Depois do Jamais, no qual participam os insurgentes Rodrigo Adão da Fonseca, Miguel Noronha, Maria João Marques e André Abrantes Amaral, surge agora o Rua Direita, um blogue colectivo de apoio ao CDS, que reúne, além do insurgente Adolfo Mesquita Nunes, bloggers como João Távora, Francisco Mendes da Silva, Nuno Pombo e Tiago Loureiro.
Julho 27, 2009
Mais uma prova que os socialistas desconhecem os benefícios da concorrência
Apenas um terço dos 300 milhões de euros que o Estado gastou em serviços de telecomunicações em 2007 e 2008 foi adjudicado através de concursos públicos, revelou à Lusa o presidente da Associação dos Operadores de Telecomunicações (APRITEL).(…) O responsável adiantou ainda que nos serviços que foram comprados por concurso público “houve uma redução superior a 50 por cento do custo”, o que o leva a concluir que “há todo o interesse do Estado em promover mais concursos públicos para a aquisição de serviços”.
Quem mente: Sócrates ou Louçã? (2)
LA-C em comentário ao post Quem mente: Sócrates ou Louçã?:
Medeiros Ferreira, com certeza que bem informado, diria mesmo que duplamente bem informado, confirma o convite feito à JAD: http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2009/07/o-exemplo-de-joana-amaral-dias.html
Julho 26, 2009
Quem sai aos seus não degenera
Dinastia socialista. Por Emídio Fernando.
O que têm em comum Luís Gonelha, Paulo Campos, Maria Antónia Almeida Santos, Afonso Candal, João Soares, Catarina Mesquita Machado? São todos filhos de dirigentes do PS e actuais deputados e/ou futuros deputados.
Quem mente: Sócrates ou Louçã?
Depois das acusações iniciais de Louçã, do desmentido “categórico” de Sócrates e da insistência do dirigente máximo do Bloco de Esquerda, importaria que Joana Amaral Dias se pronunciasse publicamente e que a comunicação social não deixasse morrer a questão sem que ficasse esclarecido quem está a mentir: Sócrates ou Louçã.
O fundo do poço
Esta semana, no I, numa entrevista aos vários “coordenadores”, não do Bloco de Esquerda, mas do Compromisso Portugal, Rui Ramos (um dos ditos “coordenadores”) diz a dada altura que “a situação está tão má” que até está “optimista”. É uma convicção muito partilhada: apesar de se reconhecer uma certa desconfiança dos portugueses em relação à mudança e um certo temor perante a dureza das reformas que se dizem ser necessárias, muita gente parece ser assaltada por um “pessimismo optimista”, pela ideia de que “isto” está tão mal que qualquer um percebe (e aceita) a necessidade de fazer alguma coisa, e que por isso, “será desta” que “os políticos” terão “coragem” de fazer as tais “reformas”.
É um sentimento que se percebe, mas que tenho alguma dificuldade em partilhar. Pela simples razão que eu próprio já o tive, há bastante tempo, e apesar das coisas terem estado “mal”, ainda terem ficado piores. Sempre que oiço alguém dizer o que Rui Ramos disse, lembro-me daquele jovem ingénuo (eu próprio) que, nos idos de 2002, achava que Guterres tinha deixado “este país” tão mal que Durão Barroso, um verdadeiro “salvador da pátria”, não poderia deixar de fazer as reformas de que o país precisava. Ora, foi o que se viu: Durão mais não fez do que buscar a reeleição, e quando viu que não a obteria, arranjou o confortável exílio de Bruxelas; depois vieram Santana e Sócrates, qual deles o pior, e o fundo do poço parecia cada vez mais longe.
Há uns anos, o Luciano Amaral, no DN, escreveu aquele que é um dos mais importantes artigos sobre a realidade actual da política portuguesa. Nele, o Luciano criticava, precisamente, a “teoria do fundo”, argumentando que era “perfeitamente possível” chegar ao fundo do dito poço e “continuar a cavá-lo”: se era verdade que o Reino Unido dos anos 70 “tinha atingido o fundo”, e “as reformas de Margaret Thatcher” fizeram com que o país regressasse “ao topo da lista dos países mais ricos da Europa”, há também o exemplo da Argentina, que com Perón, não saiu do fundo do poço em que caíra.
