O Insurgente

Junho 30, 2009

Ron Paul vs. The Fed

Filed under: Economia,Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 23:00

Mr. Popular? Ron Paul Wins Supporters to Fed Sunshine Bill

All of a sudden, Congress is paying close attention to Ron Paul.

The feisty congressman from Texas, whose insurgent “Ron Paul Revolution” presidential campaign rankled Republican leaders last year, now has the GOP House leadership on his side — backing a measure that generated paltry support when he first introduced it 26 years ago.

Paul, as of Tuesday, has won 245 co-sponsors to a bill that would require a full-fledged audit of the Federal Reserve by the end of 2010.

Paul attracted just 18 co-sponsors when he authored a similar bill, which died, in 1983. While the impact Fed policies have on inflation is once again a concern, fears about loose monetary policy and excessive federal spending appear even more widespread in 2009.

“In the past, I never got much support, but I think it’s the financial crisis obviously that’s drawing so much attention to it, and people want to know more about the Federal Reserve,” Paul told FOXNews.com.

With the Federal Reserve holding interest rates at rock-bottom levels, pumping trillions into the economy and now poised to have new powers to oversee the financial system under President Obama’s proposed regulatory overhaul, Paul said lawmakers want transparency.

Arthur Seldon: the thinker with free markets in his blood (2)

Filed under: Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:00

Sobre a vida e o legado de Arthur Seldon, vale a pena recordar também este texto de Simon Heffer publicado em 2006:The man who took on socialism – and won

Seldon died last autumn, 48 years after he, Ralph Harris and Antony Fisher founded the Institute of Economic Affairs as a reaction against the socialist, welfarist climate prevailing across British politics. Seldon and Lord Harris, as the theoretical economists, then did more to ensure that Britain could be rescued from its post-war economic decline than almost anyone else.

They encouraged debate about free-market, liberal solutions to economic problems in a way not seen in Britain since the 19th century. They also did more to enlighten thinkers and governments around the world on how to secure freedom and prosperity than any Briton since Adam Smith. It is sadly typical that many people, even in a governing class that likes to claim credit for such material success as this country enjoys, are either ignorant of these massive achievements, or take them for granted.

Leitura complementar: Ralph Harris (1924-2006) (2).

O PSD e o futuro do Benfica

Filed under: Comentário,Desporto,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:45

Nada mau: já passaram algumas horas e ainda ninguém criticou Manuela Ferreira Leite por não ter um programa para salvar o Benfica.

Amnésia Selectiva (2)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 17:57

O efeito aqui descrito ganha especial destaque nas declarações de Henrique Granadeiro ao i. Granadeiro atribui a Ferreira Leite a responsabilidade pelo negócio de aquisição da rede de telecomunicações fixas pela PT ao estado e parece sugerir que o negócio foi prejudicial para a PT.

É realmente notável como se lançam acusações assim ignorando todo o contexto. A sugestão de aquisição da rede fixa por parte da PT partiu de Murteira Nabo, na altura (2001) presidente da empresa, por nomeação do governo de António Guterres, depois da sua nomeação para ministro ter sido gorada por um episódio qualquer com um imposto de sisa (é verdade, nesse tempo ainda havia algum sentido de decôro). Outro proponente dessa solução era Luis Nazaré, então presidente do ICP (o regulador que antecedeu a ANACOM) e reconhecidamente do PS. Durante 2002 falou-se muito sobre o assunto e não faltaram declarações de Murteira Nabo a referir a importância do negócio para a PT. A transacção só não avançou antes porque entretanto Guterres fugiu do pântano. O governo de Durão Barroso terá debatido se o negócio deveria ser feito ou não mas, perante o défice e a necessidade de um orçamento rectificativo para cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento em 2002, acabou por avançar.

Conclusão: A atribuição de responsabilidade sobre o negócio está longe de poder ser feita de ânimo leve ao governo de Barroso e Ferreira Leite; a ter havido prejuizos para a PT, como sugere Granadeiro, talvez os accionistas devessem pedir contas a Murteira Nabo, ou não?

