O Insurgente

Julho 6, 2009

Daniel Oliveira e a pedofilia

Filed under: Blogosfera,Comentário,Cultura,Insurgentologia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:21

Sendo certo que Daniel Oliveira não especifica o intervalo de idades a que se refere, a verdade é que ao escrever “Diz que rapazinhos atrevidos têm muita saída”, não está propriamente a contribuir para reforçar a ideia de que a extrema-esquerda fracturante condena inequivocamente a pedofilia…

Nem que fosse apenas por preocupação com a imagem do seu partido e do seu quadrante ideológico, um membro destacado do Bloco de Esquerda com ampla presença mediática como Daniel Oliveira devia ter mais cuidado na abordagem pública deste tipo de temas.

38 Comentários »

  1. Estava convencido que o senhor Carlos era maior de idade. Mas tendo em conta o conteúdo e a forma do post que eu comentava, é capaz de ter razão. Ficam as minhas desculpas.

    Comentário por Daniel Oliveira — Julho 6, 2009 @ 17:34

  2. O Daniel Oliveira poderia ter criticado o post do Carlos, explicando por que razão é que Maria João Pires tem direito a chantagear o Estado Português e os contribuintes com a sua nacionalidade para obter o financiamento de que precisa para manter em funcionamento a escola de Belgais. Como não pode ou não sabe defender a atitude de Maria João Pires ou simetricamente criticar o Estado Português por não fazer de Belgais um poço sem fundo de financiamento público, critica uma frase – que suponho ser irónica – do Carlos. Quem não sabe mais, safa-se com este tipo de truques.

    Quanto ao resto do post do DO, quando é que a esquerda aprende que os liberais infelizmente não têm liberdade de poderem fazer a vida que querem? Se em Portugal houvesse liberdade de escolha entre universidades, se o custo das propinas em universidades públicas tivesse correspondência nos seus custos, se cada um pagasse a educação que consome, por certo não lhe seriam apontadas pseudo-contradições rasteiras de comportamento. Assim como assim, o que o Daniel Oliveira queria é que o Carlos pagasse as propinas das universidades privadas e ainda, através dos impostos dos seus pais, as do Daniel Oliveira. O que o Daniel Oliveira é, pois, manter a parasitagem. Percebe-se…

    Comentário por José Barros — Julho 6, 2009 @ 17:56

  3. «O que o Daniel Oliveira é, pois, manter a parasitagem»- Eu

    Correcção:

    O que o Daniel Oliveira quer é, pois, manter a parasitagem.

    Comentário por José Barros — Julho 6, 2009 @ 17:58

  4. Zé, a referência não foi irónica. De facto considero que prostituir-se seria uma opção mais digna do que roubar (ainda que por intermédio de outrém). Claro que cada um tem a sua escala de valores e aceito que haja quem pense que roubar, especialmente se através do estado, tem mais dignidade do que se prosituir. Mas, como dizes, essa não é a questão fundamental do post.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Julho 6, 2009 @ 19:40

  5. Eu também acho que a prostituição muito mais digna do que o roubo via estado. O contraponto é a decisão sobre o que fazer com o seu corpo e a decisão de apoiar os próprios gostos com o dinheiro dos outros.

    O pormenor dos rapazinhos só esclarece acerca da forma nojenta como esta gente gosta de conversar.

    Num outro aspecto, diria que é imensamente hipócrita andar sempre a defender tudo o que é estado, o ensino público e afins e depois negar o direito ao acesso às vagas do ensino estatal a todos os cidadãos por igual. Quer concordem com o medelo quer não.

    No fundo, estas figuras (quer se chamem bloco, pc ou 3a via) sabem bem o que desejavam – umas migalhas para os que concordam e baixam as orelhas, uma cela para os que não.

    Deixo uma questão: o sr, Daniel Oliveira, caso concorde que existe um problema chamado aquecimento global, por acaso passou a lavar-se com panos secos? Passou a usar velinhas para alumiar o jantar? Não recorre a nenhum tipo viatura para se deslocar?

    Comentário por Cirilo Marinho — Julho 6, 2009 @ 20:17

  6. Carlos GP, rei de Madr… Não, daqui mesmo. Jaja.
    Afinal a extrema-esquerda é que é puritana e defensora dos bons valores tradicionais à la Mães de Bragança contra a prostituição, e a direita faschixta e salazarenta é que é toda progressista. As voltas que a blogosfera dá aos manuais de Ciência Política. My god como diria f.
    O sr. dr. prof. Carlos Santos disse que isto aqui era um bordel dos neoliberais, eu gostava de saber quanto é uma tacinha de champagne? Preçário?

    Comentário por Bargeld — Julho 6, 2009 @ 21:01

  7. Não, Bargeld. A diferença é apenas esta: há gente que quando fala daqueles de quem discorda esquece todas as regras de educação que aprendeu. Se isto não é para vocês evidente…

    Comentário por Daniel Oliveira — Julho 6, 2009 @ 21:49

  8. “Carlos GP, rei de Madr…”

    Ai, ai…
    Lamento, Bargeld, mas o máximo que verá por aqui é gente a despir-se de preconceitos (olhe ali ao lado para a coluna de autores e pense bem se gostaria de ver mais que isso…). Mas se quiser fellatios, há uns quantos blogs a fazer uns (em prosa) ao engenheiro Sócrates. Visite esses blogs, pode ser que consiga alguma coisa.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Julho 6, 2009 @ 21:55

  9. Zé, a referência não foi irónica. De facto considero que prostituir-se seria uma opção mais digna do que roubar (ainda que por intermédio de outrém. – Carlos

    De acordo.