Como diz o Luciano, “a Argentina já foi dos países mais ricos do mundo. Mais rico do que a França, a Alemanha, a Suécia e, consequentemente, a maior parte dos países da Europa ocidental”. No entanto, “a crise dos mercados internacionais de 1914 a 1945 (I Guerra Mundial, crise dos anos 30 e II Guerra Mundial) afectou profundamente este estado de coisas, podendo dizer-se então que a Argentina tinha (à luz do seu passado) batido no fundo”. Em vez de “Thatcher” (ou seja, em vez de reformas), optou por “Perón” (ou, por outras palavras, “justicialismo” e demagogia): Perón “aumentou salários, desenvolveu a protecção social e criou uma relação orgânica com os sindicatos, apoios nos quais se respaldou para aplicar uma política semifascista, de que faziam parte certos planos económicos nacionalistas (incluindo vastos programas de investimento público), que fecharam a Argentina ao mercado mundial”. “Lentamente”, diz o Luciano, “a próspera Argentina de outrora desapareceu, dando lugar a um país do chamado Terceiro Mundo. Perón caiu em 1955, mas o “peronismo” continuou a ser uma espécie de ideologia nacional. O célebre coronel apanhou, portanto, o país no “fundo” e afundou-o um pouco mais. Os seus sucessores continuaram a obra. Actualmente, os argentinos são, coisa rara na História, mais pobres em termos absolutos do que em 1950″.
Como bem nota o Luciano, a “crise” e a sua gravidade não são garantia de que os portugueses aceitem a necessidade de “mudar”, ou pelo menos, que aceitem mudar para algo que lhes dê melhores condições de vida. Pelo contrário, pode levá-los a estarem dispostos a serem seduzidos pelas versões autóctones de Perón, que infelizmente nunca escasseiam.
Há, no entanto, uma hipótese que parece não ter ocorrido ao Luciano (ou pelo menos, que ele não menciona no artigo): a de a “crise” não ter qualquer influência na atitude dos portugueses, a de a “crise” não ser realmente entendida como uma crise, mas antes como um estado normal de atraso do país. Em 1978, Vasco Pulido Valente escreveu no Expresso um artigo (incluído no livro O País das Maravilhas) em que dizia que, “para algumas (muitas) pessoas”, a tal “crise” (já na altura se falava dela) parecia “apenas uma forma de normalidade, acentuadamente desagradável”. Não era novidade: entre 1807 e 1851, e 1903 e 1930, dizia Pulido Valente, a “crise” dificilmente poderia ser vista como uma “crise” (como um “momento grave”) e não como a “normalidade”, certamente pouco confortável mas não menos “normal” por isso.
Se virmos bem as coisas, será que os portugueses têm uma atitude diferente da dos homens de 1978, ou dos de 1807-1851 ou 1903-1930? Será que olham hoje realmente para a “crise” como uma “crise”? Portugal deixou há muito pouco tempo de ser um país verdadeiramente pobre. Há, por isso, uma “memória social” (perdoe-se o jargão) relativamente avivada da penúria, da fome, da miséria. Comparadas com a condição permamente da vasta maioria dos portugueses até há poucas décadas, as agruras desta “crise” são um verdadeiro paraíso, insuficientes para alarmar quem ainda tem a falta de comida como termo de comparação e avaliação da sua condição.
Ainda para mais, a grande maioria do eleitorado certamente se lembra da crise de 73, da do final dos anos 70, da dos anos 80. Um período de dificuldades económicas não é novidade para essa grande parte dos portugueses. E quanto aos eleitores mais novos, desde 2000 que vivem em “crise”, praticamente não se lembram de viver noutro estado que não o de “crise”, e portanto, vêem-na como algo de “normal”, não como algo que justifique uma mudança drástica. Pouca gente em Portugal sente que a estagnação (o destino inevitável do país se não se fizer “alguma coisa”) lhes fará perder o que quer que seja. Já as “reformas” aparecem como a ameaçadora possibilidade de muitos deles perderem alguns dos “benefícios” que o Estado vai fingindo que lhes dá. Entre a calma da estagnação (pouco assustadora se a compararmos com o passado recente do país) e a incerteza das reformas, muitos preferem a estagnação.
