O Insurgente

Junho 10, 2009

A esquerda perdeu as eleições europeias

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 02:30

O erro talvez seja meu, mas parece-me que as contas (e a consequente análise dos resultados aqui) do Luciano Amaral neste post não batem totalmente certo.

Olhando para os resultados (e admitindo que os dados apresentados estão correctos), o PPE perdeu cerca de 1%, sensivelmente o mesmo que desceu o grupo mais representativo da extrema-esquerda europeia – a GUE/NGL – que creio ter perdido em termos absolutos 8 dos seus anteriores 41 representantes (o que relativamente à dimensão do grupo é uma quebra fortíssima e incomparavelmente mais significativa do que a redução no PPE).

É verdade que os “Verdes” sobem a nível europeu mas nem todos os partidos incluídos neste grupo têm posições equivalentes à da extrema-esquerda assumida (na GUE/NGL, grupo do qual tanto o Bloco de Esquerda como o PCP fazem parte) e, em todo o caso, essa subida é mais ou menos equivalente à descida da extrema-esquerda mais ortodoxamente anti-capitalista.

Globalmente considerada, a esquerda partidária no Parlamento Europeu (contabilizada como PSE + “Verdes” + GUE/NGL) tinha cerca de 38% em 2004 e desce para cerca de 33% em 2009, o que constitui uma quebra clara de representatividade. Em termos relativos, PSE e EU descem numa proporção semelhante e apenas os (apesar de tudo, algo mais heterodoxos) “Verdes” sobem.

Importa ainda notar que uma parte substancial do impressionante aumento do número de deputados Não Inscritos se dá precisamente à direita (ainda que não seja fácil classificar de forma fidedigna alguns dos partidos nesta categoria).

Por outras palavras, o fortíssimo crescimento da extrema-esquerda em Portugal é mesmo um caso relativamente excepcional na Europa.

O discurso de Obama no Egipto

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 01:32

O sermão no sopé das pirâmides e O sermão no sopé das pirâmides II. Por Luís Cardoso.

Muito se tem escrito sobre o discurso do presidente Obama no Cairo.
Aqui vou limitar-me a fazer eco daqueles que se apressaram a corrigir algumas das muitas imprecisões e falsidades que o presidente proferiu, algumas das quais já fazem parte de uma certa cultura popular, e que, caso não sejam desmentidas, se enraizarão ainda mais no fundo da nossa ignorância.

(des)informação

Filed under: Economia,Media,Portugal,Videos — BZ @ 01:18

Em Junho de 2008 a Autoridade da Concorrência concluiu (pdf – 2,5 MB):

No que respeita à evolução dos PVP antes de impostos, os preços nacionais à saída da refinaria reflectem a evolução dos preços CIF do mercado de Roterdão (plataforma Platts NWE), sendo, em acréscimo, que no caso particular da gasolina tais cotações evoluem em paralelo com as cotações daquele produto no mercado de Nova Iorque;

E em Março deste ano publicou o seguinte (pdf – 11,6 MB):

Para efeitos de formação dos preços [de combustíveis líquidos], são utilizados referenciais internacionais específicos para cada produto (Platts), não os preços internacionais do petróleo bruto de Londres (crude de tipo Brent).

Então porque se continua a comparar o preço dos combustíveis nos postos de gasolina com a cotação do barril de petróleo? Nomeadamente, na SIC (video).

Os resultados das eleições europeias em Portugal e a ameaça da extrema-esquerda (2)

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:18

O Rodrigo já o destacou (e muito bem) aqui, mas não quero deixar de reforçar a recomendação de leitura deste post de Daniel Oliveira sobre o crescimento e a consolidação da esquerda mais extremista em Portugal.

Leitura complementar: Os resultados das eleições europeias em Portugal e a ameaça da extrema-esquerda.

Daniel Hannan’s 2009 EU election results speech

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 01:04

O blogger que não há meio de aprender a fazer links

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:59

Caro professor Carlos Santos, é só para avisar que neste post um dos links que serve de suposta crítica aqui ao je vai parar a porra nenhuma, a um buraco negro algures no ciberespaço.