Chamem a polícia…

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:10

Os efeitos do socialismo sobre o (que resta do) Estado de Direito em Portugal são, infelizmente, cada vez mais visíveis: Maior sindicato da PSP apela aos polícias para não trabalharem na quinta-feira

Sem surpresas

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:59

No contexto da proliferação de golden shares e da estatização da economia este tipo de situações não deve constituir surpresa. É natural que Henrique Granadeiro se comporte como um agente político governamental atacando a líder da oposição porque, no actual estado de coisas, o presidente do conselho de administração da Portugal Telecom é, em larga medida, um agente político governamental.

A quem quiser – seriamente – alterar este triste estado de coisas, resta defender a liberalização efectiva do sector, incluindo (pelo menos) o fim da golden share na PT e a redução da presença e interferência do Estado no domínio das telecomunicações e dos media.

Leitura complementar: Só é novo aquilo que se esqueceu, só é moda aquilo que passa de moda; Amnésia Selectiva.

Amnésia Selectiva

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 15:52

Se há facto inegável é a histórica tomada do aparelho do estado pelos dois principais partidos do nosso sistema político, PS e PSD. Naturalmente, com alguma predominância do primeiro destes nos últimos 14 anos. Em consequência disto, existe uma confusão entre estado e partidos (ao nível das pessoas que exercem cargos) e tornou-se comum responder a críticas com frases do género “Ah! Mas os senhores fizeram o mesmo quando estiveram no governo,” como se tal constituisse carta branca para agir do mesmo modo.

O episódio PT/TVI é um exemplo disto. Sempre PS e PSD procuraram instrumentalizar os media; sempre procuraram fazê-lo através da RTP e da PT; e sempre o partido na oposição protestou, ouvindo como resposta a acusação de que já havia feito o mesmo. A conclusão deveria ser óbvia: Eliminar  golden shares, posse estatal de media, etc. Mas não. Entre argumentos ôcos de serviço público e preservação de centros de decisão, tudo fica na mesma.

Dito isto, algum crédito há que ser dado ao PSD (e ao CDS nas poucas vezes que esteve no governo), pois foi inegavelmente nos seus mandatos que ocorreram as principais medidas de reforma (privatizações, licenciamento de operadores privados), apesar de nem sempre bem sucedidas. De igual modo, foi genericamente positiva a medida do actual governo de separar os media da Lusomundo da PT (embora tivesse sido preferível eliminar a golder share, deixando assim aos accionistas a decisão de estar ou não presente no mercado dos conteúdos).

Claro está que o facto de os media serem totalmente privados não impede negociatas. O horse trading de favores, influências e licenciamentos garante que quem detém o poder tem sempre algum ascendente sobre os media. Mas estes efeitos teriam menos peso se houvesse maior transparência nos processos de licenciamento e se entidades como a ERC não tivessem poderes mais ou menos arbitrários.

Mais um processo eleitoral cheio de animação no Benfica

Filed under: Desporto,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:51

Providência cautelar lança confusão sobre eleições do Benfica

Uma providência cautelar interposta pelo sócio do Benfica Carlos Quaresma no Tribunal Cível de Lisboa lançou hoje a confusão sobre a possibilidade de as eleições do clube, marcadas para esta sexta-feira, virem a ser suspensas.

Obama, Chávez e a democracia

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 15:37

Democracia de tipo chavista. Por João Miranda.

Na questão da deposição do presidente das Honduras, Obama e Chavez estão aparentemente do mesmo lado em defesa da democracia. O que tem algum interesse se tivermos em conta que Chavez lidera há anos um movimento populista de destruição das instituições democrática, no seu país e no estrangeiro.

Arthur Seldon: the thinker with free markets in his blood

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 14:36

No Daily Telegraph, Charles Moore escreve sobre a nova biografia de Arthur Seldon

Seldon believed that markets made people freer, particularly poor people. In the Sixties, he wrote to the Tory shadow minister Lord Balniel about how best to relieve poverty: “You have never been poor. I have. The poor do not thank those who bring them gifts in kind which question their capacity and affront their dignity. Cash gives the power of choice; care, service in kind, denies choice. But much more than that; the poor who are given care or kind will never learn choice, judgment, discrimination, responsibility. To give cash is to take risks but they are the risks that a child takes when he learns to walk.”

