Com quantidade de comentadores que nos últimos dias aqui têm manifestado apoio aos magnificos projectos educacionais e artisticos de Maria João Pires não percebo as dificuldades que a forçaram a emigrar. Certamente que os seus admiradores, para além de elogios, também lhe endossam um chequezito.
Julho 7, 2009
35 Comentários »
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“Certamente que os seus admiradores, para além de elogios, também lhe endossam um chequezito.”
O que me parece é que os seus admiradores estão é preocupados com o seu próprio chequezito, por isso é que se eriçaram todos.
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Comentário por Mentat — Julho 7, 2009 @ 21:49
Pois também já fiz esse comentário várias vezes nesta longa discussão. Parece que não: a admiração por MJP acaba no momento de abrir a carteira.
Comentário por José Barros — Julho 7, 2009 @ 21:55
Uma coisa é certa, com a defesa vibrante que a esquerda por aqui fez, do tratamento que se deve dar às Senhoras e em particular quando duma certa idade, estou confiante que a MFL vai ter um tratamento de Lady, nos próximos tempos.
Ou estarei enganado?
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Comentário por Mentat — Julho 7, 2009 @ 21:55
O meu cheque passo-o todos os meses por via dos descontos no irs. mas se fôr preciso mais, talvez se arranje qualquer coisinha.
Comentário por miguel dias — Julho 7, 2009 @ 22:31
Força!
Comentário por Miguel — Julho 7, 2009 @ 22:36
Que post tão fácil de comentar, francamente. Eu não endosso cheque, por duas razões:
1 – ganho mal
2 – acredito que os impostos devem cumprir essa função.
Os cheques é com vocês. Queira Deus que um dia acabem os impostos, que até chovem cheques dos nossos liberais para tudo quanto é canto. Reza o catecismo liberal que até eu vou passar a poder endossar cheques chorudos porque o meu patrão depois de deixar de pagar impostos vai começar a pagar-me um salário milionário.
Comentário por Pedro — Julho 7, 2009 @ 23:50
Só palavras. Como suspeitava…
Comentário por Miguel — Julho 8, 2009 @ 00:15
Catecismos, certissimo Pedro, é disso que se trata, o reino dos céus por via do mercado. A mão é invisivel, não é? Básicamente, a mão que atira a pedra e a esconde.
Comentário por miguel dias — Julho 8, 2009 @ 00:22
E o Miguel a dar-lhe… mas qual “só palavras”? Impostos! dinheirinho, carcanhol, do teu e do meu bolso, mai nada. É assim, que se há-de fazer? Sistsma mais perfeito só lá para os lados do Sudão, onde os cidadãos se puseram a ler Hayek, o Grande, e conseguiram correr com os cobradores de impostos, com o estado, essa tralha toda socializante, não há cá nannies pra ninguém. Eu só não vou pra lá, porque parece que faz lá muito calor e tenho a tensão baixa.
Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 00:41
Eu por acaso até lhe dei dinheiro, através da compra de discos. Não sei se sabe o que são, aquelas coisas onde também cabe música…
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:27
E, já agora, creio também que maior parte das “manifestações” foram contra a boçalidade e não a favor de Belgais.
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:30
Pois é palavras, conversa da treta que dessa também eu tenho, já guita é coisa que não sobra cá em casa. Querem subsidiar a MJP? Pois eu quero subsidiar o Tiago Pires. Querem subsidiar o Rivoli? Pois eu quero subsidiar a puta que o pariu. E o que faz dos vossos subsídios certos e dos meus errados? Nada. Nada a não ser que para os “meus subsídios” abro a carteira, vocês é o que se vê, o que é dos outros é que é bom.
Comentário por Helder — Julho 8, 2009 @ 01:30
LR, qual boçalidade? Que vivo num antro de iletrados já eu sabia, mas caramba…
De facto fazer depender a nacionalidade e a consideração por um país inteiro da atribuição de um subsídio (por muito meritório) é muito, mas muito menos digno que prostituir-se. Na escala moral está, sei lá, bem abaixo dos carteiristas
Comentário por Helder — Julho 8, 2009 @ 01:34
Mas claro, Helder, o relativismo é o caminho certo, a resposta luminosa para tudo. Tanto faz o palonço que grita não sei o quê sobre a puta qualquer coisa como o rei que decide dar um subsídio ao Camões; vale tudo o mesmo, o seu certo é tão certo como o de alguém que até pense. É igual a MJP ou o Tony Carreira. Claro. A asneira continua livre e inconsequente.