    Eu pensei que a ironia se referisse ao facto de Maria João Pires ter sessenta anos e essa não ser portanto uma solução economicamente viável de financiamento de Belgais.

    Dito isto, o Cirilo tem toda a razão. O Bloco de Esquerda farta-se de defender os direitos laborais das prostitutas – décimo quarto mês, seguro de saúde, licença de manternidade – e depois queixa-se que o teu comentário é ofensivo dos bons costumes. Sabes que mais? Acho que o post do Daniel Oliveira é que é ofensivo das prostitutas.

    Comentário por José Barros — Julho 6, 2009 @ 21:58

  10. “Eu pensei que a ironia se referisse ao facto de Maria João Pires ter sessenta anos e essa não ser portanto uma solução economicamente viável de financiamento de Belgais.”

    A elegância que vai nesta tasca.

    Comentário por Daniel Oliveira — Julho 6, 2009 @ 23:19

  11. “A elegância que vai nesta tasca.”

    Quem equiparou um antigo colega de blog a uma mosca caída na sopa, não me parece que tenha grande autoridade para discutir “elegância”.
    Depois não percebo o escândalo com a sugestão da prostituição como solução de financiamento.
    Até me pareceu redundante.
    Uma artista que para desenvolver os seus projectos “artísticos”, só o consegue recorrendo à “mama” do financiamento público, não está de certa forma a prostituir-se?
    .

    Comentário por Mentat — Julho 7, 2009 @ 00:08

  12. « elegância que vai nesta tasca.» Daniel Oliveira

    «Podia ter ido para o privado e para pagar as propinas bastava recorrer às formas de financiamento que achou por bem propôr a uma senhora com idade para ser sua mãe. Diz que rapazinhos atrevidos têm muita saída.»- Daniel Oliveira

    Julgue o leitor da elegância do Daniel Oliveira.

    Comentário por José Barros — Julho 7, 2009 @ 00:27

  13. Mentat, este mundo está cheio de obras de arte feitas por “prostitutos”, nos museus, na arquitectura, etc, etc. Sabias disso, ou não? Precisas que alguém te ensine? Adiante, não vou ser eu.
    Mas será que está tudo doido? O CGP não é obviamente menor, mas não me parece suficientemente amadurecido para evitar sugerir a prostituição a uma senhora de 60 anos, que, toda a gente sabe, não tem a prostituição como forma ideal de ganhar vida. A Maria João Pires nunca pretendeu ficar rica com os subsídios do Estado. Não estamos sequer a falar de ela querer garantir a sua vidinha com dinheiros do estado. Isso fizemos nós, eu, o CGP e outros, quando frequentámos a escola pública. O projecto artistico da MJP é a sua música, e ela ganha o suficiente para viver com os seus concertos e os discos que vende. Não é Belgais. Ninguém fica rico com um projecto desses. A MJP quis somente apoios do Estado para ensinar crianças. Terá gerido mal a coisa? Estará a pedir demais? Não é isso que interessa agora. Independentemente do que se pense sobre a pretensão da MJP, espanta-me que se ache muito natural o que diz o CGP. O José Barros ainda achou que a coisa era irónica. Não era não, José Barros. Espantosamente, o CGP estava a falar a sério. Ou já está tudo ou contrário, ou (espero que sim) ainda é indecente sugerir que uma senhora da idade da Maria João Pires se prostitue. Mas devo ser eu que sou pouco moderno. O que eu gostava de ver era o CGP a dizer aquilo na cara da MJP, ou de algum familiar ou amigo seu, isso gostava.

    Comentário por Pedro — Julho 7, 2009 @ 00:35

  14. Se é pena que porventura a maior pianista portuguesa seja apelidada de parasita, não deixa de ser curioso assistir ao facto de um dos poucos cidadãos portugueses que não dependem do estado, cujos maiores proventos profissionais lhe advêm de uma carreira internacional ser assim caracterizada. Que eu saiba a fundação de Belgiais não tinha fins lucrativos. Tratava-se de um projecto educativo, filantrópico para todos os efeitos, que uma cidadâ portuguesa queria levar a cabo, pondo ao dispôr da comunidade o seu prestígio, know-how e trabalho. A coisa foi mal gerida e foi ao charco. Ela reclamou apoio e não lhe foram concedidos. Talvez tenha havido alguma arrogância ou presunção da parte dela achar que bastava o seu prestígio e que uma gestão correcta não era necessária. Ou não, talvez tudo estivesse bem a esse nível e os apoios prometidos não tenham chegado a tempo e horas, talvez tenham emperrado em qualquer entrave burocrático, intríseca qualidade nacional, que a MJP, por via da sua carreira internacional não estava habituada. Sinceramente não sei. O que volto a sublinhar é que não se tratava de um projecto com fins lucrativos.