Os únicos que poderão perder alguma coisa se a “crise” continuar a ser “normal” (e a ser cada vez mais “normal”) são os que ganharam alguma coisa com a relativa prosperidade dos anos de Cavaco e Guterres. Infelizmente, essa prosperidade veio em grande parte do aumento do funcionalismo público, dos “fundos” europeus e da facilidade do endividamento, ou seja, do Estado e de coisas que ou acabaram de vez ou serão insustentáveis se continuarem. O que quer dizer que os únicos que poderiam ter alguma motivação para querer que a “crise” não se torne “normal”, têm, ao mesmo tempo, muitas razões para não quererem arriscar as “reformas”. É perfeitamente plausível que, como escrevi aqui, prefiram comer as poucas maçãs que ainda lhes restam antes que apodreçam, em vez de plantarem outra macieira para passarem a ter mais para comer. O facto de termos chegado ao “fundo do poço” não quer dizer que façamos tudo para voltar à superfície. Podemos optar por aproveitar o pouco que temos, antes de ficarmos com ainda menos. É uma opção pior, diz o caro leitor, e eu acho que o leitor tem razão. Mas nada nos garante que optemos pelas melhores soluções.
“A Qualidade da Democracia em Portugal” e a qualidade das perguntas dos estudos associados
Já tem quase um mês, mas não quero deixar de recomendar a leitura deste post de João Pedro Neto sobre as perguntas do estudo A Qualidade da Democracia em Portugal: A Perspectiva dos Cidadãos, realizado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa:
A qualidade das perguntas sobre a qualidade da democracia
O custo real de um posto de trabalho
Uma excelente ideia do leitor JP Ribeiro em comentário ao post De um bolso para o outro:
Muitos trabalhadores desconhecem que a parte que descontam para a segurança social quer seja em seu nome quer em nome da empresa, faz parte integrante do seu salário, e faz parte dos custos salariais da empresa.
As empresas deviam informar anualmente todos os seus empregados, por carta individual, de qual foi o custo real em que incorreram com aquele posto de trabalho (salario, descontos para Seg Social, seguros e outros benefícios, etc.), pois talvez assim as pessoas começassem a entender como é que o monstro se alimenta.
Obamacare: socialismo metastático
Via Cato@Liberty, a U.S. Chamber of Commerce elaborou dois gráficos mostrando como funciona a regulação do sistema de saúde dos Estados Unidos nos dias de hoje:
…e como será de acordo com o plano Obama:
O Fatal Conceit do Health Care Reform
The Arrogance of Health Care Reform por John Stossel:
It’s crazy for a group of mere mortals to try to design 15 percent of the U.S. economy. It’s even crazier to do it by August. Yet that is what some members of Congress presume to do. They intend, as the New York Times puts it, “to reinvent the nation’s health care system.” Let that sink in. A handful of people who probably never even ran a small business actually think they can reinvent the health care system.
Like the politicians, most people are oblivious to F.A. Hayek’s insight that the critical information needed to run an economy—or even 15 percent of one—doesn’t exist in any one place where it is accessible to central planners. Instead, it is scattered piecemeal among millions of people. All those people put together are far wiser and better informed than Congress could ever be. Only markets—private property, free exchange, and the price system—can put this knowledge at the disposal of entrepreneurs and consumers, ensuring the system will serve the people and not just the political class.
To the extent the politicians ignore this, they are the enemy of our well-being. The belief that they can take care of us is rank superstition.
Julho 25, 2009
“Igualdade de Oportunidades” segundo Hayek
Egalitarian agitation now tends to concentrate on the unequal advantages due to differences in education. There is a growing tendency to express the desire to secure equality of conditions in the claim that the best education we have learned to provide for some should be made gratuitously available for all ….
…. enforced equality in this field can hardly avoid preventing some from getting the education they otherwise might …. Such a problem cannot be satisfactorily solved by the exclusive and coercive powers of the state.
Such deliberate adaptation of opportunities to individual aims and capacities would, of course, be the opposite of freedom
De um bolso para o outro
O Pedro Sales está muito aborrecido porque não será o patronato mas a segurança social a pagar os salários dos trabalhadores em caso de quarentena relacionada com a Gripe A. E quem é que o Pedro Sales pensa que sustenta a Segurança Social?