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:34
“Eu por acaso até lhe dei dinheiro, através da compra de discos. Não sei se sabe o que são, aquelas coisas onde também cabe música”
O seu contributo foi legítimo, mas pelo visto não bastou para concretizar os projectos da senhora. Acha que isso é problema seu e/ou nosso?
“Reza o catecismo liberal que até eu vou passar a poder endossar cheques chorudos porque o meu patrão depois de deixar de pagar impostos vai começar a pagar-me um salário milionário.”
Se um dia deixasse de haver, coisa que eu não acredito, impostos para os “patrões”, quem fosse “empregado” teria de ser um tanto ou quanto estúpido.
Comentário por PF — Julho 8, 2009 @ 01:35
Helder, mas tu és dos bons, dos generosos, dos que abrem a carteira, dos que não precisam do estado, dos que abominam os impostos; nós queremos mesmo é tirar-te o dinheiro, esmifrar-te, roubar-te, parasitar-te. E não te deixamos subsidiar o Tiago Pires.
Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 01:35
Eu por acaso até lhe dei dinheiro, através da compra de discos.
Essencialmente deu à editora, a ela deu-lhe se foi vê-la ao vivo. Mas, mesmo assim, ela meteu esse dinheiro em Belgais ou só o do Estado é que era bom para o “Projecto”?
Comentário por Helder — Julho 8, 2009 @ 01:37
“Se um dia deixasse de haver, coisa que eu não acredito, impostos para os “patrões”, quem fosse “empregado” teria de ser um tanto ou quanto estúpido.”
I beg your pardon?
Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 01:40
Boçalidade é chamar “sanguessuga” e “parasita” a uma senhora que até já fez bastante para desfazer lá fora a nossa imagem colectiva de broncos. Ela meteu água na gestão de Belgais (e este não visava dar-lhe rendimentos mas sim servir uma população remota), que no papel até parecia coisa promissora? Azar: fecha-se a torneira aos subsídios e pronto. Foi o que aconteceu.
Ela teve um desabafo infeliz, que até parece ter sido mal interpretado? É motivo para o insulto manhoso? Como já se disse, não basta topete e má educação para se ser um João Pereira Coutinho: é preciso saber pensar.
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:40
Pedro,
ao contrário, sou dos maus, dos que não querem “dar”. O que te pergunto é: porque raio é que o subsídio à MJP é melhor que ao Tiago?
nós queremos mesmo é tirar-te o dinheiro, esmifrar-te, roubar-te, parasitar-te.
Isto é verdade, se não for assim permitem-me que não contribua para estas coisas ou não? É que se não, estão mesmo a roubar-me.
Comentário por Helder — Julho 8, 2009 @ 01:40
LR,
Boçalidade sei eu o que é, sou especialista nisso. E boçal foi MJP com a história da nacionalidade porque não a subsidiam percebe? Parasita sim senhor, o hospedeiro só lhe serve se a alimentar, senão muda para outro.
Comentário por Helder — Julho 8, 2009 @ 01:43
Helder,
Um dia, você chega lá. Dos discos, ela recebe algo de royalties. E, imagine-se, até já paguei bilhetes para a ver e ouvir tocar. Imagine-se; anda por aí malta capaz de gastar dinheiro nessas artistalhadas.
E sim, ela meteu lá dinheiro dela. O que não transforma o projecto em maravilha; mas serve para voltar a demonstrar a necidade do insulto.
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:43
E essas suas noções de Estado e de impostos vieram de onde? Dos livros do Tio Patinhas?