    Ainda que lhe já tenha sido apontado várias vezes, volto a sublinhar que alguém que tenha frequentado uma Universidade a expensas do erário público, e tendo tido um interesse pessoal na dita frequência, venha apelidar a alguém, a cujos calcanhares nunca poderá ambicionar, quando muito chegar, de parasita. O cavalheiro beneficiou do estado em interesse próprio. A senhora MJPires queria esse apoio em prol de uma comunidade. O argumento que apresenta, de que não tinha alternativas, o que aliás é falso, e que portanto, a contragosto lá teve de frequentar a Universidade pública para obter o seu diploma ou diplomas (não sei) é quando muito tortuoso (queria utilizar outro adjectivo, mas abstenho-me, a linguagem de bordel fica-lhe melhor) . Esqueceu-se no entanto de referir, quais seriam as alternativas da MJPires no contexto português ? O empresariado local e a predisposição deste para a filantropia? Porque não recorreu o cavalheiro a eles para lhe financiarem uma bolsa numa privada ou quem sabe lá fora numa universidade de prestígio? É que nisto de Estado, quem nunca pecou que atire a primeira pedra. no, minimo, escolheu mal o exemplo para ilustrar a atávica dependência portuguesa do Estado.

    O que o move, portanto, não é nenhuma denúncia de uma escandalosa chantagem sobre os recursos dos contribuintes, mas verdadeiramente (é a minha opinião) um ressabiamento nacionalista perfeitamente desadequado. Custa-lhe ver um dos maiores vultos da cultura portuguesa mandar-nos a todos (sim, a si também) à bardamerda, não é?
    P, aura e simplesmente nacionalidade da senhora pianista Maria João Pires não lhe diz respeito.

    Comentário por miguel dias — Julho 7, 2009 @ 00:40

  15. peço desculpa ao pedro por repetir os seus argumentos, como verá pela difrença horária na publicação não me era possível saber, senão teria-me abstido.

    Comentário por miguel dias — Julho 7, 2009 @ 00:44

  16. “Mentat, este mundo está cheio de obras de arte feitas por “prostitutos”, nos museus, na arquitectura, etc, etc. Sabias disso, ou não? Precisas que alguém te ensine? Adiante, não vou ser eu.”

    Áh, não me diga?
    Então afinal a proposta de solução financeira para a “obra de arte” nem sequer era original?
    Que chatisse…
    .

    Comentário por Mentat — Julho 7, 2009 @ 00:47

  17. Mentat, mas se tu ainda nem sequer percebeste que Belgais não é uma “obra de arte”, que queres que te diga? Tu sabes o que é que se fazia (e se tenta ainda fazer) em Belgais? E sabes o que é uma “obra de arte”? E “ah, não me diga”? não me diga, o quê? Que uma grande parte das obras de arte existentes no mundo (pintura, música, arquitectura) foram financiadas pelo erário público? Mas tu não sabias disso?

    José Barros, mas que espécie de “elegância” é que podia suscitar aquela coisa do CGP? Não será exigir demais? Você, se tivesse escrito isso, esperaria o quê? Que lhe dissessem “olhe, se me permite, não será bem assim como diz, meu caro José Barros, exagerou um bocadito”? Está bem assim?

    Comentário por Pedro — Julho 7, 2009 @ 01:00

  18. José Barros, mas que espécie de “elegância” é que podia suscitar aquela coisa do CGP? Não será exigir demais? Você, se tivesse escrito isso, esperaria o quê? Que lhe dissessem “olhe, se me permite, não será bem assim como diz, meu caro José Barros, exagerou um bocadito”? Está bem assim? – Pedro

    Caro Pedro,

    Quem, como o Daniel Oliveira, assume o papel de virgenzinha ofendida não pode depois produzir frases como esta:

    «Podia ter ido para o privado e para pagar as propinas bastava recorrer às formas de financiamento que achou por bem propôr a uma senhora com idade para ser sua mãe. Diz que rapazinhos atrevidos têm muita saída.»- Daniel Oliveira

    A isto chama-se hipocrisia. Algo que o Daniel Oliveira pratica coerente e sistematicamente nos anos que tem de blogosfera.

    Dito isto, quanto à questão de fundo, não é o facto de Maria João Pires ser uma excelentíssima pianista, reconhecida por toda a gente como tal, que lhe confere o direito a subsídios do Estado, nem muito menos – e é isso que está em causa – o direito de chantagear o governo e os portugueses com a ameaça da renúncia à nacionalidade.

    Quanto à prostituição, tenho uma posição liberal na matéria: deve ser legal e pagar impostos. Baixos como, em geral, defendo para as empresas e para os cidadãos. O resto são moralismos, peditório para o qual me dispenso de contribuir.

    Comentário por José Barros — Julho 7, 2009 @ 01:17

  19. “Ainda que lhe já tenha sido apontado várias vezes, volto a sublinhar que alguém que tenha frequentado uma Universidade a expensas do erário público, e tendo tido um interesse pessoal na dita frequência, venha apelidar a alguém, a cujos calcanhares nunca poderá ambicionar, quando muito chegar, de parasita.”

    Haha mais um retrato dos Estatistas infame. CGP ou qualquer outro cumpriu as regras para entrar na Universidade. Regras para qualquer cidadão. Os Pais e a família pagam os impostos logo tem direito a tudo o que o Estado tirou e pode muito bem criticar a organização do Estado e quem ainda quer mais estender o peso do Estado. Muitos esquerdistas criticam as multinacionais ou o Mercado Livre mas trabalham em empresa privadas, nunca se ouviu uma crítica de hipocrisia por essas bandas.Além disso têm a casa cheia de produtos da Sony, Miele, Intel e de “deslocalizadas” e tomam remédios da América “Fascista” – a tecnologia e os preços baixos são bons não são?- . Porquê é que a Esquerda exige aos outros o que não faz ela própria?