Post-1945, most politicians in Britain believed that our victory in the war had proved that the state was more benign than the individual, the family, or private enterprise. Seldon learnt the opposite lesson. Much influenced by Friedrich von Hayek, whose The Road to Serfdom was one of the great anti-collectivist books to emerge from world war, Seldon realised that the arguments in which he believed so strongly were very little known. With Ralph Harris, a communicator of genius, he ran the Institute of Economic Affairs for almost 40 years.(…)

Today, the ideas of people such as Arthur Seldon have prevailed in the economic management of society. But they are still misunderstood on the moral level. Seldon was passionate that the welfare state was not only inefficient, but actually wrong, because it infantilised people. Today, more than a quarter of the population is strapped into the state’s buggy. It is a social disaster, and our leaders need a new Seldon to help them confront it.

Rui Rio imbatível

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:33

Diário de Notícias

Se as eleições para a Câmara Municipal do Porto se realizassem hoje, o social-democrata Rui Rio obteria uma destacadíssima vitória sobre Elisa Ferreira, candidata do PS, repetindo a maioria absoluta alcançada em 2005. De acordo com uma sondagem do centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica (CESOP), o actual presidente da autarquia recolhe 54% das intenções de voto dos portuenses. Elisa Ferreira fica a uns muito distantes 23%.

Os sinais de António Lobo Xavier: uma boa notícia num cenário muito difícil

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:30

“Voltarei mais cedo do que se pensa”

Em resumo: a política está tão ancorada em si que um dia poderia voltar.
Acho que sim, por várias razões. As pessoas têm a ideia que Portugal está em risco. Acho que o país corre um risco muito grave…

Qual?
…o da sustentabilidade, do empobrecimento definitivo. Não é possível pregar esse risco e ao mesmo tempo não estar disponível para nada. Por isso tenho de encontrar disponibilidade à custa de alguma coisa, embora em minha casa digam que não posso fazer mais nada. É muito ingrato estar num partido onde sou respeitado como figura importante, tratado com carinho e respeito, e estar sempre indisponível. Há que resolver isso de alguma forma. Portanto, hei-de estar disponível. Voltarei mais cedo do que se pensa.

(mais…)

E os impostos por agora?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Maria João Marques @ 00:07

Quando se fala nos assuntos e as pessoas percebem que investimentos em obras públicas titânicas – tanto pelo tamanho como pela associação a um certo barco que não teve bom fim – implicam aumentos de impostos futuros, as pessoas – que não são tontas e sabem decidir o que é melhor para si próprias – recusam esses investimentos. E esses impostos futuros.

Talvez fosse bom começarmos a fazer muito barulho sobre os impostos actuais, que não estão abrangidos por nenhuma inevitabilidade do destino que obrigue a que os impostos aumentem e nunca diminuam, ao contrário do que gostam de apregoar os jornalistas e justificar os políticos. Basta que os eleitores não se resignem a esta inevitabilidade e que expressivamente dêem aos candidatos a governantes a indicação das suas preferências.

Junho 29, 2009

Quando 28 valem mais do que 52

Filed under: Economia,Política,Portugal — Maria João Marques @ 23:44

É certo que a ciência económica não impõe soluções e que há correntes por onde escolher para todos os gostos e apetites – e é por isso que a tendência de certos economistas, geralmente de propensão keynesiana, de considerarem ignorantes quem deles discorda radica numa profunda burrice – mas há umas tantas diferenças entre o manifesto dos 28 e o contra-manifesto dos 52 que convém explorar.

A principal, que eu sou menina para ligar à substância antes da forma: o manifesto dos 28 faz uma análise do que se passou nos últimos 10 anos na ecomomia portuguesa (diminuição da taxa de crescimento potencial, aumento da dívida externa e da dívida pública, e por aí adiante) e aprecia os grandes investimentos públicos apoiados pelo PS em termos de custo de oportunidade, procura destas infraestruturas, rentabilidade económica e social, etc., etc.; enquanto que o manifesto dos 52 tem muito linguajar ideológico mas eu não vislumbro qualquer análise de pendor económico no que escrevem (o que, com tanto sociólogo e politólogo, não surpreende). Ainda, enquanto que nos 28 está gente de esquerda (alguns ex-minitros do governos PS) e de direita, nos 52 está representada a esquerda dura. Por fim, por muito que custe aos 52, nenhum deles tem a credibilidade de, por exemplo, um Sérgio Rebelo, cuja opinião individual em assuntos económicos vale mais dos que as de dezenas de académicos bem-intencionados adicionadas e multiplicadas por dois. Por alguma razão os 28 assinam com o seu nome e os 52 se vêem na necessidade de explicar as suas credenciais académicas; na maioria dos casos são apenas conhecidos dos seus alunos ou em suas casas.

