O Insurgente

Maio 14, 2009

Acerca da nacionalização da COSEC

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:47

Tavares Moreira no Quarta República.

Tenho para mim que este anúncio constitui essencialmente um acto de política pré-eleitoral, que com grande probabilidade nos vai sair caro… (…) Digo que nos vai sair caro porque não estou a ver que os actuais titulares estejam dispostos a vender a qualquer preço e vão aproveitar-se do clima e da necessidade de fazer demagogia por parte dos decisores para imporem condições que…nós pagaremos como habitualmente.(…) Convém ter presente que um dos contemplados com esta aquisição “potestativa” é exactamente uma companhia de seguro de crédito alemã e o Governo deve saber que se não a tratasse bem (à nossa custa, claro), acabaríamos pagando uma factura elevadíssima…(…)

O seguro de crédito, interno ou à exportação é hoje uma actividade essencialmente comercial, com excepção da área da cobertura dos riscos políticos e extraordinários em exportações – de bens de equipamento e serviços, sobretudo – para países que envolvam esse tipo de riscos, em geral economias emergentes ou países de baixos rendimentos (LIC’s).(…) Mas esses riscos políticos e extraordinários são desde há muito tempo objecto de resseguro junto do Tesouro Público, podendo o Ministério das Finanças adoptar as providências que muito bem entender para alargar essas coberturas se considerar isso do interesse nacional…(…) Então para quê nacionalizar a COSEC? Para fazer a vontade aos Presidentes da AEP e da AICEP? Para piscar o olho à esquerda? Não haverá processos de piscar o olho menos dispendiosos?(…)

Assim vai o circo, cada vez mais animado à medida que a data das eleições se aproxima…ha, quase esquecia: por estas e por outras é que os impostos não podem baixar…

Uma receita de sucesso

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:59

O lançamento do blogue de apoio ao PSD nas próximas eleições parece ter provocado uma indisfarçável irritação junto de um certo sector conhecido por recorrentes casos de desonestidade e com uma forte tendência para o insulto e auto-promoção. Mais uma razão para recomendar a visita regular ao Papa Myzena que apesar da extrema juventude parece já estar a marcar a diferença.

Vários pesos, várias medidas

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:34

Tem piada. Os que defendem a continuação de Lopes da Mota no Eurojust (num lugar de confiança política) alegando que este deve ser considerado inocente até prova em contrário tendem a ser os mesmos que aplaudiram a completa inversão do ónus da prova numa lei recentemente aprovada.

Sejamos sérios. A suspensão de Lopes da Mota no Eurojust significaria “apenas” que dadas a força e gravidade dos indícios existentes este não estaria em condições de exercer o respectivo cargo (onde também representa Portugal). Não colocava em causa a sua carreira no MP nem implicava necessariamente qualquer admissão de culpa ou sanção judicial.

Delírios

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:52

Rapazes, se o que este jovem diz é verdade acho que alguém ficou com a minha parte!

É necessário ter em atenção que estes ditos novos valores da direita não são obra do acaso, mas antes o produto de uma estratégia de recrutamento de rigor e precisão (que começa ainda no Barrosismo). É o produto de um investimento no futuro que alguma uber-elite tem procurado acarinhar, promover e apoiar. E com amplos recursos à disposição (recordo apenas o projecto Atlântico, a «geração IDN» sob liderança do João Marques de Almeida, o 31 da Armada, ou o recente o «grupo de Bruxelas»).

O serão de hoje é

Filed under: Agenda,Videos — ruicarmo @ 07:55

No Coliseu dos Recreios, Antony and the Johnsons. Para além do artista, encontrarei lá uma fauna e uma flora únicas. Hope There’s Someone.

A importância de recordar as atrocidades do comunismo

Filed under: Educação,Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 02:00

PAINFUL MEMORIES OF AN EAST GERMAN GULAG: ‘I Thought I Was in a Nazi Movie’

Mario Röllig is still struggling to get over his time in a Stasi prison while his jailers enjoy a peaceful retirement. Twenty years after the fall of the Wall, East Germany’s former political prisoners want more recognition for their suffering — and an end to “Ostalgie.”

