Violência entre casais homossexuais é maior do que nos heterossexuais
Apesar de invisível, a violência nas relações homossexuais é “tendencialmente mais elevada”. Esta é a ideia-chave de um estudo que acaba de ser feito na Universidade do Minho (UM): 39,1 por cento dos participantes admitiram ter adoptado algum comportamento violento e 37,7 revelaram ter sido vítimas de, pelo menos, um acto abusivo no ano anterior.
(…)
A professora da UM diz que a violência entre casais do mesmo sexo tem sido “negada ou ocultada” pela comunidade homossexual, já que reforça estereótipos negativos, e pelos investigadores da área, já que interroga o pressuposto feminista de que a violência é filha da desigualdade de género. As questões de género “são relativas”, já que estão “associadas a diferenças de poder e as diferenças de poder ocorrem independentemente do género”, advoga.
Realmente não percebo o que é que o AAA quer provar com isto. Que notícia tão irrelevante. É para o lado que durmo melhor, se a violência entre casais homossexuais é maior, menor ou igual que entre casais heterossexuais. Sinceramente.
Comentário por Pedro Sá — Julho 12, 2009 @ 18:17
“É para o lado que durmo melhor,…”
Não deve ser, senão não se dava ao trabalho de comentar.
Eu por exemplo interessa-me a componente do estudo.
Há professores duma Universidade Pública que gastam dinheiro do contribuinte em estudos deste tipo?
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Comentário por Mentat — Julho 12, 2009 @ 19:13
é sempre fantástico como as (…) cortam a parte do texto que relata a falta de credebilidade da mesma amostragem que da origem ao resultado do estudo
Comentário por esclarecendo — Julho 12, 2009 @ 19:30
“É para o lado que durmo melhor”
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 12, 2009 @ 19:35
“Não deve ser, senão não se dava ao trabalho de comentar.”
Obviamente…
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 12, 2009 @ 19:36
“Há professores duma Universidade Pública que gastam dinheiro do contribuinte em estudos deste tipo?”
Caro Mentat,
Este nem é dos piores. Acredite no que lhe digo…
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 12, 2009 @ 19:36
“Este nem é dos piores. Acredite no que lhe digo…”
Eu já acredito em tudo.
Quando há um “artista” que estuda uma ratazana do campo e que vai conseguir que se gastem uns milhões a construir uns viadutos para “preservar o seu habitat”, é mesmo de uma pessoa já não se escandalizar com nada
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Comentário por Mentat — Julho 12, 2009 @ 19:53
Enganam-se os anteriores comentaristas: perceber como interagem os membros da comunidade homosexual, e comparar com a propaganda política que fazem, é fundamental para perceber o mecanismo de ação esse grupo e suas consequências para a sociedade no todo.
Por exemplo: o foco que deve-se ter nesse grupo na prevenção das DST´s, na doenças de foro psiquico, etc.
Há ainda as consequências políticas e sociológicas: uma das maiores mentiras que vem apregonado é que o modo de vida homosexual é equivalente ao hetero e clamam por que a sociedade os identifique como família.
É com base nesse tipo de estudos que se desmistifica a questão e se expõe a verdade: até para que grupos políticos demagogos interessados em questões fraturantes, com muita visibilidade e potencial gerador de votos, não se arvorem em senhores da verdade , cavalgando uma causa “moderna” para cabalar poder e instalar proto-ditaduras.
É verdade que a questão, na prática não interessa à generalidade das pessoas pois a maioria da população não está diretamente envolvida, mas um maior grau de conhecimento dos grupos minoritários e muito bem articulados serve para que todos os que estão de fora percebam os mecanismos de funcionamento e influência que exercem sobre a restante sociedade.
Comentário por Alberto Gonçalves — Julho 12, 2009 @ 19:53
A psicologia relacionada com a reprodução é capaz de atrofiar este tipo de relações aberrantes e contranatura. Como não existe esse elo que reforça a solidez de um casal normal, é normal o atrofio.
Comentário por Filipe Abrantes — Julho 12, 2009 @ 19:57
Não sei se observaram que “Responderam ao inquérito 151 indivíduos dos 15 aos 60 anos ligados a associações de defesa dos direitos dos homossexuais “. Penso que isto põe muito em causa a representatividade da amostra. Os gays militantes são uma franja; não me admiraria que tenham propensão acima da média para a conflitualidade. Porque é que não se alargou a amostra? Provavelmente por ser mais difícil e exigir meios que não havia. Mas ou a autora do estudo não é honesta ao apresentar as conclusões nos termos em que o faz, ou o PÚBLICO é acrítico na maneira como as divulga, ou as duas coisas juntas.
