Depois do Jamais, no qual participam os insurgentes Rodrigo Adão da Fonseca, Miguel Noronha, Maria João Marques e André Abrantes Amaral, surge agora o Rua Direita, um blogue colectivo de apoio ao CDS, que reúne, além do insurgente Adolfo Mesquita Nunes, bloggers como João Távora, Francisco Mendes da Silva, Nuno Pombo e Tiago Loureiro.
Julho 27, 2009
21 Comentários »
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Como se compreende que haja tantos a apoiar o PSD e nenhum a apoiar o PS?
Comentário por LA-C — Julho 27, 2009 @ 10:19
Estás a falar do Insurgente?
Comentário por Miguel — Julho 27, 2009 @ 10:56
O CDS é um partido que no nome se diz do Centro, mas agora já se assume como sendo de direita.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 27, 2009 @ 11:12
LA-C
eu não considero surpreendente que não haja liberais a apoiar o PS. O que considero surpreendente é que haja liberais a apoiar o PSD ou o CDS.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 27, 2009 @ 11:14
Miguel, sim, do Insurgente.
Luís Lavoura, precisamente.
Não levem a mal que isto é apenas uma curiosidade: em Coimbra a Rua Direita é uma rua situada na baixa de Coimbra onde os pais levavam os jovens filhos que para se tornarem homens, precisamente quando iam às sortes ao quartel de Coimbra
Comentário por LA-C — Julho 27, 2009 @ 11:23
“Miguel, sim, do Insurgente.”
Bem, em teoria é possível e confesso que se na direcção do PSD se mantivesse o LFM até considerava essa hipótese. Embora, provavelmente, tivesse de competir com o voto nulo e o CDS pela minha preferência
Comentário por Miguel — Julho 27, 2009 @ 11:27
Mas voltando à questão inicial. Julgo que ninguém contesta que o PSD ou CDS sejam propriamente liberais. O problema é que no PS as tendências iliberais são muito mais acentuada. E acredito que os liberais possam ter muito maior influência (e proximidade programatica) no PSD e CDS.
Comentário por Miguel — Julho 27, 2009 @ 11:31
Terás muito trabalho para convencer quem quer que seja de que o PSD e mais liberal do que o PS. Em 1985 isso era verdade, hoje não. O PS é muito mais liberal a nível de costumes e a nível económico é pelo menos tão liberal como o PSD.
Comentário por LA-C — Julho 27, 2009 @ 11:57
A nível económico a tendência socialista é bem mais forte no PS. E o caso da JAD é apenas mais um episódio da contaminação do PS pela extrema-esquerda. (Nota, a expressão “contaminação” surge na “conversa” entre o Daniel Oliveira e o MVA)
A nível de costumes tanto o PS como o PSD aderiram ao “modernismo” e continuam a achar que estes devem ser regulados pelo estado. Por outro lado a há o jacobinismo do PS.
Comentário por Miguel — Julho 27, 2009 @ 12:09
Uma coisa é ser-se liberal, outra é ser “liberal nos costumes” e defender engenharias sociais por tudo e por nada.
Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Julho 27, 2009 @ 12:11
“Não levem a mal que isto é apenas uma curiosidade: em Coimbra a Rua Direita é uma rua situada na baixa de Coimbra onde os pais levavam os jovens filhos que para se tornarem homens, precisamente quando iam às sortes ao quartel de Coimbra”
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 27, 2009 @ 13:37
Em geral, nas vilas portuguesas medievais havia sempre uma “Rua Direita”, que era a rua principal e central da vila. Há ainda hoje “Ruas Direitas” em muitas cidades e vilas portuguesas. Coimbra é apenas um caso particular.
Por exemplo, em Castelo de Vide a Rua Direita é a rua central da vila medieval, a que é interior às muralhas do castelo.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 27, 2009 @ 13:52
No Funchal também há uma – para os interessados – http://madeira-web.com/PagesP/funchal-nucleus/se/pelourinho-direita.html
Comentário por AA — Julho 27, 2009 @ 14:18
Um liberal ao não encontrar um partido que se encaixe à sua ideologia, age de acordo com a teoria dos constrangimentos, perguntando-se: onde está a maior barreira entre ele e a sua liberdade?
Se vivesse num país como O Irão, Chile ou Singapura a balança não penderia para defender uma maior liberdade económica, mas antes no sentido de defender maiores liberdades civis, tendendo na ausência de forças liberais a ligar-se à esquerda.
Um liberal que mora em Cuba, Venezuela ou Portugal vê a política fiscal confiscatória como o maior obstáculo entre si e a liberdade. Assim sendo, a escolha mais racional na ausência de um movimento liberal é ligar-se a partidos de direita.