(agradeço ao Henrique Raposo a indicação do link)

Road to serfdom, indeed

Filed under: Economia,Política,Portugal — Maria João Marques @ 00:51

“O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Estado vai comprar a maioria do capital da companhia de seguros COSEC, tendo em vista assegurar que as empresas nacionais terão o apoio indispensável à exportação.”

No DN, via Tiago Moreira Ramalho

Mas que partículas psicotrópicas se respirarão para os lados das reuniões de conselhos de ministros onde estas ‘aquisições’ socialistas são decididas?!

A ofensa da verdade (dedicado ao Helder)

Filed under: Comentário,Internacional,Livros — Maria João Marques @ 00:10

Não sei se também vos acontece, mas comigo é frequente. Compro um livro por vontade irresistível de o comprar e, quando o dito me chega lá a casa (ou ao escritório) fica guardado na estante durante tempo variável, em alguns casos anos, até que haja da minha parte num determinado momento a certeza de que me apetece mesmo ler aquele livro. Foi isso que me aconteceu com o Tess of the Ubervilles de Thomas Hardy, que foi comprado sei lá quando, mudou de casa com a família e foi lido por mim há poucos meses. Ora eu, que não sou muito dada a apreciar heroínas trágicas, encontrei a minha parte preferida do livro na foreword do Tess: uma frase de São Jerónimo que não conhecia e é verdadeiramente admirável e que, claro, vou partilhar com os caros leitores. ‘If an offence come out of the truth, better it is that the offence come than that the truth be concealed’. (Sim, S. Jerónimo, lá para o sec. IV, terá dito qualquer coisa em latim ou grego ou até hebraico; no entanto não tendo acesso à citação no original – que também não me serviria para nada – nem à tradução para português, escolhi não afogar a citação em mais uma tradução.) Digam-me lá se esta frase não é o retrato de um tempo (pelos vistos, todos os tempos) em que a maioria prefere ver e proferir coisas bonitas e bem-intencionadas, para os outros se aperceberem como somos esclarecidos, cuja relação com a verdade não interessa nada.

Saltando para um tema que aparentemente nada tem a ver com o parágrafo anterior, sabem o que mais me irrita na vitória de Obama? A mim, que nunca fui uma indefectível de McCain? Não é a política externa de Obama, que o senhor lá comprará as guerras que tiver de comprar e se estas resultarem de ingenuidades suas iniciais serão ainda mais brutais do que as anteriores de GWB. Também não é o proto-socialismo, que há eleições dentro de dois anos e os democratas já se começam a preocupar com os excessos gastadores do seu presidente. É mesmo porque Obama personifica esta preferência pela aparência sobre a substância e a verdade. Exemplo: Obama criticou duramente o que se passou em Guantanamo, mas lá vão continuar os tribunais militares depois de uma breve suspensão, com as suas provas obtidas de forma ilegal segundo os tribunais civis americanos; algo que, de resto, já se esperava e, digo eu, ainda bem. E os seus seguidores elogiam tudo isto. Não interessa o que se faz, interessa a declaração de princípios que é indiferente coincidirem ou não com os actos. É esta esquizofrenia que permite que um opinador português tenha dito, aquando da avaliação dos 100 dias de Obama, que ele ainda não fechara Guantanamo nem interessava quando ia fechar; o importante era que Obama queria fechar Guantanamo (ainda que nunca o chegasse a fechar!)

É também este espírito exibicionista de boas qualidades que leva a que tantos se escandalizem com os métodos de interrogação agressivos usados em Guantanamo. Sempre foram usados e sempre serão, em todos os países, para salvaguarda de vidas inocentes. Há quem, como eu, pense que estes devam ser enquadrados, limitados e com o respeito possível pela saúde dos interrogados – como fez a administração Bush (com a concordância, agora negada, de Nancy Pelosi). Há quem prefira repudiar totalmente estes métodos de interrogação, esperando que quem de direito os use sempre que necessário para garantir a sua segurança, desde que nada saiba e, se souber, possa rasgar as vestes de indignação pelo que foi feito para seu bem. E possam posteriormente afirmar, isso é essencial, que o mesmo teria sido possível apenas com a técnica do bom e do mau polícia ou com a oferta de um maço de cigarros ou dois.

