Uma reflexão muito oportuna no contexto destas acções: Os activistas e as claques. Por Helena Matos.
Os activistas e as claques beneficiam de um qualquer estatuto de bem aventurança mediática. As claques fazem o que lhes dá na real gana sem que problema algum daí resulte para as claques propriamente ditas. Partem, ferem, agridem e vão tranquilamente para casa ou ver o jogo. Esperemos que sejam apanhados numa qualquer fraude fiscal pois caso contrário não se descortina qualquer vontade de responsabilizar os seus membros.
Os activistas são uma espécie de claques sem futebol.
“As claques fazem o que lhes dá na real gana sem que problema algum daí resulte para as claques propriamente ditas.”
As claques não estão classificadas como associações de malfeitores nem como organizações terroristas. Neste sentido, as claques não fazem absolutamente nada: quem o faz são os seus membros individuais. Pelo facto de alguns membros individuais das claques se portarem mal, não pode daí resultar prejuízo para as claques propriamente ditas.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 2, 2009 @ 13:16
Pensava que o Luís Lavoura pensava o contrário. Pelo menos, quando me referiu que:
“Eu diria que, quando elementos de uma claque do F.C. Porto assaltam uma loja numa bomba de gasolina de uma autoestrada, a culpa não será apenas desses elementos individuais da claque – provavelmente a própria claque compartilhará alguma da culpa. De forma análoga, não deixa de ser peculiar que toda a gestão do BPN, e os seus principais acionistas, fosse constituída por altos quadros do PSD. Certamente que o PSD teria alguma coisa, se não como instituição pelo menos na prática, a ver com o BPN. Da mesma forma que a claque do F.C. Porto tem alguma coisa a ver com a forma como certos malfeitores que assaltam uma bomba de gasolina se encontram uns aos outros. planeiam e levam a cabo o seu crime. E se protegem uns aos outros.”
Comentário por Adolfo Mesquita Nunes — Julho 2, 2009 @ 15:21
Foi o mesmo Luís Lavoura ou terá sido um alter-ego?
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 2, 2009 @ 15:32
Tem o Adolfo toda a razão: apanhou-me em contradição.
De qualquer forma, tem que se escolher a teoria que se aplica – ou bem que se considera que uma claque é uma associação de malfeitores, e então a claque tem que ser dissolvida e os seus dirigentes postos na cadeia, ou bem que se considera que não o é, e então a culpa dos desacatos cometidos só pode ser assacada a membros individuais da claque.
Eu diria que o que se passa é um meio termo . a claque em si mesma não é uma associação de malfeitores, e como tal não pode ser proibida nem os seus dirigentes postos à sombra, mas é um clube que propicia e que está como um todo (quanto mais não seja, devido à psicologia de grupo) ligado à prática sistemática de delitos.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 2, 2009 @ 15:35
“Neste sentido, as claques não fazem absolutamente nada: quem o faz são os seus membros individuais.”
1. Luis Lavoura
Muitos dos “seus membros individuais” !… Muitas vezes, quase sempre, com a cumplicidade dos restantes !…
Pelo que certas organizações colectivas, sobretudo se com alguma existencia formal e legal, também podem ser responsabilizadas e até proibidas !
Mas claro que em ultima instancia a responsabilidade é sempre individual !
Comentário por Fernando S — Julho 2, 2009 @ 15:46
É mais fácil apanha um mentiroso que um coxo. O Luis Lavoura é o Chavez da Blogosfera
Comentário por A. R — Julho 2, 2009 @ 18:14
Seis activistas da organização ambientalista Greenpeace FORAM DETIDOS durante uma acção de protesto junto da sede da Jerónimo Martins.
(Expresso)
Confesso que não percebi o post André.
Penso, pelo contrário, que este caso até deveria servir de exemplo, pois é a primeira vez que a polícia age como deve agir com estes ditos activistas.
Comentário por Pinto — Julho 2, 2009 @ 23:37
O Luis, apanhado em contradição? Isso é muito estranho. E raro.
Mas não há que preocupar, o Luis descende da mesma estirpe do “insultivo”.
Daqui a 15 dias já estará por ai, outra vez a comentar, sempre cheio de razão.
Comentário por Cirilo Marinho — Julho 2, 2009 @ 23:56