Já que aqui estou, há uma crítica que tem sido feita ao manifesto dos 28 bastante tolinha, e que se ouve muito a propósito de qualquer pessoa que tenha ocupado cargos públicos. É mais que desejável que se avalie, bem ou mal, a prestação dos titulares de cargos políticos; agora por favor não me venham com a conversa ‘esse senhor esteve no governo e não resolveu os problemas do país’. Sabe-se que a esquerda tende a acreditar em homens providenciais que ‘resolvem’ o país, que têm medidas messiânicas que extinguem a exploração do homem pelo homem e outras aleivosias, mas reconheçamos: não há qualquer possibilidade de se expurgar um país de todos os seus problemas, mesmo que apenas num sector, até porque se se resolvem uns problemas outros surgem, e algo que não era problema pode tornar-se problema, e a ‘solução’ de um problema pode originar outro problema ainda maior. Por isso, avaliemos as pessoas pelo que consertaram ou estragaram, mas não por terem deixado permanecer um problemazito ou outro (ou todos), que é demasiado ridículo.

E, continuando a aproveitar aqui estar, a grande falácia pseudo-económica do manifesto dos 52 é considerar o emprego como o principal objectivo da política económica. Como é óbvio, não é. E não porque não sejam desejáveis níveis elevados de emprego, ou que o desemprego seja negligenciável. Acontece que a questão do emprego/desemprego não se resolve sustentadamente com criação ou manutenção fictícia de empregos. O objectivo de toda a política económica deve ser a criação de riqueza. Até porque só esta assegura bons níveis de emprego e, até, a possibilidade de decentes níveis de seguros de desemprego (mesmo no caso do monopólio estatal dos subsídios de desemprego). Não consta que o desemprego fosse O problema económico na URSS. Já os níveis de pobreza…

Privatizar nem sempre é liberalizar

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Bringing privatisation into disrepute. Por John Meadowcroft.

Advocates of privatisation have often paid insufficient attention to one of the most important reasons why scholars like Friedman and Hayek argued in favour of privatisation: that people are the best judges of how to spend their own money and, moreover, that they have a right to spend their own money as they wish. Privatisation must not be separated from the broader libertarian project of making government smaller and giving people control of their own lives – which includes their own money.

If privatisation is justified primarily on efficiency grounds then there is no reason why it should not be used by the enemies of freedom as a means of expanding the role and scope of the state: let the private sector do the dirty and expensive work of providing essential services and what’s left of people’s income after paying for those services is then taken by the state to make transfer payments and fund all manner of dubious activities, bodies and agencies.

Discriminação legal contra brancos condenada no Supremo Tribunal dos EUA

Filed under: Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 19:42

Uma decisão muito importante por reconhecer e condenar a discriminação legal praticada contra os brancos nos EUA. Ainda assim, não deixa de ser preocupante que a votação tenha sido apenas por 5-4: Supreme Court gives victory to white firefighters

The Supreme Court handed a victory Monday to a group of white firefighters charging racial discrimination, while also giving some fodder to critics of President Barack Obama’s pending nominee for the high court, Judge Sonia Sotomayor.

Justice Anthony Kennedy, writing for a court split 5-4 along ideological lines, reversed an appeals court ruling Sotomayor joined last year that rejected a claim that the City of New Haven, Conn. discriminated against white firefighters by throwing out a promotional exam after all the African-American firefighters who took it scored too poorly to be promoted.

“Whatever the City’s ultimate aim—however well intentioned or benevolent it might have seemed—the City made its employment decision because of race. The City rejected the test results solely because the higher scoring candidates were white,” Kennedy wrote on behalf of Chief Justice John Roberts and Justices Antonin Scalia, Clarence Thomas and Samuel Alito.

