O Insurgente

Julho 30, 2009

Progressividade fiscal (6)

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 15:30

escaloesIRS

Um argumento usado sistematicamente quando se refere a progressividade galopante do IRS é o de que existe uma grande desigualdade de rendimentos. Esta desigualdade de facto existe. Daí até o imposto atingir níveis punitivos vai uma enorme distância. No gráfico acima podemos ver o efeito de concentração do imposto. Temos a distribuição da população, do seu rendimento e do IRS que pagam, em função dos escalões existentes. É visível que a distribuição de rendimento é lopsided face à da população, sendo ligeiramente avançada para o lado dos mais ricos (eu diria antes menos pobres, se excluirmos aquele último escalão). Mas mais notável ainda é o efeito da passagem da distribuição do rendimento para a distribuição do imposto. Este efeito é punitivo. É esta punição que há quem pretenda agravar.

10 Comentários »

  1. O propósito destes posts e destes gráficos e mostrar o quão pobres somos e deixar-nos realmente deprimidos? ;)

    Comentário por João Neto — Julho 30, 2009 @ 15:52

  2. São excelentes posts que mais uma vez demonstram como a liberdade da blogosfera é superior aos “gate keepers” dos media e da sua manipulação.

    Comentário por lucklucky — Julho 30, 2009 @ 16:13

  3. só um comentário sobre 1 aspecto que não sei se terá sido já esclarecido: nos posts anteriores fala-se em população quando se deverá ler agregados, correcto?

    Comentário por Ricardo Sebastião — Julho 30, 2009 @ 18:57

  4. Portanto, se eu percebo, o escalão de rendimentos mais elevado tem 3 ou 4% do rendimento e é responsável por cerca de 10% das receita do IRS? E daí?

    Na prática, isso quer dizer que, em média, pagarão uma taxa 2 ou 3 vezes maior do que o agregado familiar médio, ao que volto a comentar: e daí? Essa é a essência do imposto progressivo – o valor de imposto pago crescer mais do que proporcionalmente ao rendimento.

    Comentário por Miguel Madeira — Julho 30, 2009 @ 19:12

  5. Com tanto pobre a entrar de qualquer maneira e a ser nacionalizado é preciso impostos.Não refilam das nacionalizações caridosas e não querem depois pagar?

    Comentário por Miles — Julho 30, 2009 @ 19:49

  6. [...] Arquivado em: Economia, Justiça, Política, Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 14:19 Referi aqui que a progressividade galopante do IRS é normalmente justificada com a desigualdade de [...]

    Pingback por Progressividade fiscal (7) « O Insurgente — Agosto 21, 2009 @ 14:19

  7. [...] qual é a surpresa? Que não há ricos suficientes para pagar a crise já estamos fartos de saber. Por mais profissões de fé que socialistas como Paulo Pedroso façam [...]

    Pingback por O milagre da redistribuição « O Insurgente — Março 18, 2010 @ 15:03

  8. [...] leitura da série de artigos sobre progressividade fiscal do Miguel Botelho Moniz: (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7). Comentários [...]

    Pingback por Deve ser um tipo de “liberalismo” novo « O Insurgente — Julho 22, 2010 @ 16:29

  9. O nosso prémio Nobel também fugia ao fisco e foi condenado a pagar 717.000 ao fisco espanhol.
    Como se confirma mais uma vez, eles são muito generosos e solidários com o dinheiro dos outros.

    Comentário por ricardo saramago — Julho 22, 2010 @ 17:01

  10. [...] Gráficos vergonhosamente roubados ao Miguel Botelho Moniz. E, já agora, verifiquem estes posts da sua autoria. Share this:Gostar disto:GostoBe the first to like this post. By [...]

    Pingback por Equidades « O Intermitente (reconstruido) — Novembro 23, 2011 @ 10:22


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