Distribuição de mandatos se as eleições europeias tivessem sido eleições legislativas

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:52

Um exercício interessante de Pedro Magalhães:

PSD: 96 deputados
PS: 73 deputados
CDU: 23 deputados
BE: 21 deputados
CDS: 16 deputados
MEP: 1 deputado

Estou aqui a presumir que os resultados nos círculos Europa e Fora da Europa seriam iguais aos de 2002. Em suma, neste exercício, PSD+CDS têm 112 deputados. PS+CDU+BE têm 117.

A campanha de Vital Moreira fica para a história pelas piores razões

Filed under: Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 00:50

Uma crónica em video de Alberto Gonçalves: Coimbra é uma lição.

Junho 9, 2009

Recordar a sondagem que não tinha “validade”

Filed under: Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 23:46

Sondagem que dá vitória ao PSD não tem validade! Por Claudio Carvalho.

A sondagem da Marktest para a TSF e para o Diário Económico, anunciada ontem e que dá a vitória ao PSD “reunindo 32,5 por cento das intenções de voto, contra os 29,4 do PS” é o maior fracasso de todas as sondagens realizadas até ao momento.

(…)

A amostragem não foi feita de forma rigorosa e profissional, logo não é confiável e estando describilizada, de nada se pode inferir quanto aos resultados das Eleições Europeias do próximo Domingo.

(…)

Portanto e, muito sucintamente, a conclusão é que a amostragem foi mal elaborada, logo a validade da sondagem é nula!

Lamento, mas não vencerão o Partido Socialista desta forma, por muito que tentem.

Despeço-me com um abraço, hoje, não na condição de socialista, mas de um cidadão atento… muito atento!

Recordar o “Diário de Candidatura” de Vital Moreira

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:00

Diário de candidatura – Domingo, 31 de Maio de 2009

Enquanto o PS realizou um grande comício em Braga, o PSD teve de esperar até às 11 horas da noite para fazer um comício com meia casa. Mais valia que a líder do PSD tivesse respeitado o seu horror aos comícios. Teria poupado esta humilhação eleitoral.

Diário de candidatura – Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Se a candidatura do PSD, como é notório, não obtém audiência pública no terreno, não conseguindo realizar um comício minimante composto, escusa de tentar compensar a sua falta de dinamismo com um comício na televisão, a pretexto de um debate de última hora na televisão.
Se o PSD quer chegar aos eleitores, procure-os por meios próprios. Não tente consegui-lo à custa da interrupção da dinâmica da candidatuta do PS…

Um lugar no Parlamento Europeu vale bem uma campanha destas?
Vital Moreira, que foi um candidato inapto mas não é estúpido, provavelmente achará que sim.

Isto dito, há que reconhecer que o lugar no Parlamento Europeu custou bem mais a ganhar a Vital Moreira do que, por exemplo, a Rui Pereira. Dá que pensar…

A ideologia do ovinho kinder sistematicamente sem brinquedo

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:30

Socialismo sem capitalismo, sem riqueza, em tempos de crise, é como um gelado, só que sem o gelado, vende aos clientes o gelado, mas só tem para oferecer o pauzinho.

*****

Em tempos de crise, os partidos à esquerda vendem o medo, a insegurança, exploram a inveja social, tentando projectar a sensação que, se lhes entregues os votos, nascerá uma sociedade mais perfeita, com menos corrupção, menores desigualdades, maior prosperidade, sem necessidade além disso de pagar a factura, pois essa será suportada pelos ”outros”, capitalistas, “neoliberais”, ”ricos” e “gananciosos”.

Ocorre que a maioria do eleitorado europeu, como se viu no domingo, assumiu com o seu voto que as crises não se ultrapassam sem dificuldades, sem realismo, esperando pelo esforço dos outros; em Portugal, começa também a consolidar-se, em parte do eleitorado, a ideia de que a inveja e o ressentimeno não só não resolvem os problemas, como dividem a sociedade, deprimindo-a. Começa a ser evidente para muitos que a Esquerda em Portugal, sob a capa da procura de uma sociedade diferente, espalha, no imediato, a infelicidade, que torna as pessoas menos combativas, menos empenhadas, menos criativas, com maior aversão ao risco.