Máquinas automáticas para venda de ouro

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 19:19

Ouro chega às máquinas de venda automática

Se o ouro é o derradeiro santuário dos pequenos aforradores que procuram investimentos seguros, então Thomas Geissler pode ter inventado a última palavra em máquinas de venda automática.

Este ano já criou uma plataforma online para transacção de metais preciosos e agora a sua pequena empresa ultrapassou uma fronteira para lá da internet: a aparentemente inesgotável série de máquinas que, nos aeroportos e estações de comboio, cospem cigarros, preservativos, pasta de dentes e barras de chocolate em troca de umas moedas. Só que as máquinas dele vão permitir que os consumidores comprem pequenos pedaços de ouro.

A aposta de Geissler baseia-se no papel do ouro como a última defesa do investidor contra a inflação. Com a Reserva Federal, o Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra a imprimirem vastas quantidades de dinheiro para combater o pior revés económico numa geração, é provável que os preços subam.

“Ninguém sabe que resultados terão essas experiências dos bancos centrais”, diz Geissler. “Quando fechamos os olhos, não conseguimos imaginar que as coisas vão correr bem.”

Dentro de dois meses, a empresa de Geissler, a TG-Gold-Super-Markt, projecta ter um “número substancial” de máquinas a funcionar na Alemanha, na Áustria e na Suíça e espera instalar mais 500 pelo mundo fora. O objectivo é instituir um modelo de franchising segundo o qual os clientes compram as máquinas, que custam 20 mil euros, pagando depois a respectiva manutenção à TG Gold.

O polvo

Filed under: Colunas,Comentário,Media,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 18:00

Durante três dias, estive imerso no Curso de Verão do IEP-UCP. Exactamente, caro leitor, não se enganou: isso quer dizer que passei três dias em intensos contactos (pouco ou nada frutíferos) com jovens estudantes com idade pouco mais que legal, e também que passei três dias quase completamente alheado do “mundo real”. Ontem, pondo a informação em dia, descobri que o tal “mundo” mais parecia “surreal” do que real: nos Estados Unidos, um doente mental morreu, e não se falou de outra coisa um pouco por todo o lado; em Portugal, soube-se que a Portugal Telecom queria comprar a Media Capital (dona da TVI), que o Primeiro-Ministro, tal como nós, também não sabia de nada (e segundo ele, nem tinha de saber), e que, depois de “saber” (ou seja, depois de nós sabermos que ele sabia), achou que seria melhor “vetar” o negócio. Achei melhor ler os jornais mais uma vez para ter a certeza que não tinha percebido mal. Não. Tinha lido bem. Não fiquei mais descansado.

Não havia como ficar, e parece que foi uma reacção partilhada pela generalidade das pessoas. Mas, como de costume, o que realmente era relevante na questão passou quase completamente ao lado da discussão. A crer no que li, toda a “inteligência” pátria se preocupou em saber se Sócrates sabia ou não do negócio, ou seja, se o negócio visava “silenciar” a informação da TVI. Não que isso não seja importante, e que não fosse profundamente negativo e censurável que o Primeiro-Ministro tivesse dado ordens para a PT comprar parte da Media Capital com o objectivo de se proteger politicamente. Mas a questão vai muito para além deste caso concreto e do pouco apreço que Sócrates tem por tudo aquilo que não esteja de cócoras perante a sua excelsa pessoa.

Estando Sócrates informado ou não do negócio, pretendendo ou não “silenciar” a TVI, a compra da Media Capital pela PT seria algo de extremamente grave para o panorama mediático português: visto que o Estado detém a famosa golden share da PT, caso esta adquirisse a empresa que detém a TVI, o Estado passaria a ter o controlo de mais um canal de televisão. Independentemente de quem detenha o poder, seria uma tragédia (meço bem as palavras que estou a usar) se o Estado pudesse ter a última palavra a dizer acerca dos assuntos de mais um canal de televisão: para além dos dois canais da RTP, passaria a controlar também a TVI, a televisão de maior audiência em Portugal. E como quem não quer a coisa, juntaria à RTP N (que mais não é que uma RTP3) a TVI 24, ou seja, deixaria apenas um canal generalista e um canal de informação no Cabo fora das mãos do poder político. Muito preocupados com as idiossincracias pouco democráticas de Sócrates, a maior parte dos comentadores não se conseguiram aperceber que o “autoritarismo” da coisa vai para além das intenções conjunturais do “animal feroz”.