Many sources expressed puzzlement at Mr. Ross’s unwillingness to help his government
Sources said it was certain that 32-year-old man Geoff Ross would reap substantial benefits from devoting his time to the advancement of his native Illinois region. Yet he has squandered countless opportunities to do so by instead indulging in frivolous personal activities, such as reading books of the noneducational variety, exercising recreationally, and socializing.
“I’m thinking of taking a week to travel,” Mr. Ross said to a friend recently, seemingly oblivious to the sort of individual sacrifices upon which great societies are formed. “It’ll be nice to take some time for myself and just get away for a bit.”
Many sources expressed puzzlement at Mr. Ross’s unwillingness to help his government build roads, develop new technologies, or amass an invincible standing army, especially since he is† physically able and university-trained.
(…)
Thus far, no one in Mr. Ross’s family has informed him that his conduct is an unacceptable hindrance to the progress of the city of Peoria. Nor have any of the man’s friends or colleagues taken the time to shame him publicly by saying, “Sir, your disregard for the well-being of our regional cohabitants makes a mockery of us all. If only our government’s rule of law permitted the swift, decisive punishment of men such as you.”
Mr. Ross was not contacted for comment as his opinions are not worthy of consideration.
O socialismo é burro
Na altura que o socialismo bolivariano chavista se atirou à produção e venda de arroz e aos especuladores, o JCD escreveu no Blasfémias que em dez anos a Venezuela (exportador líquido) estaria a importar arroz. Se calhar vai demorar menos tempo.
CARACAS (Reuters) – Venezuela, un tradicional exportador de café que se jacta de tener uno de las mejores tazas de java en Sudamérica, podría tener que importar café por primera vez en su historia este año o enfrentar escasez, dijeron expertos de la industria.
Não sei desde quando vem isto, mas hão-de ter passado milhares de anos desde a primeira vez que alguém imaginou que podia fixar preços administrativamente sem consequências nefastas. Uma, duas, três, dezenas, milhares de tentativas deu sempre no mesmo: escassez. E sempre, sempre, a desculpa foi a mesma: a culpa é especuladores, açambarcadores, criminosos, etc. Pois parece que a enésima tentativa de empobrecimento de uma população volta a ter os mesmos efeitos. A Venezuela, um dos maiores produtores mundiais de café, vê-se a braços com o mesmo problema e pondera, pela primeira vez na sua História, importá-lo. Claro que os preços fixados abaixo dos preços de mercado não têm nada que ver com isto. Nem com a queda na produção, o aumento da procura ou o contrabando. Nada, a culpa é do mercado, dos especuladores e do capitalismo. E do neo-liberalismo que pelos vistos é anterior a Cristo.
O PJ O’Rourke terá dito que a única coisa que é necessário saber sobre o socialismo é que não há take-aways de comida chinesa na China e que, em Cuba, os charutos são racionados.
A RTP e as prioridades de «serviço público»
RE: Será que sabe? Por Gabriel Silva.
provavelmente o senso comum indicaria que, a subsidar o que quer que seja, a maior fatia do orçamento de estado iria para empresas como por exemplo a CP, por eventual «serviço público» de proporcionar bilhete a preço «social», ou a compensá-la por operar em percursos de pouca frequência mas entendidos como socialmente relevantes; o mesmo se diga do Metro de Lisboa e do Porto; ou mesmo da Refer, «compensado-a» pela manutenção de vias eventualmente consideradas de «serviço público». Isto, bem entendido, falando-se de um governo que advogue supostas «preocupações sociais».
Mas não. Este governo entendeu que, de entre as prioridades de «serviço público», a mais relevante e objecto de maior suporte por parte dos contribuintes é a difusão televisiva e radiofónica: o grupo RTP.
Julho 24, 2009
Em defesa do ambiente
Top Gear – Environment Bus Protest – BBC
(via A Causa Foi Modificada)
Política ambiental à nossa maneira
Comentário de Luís, no Pesadelo ecológico.
Considero-me um defensor acérrimo do património ambiental com valor elevado. Não concebo, por isso, que algum dia se abatam árvores numa Mata da Albergaria, que Portugal tenha permitido a extinção do lince-ibérico ou que se betonizasse uma ilha da Culatra.