Maio 13, 2009

Relembrar mais um lamentável episódio de uma relação difícil com a verdade

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:00

Alguém sabe se a jornalista de causas Fernanda Câncio já pediu desculpas publicamente a Cavaco Silva e aos leitores por isto?

Sobre o mesmo tema:
Da difícil relação de alguns jornalistas com a verdade. Por Rui Castro.
As coisas que Cavaco não disse. Por Luis Rainha.

Anjos e Demónios

Filed under: Economia,Política — Miguel Botelho Moniz @ 22:32

Joseph Stiglitz afirmou nas Conferências do Estoril, na passada semana, que a actual crise é o resultado de corrupção american style. Diz ele que os moralmente depravados banqueiros andaram a pagar aos dois lados do congresso americano para obterem a legislação que lhes convinha. A sua solução? Mais poderes para o estado e as suas entidades reguladoras.

De igual modo, perante a não possibilidade do governo português poder alterar a política monetária, Stiglitz sugere que o aumento de crédito às empresas (que ele considera desejável) seja alcançado através de intervenções estatais que baixem os spreads bancários. Salvaguarda no entanto que há que ter cuidado para não conceder crédito a quem não o pode pagar. Ora, como a sua sugestão de medida para baixar os juros passa por garantias estatais, isso implica que deverá ser o estado a fazer essa análise (não poderão ser certamente os depravados morais dos banqueiros a fazê-lo).

Ambos os parágrafos acima mostram um pressuposto escondido de Stiglitz nas suas afirmações. Do lado do mercado livre existem uns demónios. Nem todos serão demónios, mas suficientes o serão para estragar o caldo. Do lado do estado estão anjos. Claro que por vezes poderão demónios chegar ao estado (vide os anos Bush). Mas há que ter esperança e criar condições para a eleição dos anjos.

Leitura complementar: Todos gostam de preços baixos.

Conversão dos CAE

Filed under: Diversos — André Azevedo Alves @ 21:58

Uma ferramenta útil, segundo me assegura quem percebe mais do assunto que eu, já que permite converter rapidamente o antigo código CAE Rev. 2.1 no novo código CAE Rev. 3.

Uma campanha azul…

Filed under: Blogosfera,Economia,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:07

Caso se confirme, deverá ser uma campanha que não vai ficar nada barata: José Sócrates contrata equipa de Obama para as legislativas

O caminho para a maioria absoluta até pode não passar pelo Twitter, mas a campanha de José Sócrates nas próximas eleições legislativas vai ter nas redes sociais um palco privilegiado para tentar criar uma onda de entusiasmo e militância socialista entre os eleitores.

A candidatura de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos é a referência desta estratégia. E a tentativa de replicar a “mudança” democrata em Washington vai contar com um contributo de peso: o Partido Socialista contratou os serviços da Blue State Digital, empresa responsável pelo desenvolvimento da vertente online e multimédia da campanha do agora presidente Barack Obama.

Sócrates e a perseguição aos criminosos…

Filed under: Comentário,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:02

Sócrates considerou “arrepiantes” as notícias sobre gestão fraudulenta no BPP e no BPN e terá pedido pediu rapidez à autoridades judiciais na perseguição dos criminosos.

Face aos arrepios e à linguagem empregue pelo Primeiro-Ministro é caso para, como faz Helena Matos, perguntar: E as campanhas negras? As cabalas? O direito ao bom nome?

“apesar de”

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

“Apesar de” ser de direita, vale a pena ler o Paulo Tunhas no i: Um mundozinho a explorar.

Sempre me interessou muito esta fórmula “apesar de seres de direita”, que ouvi vezes sem conta. Por acaso, ainda no outro dia, ao jantar com um casal amigo – esses do tempo do Paleolítico (inferior) -, o tema tinha vindo à baila, e discutiram-se exemplos concretos, com amplo proveito. Confirmei mais uma vez, à pala de um caso que me respeitava, que quando o visado não se encontra presente e a sua, por assim dizer, fisionomia política é apresentada aos outros, ele deixa de ser de direita e passa a incluir-se na “extrema-direita”. Votar-se na (primeira) AD, por exemplo, ou dizerem–se, naqueles longínquos tempos, umas banalidades de base social-democrata eram sinais inequívocos de pertença à raça.

