Outro “projecto mobilizador” que nós empobrecer mais um pouco.
Julho 14, 2009
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Sobre os automóveis elécticos, sugiro-lhe uma vista de olhos aqui:
http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/
Cumprimentos,
P.S.: sim, sou o autor dos “Conquistadores de Almas” que comentou no seu blog há 3 anos.
Comentário por Pinto de Sá — Julho 14, 2009 @ 10:17
Eu li todo o texto do artigo e não encontrei nele qualquer justificação para este sub-título. Não há no artigo uma única pessoa que diga que os automóveis elétricos exigirão um aumeto dos subsídios (que aliás não são, que eu saiba, subsídios, são isenções de impostos). Ou seja, o subtítulo não passa de uma invenção da jornalista.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 14, 2009 @ 10:20
“P.S.: sim, sou o autor dos “Conquistadores de Almas” que comentou no seu blog há 3 anos.”
Nesse caso, para além de agradecer o link felicito-o pelo livro que achei extramamente elucidativo sobre o “modus vivendi” da extrama-esquerda.
Comentário por Miguel — Julho 14, 2009 @ 10:46
A questão se calhar é mais simples do que parece: sem massificação não há possibilidade de os preços baixarem de modo a tonrarem-se competitivos. Sem incentivos não há massificação. Sem vontade dos Governos não há incentivos.
Pode-se optar, e bem, pela Liberdade de ter um mundo repleto de locais com poluição de níveis absurdos como Cidade do México, Londres, todas as metrópoles chinesas. É mesmo isso que queremos. Para os que se identificam mais com o liberalismo é fácil falar de “empobrecer”, e continuar com uma visão só económica (que, na realidade, a longo prazo pode ser muito mais viável, pois quando os sitemas eléctricos de energia tiverem uma componente maior de energia renovável, então uma maior componente da energia gasta será “grátis”) rejeitando, como já foi visto neste blog e noutros, como o Blasfémias, tudo o que tenha um rótulo minimamente ecologista. Até que ponto queremos ser dominados pela visão económica do Mundo?
Comentário por José — Julho 14, 2009 @ 11:55
Penso que um sistema racional de transportes colectivos, implicaria investimento PÚBLICO, que choca com a Liberdade de cada um gastar todo o seu dinheiro onde bem quiser. Feitas as contas, no final, sairíamos todos beneficiados.
As ideias andam por aí, mas tenham medo, muito medo, pois isso diminuiria o fetiche do automóvel individual e a produtividade. Coisas de comunistas. Salvem-se depois as indústrias inefiecientes com o dinheiro de todos, isso é que é racional.
Comentário por José — Julho 14, 2009 @ 12:16
“Penso que um sistema racional de transportes colectivos”
Porque é que ninguém se lembrou disso até agora? Bem, se calhar já passou pela cabecita de algum comunista. O resultado são as empresas ineficientes e largamente deificitárias que temos.
Comentário por Miguel — Julho 14, 2009 @ 12:23
Estava a ser irónico, porque por estas bandas tudo o que não seja o cada um ter a sua factura de consumismo (viatura própria) é visto como nocivo à economia. Que apetitosa a publicidade para o automóvel!
Veja como funcionam os transportes nos países mais a norte, onde as empresas não só são eficientes como contribuem realmente para menores consumos globais de combustíveis – e na realidade os autocarros chegam a horas, por não haver uma massa gigante acumulada em tráfego. Comunistas…
Comentário por José — Julho 14, 2009 @ 12:45
Como é facil a saída demagógica, não é mesmo? Faz-se bonitinho para o público (evidentemente com o dinheiro do próprio incauto público), faz-se um agrado à militância eco-histérica, joga-se mais um pouquinho de lenha na fogueira do discurso politicamente correto, e aí fica todo mundo alegrinho, porque já não estamos mais poluindo o nosso planetinha azul. Que bonito!! Que solução tão fácil!! Será que o incauto público já foi informado, p. ex., que o funcionamento desses brinquedinhos elétricos depende de baterias de íons de lítio, cujas reservas mundiais estão praticamente todas concentradas na tumultuosa bolívia do facinoroso Evo Morales, boneco de ventríloquo do Hugo Chávez? Quer dizer, abaixo o famigerado petróleo poluidor, mas que se dane o povo da Bolívia, onde a ditadura do cocaleiro bolivariano vai ganhar um reforço daqueles. Pois é, para grandes problemas, soluções fáceis. E assim caminha a animalidade…
Comentário por LG — Julho 14, 2009 @ 15:31
Bem, sempre é melhor que a aldrabice do hidrogénio. Agora dizer que a (chamada) componente renovável é grátis quando esta energia fica muito cara, e depende do preço do petróleo, e pior, dar a entender que poderá continuar a massificação do veículo individual…
Comentário por Oscar Maximo — Julho 14, 2009 @ 15:53
rejeitando, como já foi visto neste blog e noutros, como o Blasfémias, tudo o que tenha um rótulo minimamente ecologista.
José, eu costumo dizer que os maiores inimigos do liberalismo em Portugal são os nossos liberais. Eu pensava que era liberal até há poucos anos atrás, tendencialmente liberal, mas confesso que o fundamentalismo dos nossos liberais aos poucos me tem mudado, são tão radicais e utópicos como a extrema-esquerda.
Comentário por Matos — Julho 14, 2009 @ 16:02
Ser utópico e radical, se vai no sentido de melhorar a vida colectiva de um povo, é aceitável. Utópico é o que aspira a algo ainda não concretizado, radical é o que procura resolver os problemas pela raíz. Ainda que isso – pasme-se – nos leve a utilizar recursos de países com regimes democraticamente eleitos, socialistas ou não. Conforme diz oscar maximo, a prioridade deve ser para os veiculos colectivos, de preferencia eléctricos. Irracional foi incentivar a compra de veículos individuais durante anos a fio. Isso em países com moeda forte ainda vá que não vá, agora em Portugal… E quando digo colectivos não é que me refira ao tgv.
Comentário por Alvez — Julho 14, 2009 @ 20:40