    Comentário por lucklucky — Julho 7, 2009 @ 02:49

  20. 18.

    José Barros, estamos muito liberais. Eu não consigo ser tanto, defeito meu. Continuo a dizer que não acho correcto aconselhar alguém a exercer a actividade empresarial da prostituição, seja, ou não, uma senhora de 60 anos. Obviamente, o José Barros também não o faria, pelo que nem sei para que estamos aqui a discutir isto.
    Quanto á resposta do Daniel Oliveria, ó José Barros, continuo a dizer que não sei que outra resposta merecia o CGP. O DO respondeu à letra, é tudo. Quem quer respeito, deve merecê-lo.
    Volto a dizer que há aqui uma grande confusão sobre o assunto Belgais. Concorda, ou não, o José Barros, que há uma grande diferença entre querer fazer e manter uma escola, com subsídios do estado, sem intuitos lucrativos (a MJP nunca quis ficar rica com isso) e, por outro lado, frequentar uma escola pública, recebendo formação e um futuro profissional, com dinheiro do Estado, que é o que fazemos quase todos?

    Comentário por Pedro — Julho 7, 2009 @ 10:25

  21. Caro Carlos GP, liberais sim, mas devagar. Felácios? Onde isto já vai. Estou a ver que aquilo que outros interpretaram erradamente como ironia no seu post escapou-lhe totalmente no meu comentário mas compreendo o seu estado de espírito.

    Caro Daniel O, eu também gosto muito da boa educação, gosto menos é de desonestidade intelectual se é que me faço entender.

    Comentário por Bargeld — Julho 7, 2009 @ 11:11

  22. Nada de novo. Já o guru Cohn-Bendit tem páginas muito ” interessantes ” sobre o assunto. E não, não foi desonesto trazer o assunto para a campanha das europeias como alguns por aí disseram logo. Estava eu na Alemanha, faz já anos, e o assunto foi primeira página de muita imprensa de referência. Pois.

    ( Descontando a provável falha não pensada do Daniel. Espero… ).

    Spartakus.

    Comentário por Acção Directa — Julho 7, 2009 @ 11:52

  23. “Mentat, mas se tu ainda nem sequer percebeste que Belgais não é uma “obra de arte”, que queres que te diga?”

    Não quero que me diga nada, porque Pedro, ainda não percebeu que eu me estou nas tintas para o assunto.
    Quando esse “projecto educativo” começou, cheirou-me logo a “chulice” institucionalizada.
    Por isso parece-me bastante natural que termine com referências a prostituição, pedofilia, parasitagem, etc.

    Além de que independentemente da forma como se trate a Senhora hoje, com maior ou menor educação, é preciso não esquecer uma coisa, quando alguém que beneficiou, justa, ou injustamente (não interessa para o caso), de dinheiro dos contribuintes portugueses, diz que se não lhe dão mais, renega a nacionalidade Portuguesa, é esse alguém que está a cometer a maior ofensa, e ao maior número de pessoas.
    Por isso, pôs-se devidamente a jeito para ser classificada com tudo o que o vernáculo português tenha.
    .

    Comentário por Mentat — Julho 7, 2009 @ 13:01

  24. lukylucky
    e a maria joáo pires que regra estava ela a violar. o de pedir dinheiro ao estado para um projecto filantrópico? isso faz dela um parasita?

    Comentário por miguel dias — Julho 7, 2009 @ 13:02

  25. Concorda, ou não, o José Barros, que há uma grande diferença entre querer fazer e manter uma escola, com subsídios do estado, sem intuitos lucrativos (a MJP nunca quis ficar rica com isso) e, por outro lado, frequentar uma escola pública, recebendo formação e um futuro profissional, com dinheiro do Estado, que é o que fazemos quase todos? – Pedro

    Há, de facto, diferenças assinaláveis.

    Num sistema de ensino público, os custos e os benefícios de uma educação universal e tendencialmente gratuita são distribuídos por todos sem olhar às possibilidades financeiras ou ao mérito dos estudantes. Quer isto dizer que, através de impostos, o Pedro ou os seus pais pagaram os estudos do Carlos, mas este ou os seus pais também pagaram os estudos do Pedro. Não houve parasitagem de ninguém; houve uma enorme carga fiscal, diminuidora da liberdade de os seus pais e dos pais do CArlos escolherem como gastam o seu dinheiro, que suportou todos esses custos.

    No caso de Belgais é diferente. O direito a subsídios do Estado para promoção do projectos não é universal (i.e. não é para todos) como é a educação pública. Depende da notoriedade da pessoa em causa e tanto assim que outras pessoas menos conhecidas que Maria João Pires nunca sequer teriam conseguido erguer Belgais. É a notoriedade da pianista que lhe permite exigir ao Estado esses subsídios e é por causa do reconhecimento público da artista que o Estado acede a esse pedido. É a isso que se pode chamar parasitagem. Com uma agravante: no caso concreto, não obstante os subsídios recebidos do Estado, Maria João Pires nunca apresentou contas, orçamentos, nada. Geriu dinheiros públicos como se fossem seus, sem quaisquer preocupações de transparência. E quando a coisa deu para o torto utilizou o truque da vitimização e da chantagem. Por isso, lamento, não dar para esse peditório.