Mas não é isso que é interessante. Interessante a sério é o “apesar de”. Há um mundozinho aqui que convém explorar.

Continuando a discutir com o João Galamba

Mais uma vez, o João tem razão em algumas coisas que me aponta, como em relação à natureza “pessoal” e agressiva do texto que escrevi: é o problema de se ver demasiadas séries televisivas americanas em que o insulto é visto como piada. Arrependo-me sempre, mas não consigo deixar de o fazer. Mas, ao contrário, do que o João diz, o texto dele não está limpo de citações absolutamente desnecessárias (para quê aquele “Rawls” metido lá no meio, ou a expressão alemã com um link para um texto sobre Hegel, senão para me esmagar com erudição e fazer com que o que ele escreveu, só pelo facto de recorrer às “autoridades”, pareça mais profundo e substancial?). Depois, critica, também com toda a razão, um comentário que fiz ao meu próprio post, com uma pergunta para a qual há uma resposta fácil, se entrarmos no nível de abstracção desejado pelo João.

Aqui, entra a principal crítica que ele me faz: precisamente por eu não entrar por esse nível de abstracção, o meu “liberalismo” é “superficial”, por eu não defrontar as questões que ele me coloca. O João, que não é parvo, até soube aproveitar o facto de eu ter dito que aquelas “coisas” nunca “me passaram pela cabeça” para me acusar de ignorância, como se eu não estivesse a dizer que a minha preocupação naquele texto não era com a “liberdade” (seja ela “negativa” ou “positiva”), mas dissesse que nunca, na minha vida, eu tivesse dedicado um segundo fosse às questões que o João coloca. Não é o caso, embora no que respeita à questão do “Sujeito” seja, confesso, largamente ignorante.

Ora, o João pode achar que isto é um sinal da superficialidade do meu pensamento, e talvez seja, mas eu, de facto, não percebo porque é que o meu argumento não é aceitável ou criticável independentemente da concepção da natureza do estado ou do “Sujeito” que eu ou o João possamos ter. Não percebo, e o João não explica. Por exemplo, nos comentários ao post do João, há um comentário (do leitor Viana) que, esse sim, critica o que eu efectivamente escrevi, embora cometa o erro de pensar que eu defendo uma democracia directa (a “descentralização política” não é democracia directa, não quer “obviamente” dizer que “as pessoas, enquanto indivíduos, devem ter todas igual poder de decisão perante qualquer acontecimento que as afecte”. Quer dizer que algumas decisões políticas devem ser tomadas a nível local, outras a nível nacional, e que se deve desconfiar de soluções “globais”), bem como o de pensar que eu digo que toda e qualquer pessoa é igualmente capaz de dar a resposta certa: o que eu digo é precisamente que todos podemos dar respostas erradas, incluindo os “tecnocratas” referidos no comentário: é precisamente por isso que concordo com a crítica, feita no comentário, à democracia directa, e a razão pela qual quero que esses teconocratas decidam o menos possível (enquanto o leitor Viana quer que esses teconocratas sejam escolhidos por nós de uma forma que permita que eles representem verdadeiramente o “bem comum”). O João, pura e simplesmente, ignora o meu raciocínio, dizendo que aquilo de que ele fala derruba o meu argumento, sem explicar porquê. Isto para não falar de que o próprio raciocínio do João, independentemente do meu texto, é criticável, como se pode ver pelo que diz o Rodrigo.

Parece que é prática corrente

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:42

Lopes da Mota usou nome de José Sócrates para pressionar os magistrados

Novo Blogue

Filed under: Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:24

blog

Arrancou hoje o blogue de apoio ao PSD nas próximas eleições. Papamyzena de seu nome e conta, além da minha, com a colaboração de vários bloggers, tais como Maria João Marques, Ana Margarida Craveiro, João Gonçalves, Rodrigo Adão da Fonseca, Nuno Gouveia, Afonso Azevedo Neves, Vasco Campilho, Manuel Pinheiro, entre outros. E não iremos ficar por aqui.

Um futuro

Filed under: Política,Religião,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:44

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico.