Acresce que a venda de soluções fáceis, na ausência de recursos, começa a ser, em alguns sectores, ineficiente no plano político. Promete-se o que não há, a redistribuição da riqueza; esta é, porém, uma estratégia de curto prazo, condenada, mais cedo ou mais tarde, ao insucesso: se derem a uma criança um kinder-surpresa sem brinquedo, funciona nas primeiras vezes; mas esta abordagem, a prazo, será viável? Não haverá uma tendência para que a criança, à medida que cresce, perceba que está a ser aldrabada?

*****

A solução para as crises não está nos outros, mas em cada um, e no modo como, pela positiva, possamos encontrar formas virtuosas de cooperação, em benefício mútuo. O espírito de iniciativa, génese do individualismo, a libertação das formas de cooperação, sem subjugação a entidades burocráticas – enfim, os mecanismos dos mercados livres – com os defeitos próprios das sociedades humanas, continuam a ser a receita mais adequada para ultrapassar os tempos menos bons.

No fundo, as crises só se superam na inovação, na produtividade e na criatividade, e estas características não estão no ADN das instâncias burocráticas estatais, mas das pessoas, pelo que a solução, a existir, terá de ser construída nos mercados, na iniciativa, na inovação.

*****

Portugal é um dos poucos países da Europa onde boa parte do eleitorado ainda acredita que o ovinho da Kinder da esquerda radical tem, dentro de si, um brinquedo.

Con este hombre nos queda un duro calvario por delante

Filed under: Internacional — Carlos M. Fernandes @ 18:28

Zapatero quiere un pacto social limitado con la patronal y los sindicatos, pero no desea un gran acuerdo con el PP que le exigiría cambiar el rumbo de la política económica y compartir con Mariano Rajoy los méritos de la recuperación. Sigue, pues, empecinado, atrincherado, erre que erre, en darle una respuesta ideológica a la crisis. Es obvio que el castigo ha sido insuficiente y que plantear ahora una moción de censura en el Parlamento sería estéril. Sólo la cruda realidad de los grandes números le moverá a actuar. Ya veremos si tarde y mal. Todo indica que con este hombre nos queda un duro calvario por delante.

Ou seja…

Filed under: Diversos — Luciano @ 17:32

…perdeu a esquerda “faustiana”. Não sei se me faço entender: a esquerda que fez o pacto com o diabo capitalista. A verdadeira esquerda mostrou-se disposta a perdoar-lhe (e a apoiá-la) enquanto o capitalismo estava a render. Quando veio a crise, acabou-se o namoro. Agora, o número de equilibrismo é recuperar a verdadeira esquerda sem perder o que se ganhou à direita. Vai ser impossível. Em Portugal, representa (pelo menos) o fim da maioria absoluta.

Estado Corporativo

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:49

Um excelente post de Luís Aguiar-Conraria agora republicado no De Rerum Natura

Por que existem estas corporações profissionais? Tipicamente, argumenta-se que determinadas actividades são muito exigentes e especializadas e que os prejuízos que maus profissionais causariam à sociedade seriam tremendos. De seguida, diz-se que os profissionais no activo estão em melhores condições para definir os requisitos da sua profissão.(…)

As estratégias variam, mas o objectivo é o mesmo: criar barreiras hercúleas que impeçam o acesso à profissão. É este o papel das Ordens. Restringir a oferta e a concorrência. Os efeitos de tamanhos obstáculos são óbvios. Já em 1776, Adam Smith escrevia que “os privilégios exclusivos das corporações, os estatutos de aprendizagem, e todas as leis que, em empregos determinados, restringem a concorrência (…) tendem a sustentar salários e lucros a um nível superior à sua taxa natural. Tais sobrevalorizações podem durar tanto quanto as regulamentações que lhe deram origem”.

Não vale a pena ter ilusões. As Ordens, e outras corporações profissionais, servem para garantir remunerações anormalmente elevadas aos seus associados, perpetuando os seus privilégios, prejudicando e subjugando o interesse público a interesses privados.

Da Virtude Democrática

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — Miguel Botelho Moniz @ 13:45

Diz Pedro Mota Soares que «as sondagens estão a desvirtuar o sistema democrático e político em Portugal». Já proibir sondagens em periodo de campanha eleitoral parece-lhe uma medida virtuosa. Fazendo um enorme esforço de contenção, a mim parece-me uma sugestão idiota, infantil, irreflectida e, francamente, ridícula; que demostra uma incapacidade de pensar sobre um assunto durante mais de uma fracção de segundo para identificar as implicações, consequências e natureza de um instinto animalesco. Vaticino descidas tanto em sondagens como em votos para um partido que cai em disparates destes.