Por muito que este pormenor lhes tenha escapado, o que é verdade é que a barulheira crítica do negócio levou o Primeiro-Ministro a vetá-lo. A “inteligência” pátria, claro, rejubilou com a sua “vitória”. Como de costume, não se apercebeu do facto de não ter tido vitória nenhuma. Pois até o desfecho aparentemente positivo do “caso” PT/TVI mostra como o “polvo” estatal não tem fim, como aliás só dificilmente terão fim as consequências que daí advêm.

O que faltou à maior parte dos que festejaram o “recuo” de Sócrates foi perceber que o negócio talvez pudesse realmente ser um bom negócio para ambas as partes, e que, só porque Sócrates se apercebeu de que a sua confirmação seria negativa, do ponto de vista eleitoral, para o PS (por “parecer” ser uma tentativa de silenciar a TVI), ele foi “vetado”. O que todo este caso mostrou foi, não apenas que o “polvo estatal” tem a possibilidade de passar a controlar tudo aquilo que ainda não controla, mas também que esse mesmo “polvo” pode interferir com tudo e mais alguma coisa, desde que não seja conveniente para as perspectivas eleitorais ou políticas de quem controla o dito “polvo”. Pessoalmente, não vejo aqui qualquer razão para festejar.

a arrogância fatal

Filed under: Diversos — rui a. @ 15:54

Uma das mais notáveis características do pensamento socialista é a sua absoluta falta de humildade. O socialismo tem, para tudo, solução. E quando o problema é de natureza económica, a solução é sempre a mesma: o aumento da despesa pública.

Este documento subscrito por um grupo numeroso de economistas portugueses não traz, por isso, nada de novo. Apesar de nele se reclamar a urgência de “uma nova política económica e financeira”, baseada no investimento público como fonte criadora de riqueza e de emprego, cabe aqui perguntar o que andaram a fazer os governos socialistas e de orientação keynesiana nas últimas décadas.Em Portugal, por exemplo, essa estratégia foi seguida por Aníbal Cavaco Silva, um keynesiano assumido, cujos governos ficaram célebres pelas políticas do betão e dos grandes investimentos em obras públicas. Foi seguida por António Guterres, que investiu fortemente em políticas ditas sociais, tais como o rendimento mínimo, o ensino público (a “paixão pela educação”, lembram-se?), o serviço nacional de saúde, a reforma da segurança social estatal, os IC’s, etc.. Não foi abandonado por Durão Barroso, num governo que durou pouco tempo e que manteve inalterável toda a estrutura do Estado Social. E foi o programa de governo de José Sócrates, com o qual ele tentou criar cento e cinquenta mil novos postos de trabalho, que obviamente não conseguiu.

Ou será que não foi assim? Ou será que António Guterres e José Sócrates não governaram à esquerda? Ou que Cavaco Silva não fez do investimento público a marca da sua governação? Ou que o estado português não continua a consumir mais de 50% do PIB nas despesas que decide politicamente e que considera prioritárias?

Imaginar que a crise portuguesa é resultado de “especulação financeira” (em Portugal?), de “mercados mal regulados” (se falarmos do mercado português, onde tudo é regulado ao mais ínfimo pormenor, só se for certamente por excesso de regulação), ou por “escassa capacidade política” (não será seguramente do legislador português) é partir de um mundo irreal, que não corresponde àquele em que vivemos.

Há, talvez, uma passagem no documento que nos pode ajudar a perceber o equívoco, quando os seus subscritores dizem que estamos perante uma “quebra conjuntural da procura privada”. É que ela já não é “conjuntural”, mas estrutural. Por outras palavras: a economia privada está falida, as empresas e as pessoas não têm dinheiro, e, por isso, não são capazes de investir capitais que não têm, que não conseguem acumular, tornando-se consequentemente incapazes de gerar riqueza e emprego. A explicação talvez seja mais simples do que parece: é que a economia pública, na qual temos vivido nas últimas décadas, vive dos recursos gerados pela economia privada. Em si mesma não produz nada, não cria coisa nenhuma, a não ser trabalho temporário e ilusões estatísticas. Sendo os recursos económicos limitados, se o estado os vai retirar aos cidadãos e às empresas, estes ficam sem eles e vão naturalmente empobrecendo. É esse o problema da economia portuguesa: a sua quase inexistência.

