portugal, foi precisamente a mudança sem precedentes de que o país foi alvo.

Mais, muitos dos problemas que hoje o país enfrenta devem-se precisamente à escala da mudança na segunda metade do século XX. Ficámos mais ricos, e deixámos de ter a demografia de um país subdesenvolvido (morremos e nascemos menos), e é essa mesma demografia de país civilizado que nos cria um problema de sustentabilidade da segurança social; o país “modernizou-se”, tornando obsoleta uma parte significativa da população, inadaptada ao novo mundo, criando um magote de gente condenada à inactividade para o resto da vida; habituou (mal) os portugueses a níveis de vida “europeus” (ou que eles imaginam “europeus”), que nos convidam ao endividamento em massa e nos deixam os défices orçamentais conhecidos.

Mas se o país mudou assim tanto, porque é que os queixumes dos tais “autores eternos” nos parecem “desconcertantemente actuais”? Por que é que, ao lermos Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão ou Oliveira Martins (o melhor deles todos) a baterem na “piolheira” ou a descreverem o “regabofe” (bonita palavra), achamos vagamente familiar aquilo que eles escrevem? Esta é, aliás, uma pergunta que atormenta muita gente muito louvável, como a dra. Filomena Mónica, que até a coloca a jovens com pretensões a intelectual para os avaliar (a pobreza do que a seguir direi mostra por que razão optei por ser avaliado pela resposta a outra pergunta completamente diferente).

Há uma resposta, ligeiramente prosaica, mas não menos verdadeira por isso: Eça de Queiroz e Oliveira Martins eram muito bons. A simples qualidade dos dois rapazes faz com que aquilo que eles escrevem, embora sobre uma realidade completamente diferente, nos pareça actual. Há depois, claro, uma outra explicação óbvia: a prosa violenta daquela gente fornece-nos um instrumento para criticar os nossos políticos. Ao ler As Farpas ou o Portugal Contemporâneo (mais no Portugal Contemporâneo que n‘As Farpas, um abracinho se a compararmos com o primeiro) é impossível não achar que há ali uma descrição dos políticos que vem matar a nossa sede de maledicência e a nossa vontade de atacar quem nos governa. E há, depois, a explicação mais importante, a de que, por muito que tenhamos mudado, continuamos atrasados em relação “ao estrangeiro”. Uma prosa dedicada à constatação (e lamento) dessa realidade há mais de século, mesmo sendo de há mais de um século, espelha um sentimento (e não uma uma realidade) que ainda hoje perdura.

Existia no séxulo XIX, existe hoje, e existirá no futuro (não digo “sempre”, mas pensei), pela simples razão de que, como em tempos escreveu Vasco Pulido Valente, não estamos atrasados, somos atrasados. O que nos conduz à razão final pela qual a prosa da “Geração de 70″, ou a de todos os que fizeram o nome a queixar-se da pátria, nos parece sempre “actual”: há uma condição “natural” portuguesa que impede o país de a “desactualizar”. De certa forma, Oliveira Martins ou Eça de Queiroz não alcançaram um grande feito ao conseguirem ser “actuais” ao falarem do nosso “atraso”. Portugal é um país “naturalmente” pobre, sem grandes recursos e geograficamente mal colocado (nem toda a gente pode viver no Reno ou na Escandinávia), demasiado afastado do centro da Europa para beneficiar da sua prosperidade mas suficientemente perto para sentir a necessidade de se comparar com ela, Portugal é um país no qual quem lá vive tem ao mesmo tempo consciência da sua pobreza relativa e a expectativa de se aproximar dos “padrões” da vizinhança rica. Uma prosa dedicada à insatisfação com esta condição está condenada a ser “actual”: seremos sempre “pobres” se nos compararmos com as Bélgicas do dia (como hoje tendemos a falar da Finlândia ou da Irlanda, no século XIX era a Bélgica o exemplo predilecto do que “poderíamos ter sido se…”), e continuaremos sempre à espera que o Estado cubra essa diferença que nos atormenta, o que não só fará com que continuemos sempre insatisfeitos com os nossos políticos (por muito que isso nos custe, o Estado não pode mudar a realidade), como assegurará que “o défice” seja, como era no século XIX e ainda hoje é, o grande problema político português.

Ler Eça de Queiroz e Oliveira Martins e dizer que Portugal “não muodu assim tanto” desde o século XIX mostra apenas que o que de facto não mudou foi a imbecilidade de grande parte da nossa “inteligência”. Estes dois autores apenas nos parecem (e sublinho o “parecem”) “actuais”, porque, por muito que o país tenha mudado (e mudou), continua a ser “atrasado”, quando comparado com uma qualquer Bélgica ou Irlanda. E continuarão a parecer “actuais”, pela simples razão de que Portugal, por muito que venha a mudar, não mudará tanto como gostaríamos. Ou talvez porque venha a mudar, para pior, mais do que tememos que mude.

