Frio na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Por Rui G. Moura.
Um AMP cobrindo a costa leste da América do Sul, desde a Argentina até ao Rio Grande do Sul, provocou tempestades de neve em muita regiões que raramente vêem neve a cair.
Na Argentina tem-se conhecimento de nevões nas províncias de Mendonza, San Luis, San Juan, Córdoba (- 14 ºC), La Pampa e Buenos Aires. Em Bahia Blanca (- 16 ºC), cidade costeira na parte sul de Buenos Aires, a tempestade de neve foi a pior dos últimos 50 anos.
As autoridades argentinas locais descreveram o resultado do nevão com o bloqueamento de estradas e camadas de neve até 3 metros nalgumas áreas da Sierra de la Ventana, o que era inimaginável para a região.
Anteriormente, em 9 e 10 de Julho de 2007, nevara em Buenos Aires como não acontecia há 89 anos. Passados dois anos voltou a nevar na capital da Argentina. Os argentinos andam surpreendidos com a repetição destes acontecimentos.
Os jornais sul-americanos, como o La Nacion, descreveram quedas de neve igualmente em Santiago do Chile, no Uruguai e no Rio Grande do Sul, Brasil. Falam em intenso ar polar como verdades inconvenientes…
é o nobel em saldos…cada vez mais politizado para pior…
Comentário por caodeguarda — Julho 31, 2009 @ 21:51
“…The green shoots of recovery are showing up on satellite images of regions including the Sahel, a semi-desert zone bordering the Sahara to the south that stretches some 2,400 miles (3,860 kilometers).
Images taken between 1982 and 2002 revealed extensive regreening throughout the Sahel, according to a new study in the journal Biogeosciences.
The study suggests huge increases in vegetation in areas including central Chad and western Sudan….”
http://news.nationalgeographic.com/news/2009/07/090731-green-sahara.html
Comentário por lucklucky — Julho 31, 2009 @ 23:19
Mas isso é a coisa mais natural do mundo “científico”, perfeitamente perceptível em climatologia dos nossos tempos.
Mais do que nunca agora que a América Latina “virou” á esquerda o CO2 produzido (a começar nos peidos das vacas) tem o efeito contrario daquele CO2 que estamos habituados a falar do mundo capitalista fássista, esse sim causador do aquecimento global.
” No dia” em que a China ultrapassou os fassistas dos américas em produção dos maléficos gases, começamos a ouvir que “aquecimento global” era afinal “alterações climáticas”.
É que ele há CO2 e CO2, voces é que não percebem nada.
Comentário por OLP — Agosto 1, 2009 @ 09:30
Com respeito aos comentadores, e bem me ri, a questão de fundo é que a mesma malta que prevê que vamos estar todos esturricados daqui a umas décadas não consegue prever estes tempos frios. E se uma pessoa pergunta como é que aqueles modelos podem ser falsificáveis [toda a teoria científica bem formada tem de conter as bases da sua refutação], vêm falar de “peer-review”, “seriedade”, “consenso”, etc.
Comentário por AA — Agosto 1, 2009 @ 11:28
“Extreme weather conditions”. Estão familiarizados com o conceito? Não leiam só as gordas ou os takes da agência Lusa sobre as alterações climáticas, depois fazem figuras tristes. Sabem, por exemplo, que se a corrente termo-halina do Atlântico for interrompida devido às alterações climáticas, o inverno em Lisboa passa a ser tão rigoroso como em NY?
E sim, as teorias científicas, pasme-se!, evoluem com o tempo à medida que novos dados experimentais são incorporados. O problema é que a esmagadora maioria reforça os cenários de alterações climáticas severas.
Comentário por Rxc — Agosto 1, 2009 @ 11:36
1. avec des si on mettrait Paris en bouteille. A ciência serve para explicar a realidade, a “ficção científica” serve para conjecturar
2. toda a teoria científica minutos antes de ser substituida por uma melhor tem o apoio de uma esmagadora maioria de papers, cientistas, medições
Comentário por AA — Agosto 1, 2009 @ 11:42
Uma vez familiarizado com o conceito sentir-me-ia bem mais seguro se ele fosse aplicado e estudado em alguns periodos históricos que conhecemos e em que eles se verificaram.
Poderiamos talvez cimentar o conceito afinar em vez de o andar a conjecturar apenas no futuro.
“O inverno em Lisboa” já foi tão “rigoroso” como em NY e também já foi bem mais “quente” do que é. Os arabes quando invadiram esta porcaria de terra tinham a prova disso e só foram expulsos com as alterações climaticas do dom afonso e seus seguidores com um calor do catano.
Comentário por RR — Agosto 1, 2009 @ 11:59
7, e há 11 mil anos ocorreu a última glaciação (se não contarmos com a “mini” idade do gelo medieval)…Viveu nesses tempos? É que eu não, por isso não afectam o meu presente nem o meu futuro.
O problema será adaptarmos a nossa sociedade a alterações que podem ser bruscas. A preparação para esse contexto de mudança pode ser crítica para uma transição “suave”.
Mas acredito sinceramente que vai haver muito “fear mongering” por parte dos governos mundiais, que vão aproveita este pretexto para controlarem ainda mais ferreamente as populações.
Comentário por Rxc — Agosto 1, 2009 @ 15:01