Tem piada que isto tenha acontecido no “portal da transparência”

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:35

Portal para a transparência das obras públicas adjudicado sem concurso

Deve querer uma coisa parecida com isto

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 15:27

astrologo

O ministro das Finanças de Angola, Eduardo Severim de Morais, defendeu hoje a criação de uma plataforma comum de prevenção das crises, uma vez que os mecanismos de alerta falharam.

Há quem tenha um descaramento infinito

Filed under: Educação,Portugal — Carlos M. Fernandes @ 15:06

Mariano Gago desafia cientistas portugueses no estrangeiro a criarem emprego em Portugal.

Uma nova boa razão para consumir leite estrangeiro

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,União Europeia — João Luís Pinto @ 14:17

Para além de estar disponível a um preço mais acessível, parece que a sua qualidade vai ser analisada (pela ASAE) de forma excepcional.

Tax burden and individual rights in the OECD: an international comparison

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 11:33

O think tank suiço Institut Constant de Rebecque compilou um indíce que compara a “opressão fiscal” entre os países da OCDE. Neste estudo, Portugal fica na parte inferior da tabela.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 10:01

Esta semana, em destaque o blog Despertar da Mente.

O direito à rebelião

Filed under: Política,Portugal — LT @ 08:53

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, afirmou hoje que «o investimento previsto na construção da terceira travessia do Tejo dava para construir 30 pontes no Douro».
«Os cidadãos que todas as manhãs penam em intermináveis filas nas pontes da Arrábida, do Infante e do Freixo deviam lembrar-se disto e rebelar-se contra esta situação», afirmou o autarca.

E os cidadãos que todas as manhãs penam nas portagens da(s) ponte(s) para entrar em Lisboa também deviam lembrar-se que as pontes da Arrábida, do Infante e do Freixo são de utilização gratuita e rebelar-se contra esta situação?

Bom senso

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:47

Pelo menos no que diz respeito a este tema, as grosseiras falácias keynesianas parecem ser mais bastante mais populares entre políticos e jornalistas do que entre o público em geral: Defensores de grandes obras públicas abaixo dos 20 por cento

São poucos os portugueses que consideram que as grandes obras públicas devem avançar, revela o Barómetro TSF/Diário Económico.

Segundo este estudo, apenas 17,5 por cento dos inquiridos estão de acordo com projectos como o TGV, o novo aeroporto e a nova travessia sobre o Tejo.

Entre os eleitores, 34 por cento dos eleitores do PS concordam o avanço destes projectos contra 58 por cento de socialistas que entendem que seria melhor adiar ou reanalisar estes projectos.

Obama e o Irão

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 01:31

Mistificismos. Por Luciano Amaral.

A atitude realista do presidente até pode ter bastante de louvável. Mas o que tem de louvável é apenas o realismo da velha escola à la kissinger, não é certamente o idealismo de quem quer transformar o mundo (ou pelo menos o Irão). Certamente não será a evidência empírica a impedir o obamístico médio de atribuir fantásticos poderes salvíficos ao seu ídolo. Um dia passa-lhes.

Recordar os Abrantes injustiçados

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:26

Injustiças da vida. Por Paulo Pinto Mascarenhas.

Pacheco Pereira, a loira e o blackout

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:04

A Anita era mais bonita. Por Alberto Gonçalves.

Estou até hoje por perceber se Pacheco Pereira se irritou devido às limitações artísticas da donzela em causa, e se ficaria mais satisfeito caso o tivessem comparado a uma estrela de renome, género Marilyn, ou a uma actriz de talento, género Judy Holliday.

A verdade é que não sabemos porque é que Pacheco Pereira amuou. Sabemos que amuou com o I e que, surpreendentemente, procedeu segundo o método dos dirigentes desportivos que abomina. No mundo da bola, qualquer notícia desagradável a um clube suscita o inevitável blackout, no qual o clube corta relações com o órgão dos “media” em causa. A esta hora, é garantido que não haverá nenhum jornalista do I numa certa biblioteca da Marmeleira.