Contudo, não partilho muito desta onda de defesa da energia eólica e do aquecimento global que assolou o nosso país e o Ocidente. Quando visitei a UCL e o CCR (Ruthford Center, Oxfordshire)como bolseiro da Gulbenkian do ensino secundário assisti a demonstrações e palestras onde ouvi cientistas afirmarem o seu cepticismo em relação ao aquecimento global e referirem o papel da actividade solar na modelação no clima global.
Na minha opinião, as energias renováveis são apenas um negócio pago com o nosso dinheiro com o pretexto da preservação do ambiente. Se o nosso Governo estivesse tão preocupado com a Ecologia, não instalaria eólicas em áreas protegidas com elevado valor paisagístico, já teria abolido a absurda lei do PIN, teria revisto o modelo de gestão das áreas protegidas, entre muitas outras medidas.
A preservação do ambiente deve ter, entre outros, três objectivos base:
-preservação e garante da perpetuação da biodiversidade nacional;
- manutenção da paisagem, com implicações a nível do bem-estar social e na competitividade turística e económica;
-ordenamento adequado que encontre um equilíbrio entre os direitos dos proprietários e a defesa dos interesses comuns.
Infelizmente, o ambiente tornou-se um bom pretexto para gastar de modo duvidoso o nosso dinheiro e tentar aumentar a carga fiscal. Prefiro mil vezes que o Estado gaste umas dezenas de milhares de euros para reintroduzir 20 ou 30 linces ou para plantar uns carvalhos-roble do que milhões nestas eólicas, quando temos uma alternativa chamada nuclear.
As últimas três décadas de política ambiental e de ordenamento do território do nosso país foram um verdadeiro fracasso. Cidades despovoadas, subúrbios feios, inseguros, desordenados, áreas urbanas demasiado extensas, onerosas, ineficientes, áreas protegidas mal geridas, não exploradas, espécies extintas, políticas ambientais que só criaram injustiças na possibilidade de investimento, ausência de área florestal (vergonhosamente só temos três ou quatro verdadeiras florestas: a laurissilva, a Albergaria, a Margaraça e pouco mais), entre tantos outros pontos negros…
A fricção de Al Gore
Antes da humanidade torrar e o oceano Atântico arrasar Madrid, nada como redescobrir as verdades do Goracle, o profeta explicadas num vídeo. Para congelar a ecologia dos milhões das ilusões.
Depois digam lá que “as estatísticas valem o que valem”

O gráfico acima é apresentado pelo Hugo Mendes, em resposta ao Nuno Gouveia, sugerindo que numa comparação entre legislaturas os três primeiros anos do governo PS viram uma criação líquida de cerca de 100.000 postos de trabalho, enquanto no governo anterior teve lugar uma destruição de cerca de 40.000 postos. Estas comparações são um bocado irrelevantes, tendo em conta a complexidade das causas e, especialmente, o desfasamento temporal entre estas e as consequências. Contudo, as contas subjacentes ao gráfico devem ser um bocado “simplex”. É que os números do gráfico acima não batem certo com a evolução efectiva da taxa de desemprego, que não parou de aumentar desde 2000, como pode ser visto no gráfico abaixo, do Observatório das Desigualdades do ISCTE.

Exceptuando eventualmente alguns curtos periodos influenciados por efeitos sazonais ou excepcionais (que são irrelevantes para a tendência de longo prazo), a criação líquida de emprego foi sempre negativa. Seria bom o Hugo Mendes clarificar como fez as contas (se é que foi ele que fez, pois o gráfico tem todo o aspecto de ter sido gerado por um qualquer assessor do ex-ministro Pinho equipado com Magalhães) na elaboração do gráfico…
Hoje às 18 horas, Bernardo Pires de Lima e Carlos Nunes Lopes

Esta semana, sem a Antonieta Lopes da Costa, que se encontra de férias, o ‘Descubra as Diferenças’ tem como convidados Bernardo Pires de Lima e Carlos Nunes Lopes que se prontificaram a analisar alguns dos principais temas da actualidade:
- Hillary na Ásia – A Sra. Clinton esteve na Ásia, destacando-se a sua visita à Índia. Será que a Administração Obama percebeu o peso do subcontinente indiano na região, ou tratou-se somente de uma visita de cortesia?
- Mais portugueses no Afeganistão e no Kosovo – A pedido de Obama, Portugal está disponível para reforçar as suas tropas nestes dois países. Mas este esforço não impede uma participação mais actuante nas zonas de influência portuguesa, como seja a Guiné-Bissau?