Julho 12, 2009

Vagas nas Universidades Públicas 2009

Filed under: Educação,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:57

O número de vagas nas Universidades Públicas para 2009/10, por instituição e curso, assim como as notas de acesso em 2008, estão disponíveis aqui.

Jesus empata

Filed under: Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:24

Uma estreia pouco auspiciosa, mas que não deverá colocar em causa o habitual título de Campeão da Pré-Época do Benfica: Empate de Jorge Jesus no primeiro particular da pré-temporada

António Costa posiciona-se para substituir Sócrates? (2)

Filed under: Blogosfera,Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:18

Chamar ao Colectivo Abrantes, “blogue oficioso do governo” parece-me algo excessivo. Há na esfera governamental quem aprecie tão pouco o Abrantes como António Costa aprecia algumas equipas ministeriais do governo ainda em funções.

Mas mais importante é notar que, face aos sinais de fraqueza do líder socialista e ao processo de desagregação interna do PS, António Costa está a tentar marcar posição de forma cada vez mais evidente para substituir José Sócrates:

O que é absolutamente inadmissível é que se consinta em alguns ministérios que alguns dos seus serviços funcionem como uma espécie de um Estado dentro do Estado, sem a subordinação democrática que devem ter. Isso é absolutamente inaceitável!

Já explicou isso a José Sócrates?

Não preciso de explicar aquilo que o secretário-geral do PS sabe obviamente….

Então se sabe não tem autoridade de agir em conformidade? A autoridade é dele.

(Silêncio). As posições da câmara são claras sobre esta matéria. Tenho a esperança de que com a nova administração as coisas vão ao lugar. Agora, lamento o tempo que se perdeu.

Neste contexto, perder Lisboa para Santana Lopes é que não viria nada a calhar, mas muito vai mudar nos próximos meses…

O Sexo dos Anjos

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:51

Espero que o aparente desânimo de Manuel Azinhal não motive o seu abandono blogosférico. Não obstante as divergências com várias das ideias por lá expressas, acho que O Sexo dos Anjos faz falta à blogosfera nacional.

O Zé e o 31 da Armada

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:08

Juntar José Sá Fernandes e o 31 da Armada na lista de apoiantes de António Costa seria de facto interessante

Violência nas relações homossexuais

Filed under: Cultura,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:34

Violência entre casais homossexuais é maior do que nos heterossexuais

Apesar de invisível, a violência nas relações homossexuais é “tendencialmente mais elevada”. Esta é a ideia-chave de um estudo que acaba de ser feito na Universidade do Minho (UM): 39,1 por cento dos participantes admitiram ter adoptado algum comportamento violento e 37,7 revelaram ter sido vítimas de, pelo menos, um acto abusivo no ano anterior.

(…)

A professora da UM diz que a violência entre casais do mesmo sexo tem sido “negada ou ocultada” pela comunidade homossexual, já que reforça estereótipos negativos, e pelos investigadores da área, já que interroga o pressuposto feminista de que a violência é filha da desigualdade de género. As questões de género “são relativas”, já que estão “associadas a diferenças de poder e as diferenças de poder ocorrem independentemente do género”, advoga.

Media control by the Obama White House

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 16:29

Reporters Grill Gibbs Over Prepackaged Questions for Obama

“The point is the control from here. We have never had that in the White House. And we have had some control but not this control. I mean I’m amazed, I’m amazed at you people who call for openness and transparency and have controlled…” veteran White House reporter Helen Thomas said Wednesday.

Avaliação das Novas Oportunidades

Filed under: Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:20

Notas sobre as Novas Oportunidades. Por João Miranda.

5. A função de um serviço de certificação é satisfazer aqueles que usam os certificados como fonte de informação. Já perguntaram aos empregadores se estão satisfeitos com o valor informativo dos certificados das Novas Oportunidades? Duvido que estejam.

6. O estudo de avaliação concluiu que a população certificada não melhorou a sua situação profissional. Embora seja cedo para se notarem efeitos, o certo é que a população certificada só poderia melhorar a sua situação profissional se o certificado fosse informativo para os empregadores. Ora, o certificado só seria informativo se o processo de certificação fosse rigoroso e selectivo. Mas será que é? Com excepção daqueles que desistiram por vontade própria, há notícia de alguém que não tenha conseguido o certificado das Novas Oportunidades? Como é evidente, um certificado que todos podem ter não distingue ninguém e não contribui para melhorar a vida profissional de ninguém.

7. Todo este episódio sugere que as Novas Oportunidades são uma grande aldrabice para gerar auto-estima da população certificada e dos políticos que a promovem. Como qualquer auto-ilusão, o efeito passa logo que entre em confronto com a realidade.

Leitura complementar: Falsas oportunidades.

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:00

SUZANNE VEGA – The Queen and the Soldier/Columbus

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