A esquerda?

Filed under: Diversos — Luciano @ 13:27

Diz-se por aí que a esquerda perdeu nas eleições europeias, a nível europeu. Sim, perdeu. Mas não foi toda a esquerda. Foi a esquerda dita da Terceira Via. Para usar uma medida sumária, no PE, o PPE fica com menos 2% de deputados, os liberais idem e a UEN perde 1%; tudo relativamente a 2004. Os Verdes têm mais 1% e a EU não sobe nem desce. Portanto, a direita perde e a esquerda mais à esquerda mantém ou sobe. É no PSE que se dá o descalabro, com menos 6%. Por outro lado, o que realmente cresce muito é o número de deputados Não Inscritos (cerca de mais 9% em termos de representação parlamentar). Presumo que isto signifique outro “voto de protesto” contra todas as formações políticas do PE.

Eis portanto a Europa a contraciclo da América, onde a Terceira Via ganhou. Resta saber se a Terceira Via americana terá um segundo mandato. Com a política económica que tem seguido, crescem as dúvidas. Take heed, take heed…

O outro bloco

Filed under: Diversos — Luciano @ 12:49

Mesmo que só tenha tido 11% dos votos, fala-se muito por estes dias do Bloco de Esquerda (enfim fala-se sempre muito do Bloco de Esquerda, mas agora fala-se mais). E já vi por aí muita gente decretar a morte do outro bloco: o Central. Perdoe-se-me a impertinência, mas as notícias desta morte talvez tenham sido exageradas. Imagine-se que PS e PSD terminam com votações parecidas com estas que tiveram e não conseguem formar coligações para o lado do seu respectivo espectro político. Só há duas soluções: governos sempre minoritários (mesmo de coligação) ou uma solução de maioria absoluta (o Bloco Central). Mesmo sem sermos tão radicais e admitindo que possam surgir outras soluções maioritárias, pode parecer a muita gente que o BC seja melhor do que elas. Ainda para mais seria uma situação que o Presidente da República não se importaria nada de abençoar. Pois, eu também não gosto. Mas assim se vê a força do BC.

Once a communist, always a communist

Filed under: Diversos — Luciano @ 12:41

Aquela conversa de Louçã sobre o PSD não ter ganho as eleições mesmo terminando à frente é uma inversão da velha reacção do PC a cada resultado eleitoral. O PC nunca perdia. Provavelmente, o PSD nunca ganha.

Deploro

Filed under: Diversos — Luciano @ 12:34

Deploro sinceramente a derrota do PDS (Partido das Sondagens) nestas eleições. É porque daqui até ao dia propriamente dito das eleições legislativas vamos andar por aí no escuro. Qualquer sondagem que daqui até lá saia tem o mesmo tipo de credibilidade que Santana no tempo da “incubadora”. Veja-se aquela sondagem espantosa que a SIC divulgou na própria noite das eleições: o PS tinha cerca de 40%. A gente, naturalmente, riu-se imenso.

Um barco para liberais e conservadores

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:04

A estratégia do PSD a curto prazo é vencer as legislativas. Mas o futuro do PSD prende-se com o futuro do regime, pois só o PSD pode salvar o regime da III República. Desta forma, o PSD deve ter também uma visão a longo prazo e essa visão implica juntar liberais e conservadores. No fundo, e contra o PS e a extrema-esquerda, estamos todos no mesmo barco.

Quem repousa em paz costuma abster-se

Filed under: Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 11:27

Uma nota picuinhas: A abstenção de 63% em Portugal está incorrecta. Antes das eleições já tinham saido notícias referindo que há cerca de 1,5 milhões de eleitores a mais  nos cadernos. A abstenção verdadeira terá sido portanto de 56%.

Rescaldo eleitoral (VI)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:23

” (…) Se este tivesse sido o resultado nas legislativas o Bloco elegia 21 deputados (…) “

Daniel Oliveira, no Arrastão, faz uma boa análise sobre a performance do Bloco, e não apenas nestas eleições. Este partido assume-se – na minha óptica, perigosamente – como a terceira força em Portugal.