(…) Dieudonné [M'Bala M'Bala] apresenta-se como candidato nas eleições para o Parlamento Europeu, à frente de um partido que define como “anti-comunitarista” e “anti-sionista”. Dieudonné descreve os judeus como “negreiros reconvertidos à banca, ao espectáculo e, actualmente, à acção terrorista”, acusa-os de terem “fundado impérios sobre o tráfico de negros e a escravatura”e classifica o Holocausto como “pornografia memorial”. O seu partido congrega outras cabecinhas doentes, como o ex-comunista Alain Soral, que agora defende posições próximas das da Frente Nacional de Le Pen. Soral apresenta os sintomas clássicos dos crentes na tese da conspiração global do sionismo, que classifica como uma “psicopatologia”. Se não fosse pela absoluta ausência de base legal, a presidência francesa teria exigido a proibição da candidatura. Seria um enorme erro político: Dieudonné e a sua pandilha de tontos interpretariam a proibição como o suplício dos justos e a prova definitiva da conspiração sionista.(…) (mais…)

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 08:09

A Gaivota, Amália Hoje.

Se lhes derem o RSI eles acalmam-se (5)

Filed under: Comentário,Portugal — Carlos M. Fernandes @ 02:53

O tema tem dois dias e já foi suficientemente esmiuçado. Mas ainda me sobra uma dúvida. Porque é que os teóricos da Bela Vista, os defensores dos oprimidos, aqueles que sabem identificar as verdadeiras vítimas, não ensaiam interpretações semelhantes para o problema da “violência de género”? (É assim que se diz em linguagem chapitô?) Tenho a certeza que conseguem. Ou estarão à espera de mais casos como este para aventar hipóteses atenuantes?

As gaffes de Obama e os media

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 02:00

Uma «conversa entre amigos» (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:04

Cegueira selectiva (1). Por Luis Rainha.

Fernanda Câncio tentou, há uns dias, desarmar a bomba-relógio do caso das pressões sobre os magistrados encarregues de investigar a fossa nauseabunda do Freeport. Dizia a independente e corajosa colunista, de modo nada sonso: «uma conversa entre colegas magistrados do Ministério Público durante um almoço pode – a atender ao que se noticiou esta semana – surgir como pressão». Imagine-se, transformar um banal e amistoso almoço numa espécie de cena mafiosa… só mesmo gente maldosa.
Mas que seria isto das pressões, afinal? Também para isto a nossa primeira-dama-na-clandestinidade tinha resposta pronta: «pressão é sinónimo de uma interferência que tenta condicionar abusivamente, com recurso a uma ameaça ilegítima».

Para poupar novas vergonhas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:57

O J’accuse do Lopes da Mota. Por Nuno Ramos de Almeida.

Para poupar novos arremedos estilísticos, em defesa do senhor que parece, segundo as vozes do costume, que não fez pressão nenhuma, nem aqui nem em Felgueiras.

Pressões no caso Freeport e memória selectiva

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:50

Memória selectiva – e agora? Por Rui Castro.

Aqueles que há 1 mês juravam que não existiam pressões têm todos eles responsabilidades, políticas ou hierárquicas, no caso Freeport. A confirmarem-se as conclusões do inquérito sobre as alegadas “pressões”, constatamos que todos eles estavam enganados, ingénua ou propositadamente (pouco importa).

Dada a gravidade dos factos e a ambiguidade demonstrada pelos citados, é para mim claro que a todos eles não resta alternativa que não seja a demissão ou o afastamento do caso.

Uma «conversa entre amigos»

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:45

A Campanha Omo não pára. Por Luis Rainha.

Marinho Pinto esteve agora na SIC a fazer eco da curiosa teoria segundo a qual a queixa de pressões é apenas uma desculpa pelos fracos resultados da investigação. Mais: tudo poderá não ter passado de uma «conversa entre amigos», iniquamente trazida para a praça pública.
Ainda mais estranho: socorrendo-se da Constituição, o homem pergunta, ante um jornalista entorpecido, o que poderia o ministro da Justiça, o primeiro-ministro ou mesmo o PR fazer contra um magistrado.

Cerrar os dentes (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:35

Eleições: Sócrates corre risco de desemprego

Leitura complementar: Cerrar os dentes.

Mais um passo na longa marcha do progressismo e da cultura da morte

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 00:17

Sweden rules ‘gender-based’ abortion legal

The Local reported in February that a woman from Eskilstuna in southern Sweden had twice had abortions after finding out the gender of the child.

