“Especulação e Interesse” de Fernando Gabriel no Diário Económico
O ódio ao “especulador” tem raízes históricas profundas, no preconceito medieval contra a usura e na crítica marxista ao capital e ao lucro. O fundamento da suspeição é a suposta imoralidade do “dinheiro que gera dinheiro” e as transacções nos mercados futuros, onde a informação é vital, tornam a sugestão de parasitismo mais persuasiva. A relação entre mercados e moralidade é bastante mais complexa do que as analogias marxistas sugerem e os efeitos da especulação podem ser difíceis de avaliar, mas um oportunista é relativamente fácil de identificar