    Comentário por José Barros — Julho 7, 2009 @ 15:24

  26. José Barros, vamos então separar as coisa claramente. Você diria que a MJP é parasita, independentemente da forma como geriu as contas, certo? Sobre este ultimo aspecto, lé-se muita coisa, há versões contraditórias, mas não me custa nada dar-lhe razão se vier a verificar que as suas afirmações sobre o assunto estão correctas.
    Mas vamos então à essencia da questão. A Maria João Pires, o que fez, foi criar uma escola artistica em Belgais, para as crianças, tentando que as crianças daquela zona tivessem essa experiência. Para isso, reinvidicou dinheiro do Estado. Foi graças á sua notoriedade que o conseguiu? Bendita notoriedade, a MJP usou-a de uma forma útil (em minha opinião). O mal não está em a MJP o conseguir, o mal está no facto, eventualmente, de outras pessoas não o conseguirem. Mas será essa reinvidicação, na sua essência, muito diferente de os pais de uma escola pública reinvidicarem ao estado a construção de uma sala equipada para educação musical, por exemplo?

    Comentário por Pedro — Julho 7, 2009 @ 15:51

  27. “pedir dinheiro ao estado para um projecto filantrópico”

    LOLOLOLOLOLOL

    Sugiro que vá ao dicionário ver o significado de filantropia…

    Comentário por Luís Oliveira — Julho 7, 2009 @ 16:15

  28. “e a maria joáo pires que regra estava ela a violar. o de pedir dinheiro ao estado para um projecto filantrópico? isso faz dela um parasita?”

    Eu também tenho muitos projectos “filantrópicos” -usando a sua extraordinária definição de filantropia- e qualquer projecto é sempre um projecto político. Eu não me acho no direito de pedir dinheiro para ensinar crianças sobre o que foi a Segunda Grande Guerra ou a História Europeia no Séc.XX. Acho que seria importante, mas o meu vizinho a Norte dirá que ensinar outra coisa é que é importante, outroa Sul dirá que as crianças devem é divertir-se e jogar futebol etc, etc. Mas muito diferente de toda esta discussão natural é dizer que renúncia á nacionalidade porque não me dão dinheiro para os meus projectos. Passa todas as marcas.
    Se quiserem que Belgais tenha sucesso acabem com os Ministérios da Cultura,Educação, Economia, Banco de Portugal etc e uma data de comissões,observatórios inuteís e deixem o dinheiro nas mãos dos Portugueses. Se os portugueses ficarem convencidos de que o projecto é suficientemente interessante não terão problemas em pagar.

    Comentário por lucklucky — Julho 7, 2009 @ 17:40

  29. Você diria que a MJP é parasita, independentemente da forma como geriu as contas, certo? Sobre este ultimo aspecto, lé-se muita coisa, há versões contraditórias, mas não me custa nada dar-lhe razão se vier a verificar que as suas afirmações sobre o assunto estão correctas. – Pedro

    Sim, pelas razões que expliquei. O facto de não ter apresentado relatórios de contas é público – foi noticiado em vários jornais – e agrava naturalmente a apreciação da atitude da pianista, para mais quando depois a mesma utiliza a nacionalidade como moeda de troca de mais subsídios.

    Foi graças á sua notoriedade que o conseguiu? Bendita notoriedade, a MJP usou-a de uma forma útil (em minha opinião). O mal não está em a MJP o conseguir, o mal está no facto, eventualmente, de outras pessoas não o conseguirem – Pedro

    Se outras pessoas o conseguissem, ainda seria pior. Teria mais impostos e menos dinheiro disponível para quem quer verdadeiramente fazer obras de beneficiência sem recorrer ao erário público. Dito, o que o Pedro diz reforça a minha ideia: MJP recebeu os apoios que recebeu por causa da má imagem que traria ao governo não financiar Belgais, uma obra tida por muitos como fundamental e digna dos maiores elogios: resta que aqueles que tanto elogiam o projecto nunca deram um tostão para o mesmo.

    Comentário por José Barros — Julho 7, 2009 @ 18:48

  30. José Barros, não comentou o resto, que para mim é o essencial: qual a diferença entre a “parasita” MJP pedir dinheiro ao Estado para Belgais, e as muitas associações de pais pelo Pais fora pedirem equipamentos para as escolas dos seus filhos, eventualmente salas de música para educação musical (eventualmente instrumentos), ou outro tipo de equipamentos? Também são “parasitas”?
    E eu sou “parasita” quando peço, por exemplo, melhores acessos desde a minha freguesia á sede do concelho? É a banalização da expressão parasita que me faz espécie. O José Barros nunca “parasitou”?

    Comentário por Pedro — Julho 7, 2009 @ 19:10

  31. José Barros, não comentou o resto, que para mim é o essencial: qual a diferença entre a “parasita” MJP pedir dinheiro ao Estado para Belgais, e as muitas associações de pais pelo Pais fora pedirem equipamentos para as escolas dos seus filhos, eventualmente salas de música para educação musical (eventualmente instrumentos), ou outro tipo de equipamentos? – Pedro

    Bem, eu comentei 2/3 do seu comentário anterior. O Pedro ignorou 100% do meu comentário.