É bom que o país acorde, antes que seja tarde demais. 21 deputados do Bloco na Assembleia da República seriam, não duvidem, de uma estridência democrática paralisante …

Rescaldo Eleitoral (V)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:06

” (…) Em tempo de guerra não se limpam armas (…) “

Daniel Oliveira, no Arrastão.

Com a vitória de domingo, o PSD tem agora uma oportunidade para consolidar a liderança interna, pois estão aí dois processos eleitorais exigentes, e que necessitam de uma grande mobilização. Luis Filipe Menezes deu o mote, na forma como recebeu Paulo Rangel, em Gaia, e lhe endossou apoio sem reservas. A hora é de unir esforços.

O PS é, nesta fase, um partido com pés de barro.

Para inaugurar a “silly season”

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:48

CDS quer impedir sondagens durante campanhas

Preparem a carteira

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:20

A poucos meses das eleições o governo pretende empenhar ainda mais os seus súbditos cidadãos.

Está a funcionar! (not)

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 10:11

O gráfico acima mostra a evolução da taxa de desemprego nos EUA. A azul claro a evolução prevista sem “plano de recuperação” (estimado pela equipe ecómica de Obama). A azul escuro a evolução com o “plano de recuperação” implementado (idem). A vermelho os dados reais.

(via The Economic Way of Thinking)

Derrotas Socialistas

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 08:43

Artigo de Paulo Soares Pinho no Diário Económico

O que isto significa em termos de tendência perceber-se-á melhor durante este ano. Claro que os socialistas europeus perderam legitimidade política para governar a Europa através das suas ideias. Claro que foram também incapazes de convencer os eleitores de que conseguirão atacar, com resultados, a crise económica. Uma coisa é certa: os eleitores compreenderam que existem alternativas para aqueles que querem combater a crise só aumentando impostos e a dívida pública. Muitos até podem ter votado à direita por proteccionismo. Mas outros querem voltar a confiar no futuro.

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 08:13

Helicopter, Bloc Party.

Agora é que vai ser?

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:58

Mais uma pré-época benfiquista emocionante em perspectiva: Benfica já contactou Braga para contratar treinador Jorge Jesus

A manifestação dos bonés…

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:55

Assim vai o Estado de Direito em Portugal: Cerca de mil polícias entregam bonés a José Sócrates

Cerca de mil polícias iniciaram hoje às 18h30 uma marcha entre o Parlamento e a residência oficial do primeiro-ministro para entregarem ali os bonés da farda como protesto contra a “falta de abertura do Governo” nas negociações do estatuto profissional.

Bonés…há muitos! Por PMF.

Houve muitos, a voar e no chão, hoje, em Lisboa e numa manifestação de agentes da PSP, contra o Governo.

No meio das várias peças jornalísticas sobre as eleições “europeias”, lá foi noticiada, nos telejornais da noite, a manifestação dos bonés! Não deixou de ser estranho – apesar de tudo – ouvir como palavra de ordem “MENTIROSO, MENTIROSO“ gritada por polícias e dirigida ao Primeiro-Ministro!

Foi, literalmente, uma manifestação de se lhe tirar o…chapéu.

Por que progride o BE?

Filed under: Cultura,Educação,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:49

Comentário do leitor Carlos Duarte:

O BE progride porque é o ÚNICO partido que consegue uma franca progressão nas camadas mais jovens do eleitorado. E consegue-o porque tem um presença forte nos “media” e uma imagem “nova” e “progressista”. Acaba por ganhar o rótulo do partido “contra-sistema” e evita cair no “cinzentismo” dos restantes.

No lado da Direita não existe nada disso. O partido que poderia almejar a tal tarefa (CDS/PP) tem uma JP que, e o Michael que me perdoe, até por tenho-o nas melhores das opiniões, é um ninho de entriguismo de “menino bem”. Não têm UMA ideia que seja apelativa! Espero sincermente que o PP reformule rapidamente o discurso até às legislativas e ganhe espaço não ao PSD, mas ao BE!

Em relação à progressão da extrema-direita, é o resultado natural do “voto” proteccionista, anti-emigração (não forçosamente xenófobo), por motivos laborais.

