O Insurgente

Julho 3, 2009

O silenciamento da ciência pelo eco-alarmismo

Filed under: Ambiente,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:50

Desafiar o lobby eco-alarmista e a poderosa indústria do aquecimento global continua a ter um custo elevado: The EPA Silences a Climate Skeptic: The professional penalty for offering a contrary view to elites like Al Gore is a smear campaign

Mr. Carlin and a colleague presented a 98-page analysis arguing the agency should take another look, as the science behind man-made global warming is inconclusive at best. The analysis noted that global temperatures were on a downward trend. It pointed out problems with climate models. It highlighted new research that contradicts apocalyptic scenarios. “We believe our concerns and reservations are sufficiently important to warrant a serious review of the science by EPA,” the report read.

The response to Mr. Carlin was an email from his boss, Al McGartland, forbidding him from “any direct communication” with anyone outside of his office with regard to his analysis. When Mr. Carlin tried again to disseminate his analysis, Mr. McGartland decreed: “The administrator and the administration have decided to move forward on endangerment, and your comments do not help the legal or policy case for this decision. . . . I can only see one impact of your comments given where we are in the process, and that would be a very negative impact on our office.” (Emphasis added.)

Mr. McGartland blasted yet another email: “With the endangerment finding nearly final, you need to move on to other issues and subjects. I don’t want you to spend any additional EPA time on climate change. No papers, no research etc, at least until we see what EPA is going to do with Climate.” Ideology? Nope, not here. Just us science folk. Honest.

(…)

Unable to defend the EPA’s actions, the climate-change crew — , led by anonymous EPA officials — is doing what it does best: trashing Mr. Carlin as a “denier.” He is, we are told, “only” an economist (he in fact holds a degree in physics from CalTech). It wasn’t his “job” to look at this issue (he in fact works in an office tasked with “informing important policy decisions with sound economics and other sciences.”) His study was full of sham science. (The majority of it in fact references peer-reviewed studies.) Where’s Mr. Hansen and his defense of scientific freedom when you really need him?

15 Comentários »

  1. http://www.realclimate.org/index.php/archives/2009/06/bubkes/

    Comentário por Miguel Madeira — Julho 3, 2009 @ 22:28

  2. O facto de os autores não terem formação para debater a matéria é importante. Eu não me vejo a fazer pareceres sobre economia, gestão e coisas que tais porque simplesmente não percebo suficientemente bem a matéria, ou acham que se trata de saber umas coisas de Química do secundário?! Contudo, se existe um estudo bem fundamentado ele passaria nas revistas, fazer “pareceres” e tentar publica-los é que não é credível, por muito que custe a ciência tem um método que tem resultado. Já aceitou muitas teorias que contradiziam tudo o que se sabia e aceitou-o com prazer.

    Por favor, venham os estudos e experiências sérias vindas de quem sabe e “a ciência” cá estará para os apreciar. Por economistas a falar de ambiente é que é qualquer coisa de ridículo. (tão ridículo como colocar um químico teórico a responder sobre situações de realidade económica)

    Comentário por Pedro — Julho 3, 2009 @ 22:55

  3. “Por economistas a falar de ambiente é que é qualquer coisa de ridículo.”

    Tão ridículo como por ambientalistas a falar de recursos e da gestão destes.

    Comentário por MC — Julho 4, 2009 @ 15:27

  4. MC, poderá clarificar-me sobre a formação desses ditos “ambientalistas” é que conheço ambientalistas formados em Biologia, Química, Economia, Línguas, Arte… É um conceito um tanto ao quanto vago, não acha?

    Se estivermos a falar de recursos naturais não tenho a mais pequena dúvida que muitos Químicos ou Geólogos conhecem melhor os seus ciclos de formação e as restrições para o seu uso e abuso do que muitos gestores. Quantos gestores conhece que saibam desenhar a fórmula estrutural do CO2? (já nem falo num hidrocarboneto, porque então seria o descalabro). O problema é que temos muitos economistas e gestores a falar de condições ambientais sem terem a minha noção do que falam o que implica que caiam mais facilmente na “pseudo-ciência” como a apresentada neste “post” e que é bem desconstruída se seguirem o “link” fornecido pelo Miguel Madeira no primeiro comentário.

    É importante que os “ambientalistas” ouçam a opinião dos economistas sobre as implicações na economia de muitas das suas ideias mas, os economistas têm de entender que o ambiente é uma área multidisciplinar sobre a qual eles nada entendem e cuja opinião revelada em estudos (que tenham passado o crivo do “pare review” entenda-se) deve ser, igualmente, tida em conta.

    Comentário por Pedro — Julho 4, 2009 @ 16:24

  5. “os economistas têm de entender que o ambiente é uma área multidisciplinar sobre a qual eles nada entendem”~

    Consegue ver a contradição em termos?

    Comentário por MC — Julho 4, 2009 @ 16:57

  6. MC, o facto de ser multidisciplinar não implica que envolva todas as disciplinas possíveis, creio que entende isso.
    Percebeu certamente que a minha frase se dirigia à preservação ambiental (que afinal é o discutido neste “post”) e desse ponto de vista reitero a minha opinião, uma pessoa de formação unicamente na área económica pouco ou nada intenderá das dinâmicas químicas, geológicas e biológicas por detrás dos problemas ambientais.

