Chamar ao Colectivo Abrantes, “blogue oficioso do governo” parece-me algo excessivo. Há na esfera governamental quem aprecie tão pouco o Abrantes como António Costa aprecia algumas equipas ministeriais do governo ainda em funções.
Mas mais importante é notar que, face aos sinais de fraqueza do líder socialista e ao processo de desagregação interna do PS, António Costa está a tentar marcar posição de forma cada vez mais evidente para substituir José Sócrates:
O que é absolutamente inadmissível é que se consinta em alguns ministérios que alguns dos seus serviços funcionem como uma espécie de um Estado dentro do Estado, sem a subordinação democrática que devem ter. Isso é absolutamente inaceitável!
Já explicou isso a José Sócrates?
Não preciso de explicar aquilo que o secretário-geral do PS sabe obviamente….
Então se sabe não tem autoridade de agir em conformidade? A autoridade é dele.
(Silêncio). As posições da câmara são claras sobre esta matéria. Tenho a esperança de que com a nova administração as coisas vão ao lugar. Agora, lamento o tempo que se perdeu.
Neste contexto, perder Lisboa para Santana Lopes é que não viria nada a calhar, mas muito vai mudar nos próximos meses…