A dimensão da derrota do PS

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 01:03

Resultados dos partidos no governo. Por Gabriel Silva.

Não é verdade que o eleitorado europeu que se deu ao trabalho de ir votar tenha resolvido penalizar por regra os governos em funções. Em 27 estados, 13 partidos no governo sofreram algum tipo de perda. Há contudo um dado que se destaca: o Partido Socialista português foi, de todos os partidos no governo, aquele que de longe, maior derrota sofreu. Seja por má governação, seja pela avaliação negativa da prestação dos seus deputados europeus, seja pelo mau candidato, seja pelas 3 razões juntas.

Junho 8, 2009

Vitória? Qual vitória?

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 23:55

Na semana passada: os resultados das europeias são confirmados nas legislativas seguintes; os eleitores portugueses tornaram-se cautelosos com a crise económica e preferem o partido que já está no governo; um mau resultado para o PS seria apenas uma derrota e nunca ganhar por poucos; a derrota do PSD seria propriedade de Manuela Ferreira Leite; Sócrates envolveu-se na campanha porque é muito mobilizador, muito popular e assim garantiria a vitória, que seria dele.

Ontem e hoje: o PSD não ganhou bem, o que é isso de ter uma vitória só com 31% dos votos?; a vitória do PSD é apenas de Paulo Rangel, a líder apareceu pouco e até arrefecia a campanha; estes resultados eleitorais foram apenas um voto de protesto; no fundo esta derrota do PS até foi boa para Sócrates, já que assim MFL continua à frente do PSD e toda a gente sabe que ela não tem nenhum jeito para a política e vai beneficiar o PS (juro que ouvi isto ontem na RTPN); o verdadeiro vencedor foi o BE; Sócrates não é Vital e Rangel não é Ferreira Leite; os eleitores sabem distinguir os planos e tinham noção de que com estas eleições não afectavam a governabilidade do país (o que com o PSD, presume-se, não existe).

Enfim, vale tudo para não reconhecer o mérito de Manuela Ferreira Leite. De início foi o silêncio, mesmo quando MFL falava (por exemplo para pedir a demissão de Rui Pereira, e tendo em conta onde o senhor estava, e há quanto tempo, antes de vir para o governo, é um pedido sempre pertinente). Depois foram as gaffes, súbitos simpatia e respeito por Luís Filipe Menezes (que aproveitou o tempo de antena à exaustão) e a promoção de Pedro Passos Coelho. Agora, é a vitória que não significa nada. Eu, que simpatizando com a senhora nunca tive grande convicção sobre a sua capacidade de persuasão, começo a desconfiar que MFL é de uma argúcia espantosa. As suas escolhas são heterodoxas e inesperadas mas tendem a provar-se boas: de Paulo Rangel já não é necessário falar e de Pedro Santana Lopes para Lisboa eu, que morei anos num bairro antigo que beneficiou em muito com as políticas sensatas de Santana Lopes, tenho a melhor das opiniões. Manuela Ferreira Leite, antes da campanha, aparecia quase diariamente nos telejornais sempre com intervenções oportunas. A entrevista com Mário Crespo correu particularmente bem. A aposta nas políticas direccionadas para as PMEs (e não se trata de subsídios, de dar dinheirinho dos contribuintes às empresas) foi brilhante. A recusa dos grandes e ruinosos investimentos públicos é acertada. A opção pela austeridade na campanha, pela ausência de espalhafato (que foi todo para o PS) foi genial.

Claro que nada disto basta. A possibilidade do PSD ganhar as legislativas aumentou mas está longe de certa. No entanto, é necessário o PSD estar preparado para governar com um programa que não repita a tristeza socialista dos últimos anos, que não refaça as políticas estatistas socializantes (perdoem-me a redundância). (Sobre isto vamos falando nos próximos meses). Também é necessário o PSD mobilizar-se para ganhar, que há muito quem aposte na derrota no Outono. Aliás foi notória a ausência dos ‘notáveis’ do PSD em toda a campanha para as europeias; e o tal de ‘aparelho’ esteve muito enferrujado por todo o país – o que só releva a vitória de Manuela e Rangel. Com um bom (pelo menos, razoável) programa do PSD, com a aura de perdedor de Sócrates, com o descontentamento de uma crise que não começou no outono passado, sem muitos presentes envenenados de opositores internos – lamentando-se o desgosto fornecido à comunicação social - está ao alcance do PSD ser governo na próxima legislatura e ao nosso alcance livrarmo-nos de vez da governação socrática.