    Quanto, ao exemplo da associação de pais, volto a referir que, para mim, cada qual deve ter liberdade de escolha relativamente ao ensino que pretende para si ou para os seus e simultaneamente suportar os custos da sua educação. Salvaguarda-se naturalmente a situação dos que não tenham possibilidade de financiar o seu ensino e que devem beneficiar das políticas conhecidas por cheque-ensino. Quanto a mim, a função social do Estado resume-se a ajudar quem não pode ajudar-se a si mesmo; não garantir sistemas de acesso universais e tendencialmente gratuitos a todos os cidadãos, independentemente dos seus méritos ou possibilidades financeiras. Isso responde à sua questão: considero que as reivindicações locais tendo como objecto “salas de música” ou “equipamentos desportivos” uma forma de parasitismo, embora menos grave do que no caso de MJP por razões que também já expliquei.

    E eu sou “parasita” quando peço, por exemplo, melhores acessos desde a minha freguesia á sede do concelho? É a banalização da expressão parasita que me faz espécie. O José Barros nunca “parasitou”? – Pedro

    Os acessos e em geral as infra-estruturas rodoviárias ou outras são, ao contrário da educação ou da saúde, uma função que deve ser desempenhada pelo Estado. É uma reivindicação legítima, da mesma forma que o seria pedir-se uma esquadra de polícia para uma determinada localidade.

    Quanto à ultima questão, a pergunta não faz sentido. Seria o mesmo que perguntar a quem milita no Bloco de Esquerda se alguma vez comprou roupa na Zara ou bebeu Coca-Cola, no pressuposto de que tais multinacionais exploram os trabalhadores e não devemos, portanto, consumir tais bens.

    Dito isto, estudei sempre no ensino particular, mas é verdade que usei o cartão da ADSE e do Ministério da Justiça. A resposta para um bloquista, comunista, socialista ou liberal a essa questão é simples: Deus manda-nos ser bons, não nos manda ser parvos.

    Comentário por José Barros — Julho 7, 2009 @ 21:54

  32. “Deus manda-nos ser bons, não nos manda ser parvos”

    LOL excelentemente sintetizado e respondido, José Barros! Ao fim e ao cabo, cada um tira do Estado o que lhe dá jeito: infra-estruturas, escolas, saúde, esquadras, ADSE, cartóezinhos vários, etc. Diz que a saúde e educação não devem ser tarefa do Estado, mas a verdade é que em tempo algum lhe passou realmente pela cabeça a substituição da parcela dos impostos que paga por esses serviços, pelos preços de mercado dos mesmos serviços. Ou estou a dizer mentiras? A coisa é bem mais prosaica do que dá a entender ao longo do comentário. Ah, é verdade, sabia que o ensino particular onde estudou também era financiado pelo Estado, não sabia? Mas é só um pequeno pormenor. Enfim, somos todos parasitas. Não percebo é porque não há-de ser aplicada a mim, ou ao José Barros, a sugestão do CGP à MJP. O que acha?
    Quanto à tal coisa do Bloco e da Zara, nunca ouvi ninguém do Bloco a dizer que não bebe Coca-Cola por razões ideológicas, ou que não veste Zara pelos mesmos motivos. Quando encontrar algum que diga isso, chamo-lhe parvo. Em contrapartida, do outro lado, já ouvi muitos a insurgirem-se contra o nanny state… e no entanto, lá vão alegre e despreocupadamente, sem qualquer problema de consciência beber a sua Cola State ;)

    Comentário por Pedro — Julho 7, 2009 @ 23:41

  33. LOL excelentemente sintetizado e respondido, José Barros! Ao fim e ao cabo, cada um tira do Estado o que lhe dá jeito: infra-estruturas, escolas, saúde, esquadras, ADSE, cartóezinhos vários, etc. – Pedro

    Cada um tira o que os outros cidadãos lhe permitem que tire. Os espertos tiram mais; os menos espertos tiram menos. Por isso mesmo é que o Estado Social é socialmente injusto e iníquo: promove e defende aqueles que têm mais poder reivindicativo, independentemente das suas necessidades. Por isso, prefiro um Estado Liberal que assegure apenas as funções indispensáveis (segurança interna / externa, justiça, infra-estruturas) e que, no resto, deixe à liberdade das pessoas a escolha dos serviços que pretendem e a responsabilidade de pagarem os bens e serviços que consomem. Tal sistema não só é socialmente mais justo, como é o único que respeita verdadeiramente a liberdade das pessoas.

    mas a verdade é que em tempo algum lhe passou realmente pela cabeça a substituição da parcela dos impostos que paga por esses serviços, pelos preços de mercado dos mesmos serviços – Pedro

    Está a partir de pressupostos errados. Nas áreas em que os privados competem pela parcela menos interessante do negócio, como acontece hoje na saúde e, sobretudo, na educação os preços que hoje em dia se praticam estão muito inflacionados. Num cenário em que a saúde e a educação fossem privadas os preços teriam reduções significativas. Acresce que o problema que menciona resolve-se quanto à saúde com seguros e quanto à educação com empréstimos.

