Portugal tem apenas cerca de 3% dos lugares no Parlamento Europeu mas a extrema-esquerda portuguesa representa cerca de 15% do grupo correspondente no Parlamento Europeu.
De facto, o Bloco de Esquerda e o PCP (que integram o mesmo grupo partidário a nível europeu: o GUE/NGL) contribuem – após o significativo avanço da extrema-esquerda em Portugal e o recuo da representação dos partidos correspondentes a nível europeu – com 5 dos 33 euro-deputados do grupo da extrema-esquerda anti-capitalista no Parlamento Europeu.
Apesar das grandes diferenças em população e número de deputados por país, na extrema-esquerda europeia apenas a Alemanha tem mais representantes no GUE/NGL, partilhando Portugal a segunda posição em número de representantes com a França (ver dados aqui).
Tendo em conta mais este indicador, repito por isso o que escrevi na conclusão deste post: A ameaça da extrema-esquerda em Portugal é significativa, crescente e deve ser levada a sério. Antes que seja tarde demais.
Leitura complementar: A esquerda perdeu as eleições europeias; Os resultados das eleições europeias em Portugal e a ameaça da extrema-esquerda.
que delírio…
sobretudo quando são politicas de direita que tornam o ar nesta latrina cada vez mais fétido…
Comentário por Zé — Junho 10, 2009 @ 23:36
Zé como o do saudoso ” o Zé que faz falta”? Zé, quais políticas de direita?
Comentário por ruicarmo — Junho 10, 2009 @ 23:53
Bom como a direita por cá é bem socialista talvez o Zé esteja contra o Socialismo…
Comentário por lucklucky — Junho 11, 2009 @ 04:10
Caro AAA,
Começando com uma anedota, sabe qual a diferença entre um operário (errr…. “colaborador”) Português e um Americano?
O Americano, quando chega à empresa e vê o “bólide” do patrão, pensa com ele mesmo: “Um dia ainda terei um carro como o dele”.
O Português, quando chega à empresa e vê o “bólide” do patrão, pensa com ele mesmo: “Um dia ainda vais andar a pé como eu, seu filho da p***”
Agora, que partidos se adequam ao caso “português” como descrito acima? Pois…
Comentário por Carlos Duarte — Junho 11, 2009 @ 09:33
Bem, não são favas contadas, como pensam os patetas do PSD. O PS pode muito bem ganhar as eleições. Mas, considerando que pode ganhar o PSD, é evidente que não vai conseguir governar, pois o povo já mostrou que não quer políticas de direita. Além disso, com uma esquerda maioritária no Parlamento, acho que nem o OE passava. Essa é que é essa!
Comentário por Clara França Martins — Junho 11, 2009 @ 09:56
A constituição permite perseguir a direita.Direita é crime.Portanto a esquerda “descolonizou”, agora coloniza e está montada a correia sem fim.Mais imigrantes, mais nacionalizações, mais votantes, mais distribuição.Até haver.Depois será cada um por si de canos serrados na mão…
Comentário por Miles — Junho 11, 2009 @ 10:15
“Mas, considerando que pode ganhar o PSD, é evidente que não vai conseguir governar, pois o povo já mostrou que não quer políticas de direita.”
Que lógica do caraças.
O PSD que é de “direita” pode ganhar as eleições se o povo votar nele, mas não pode governar porque o povo não quer “políticas de direita”.
Há aqui qualquer coisa que me escapa…
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Comentário por Mentat — Junho 11, 2009 @ 11:22
“A ameaça da extrema-esquerda em Portugal é significativa, crescente e deve ser levada a sério.”
Caro AAA
Se assim é, e eu acredito que seja, uma das formas de combater essa extrema-esquerda e a esquerda não será, começar por a ignorá-las?
Não ignorar no sentido de fingir que não existe, mas no sentido de não agir reactivamente.
É que a sensação que tenho, é que muitos dos temas “fracturantes” da esquerda são amplificados, pela nossa reacção aos mesmos.
É costume dizer que um cão morder um homem não é notícia, mas o contrário já o é.
Por isso, até é natural que a imprensa dê mais destaque à extrema-esquerda, são os únicos que defendem o “direito dos homens a morderem nos cães”.
Só que na vida real, e eu convivo com um leque alargado de pessoas (do ponto de vista económico e cultural), ou seja de Povo, esses temas “fracturantes”, são perfeitamente irrelevantes.
Os impostos asfixiantes, a diarreia legislativa e regulamentar, a constatação de que os serviços públicos de saúde, educação, justiça, são uma fraude e uma desgraça, isso sim, são temas fracturantes a que as pessoas estão atentas.
Por isso por cada “ideia moderna” da esquerda devíamos contra-atacar com uma proposta revolucionária “neo-liberal” e deslocar o debate para que nos interessa e deixar de lhes dar troco.
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Comentário por Mentat — Junho 11, 2009 @ 12:07
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