- Testamento vital – Depois de aprovada na generalidade a lei sobre os direitos dos doentes à informação do seu estado de saúde, o diploma foi adiado para a próxima legislatura, por falta dos devidos pareceres éticos. Terá sido isso, ou o receio de mais um veto presidencial?
- Descontrolo público – Com uma forte descida nas receitas, o défice das contas públicas subiu muito acima do esperado. Durante quanto tempo mais vamos ter de apertar o cinto para resolver esta situação?
O “Descubra as Diferenças” tem podcast disponível aqui.
“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.
Sobre o salário mínimo
“The Hidden Costs of a Minimum Wage” de Art Carden (Mises Institute)
Anyone who has taken an introductory economics course is familiar with the idea that a minimum wage leads to a reduction in the demand for labor and an increase in the supply of labor in the relevant market — usually, the market for low-skill workers. The minimum wage removes the ability of some workers to compete by accepting lower wages and shuts them out of the labor force. As a result, it reduces job opportunities for these workers. A minimum wage breaks the hinges on the door of opportunity.
“Raising Rival’s Costs” de Alex Tabarrok (Marginal Revolution)
Catherine Rampell at Economix is somewhat surprised that some employers have signed a petition supporting today’s increase in the minimum wage.(…) Note that I don’t think that these employers are being dishonest in their support for “social justice” but I do think that it’s easy to be in favor of the minimum wage when it doesn’t cost you anything.
Indeed, these employers will benefit from an increase in the minimum wage because it will raise the costs of their rivals. This is why unions have typically been in favor of the minimum wage even when their own workers make much more than the minimum.
Recomendo também o visionamento da 2ª parte do documentário “Good Intentions” de Walter Williams intitulada “Minimum Wage, Licensing, and Labor Laws”
Será que batemos mesmo no fundo?
U.K. output declined far more than expected in the second quarter, the Office for National Statistics said Friday, casting doubt on suggestions the economy was stabilizing after a deep recession.
Julho 23, 2009
Roubo de identidade a António Guterres – e a resposta do PSD
José Sócrates, depois de ter ensaiado o estilo guterrista na entrevista com Ana Lourenço (e de lhe ter corrido mal), tenta agora a política daquele brilhante estadista, cuja solução para todas as coisas era deitar dinheiro para cima dos problemas (se não me levam a mal concretizar: deitar o nosso dinheiro para cima dos problemas). Paradoxalmente, aumentar subsídios, prestações sociais, inflaccionar ordenados dos funcionários públicos, acolher no seio do estado protector mais duzentas mil alminhas não teve os efeitos desejados: começámos a divergir da UE e criou-se um desequilíbrio nas contas públicas que ainda lutamos para resolver. Mas, perante a derrota das europeias, nada disto interessa a Sócrates. Após o esgotamento do ‘animal feroz’, Sócrates tem de mostrar que afinal é bonzinho, caritativo, que se preocupa com os mais pobres e mais fracos. Qualquer dia rouba o slogan ao MEP de dividir para multiplicar, ou lá o que é, e ainda o veremos a fazer alusões, até às legislativas, ao milagre da multiplicação dos pães. Para esconder a verdade: graças aos aumentos anuais da despesa pública no seu governo, não há agora dinheiro para prestações sociais, por mais anúncios que se façam.
Da parte do PSD, entre o rasga/não-rasga, convinha ter a coragem de não ir atrás destas promessas mirabolantes de prestações sociais sem fim. É certo que Manuela Ferreira Leite alertava para a necessidade de maiores apoios sociais durante o tempo de crise quando Sócrates e sus muchachos diziam que Portugal estava muito preparado para o que se adivinhava, mas convém não esquecer que em Portugal ajudas temporárias tornam-se de imediato em ’direitos adquiridos’ e numa altura de retoma será difícil (porque impopular) reduzir apoios sociais. Mais vale manter a cabeça fria agora. (mais…)
Valorização da proposta política que responda aos grandes problemasssss
O papa coordenador do Bloco de Esquerda afirma na RTP 1 que o problema de Portugal nunca foi a pobreza mas a fortuna.