    Enfim, somos todos parasitas. Não percebo é porque não há-de ser aplicada a mim, ou ao José Barros, a sugestão do CGP à MJP. O que acha? – Pedro

    O Pedro opta por ignorar todas as objecções que coloquei relativamente à comparação dos casos. Remeto-o, portanto, para o comentário # 25, em particular.

    Quanto à tal coisa do Bloco e da Zara, nunca ouvi ninguém do Bloco a dizer que não bebe Coca-Cola por razões ideológicas, ou que não veste Zara pelos mesmos motivo – Pedro

    O que só demonstra que a crítica que o Pedro faz ao Carlos é absurda.

    Comentário por José Barros — Julho 8, 2009 @ 00:22

  34. “É a notoriedade da pianista que lhe permite exigir ao Estado esses subsídios e é por causa do reconhecimento público da artista que o Estado acede a esse pedido. É a isso que se pode chamar parasitagem.”

    Notável. simplesmente notável. Diria mais, hilariante!

    Comentário por miguel dias — Julho 8, 2009 @ 00:30

  35. José Barros, acredita então mesmo que as pessoas pagariam menos pela saúde e educação se esta fosse privada, com recurso a empréstimos e seguros? E acredita então, também, que os empresários iriam abrir uma clinica em, digamos, Belgais, para reformados de duzentos, trezentos euros? E é issoq ue quer sinceramente? Está bem, quem sou eu… Mas essa, eu pagava para ver. Mas de longe…
    José Barros, a maior parte das pessoas ganha mal. Olhe, há muitos licenciados contentes por arranjar empregos de trabalho temporário de três meses em call center por 200 euros mais comissões baixas (estou não só a falar de call center de vão de escada, como da PT). Sabia? Estamos assim. Acredite que a maior parte dos portugueses preferem pagar a taxa moderadora e os impostos da ordem, a arriscar essa dos privados e dos seguros e dos empréstimos. Olhe que mesmo com essas facilidades todas dos seguros e dos empréstimos (como, a que taxa?), ficaria carote. E os empresários, e muito bem, andam nisto pelo lucro. Que se faça uma diferenciação nas taxas por rendimento, ah, isso muito bem. Entretanto, acredite, e isto digo-lhe sinceramente, que esse seu sistema de privados mais baratos que o Estado é óptimo, muito bom mesmo, maravilha. Ninguém que eu conheça gosta de pagar impostos, ninguém.
    E quanto à sugestão do Carlos, não percebi o seu comentário. Mas então, admite, ou não admite o José Barros que é parasita, como todos os outros, aliás, incluíndo aqueles que se dizem virtuosos? E não foi precisamente o Carlos que disse que antes prostituta(o) que parasita? Então… A última também não percebi. “demonstra” porquê?

    Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 01:30

  36. José Barros, acredita então mesmo que as pessoas pagariam menos pela saúde e educação se esta fosse privada, com recurso a empréstimos e seguros – Pedro

    Compare com a carga fiscal que o português médio tem de aguentar, diminua a mesma para metade, considere a diminuição dos preços desses serviços resultante da livre concorrência, e depois repita a pergunta.

    José Barros, a maior parte das pessoas ganha mal – Pedro

    Pelas más condições em que a maioria dos portugueses vive pode responsabilizar 35 anos de experiência de Estado Social.

    Acredite que a maior parte dos portugueses preferem pagar a taxa moderadora e os impostos da ordem, a arriscar essa dos privados e dos seguros e dos empréstimos – Pedro

    Se não têm outra experiência de vida, é natural que prefiram. Geralmente, as ditaduras – quer as de direita, quer as de esquerda – têm um forte apoio popular, não parecendo admissível que se utilize tal facto como um argumento a favor das mesmas.

    E quanto à sugestão do Carlos, não percebi o seu comentário – Pedro

    Quanto à tal coisa do Bloco e da Zara, nunca ouvi ninguém do Bloco a dizer que não bebe Coca-Cola por razões ideológicas, ou que não veste Zara pelos mesmos motivos – Pedro

    Se nunca ouviu alguém dizer que não bebe Coca-Cola por razões ideológicas, tal significa que nem mesmo as pessoas que se identificam com doutrinas anti-capitalistas (vide, apoiantes do BE ou PCP) vivem de acordo com a sociedade que pregam, porque se vivessem, teriam de ir morar para Cuba ou para uma espécie de comuna de hippies ou algo do género. Isto para dizer que faz tanto sentido criticar os liberais por utilizarem serviços universais e tendencialmente gratuitos do Estado como faz criticar-se os bloquistas ou os comunistas por comprarem bens e serviços de empresas que, segundo eles, vivem da exploração da mão de obra barata. A pessoa não escolhe viver na sociedade em que vive, o que não implica que deixe de defender as reformas que entenda necessárias. Concluindo, esse argumento, para lá de situacionista, é aquilo a que os americanos chamam “bullshit” (tradução: conversa da treta), para mais anti-democrática.

    De resto e para não continuar a chover no molhado, já o remeti para o comentário em que distinguia a utilização de serviços universais e tendencialmente gratuitos da situação de Belgais. (cfr. o mencionado comentário #25). Se não percebeu – ou não quer perceber – tenha a caridade de não me pedir mais explicações.