Comentário por Lino — Julho 13, 2009 @ 08:45
Reparei no mesmo ponto que o comentário 11: o estudo baseia-se nas respostas de 151 homossexuais ativistas. É de presumir que esses ativistas sejam predominantemente homens (i.e. homossexuais masculinos), e é de presumir que a violência esteja mais espalhada entre os homens (seja de que orientação sexual forem) do que entre as mulheres. Este facto pode distorcer a credibilidade do estudo.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 13, 2009 @ 10:05
Luis LAvoura:
Tem toda a razão, mas para consumo interno deste blog isso pouco ou nada interessa. Tudo em nome dos valores morais e do moralmente correcto…
Comentário por Ricardo Ferreira — Julho 13, 2009 @ 10:35
Como X pode não ser verdadeiro, então X não é verdadeiro. Lógica de esquerda.
Comentário por Filipe Abrantes — Julho 13, 2009 @ 10:40
Um diz (#10):
“…151 indivíduos dos 15 aos 60 anos ligados a associações de defesa dos direitos dos homossexuais…”
Outro presume logo(#11):
“…estudo baseia-se nas respostas de 151 homossexuais activistas.”
Os dois presumem que a autora do estudo foi tendenciosa, ou porque a amostra é pequena, ou por que presume-se que os homens sejam mais violentos do que as mulheres.
Em lado nenhum se diz que a amostra seja só de homens, pelo contrário e só de homossexuais (apesar esta última presunção ser a mais legítima.
O AAA limitou-se a dar a notícia, e eu limitei-me a estranhar, que se consuma dinheiros públicos, a estudar comportamentos minoritários, de comunidades minoritárias, se é que, o que dois adultos fazem na intimidade dos seus lares é credencial para definir uma comunidade.
Os tolerantes encartados de serviço presumiram logo que o post e alguns comentários, se destinavam exclusivamente à defesa dos “…valores morais e do moralmente correcto…”.
Já agora digam-me uma coisa:
A tolerância para certo tipo de comportamentos e de ideias pode impedir outros de defender as suas próprias ideias?
Era só para saber.
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Comentário por Mentat — Julho 13, 2009 @ 11:09
Mentat,
gastam-se montes de dinheiros públicos em ciência. Isso abrange tanto ciências da natureza como ciências sociais. Nestas últimas, são gastos dinheiros públicos em montes de estudo sobre montes de fenómenos sociais, desde a violência na homossexualidade até aos atropelamentos nas estradas.
O Estado subsidia a investigação científica em geral, a sociologia em particular. Você pode não concordar, mas é assim mesmo. Aliás, não conheço nenhum país moderno no qual a investigação científica não seja, direta ou indiretamente, subsidiada pelo Estado.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 13, 2009 @ 11:52
“Aliás, não conheço nenhum país moderno no qual a investigação científica não seja, direta ou indiretamente, subsidiada pelo Estado.”
Não vejo de todo a relevância deste tipo de argumentos de autoridade. A não ser que se queira diminuir a argumentação do outro.
Comentário por Filipe Abrantes — Julho 13, 2009 @ 11:58
Filipe Abrantes,
não se trata de autoridade, trata-se de exemplo. Se não existe nenhum país moderno no qual o Estado não subsidie a investigação científica, talvez seja porque há algum motivo para isso. Talvez seja porque todos os países reconhecem que a ciência não subsiste sem subsídios, e a modernidade não subsiste sem ciência. Não é uma questão de autoridade, é uma questão de meditar sobre porque é que o mundo é como é. Talvez haja boas razões para que ele seja assim.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 13, 2009 @ 12:02
“Não é uma questão de autoridade, é uma questão de meditar sobre porque é que o mundo é como é. Talvez haja boas razões para que ele seja assim.”
De certeza que só aplica isso ao que lhe convém. Por exemplo, há homofobia e racismo na maioria da população, logo isso também tem “boas razões para que seja assim”? A esmagadora maioria dos estados condena a eutanásia, isso está certo? Argumentos de autoridade da treta.
Comentário por Filipe Abrantes — Julho 13, 2009 @ 12:08
A amostra, a partir da qual foram geradas as percentagens que fazem o contentamento do AAA, era muito pequena (151 inquéritos de resposta).
Mandaria a prudência não extrapolar a partir de tão pequena base.
Comentário por Luís Marvão — Julho 13, 2009 @ 12:35
Não percebem o fundamental. Isto é uma realidade invisível. Os hetero não liga, acham que é violência entre iguais. A comunidade gay em vez de contestar estes resultados deve sim usá-los para comprovar a falta de apoio e protecção do Estado e como resultado da discriminação. Em outros países, com a legalização dos casamentos gay, a violência entre casais gay tem decaído isto porque… o sentimento de impunidade deixou de exisitir.
Comentário por Alberto Janeiro — Julho 18, 2009 @ 01:45