O fofó é muito popular
Miguel, afinal o manda-chuva do orgão que decidiu que as pedradas ainda têm algum valor na decisão do campeonato, julgou em casa própria. Deve ser algo natural. Ah, o vídeo caseiro é quase brilhante.
O Zé&Costa que fazem falta
A providência colocada por Sá Fernandes à obra do Túnel do Marquês custou aos cofres camarários mais de 4 milhões de euros. E teve outros custos pois causou litígio entre a CML e as empresas construtoras.
Para dirimir esse conflito foi decidido, por ambas as partes, constituir um Tribunal Arbitral que veio a dar razão às construtoras.
Sá Fernandes ainda pouco satisfeito com os prejuízos financeiros que causou à CML, sem esquecer os prejuízos para a Cidade e pessoas que cá vivem e trabalham, assim que se apanha com pelouros no executivo de António Costa ajuda a que este entregue, no Tribunal Administrativo, uma acção para anular a decisão do Tribunal Arbitral.
E agora parece que a decisão, mais uma vez, não é favorável à CML. O que, mais uma vez, aumentará os custos que a CML já teve com este processo, todos eles com o dedo de Sá Fernandes e agora com responsabilidades de António Costa.
Mas este assunto não se fica pelos problemas financeiros. É que entretanto não se avançou com a finalização do Túnel, acabando a ligação à Av. António Augusto Aguiar!
Até quando é que se vai permitir que estes senhores continuem a prejudicar a Cidade? Felizmente é uma questão de 3 meses. As eleições são já em Outubro.
Na integra, o post de Rodrigo Saraiva, no Câmara de Comuns.
Incompreendidos
Falha(s) do governo
Documentário “Good Intentions” de Walter Williams (1983)
Parte 1: Introduction and Public Schools
Parte 2: Minimum Wage, Licensing, and Labor Laws
Parte 3: The Welfare System and Conclusions
E o contribuintes agradecidos irão erigir-Lhe colossais estátuas douradas
SIC:
“Está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”
Os últimos 35 anos de regabofe despesista dos governos socialistas (todos…) foram suportados pelos impostos de quem trabalha, poupa e investe. E foram-no de forma crescente. Um executivo que se gaba dos resultados atingidos com o aumento da receita em vez da dimuição do desperdício na despesa é o cuminar de um percurso de décadas em que se promoveu a falta de vergonha pública e estatal.
Não tenho grandes esperanças na alteração de rumo para o país nos próximos anos. Uma das razões é a diferença que existe entre quem são os eleitores (ou de outra forma, os que estão incritos como tal) e quem são os que pagam todo o regabofe. Só quando os partidos e em particular os seus dirigentes tiverem respeito pelo dinheiro dos contribuintes e tal evidenciarem nas suas propostas eleitorais, poderemos esperar uma mudança que nos tire do caminho para a subserviência do Indíviduo ao estado e aos seus líderes do momento.
No entretanto e como contribuinte agradecido, sugiro a criação de uma taxa sobre os raios solares (calculada em função do número de horas de exposição ao Sol de cada contribuinte) para financiar a necessária homenagem dos Lusitanos ao seu insubstituível Primeiro Ministro e Secretário Geral do Partido Socialista.
The Two Joseph Stiglitzes
Artigo de Guy Sorman no City Journal.
There are two Joseph Stiglitzes, a fact insufficiently acknowledged by Newsweek in its glowing portrait of the man this week. One is a respected economist and rigorous teacher at Columbia University Business School. This Stiglitz has the esteem of his peers. For the research on asymmetric information and market transparency he conducted in the 1980s, he shared the 2001 Nobel Prize with George Akerlof.
But then comes the other Joseph Stiglitz: a fiery public intellectual with a Leftist political agenda, a media-savvy icon who revels in publicity. Stiglitz Number Two has become leader of a vast anti-capitalist, anti-globalization, anti-free-trade crusade. The split between the two Stiglitzes occurred in 2002, when Stiglitz Number One published Globalization and Its Discontents, a rather technical book that criticized the IMF’s generosity toward the new Russia. However, the book’s title, not its content, made it a worldwide bestseller. Stiglitz Number Two was born. For the enemies of economic liberalization, the IMF is the devil incarnate. As a former IMF economist, a Nobel laureate, and now a renegade, Stiglitz became the hero the activists were looking for—and he has relished the role.(…) (mais…)


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