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:45
17. Helder, está a fazer uma pergunta? Não sabe? Já está a vacilar… E se de facto ela meteu algum dela no projecto? E se, em vez de ficar rica com o projecto, perdeu foi dinheiro? E se abdicou de parte da sua carreira, incluindo concertos e gravações, para se dedicar ao projecto? E se não for assim tão bitch como vocês pensam? (olhe que na verdade a MJP ganhou tanto com belgais que vai comprar uma ilha no Brasil só para ela)
Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 01:46
Bem. A conversa está boa mas tenho de me ir deitar pois aguarda-me logo pela matina uma série de contribuintes a quem sugar o tutano.
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:48
“ao contrário, sou dos maus, dos que não querem “dar”. ”
Helder, por quem és! Tu queres muito dar! o Estado é que te rouba e não te deixa nenhum para dar!
“permitem-me que não contribua para estas coisas ou não? É que se não, estão mesmo a roubar-me.”
Tás á vontade. Eu permito-te que não contribuas para “estas coisas” e tu permites-me que eu não contribua para outras coisas que tu gostas que o estado te dê.
Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 01:53
Tás á vontade. Eu permito-te que não contribuas para “estas coisas” e tu permites-me que eu não contribua para outras coisas que tu gostas que o estado te dê – Pedro
Parece que o Pedro se está a transformar num verdadeiro liberal.
Agora só falta ao raciocínio a conclusão de que também o Estado não deve impor que o Pedro contribua para coisas de que o Helder gosta e vice-versa. Com jeitinho, isto vai lá…
Comentário por José Barros — Julho 8, 2009 @ 02:20
#24 – Pedro
Responde-me a uma coisa please:
Se eu, assim de repente, me apetecer criar uma empresa, cheio de boa vontade, e tiver mesmo mesmo interessado em dar emprego a 20 pessoas, se até lá meter algum, se suspender a minha fulgorosa carreira profissional actual, e for ao senhor padre prometer que serei pouco “bitch”, achas que também posso ir pedir uns trocos ao estado se a coisa correr mal?
Obrigado
Comentário por Cirilo Marinho — Julho 8, 2009 @ 02:26
“… através da compra de discos. Não sei se sabe o que são, aquelas coisas onde também cabe música… ”
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:27
“… maior parte das “manifestações” foram contra a boçalidade …”
Comentário por LR — Julho 8, 2009 @ 01:30
Ó LR, com três minutos de diferença? Acho deve ser record do guiness… Tu não serás o Luis Lavoura?
Hum? Foste apanhado…. Eheheh.
Comentário por Cirilo Marinho — Julho 8, 2009 @ 02:30
29 comentários e ninguém se chegou à frente com o cheque. Assim não vamos lá.
Comentário por JoaoMiranda — Julho 8, 2009 @ 03:02
Se nem os entusiastas da cultura se prestam a abrir os cordões à bolsa…
Comentário por Miguel — Julho 8, 2009 @ 08:54
“Parece que o Pedro se está a transformar num verdadeiro liberal.”
José Barros, eu estava a brincar, como pensei que era óbvio.
24. Podes sim, Cirilo. o Estado arranja sempre uns trocos. Há muitos subsídios para criação de empresas e já assim foram criados muitos empregos, bastante mais do que vinte.
Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 10:33
“Há muitos subsídios para criação de empresas e já assim foram criados muitos empregos, bastante mais do que vinte.”
Pois. Muitos desaparecem com o desaprecimento do subsídio. Entretanto fomos tirar o dinheiro a pessoas que podiam criar empregos sem necessidade de subsídios.
Comentário por Miguel — Julho 8, 2009 @ 10:37
“Há muitos subsídios para criação de empresas e já assim foram criados muitos empregos, bastante mais do que vinte.”
Sim, uns 150.000.
E quantos teriam sido criados se o pilim tivesse ficado do lado de cá?
Comentário por Luís Oliveira — Julho 8, 2009 @ 10:45
Hei, eu só dei uma informação que o Cirilo pediu, não chateem o mensageiro! Luis Oliveira, é óbvio que se não houvesse impostos até o Pai Natal poderia dar emprego a todos os duendes da Lapónia, isso nem se discute. Quem diz o Pai Natal, diz o Miguel.
Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 14:07