Pacheco Pereira tem iniciado inúmeros textos com a frase “Se Portugal fosse um país a sério…”. Sigo a deixa: se Portugal fosse um país a sério, gente com pretensões de influência não se sujeitaria ao ridículo. Se Portugal fosse um país a sério, as pessoas cultas e racionais não se atribuiriam tamanha pompa. Se Portugal fosse um país a sério, um sujeito inteligente não sairia assim enxovalhado do confronto com a sumidade que, em curtos meses, quase demoliu o PSD. Se Portugal fosse um país a sério, uma associação de senhoras loiras já teria protestado junto do dr. Menezes e do I a comparação a Pacheco Pereira. A minha mãe, por exemplo, anda inconsolável.

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:00

THE STYLE COUNCIL – With Everything to lose

Junho 28, 2009

A bimby de Sintra

Filed under: Agenda,Comentário,Cultura,Política,Portugal,União Europeia — ruicarmo @ 19:50

Primeiro o sucesso nas eleições para o parlamento europeu, agora os primeiros passos na (multi)candidatura à câmara municipal de Sintra. À semelhança de Sintra, Ana Gomes,  tem de ter outro tipo de gestão muito mais adequada, muito mais criativa e muito mais atenta na defesa das características que garantam mais uma vitória. Tem tudo a ver com o tipo de atitude: republicana e socialista.

Fun, fun, fun

O Irão e  um bloquista britânico, o artista George Galloway (agora também no youtube, canal do incompreendido Hezbollah).

Adenda: Neo-nazis satisfeitinhos com Ahmadinejad. Tão parecidos que são.

Rhymin’ man

Filed under: Comentário,Internacional — Carlos M. Fernandes @ 13:21

Ao ler notícias como esta lembrei-me de Frank Zappa:

(…)

They say when doctor king got shot,
Jesse hatched an evil plot,
Dipped his hands in the doctor’s blood,
‘n rubbed his shirt like playin’ with mud
Looked around for all the press
‘n said: ‘check me out, my name is jess!
I’ll be known from towns ‘n farms –
Doctor king died in my arms!’

Rhymin’ man,
Tall and tan,
Rhyme or reason,
Play your hand –
Rhyme on this — rhyme on that
Oh, you naughty democrat!

(…)

Frank Zappa, Rhymin’ man

O desafio segundo Sócrates

Filed under: Agenda,Comentário,Política,Portugal — ruicarmo @ 13:14

Numa inauguração de dois blocos de rega em Belmonte (?), o querido líder afirma que o problema (presumo que o do país) é o da lentidão.

Setembro e Outubro estão num horizonte cada vez mais próximo.

A ver se percebo

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Religião,Teoria,União Europeia — ruicarmo @ 13:09

Na Alemanha, um pai assassina uma filha de 15 anos porque ela tem um visão diferente da vida, mais ocidental.. É isso, não é?

Férias e leitura

Filed under: Media — ruicarmo @ 12:41

Ao Sul e Standpoint, sempre.

Guiné-Bissau

Filed under: Ambiente,Comentário,Internacional,Justiça,Media,Política — ruicarmo @ 11:42

Eleições Narcotráfico.

Selvagens

Filed under: Desporto,Portugal — LT @ 10:27

Infelizmente há em todos os clubes. Ontem foram, aparentemente, os do Benfica a começar as hostilidades. Num jogo de Juniores! Onde, presumo, estivessem assistir mais crianças e famílias do que é normal. Depois estranhem que haja pouco público nos jogos de futebol.

Infelizes as declarações deste senhor (e lembrar-me que o cheguei a aplaudir em pleno Estádio de Alvalade, num Sporting-Milan), “esquecendo-se” de referir as responsabilidades de quem começou a atirar pedras. Imagino que deve ser importante garantir o apoio (ou, no mínimo, a não contestação) nas eleições que se avizinham…

mil e quantos?

Filed under: Diversos — rui a. @ 00:33

O PS parece estar de cabeça perdida. Fazer da criação de emprego, com números certos e redondos, uma promessa eleitoral, só pode fazer lembrar aquela outra dos cento e cinquenta mil. Convenha-se que, em vésperas de eleições e com os números do desemprego da legislatura, é memória que não convém avivar.

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