    Comentário por Pedro — Julho 4, 2009 @ 17:44

  7. No comentário anterior onde se lê “intenderá” deveria ler-se, como é óbvio, entenderá.

    Comentário por Pedro — Julho 4, 2009 @ 17:46

  8. Portanto, conceitos como sobre-consumo, sobre-população, sobre-endividamento, sustentabilidade etc… não têm nada a ver com economia?

    Ao fim ao cabo, os recursos naturais não são utilizados pelo homem na tarefa de sustentação da sobrevivência que é afinal a actividade económica?

    A questão da sustentabilidade, dos recursos naturais e outros eixos da dialética ambiental jamais será solucionada enquanto o paradigma económico não for substâncialmente alterado.

    Comentário por MC — Julho 4, 2009 @ 18:01

  9. MC, estamos aqui a discutir uma questão de semântica. Logicamente que a económica tem uma palavra a dizer em todas os campos que referiu e concordo particularmente com o seu último parágrafo.

    Contudo, num ponto de vista de discussão científica sobre a presença das alterações ambientais (que é o tema sobre o qual comentei) um economista não compreende os conceitos nem pode (a menos que tenha formação subsequente na área ou um interesse pessoal muito grande que o leve a adquirir essa formação de forma autodidáctica) fazer uma avaliação profunda e séria. De outro modo não se compreende que os autores do texto publicitado neste blogue afirmem que o aumento da população durante o período de aumento da concentração de CO2 impliquem que o último não tem efeitos nefastos. (naturalmente nunca tiveram uma aula em que lhes lembrassem que “sola dosis facit venenum”)

    É no âmbito de uma discussão sobre a existência e possíveis implicações no mundo natural das alterações climáticas que eu acho que um economista tem pouco a acrescentar e que as suas opiniões só servem para criar ruído, em todos os outros pontos… tendo a concordar consigo.

    Comentário por Pedro — Julho 4, 2009 @ 18:27

  10. Sobre essa nova religião que é o aquecimento Global é essencial que se veja o documentário “A grande Farsa do Aquecimento Global” (The Great Global Warming Swindle), que pode ser acessado em http://www.midiasemmascara.org/index.php?option=com_content&view=article&id=53:multimidia&catid=118:multimidia&Itemid=137#Aquecimento, ou pelo site http://www.midiasemmascara.com.br na seção Multimídia.

    Importante perceber que altos aumentos ou diminuições na temperatura da Terra não são novidades…

    abraços.

    Comentário por Albert Ihering — Julho 6, 2009 @ 06:00

  11. Como o trackback parece não funcionar, ou “foi silenciado”, fica o link.
    O senhor Albert talvez possa direccionar os estimados leitores para fontes científicas credíveis. Eu gostava de acessar fontes credíveis. Gostava mesmo.

    Comentário por José Rui Fernandes — Julho 6, 2009 @ 16:24

  12. Caro Albert Ihering,

    Queira ler algumas das contra-argumentações a esse documentário:

    http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/03/swindled/

    É também interessante ver a posição do cientista Carl Wunsch que diz que a sua opinião foi completamente manipulada e cujas cartas dirigidas ao canal de televisão britânico podem ser acedidas na rede: http://ocean.mit.edu/~cwunsch/CHANNEL4.html

    As acusações de manipulação de dados no documentário são também bem conhecidas e pode ver a notícia do Independent aqui: http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/the-real-global-warming-swindle-440116.html

    Enfim, poderia continuar a tarde toda… penso que o meu ponto ficou mostrado. Esse documentário é ele próprio uma grande farsa, baseado em dados adulterados e em entrevistas manipuladas fácil de enganar os mais incautos mas não resiste a um olhar mais profundo.

    Comentário por Pedro — Julho 6, 2009 @ 18:37

  13. “Por economistas a falar de ambiente é que é qualquer coisa de ridículo.”

    Nem sempre… se for a defender a teoria do aquecimento global já têm toda a cobertura mediática.

    Comentário por O Raio — Julho 8, 2009 @ 17:38

  14. “O Raio”,

    A cobertura mediática é um processo um tanto ao quanto complexo. A minha frase referia-se à discussão cientifica da questão, como de certo compreenderá se reler com atenção as minhas participações.

    Comentário por Pedro — Julho 9, 2009 @ 18:54

  15. Perfeitamente compreensível que se queira mais um dogma da ONU como o famigerado “aquecimento global”, afinal, onde tantos “socialistas” vão conseguir dinheiro sem trabalhar?
    Na década de 70, não precisávamos de Televisão para ver que ano após ano os invernos eram mais rigorosos, no entanto, àquela época o muro de Berlim ainda estava de pé.
    Uma solução que ao que parece os socilistas aprendem nas escolas é a arte de pedir “fontes confiáveis”, como se toda a “ciência socialista” não fosse baseada em dogmas, na presunção de sua superior inteligência, no entanto, em relação ao clima, as décadas frias de 60 e 70, não contam, a história climática não conta, claro que não apenas a ONU e seu IPCC contam e claro as milhares de ONGs que lucram com esta estória.
    Aliás é certo, em breve teremos períodos mais frios e aí dirão que foi por causa das atitudes tomadas pelos “defensores do planeta”. Que balela.

    Comentário por Albert Ihering — Julho 14, 2009 @ 21:43


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