Comentário por Filipe Melo Sousa — Julho 27, 2009 @ 14:42
Já agora, em Portimão também há uma Rua Direita…
Acerca do caso de Coimbra, é o género de coisa que eu esperaria mais num beco/travessa retorcido do que numa “Rua Direita”
Comentário por Miguel Madeira — Julho 27, 2009 @ 15:09
A “Rua Direita” de Santarem tambem não é assim muito direita e teve em tempos aquele tipo de comercio de que se falou aqui.
Comentário por EMS — Julho 27, 2009 @ 15:19
Cada um que pense pela sua cabeça. Eu diria que em Portugal — infelizmente — não se fala de uma “ala liberal” no PS. Se esta vida de promover agendas liberais já é dura, quanto mais num partido que as hostiliza abertamente…
Comentário por AA — Julho 27, 2009 @ 15:38
O PS é muito mais liberal a nível de costumes e a nível económico é pelo menos tão liberal como o PSD. – LA-C
Caro LA-C,
Não vejo onde é que o LA-C vê nos discursos dos maiores partidos níveis parecidos de liberalismo ou iliberalismo, quer em termos económicos, quer em termos de costumes.
O PS tem defendida as grandes obras públicas como resposta à crise. Ao invés, o PSD tem defendido a diminuição da carga fiscal imposta às pequenas e médias empresas, bem como o pagamento imediato das dívidas do Estado, como resposta alternativa à do PS (cfr. propostas parlamentares do partido para as PME`s datadas de Janeiro). Não é difícil perceber que as propostas do PSD nesta matéria são mais liberais do que as do PS.
Mas se virmos a prática deste governo, quer no aumento da intervenção do Estado na economia pela selecção e favorecimento de empesas amigas, nomeadamente através de ajustes directos, financiamento público de projectos, verdadeiros planos quinquenais, tidos como estruturais, independentemente da sua viabilidade económica, bem como aumento dos impostos sobre as empresas, é seguro dizer-se que este governo foi especialmente iliberal quando confrontado com governos anteriores e isto essencialmente por se verificar em relação a este uma vontade de domínio da sociedade que não tem paralelo na recente história política portuguesa.
Quanto à matéria dos costumes, o LA-C parece partir de uma petição de princípio: a que identifica as posições favoráveis à descriminalização do aborto ou à permissão dos casamentos homossexuais como posições liberais. Não vejo que essa identificação seja minimamente sustentável em termos argumentativos. É tão liberal defender a criminalização do aborto como a sua descriminalização; e o mesmo vale em relação ao casamento homossexual, tendo em consideração, neste último caso, que o casamento não é apenas um contrato, mas também uma instituição cultural (o que levaria um liberal a defender que a resposta à questão não deve surgir do Estado, mas espontaneamente da sociedade civil). Ou seja, e para terminar, o PS não é mais liberal nos costumes que o PSD pela simples razão de que o liberalismo não impôe uma ou outra resposta às denominadas questões fracturantes.
Um abraço,
Comentário por José Barros — Julho 27, 2009 @ 15:51
O PSD diz uma coisa e faz outra. As obras públicas do PS que já foram do PSD vão continuar: TGV e Aeroporto. Não vi nada em contrário a não ser na melhor das hipórteses vamos esperar mais um tempo continuando a pagar mais uns milhões para Gabinetes de Estudo. A Taxa dos sacos de plástico já aí está ao virar da esquina com o PSD a salivar para mais uns milhões. O PSD ainda não disse onde vai cortar logo como será de esperar não vai cortar em coisa alguma. Vai baixar os impostos ali ou acolá aumentando taxas e impostos ali ao acolá.
Comentário por lucklucky — Julho 27, 2009 @ 16:16
Não sei se viram o último “quadratura do círculo” na SIC com o JPP e o AC.
O AC acusava o PSD de apresentar um programa liberal (ou neo-liberal ou ultra-liberal, já não me lembro bem…), ao que o Pacheco Pereira respondeu algo como isto: “Não, António, com a Manuela Ferreira Leite não há a miníma hipótese de o programa ser liberal… contra mim falo, que bem gostaria que fosse, mas não será de certeza…”.
Comentário por MAF — Julho 27, 2009 @ 17:04
“Não, António, com a Manuela Ferreira Leite não há a miníma hipótese de o programa ser liberal… contra mim falo, que bem gostaria que fosse, mas não será de certeza…”. – MAF
Também vi.
Mas a questão não foi colocada nesses termos: do que se trata não é de saber se o programa do PSD vai ser liberal – já sabemos que não -, mas sim se não há diferenças em termos de liberalismo entre o PSD e o PS. A minha resposta é a de que ambos não são liberais, mas o PS é mais iliberal (ou anti-liberal, se quiser) em termos económicos do que o PSD.
Comentário por José Barros — Julho 27, 2009 @ 17:37