Mentira de Género

Filed under: Comentário,Internacional — Carlos M. Fernandes @ 21:30

(…) En otra ocasión, ha escrito, él la acorraló en la cocina. “Me amenazaba con dos cuchillos en el cuello y el tercero se lo puso él en el abdomen. Dijo que me mataría y luego se mataría él”. Raquel, ¿cómo se pueden empuñar tres cuchillos a la vez?

O caso foi divulgado há cerca de uma semana e nem as eleições esmoreceram o debate que se seguiu: um homem esteve preso durante 11 meses devido a sucessivas denúncias de maus tratos que se revelaram todas falsas. O incidente despertou imediatamente alguns membros do governo e das associações dedicadas a combater aquilo que chamam violência de género, que logo vieram declarar que denúncias falsas e erros judiciais podem acontecer em qualquer situação e tipo de delito. Têm razão, mas o evidente desconforto das personalidades envolvidas, e o ambiente de cruzada que se vive em Espanha desde há três ou quatro anos, lançaram dúvidas sobre a credibilidade desta luta contra a violência conjugal, tão legítima e essencial, mas também perigosa, se anexada a uma agenda progressista que visa mais o ruído de fundo e a propaganda do que a segurança dos cidadãos. Ontem, o El Mundo divulgou acusações muito graves que reforçam o cepticismo daqueles que não se deixam conquistar pela brigada rosa de Zapatero:

(…) En 2005, recién estrenada la Ley, la entonces jueza decana de Barcelona, María Sanahuja, encendió la polémica al asegurar que miles de hombres habían sido detenidos sin apenas indicios. Fue la primera que se atrevió a hablar de las falsas denuncias. La declaración le supuso que varias asociaciones feministas pidieran al CGPJ que se le prohibiera hablar más en público.

Sanahuja decía entonces que muchas mujeres utilizaban la denuncia para obtener mejores condiciones en los divorcios y que muchos profesionales -jueces, fiscales, policías, abogados…- adoptaban prácticamente todas las medidas que se les pedían por la presión mediática y para protegerse. Arremetía contra una ley que considera delito un manotazo sólo cuando quien lo propina es un hombre. Hoy se reafirma: “No hace falta ni denunciar en falso porque el Código Penal dice que si un hombre me agarra de la muñeca, aunque no me haga daño, eso ya es delito. El trato al género masculino es francamente discriminatorio. No se puede presuponer que es un delincuente en potencia sólo por el hecho de ser hombre. Al legislador se le ha ido la pluma”. (…)

Notas soltas sobre o fim do capitalismo, etc.

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 18:06
  1. Apesar do evidente avanço do estatismo, mundo fora, em consequência da crise financeira e da demagogia neokeynesiana, os socialistas europeus não conseguiram capitalizar neste movimento. Perderam em 24 dos 27 estados membros. As excepções foram o basketcase da Grécia, a pequena Malta e a Suécia. De igual modo, apesar do BE, a extrema-esquerda no parlamento europeu também diminuiu.
  2. A desplicência com que os socialistas encaram a extrema-esquerda ficou bem patente nas declarações do líder dos Socialistas Europeus ontem na TV. Explicou a derrota dos vários partidos socialistas por causa da subida de forças extremistas de direita, Europa fora, facto que o preocupa; e também por uma ligeira subida das forças “à nossa esquerda”.
  3. A vitória do PSD tem especial significado por ser tão relativamente inesperada. Fernando Rosas bem pode aparecer na TV a minimizar o resultado, ao compará-lo na galhofa com o resultado de Santana Lopes em 2005 e da aliança com o CDS em 2004; a verdade é que convém recordar aos mais esquecidos (ou demasiado jovens para se lembrarem) que Cavaco Silva ganhou as eleições em 1985 com 29,9% dos votos.
  4. O resultado do CDS é importante por mostrar mais uma vez que este não foi esvaziado por uma fútil estratégia de “voto útil”. O PSD pode ganhar eleições sem precisar dos votos de eleitores do CDS. Mas mais importante, dificilmente haverá uma alternativa viável para o PSD chegar ao governo (excluindo um suicida bloco central) sem este CDS. A situação conjuntural de ser a 5ª força política é irrelevante. Foram muitas mais as vezes em que o CDS foi 4º ou 5º do que as em que foi 3º. O importante para o CDS manter-se relevante é não baixar desta fasquia ligeiramente acima de 8%.
  5. Somados, PSD e CDS tem cerca de 40%. Teoricamente, se coligados, bastariam mais 3% a 4% para atingirem a maioria absoluta. Separados, precisam de bastante mais. No entanto, pode ocorrer que um BE forte em alguns distritos faça o PS perder deputados. Acima de tudo, o resultado das legislativas depende do sucesso do PSD em capturar votos de indecisos na área do bloco central. Interesting times.
  6. O PS está perante um dilema complicado. Está suficientemente apertado dos dois lados para ser difícil ficar “sentado em cima da cerca”. Vai ter de escolher: Ou vira à esquerda para recuperar os votos que perdeu para o BE, arriscando alienar o centro; ou vira ao centro para recuperar o que perdeu para o PSD, arriscando que o BE (e eventualmente o PCP) continue(m) a crescer. Qualquer implicação tácita de que poderá coligar-se à esquerda ou à direita terá o mesmo efeito.

