O Insurgente

Junho 10, 2009

O elevadíssimo peso da extrema-esquerda em Portugal

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:30

Portugal tem apenas cerca de 3% dos lugares no Parlamento Europeu mas a extrema-esquerda portuguesa representa cerca de 15% do grupo correspondente no Parlamento Europeu.

De facto, o Bloco de Esquerda e o PCP (que integram o mesmo grupo partidário a nível europeu: o GUE/NGL) contribuem – após o significativo avanço da extrema-esquerda em Portugal e o recuo da representação dos partidos correspondentes a nível europeu – com 5 dos 33 euro-deputados do grupo da extrema-esquerda anti-capitalista no Parlamento Europeu.

Apesar das grandes diferenças em população e número de deputados por país, na extrema-esquerda europeia apenas a Alemanha tem mais representantes no GUE/NGL, partilhando Portugal a segunda posição em número de representantes com a França (ver dados aqui).

Tendo em conta mais este indicador, repito por isso o que escrevi na conclusão deste post: A ameaça da extrema-esquerda em Portugal é significativa, crescente e deve ser levada a sério. Antes que seja tarde demais.

Leitura complementar: A esquerda perdeu as eleições europeias; Os resultados das eleições europeias em Portugal e a ameaça da extrema-esquerda.

9 Comentários »

  1. que delírio…
    sobretudo quando são politicas de direita que tornam o ar nesta latrina cada vez mais fétido…

    Comentário por — Junho 10, 2009 @ 23:36

  2. Zé como o do saudoso ” o Zé que faz falta”? Zé, quais políticas de direita?

    Comentário por ruicarmo — Junho 10, 2009 @ 23:53

  3. Bom como a direita por cá é bem socialista talvez o Zé esteja contra o Socialismo…

    Comentário por lucklucky — Junho 11, 2009 @ 04:10

  4. Caro AAA,

    Começando com uma anedota, sabe qual a diferença entre um operário (errr…. “colaborador”) Português e um Americano?

    O Americano, quando chega à empresa e vê o “bólide” do patrão, pensa com ele mesmo: “Um dia ainda terei um carro como o dele”.

    O Português, quando chega à empresa e vê o “bólide” do patrão, pensa com ele mesmo: “Um dia ainda vais andar a pé como eu, seu filho da p***”

    Agora, que partidos se adequam ao caso “português” como descrito acima? Pois…

    Comentário por Carlos Duarte — Junho 11, 2009 @ 09:33

  5. Bem, não são favas contadas, como pensam os patetas do PSD. O PS pode muito bem ganhar as eleições. Mas, considerando que pode ganhar o PSD, é evidente que não vai conseguir governar, pois o povo já mostrou que não quer políticas de direita. Além disso, com uma esquerda maioritária no Parlamento, acho que nem o OE passava. Essa é que é essa!

    Comentário por Clara França Martins — Junho 11, 2009 @ 09:56

  6. A constituição permite perseguir a direita.Direita é crime.Portanto a esquerda “descolonizou”, agora coloniza e está montada a correia sem fim.Mais imigrantes, mais nacionalizações, mais votantes, mais distribuição.Até haver.Depois será cada um por si de canos serrados na mão…

    Comentário por Miles — Junho 11, 2009 @ 10:15

  7. “Mas, considerando que pode ganhar o PSD, é evidente que não vai conseguir governar, pois o povo já mostrou que não quer políticas de direita.”

    Que lógica do caraças.
    O PSD que é de “direita” pode ganhar as eleições se o povo votar nele, mas não pode governar porque o povo não quer “políticas de direita”.
    Há aqui qualquer coisa que me escapa…
    .

    Comentário por Mentat — Junho 11, 2009 @ 11:22

  8. “A ameaça da extrema-esquerda em Portugal é significativa, crescente e deve ser levada a sério.”

    Caro AAA

    Se assim é, e eu acredito que seja, uma das formas de combater essa extrema-esquerda e a esquerda não será, começar por a ignorá-las?
    Não ignorar no sentido de fingir que não existe, mas no sentido de não agir reactivamente.
    É que a sensação que tenho, é que muitos dos temas “fracturantes” da esquerda são amplificados, pela nossa reacção aos mesmos.
    É costume dizer que um cão morder um homem não é notícia, mas o contrário já o é.
    Por isso, até é natural que a imprensa dê mais destaque à extrema-esquerda, são os únicos que defendem o “direito dos homens a morderem nos cães”.
    Só que na vida real, e eu convivo com um leque alargado de pessoas (do ponto de vista económico e cultural), ou seja de Povo, esses temas “fracturantes”, são perfeitamente irrelevantes.
    Os impostos asfixiantes, a diarreia legislativa e regulamentar, a constatação de que os serviços públicos de saúde, educação, justiça, são uma fraude e uma desgraça, isso sim, são temas fracturantes a que as pessoas estão atentas.
    Por isso por cada “ideia moderna” da esquerda devíamos contra-atacar com uma proposta revolucionária “neo-liberal” e deslocar o debate para que nos interessa e deixar de lhes dar troco.
    .

    Comentário por Mentat — Junho 11, 2009 @ 12:07

  9. [...] complementar: O elevadíssimo peso da extrema-esquerda em Portugal; A esquerda perdeu as eleições europeias; Os resultados das eleições europeias em Portugal e a [...]

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