    Comentário por José Barros — Julho 8, 2009 @ 02:15

  37. “Compare com a carga fiscal que o português médio tem de aguentar, diminua a mesma para metade, considere a diminuição dos preços desses serviços resultante da livre concorrência, e depois repita a pergunta. “

    José Barros, eu apenas manifestei a minha perplexidade e incredulidade pelo que disse. Continue o José Barros e apresente-me uma conta, um cálculo que seja, sobre esse assunto. Não lhe posso pedir exemplos, porque, como toda a gente sabe, em todo mundo (conhecido), existem serviços públicos de saúde e educação. Bom, para falar a verdade, sei de locais onde isso não existe, mas acho que o José Barros não está interessado em falar deles.

    “Pelas más condições em que a maioria dos portugueses vive pode responsabilizar 35 anos de experiência de Estado Social.”

    Sim, José Barros, que no periodo anterior, as pessoas viviam bem. Eu ainda me lembro da minha avó contar dos tempos em que os velhos, por exemplo, não tinham o peso esmagador do Estado Social.

    “Se não têm outra experiência de vida, é natural que prefiram. Geralmente, as ditaduras – quer as de direita, quer as de esquerda – têm um forte apoio popular, não parecendo admissível que se utilize tal facto como um argumento a favor das mesmas.”

    É que as pessoas desconfiam muito de quem lhes promete tanto. É da natureza humana não querer arriscar no desconhecido o seu património e o seu futuro. São comodistas. Mas acredito que se fizer os cálculos a que me refiro acima, as pessoas o vão aclamar e aderem já imediatamente à coisa. Eu próprio já disse que acho a ideia maravilhosa. Ninguém gosta de pagar impostos e não há lugar mais detestável que uma repartição de finanças.

    “Isto para dizer que faz tanto sentido criticar os liberais por utilizarem serviços universais e tendencialmente gratuitos do Estado como faz criticar-se os bloquistas ou os comunistas por comprarem bens e serviços de empresas que, segundo eles, vivem da exploração da mão de obra barata.”

    Volto a dizer que não conheço ninguém que pregue que não se pode beber coca-cola ou vestir na Zara ou comprar carros, ou em geral comprar coisas feitas em empresas capitalistas. O que normalmente fazem é criticar más condições de trabalho, baixos salários, etc. Mas haverá, obviamente, movimentos fundamentalistas que defendem que não se deve beber coca-cola e coisas assim, assim como há quem pregue que o Estado deve desaparecer. Há malucos para tudo.

    E eu, não sei se percebeu, não critiquei ninguém por usar o Estado. È que, José Barros, quem faz isso são os que andam sempre a criticar o nanni state e a chorar o que pagam de impostos e a chamar parasitas aos outros. Não eu, obviamente.

    Quanto aos serviços universais e tendencialmente gratuitos versus Belgais, bem, os tais serviços são “universais e tendencialmente gratuitos”, por opção do Estado, não por determinação divina, e o José Barros dá-se muito bem com isso. Não só você, como todos nós e muito bem. E ainda bem que é assim.

    Comentário por Pedro — Julho 8, 2009 @ 11:04

  38. A história de Belgais acho-a muitissimo estranha e ao mesmo tempo algo que me incomoda, porque não só põe em causa o bom nome de uma artista -mas de todos os artistas portugueses que sempre se viram a braços com ataques , infâmias e desqualificações de gente sem respeito nem pela Arte ( que nem percebe e da qual nunca se apercebe ) e que nunca deixa cair a oportunidade pata atacar ainda mais.
    E entendo que MJP deveria por tudo claro, preto no branco sobre o que afinal se está a passar , porque entendo que já não é algo que lhe diga respeito apenas a ela mas a todos aqueles que também são artistas.

    Parece que Belgais foi posto á venda no decorrer de 2008 não tendo sido possivel concretizar essa venda.
    Parece que no meio de sorrisos e boa disposição se falava em qualquer coisa como muitos milhões de euros para se efectivar essa venda.Parece que afinal o que esteve por detrás deste projecto foi o negócio.Basta consultar o segundo video colocado no meu blog para encontrar essas informações prestadas por quem as conhecia e o mistério da finalidade do projecto começa a adensar-se ficando imensas perguntas sem resposta.Por exempo , em 2008 maria joão pires deixava que saissem estas informações publicadas no jornal digital e em outros veículos noticiosos:- ” Maria João Pires abandonou os cargos directivos do projecto de Belgais depois de uma operação ao coração, em Março de 2006, para colocação de um «bypass».

    Na altura, considerou haver uma «grande incompreensão» das autoridades portuguesas face ao projecto a que dedicou vários anos.”
    Mas por essa altua a artista declarava que o projecto não estaria em risco , antes sim para continuar e de boa saúde
    apesar da chamado falta de apoi0s.

    -Mas falta de apoios de quem??
    Quando os apoios prestados pelo estado português continuaram sempre a ser entregues a tempo e a boas horas é dificil compreender o que estará então verdadeiramente por detrás de tudo isto.
    A verdade é que neste momento nenhuma explicação foi dada.E neste momento Belgais está efectivamente á venda , como noticia o Correio da manhã.
    Por mim , estou confesso , cheia de dúvidas.

    http://apombalivre.blogspot.com/2009/07/belgais-o-projecto-perdido.html

    Comentário por Maria — Julho 8, 2009 @ 17:43


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