Azar dos azares, as eleições foram ontem

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 17:51

Vaticina o Carlos Santos, “se as eleições fossem hoje, o PSD perdia!”. Azar dos azares, as eleições foram ontem…

Rescaldo eleitoral (IV)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 17:32

Para que serve um PS social-democrata? Para viver subjugado à extrema-esquerda? O Bloco de Esquerda começa a capturar o espaço ideológico do PS, enquanto os socialistas fingem que são sociais-democratas, área que foi sempre melhor protagonizada pelo PSD, por ser o seu habitat natural.

José Sócrates afirmou-se pela tecnocracia, pela ideia de “saber fazer”. Morta a ilusão, a manta de estabilidade e força do PS desvanece-se. Torna-se evidente que o PS, sem Poder, longe da coligação de interesses que o suporta, não acrescenta nada ao quadro político português. Como dizia ontem o Joaquim Aguiar na RTP, já nem sequer consegue travar a extrema-esquerda, ao ponto de ter, dentro de si, uma potencial revolta interna, a promover pelos Alegristas.

O PS é um partido com pés de barro.

Resclado eleitoral (III)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:21

O PS é fortemente penalizado, os eleitores empurraram os socialistas para vinte pontos da maioria absoluta.  Depois das presidenciais e das autárquicas, é a terceira vez que Sócrates acumula derrotas. Começa a ser evidente que Sócrates não vence eleições: o PSD, de Santana, é que as perdeu.

Por isso, tem o PSD a especial responsabilidade de organizar uma alternativa de verdade, que inspire confiança aos portugueses. A generalidade dos eleitores não deseja verdadeiramente Sócrates ou o PS, acomoda-se, resigna-se aos socialistas; este PS, pode ser arrogante e pseudo-seguro, mas havendo oposição, não ganha eleições.

Resclado eleitoral (II)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:01

Portugal, em verdadeiro contraciclo, dá uma importância desmesurada à esquerda chic, e a um marxismo dogmático que já não se usa. Em especial, é surpreendente a subida exponencial do Bloco de Esquerda; a eleição, in extremis, do terceiro candidato, Rui Pereira, vem confirmar aquilo que tenho escrito: que os grupos empresariais de comunicação social fabricam, a partir da mediania, não sem uma certa dose de autofagia, políticos à esquerda, mitificando-os, tendo medo de promover quem ideologicamente não viva com reverência ou complexos socialistas. Em certa medida, começo a concordar com quem, à esquerda, considera que capitalismo acabará por se autodestruir…

Rescaldo eleitoral

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 15:59

Os resultados eleitorais demonstram que a generalidade dos eleitores europeus não aprova esta vaga “neo-keynesiana”, e discordam da ideia de que é a esquerda quem melhor está preparada para procurar os caminhos de saída desta crise. Os governos de direita foram genericamente reconduzidos, e os de esquerda, penalizados.

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