No jornal i (via ABC do PPM)
“Estava na brincadeira e inventei uma história para os amigos. Nunca pensei que chegasse tão longe”, confessa o estilista Orlando Cosmelli. O português naturalizado canadiano foi citado no início do processo dos “voos da CIA” relacionados com a base das Lages nos Açores como tendo sido raptado em Torremolinos, levado para interrogatório em Ceuta, sujeito a maus tratos, interrogado, e posteriormente libertado na rua de São Marçal, em Lisboa, onde morava.
No processo, a que o i teve acesso, a Polícia Judiciária contactou telefonicamente o estilista, nascido em Angola há 51 anos, com nacionalidade portuguesa e naturalizado canadiano, que revelou que tinha estado, de facto, em Torremolinos em 2004, mas que o rapto por agentes da CIA nunca existiu.
O caso arquivado pela Procuradoria Geral da República revela também outros enganos. O jornalista da Lusa, Aranda da Silva – que teria afirmado à eurodeputada do PS Ana Gomes, ao denunciante do processo, o jornalista Rui Costa Pinto, e a um jornalista do “Expresso”, que tinha visto seis prisioneiros acorrentados, em fila indiana, a sair de um avião nas Lages – declara agora no processo que tanto os jornalistas como a eurodeputada Ana Gomes deturparam as suas declarações.
Se não existem testemunhos inventa-se, qualquer maluquinho serve. Os fanáticos vêm sinais por toda a parte. E quando estes não existem, procuram-nos em qualquer manifestação da natureza.
Foi desta forma que começou a matança dos judeus em Lisboa, em 1506. Alguns iluminados pretendiam ver no reflexo do sol o rosto de cristo no altar da igreja. Quando um cristão-novo forneceu uma explicação científica para a coisa, foi arrastado pelos cabelos para o rossio e espancado até à morte. Seguiram-se três dias de massacres, instigados por frades dominicanos, que prometiam a absolvição de todos os pecados a quem matasse hereges.
Comentário por Filipe Melo Sousa — Junho 21, 2009 @ 10:03
É “ensurdecedor” o destaque que os media estão a dar a estes novos dados.
Comentário por Quico — Junho 21, 2009 @ 10:04
O melhor serviço que AGomes poderia prestar ao PS era manter um muito “low profile” nos tempos mais próximos.
Comentário por Charles — Junho 21, 2009 @ 10:55
Claramente, as histórias entre amigos precisam de ser criminalizadas…
Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Junho 21, 2009 @ 11:33
Serviço á humanidade teria feito a Cia se tivesse mesmo raptado a Ana Gomes e nunca mais a devolvessem.
Por mais que a gente queira eles não são burros a esse ponto.
Comentário por OLP — Junho 21, 2009 @ 12:54
Devem estar mesmo assustados. Já poem um estilista maluco com essas declarações é porque afinal algo muito estranho se passou na base das Lajes, ou os eurodeputados, para além de Ana Gomes, também andam doidos da cabeça?
Comentário por Ricardo Ferreira — Junho 21, 2009 @ 19:53