The woman, who already had two daughters, requested an amniocentesis in order to allay concerns about possible chromosome abnormalities. At the same time, she also asked to know the foetus’s gender.

Doctors at Mälaren Hospital expressed concern and asked Sweden’s National Board of Health and Welfare (Socialstyrelsen) to draw up guidelines on how to handle requests in the future in which they “feel pressured to examine the foetus’s gender” without having a medically compelling reason to do so.

The board has now responded that such requests and thus abortions can not be refused and that it is not possible to deny a woman an abortion up to the 18th week of pregnancy, even if the foetus’s gender is the basis for the request.

Maio 12, 2009

O maravilhoso mundo da cabeça do João Galamba

No Jugular, o João Galamba recorre à arma argumentativa que há anos anda a passear pela blogosfera para demolir o meu post de ontem: enche o texto de referências eruditas e concepções metafísicas para que, ao transmitir a ilusão de inteligência, consiga desviar os leitores da minha argumentação e da total ausência de argumentos contra o que efectivamente escrevi.

Há uma crítica que o João me faz e que eu aceito plenamente: fui demasiado simplista ao “explicar” a crise. É, admito, o preço da minha ignorância em relação a tais assuntos. No entanto, apesar de simplista, não me parece que a minha “explicação” seja falsa, nem sequer que o simplismo dela seja suficiente para invalidar o argumento geral do texto. E em lado algum do texto digo que a “culpa” é só do Estado, nem que a “solução” é o mercado: não há “solução” para as “crises”, elas continuarão a existir sempre, e o que procurei saber foi qual a melhor forma de lidar com o facto de que, da acção do Estado ou do “mercado”, sairá, muitas vezes, asneira da grossa.

O João diz ainda que o meu argumento é “uma versão do argumento epistemológico de Hayek em favor dos mercados”. Parece que sim. Não sou grande leitor de Hayek (eu é mais Dunst, tendência Kirsten), mas das vagas ideias que tenho da coisa, é mais ou o menos o mesmo, é. Diz depois o João que a minha “versão” do argumento de Hayek até “parece aceitável”, “estatísticamente”. No entanto, diz o João, tudo assenta numa “falácia”. E aqui o João começa a falar de uma série de coisas que nunca me passaram pela cabeça: fala de “liberdade”, “positiva” e “negativa”, e de como eu penso, erradamente (claro), que o Estado, ao agir, tira forçosamente liberdade aos indivíduos (por acaso, o que eu penso, embora nada tenha a ver com o texto em questão, é que certas acções do Estado tirem alguma liberdade, outras dão, embora para darem tenham que tirar alguma), e finalmente, espirra o cânone comunitarista, para destruir de uma só assoadela todo o meu “liberalismo”.

Primeiro, o João comete o erro de pensar, só porque eu escrevo no Insurgente, que só um “liberal” (não sou). E segundo, usa a argumentação comunitarista de crítica ao liberalismo como teoria política assente em “direitos” (se eu fosse como o João, punha aqui uma palavra em alemão) para criticar um post em que não falo, nem sequer penso, em “direitos”. A ideia de que o indivíduo não é pré-existente ao Estado seria relevante, e contrária ao meu argumento, se eu estivesse a falar de “fronteiras” que, por “direito”, o Estado não deve ultrapassar na sua relação com os cidadãos (não digo “indivíduos” para o João não dizer que eles não existem). No entanto, o meu argumento não passa por qualquer consideração “atomista” acerca da natureza do ser (agora até parecia o João, embora em alemão isto ficasse mais bonito). Passava, apenas e só, pela avaliação, meramente probabilística, da forma como as decisões são tomadas, do impacto que elas poderão ter, e a melhor forma de lidar com esse problema.

O meu argumento, que “estatiscamente” até “parece aceitável”, assentava apenas e só no seguinte: 1) vivemos num mundo de imprevisibilidade, no qual as decisões humanas podem ter um impacto significativo da vidas de todos e cada um; 2) precisamente por essa imprevisibilidade e por esse potencial impacto das decisões que todos nós tomamos, todas elas têm um elevado grau de risco; 3) se os riscos são elevados, será apenas e só de bom senso que as “apostas” sejam o menos elevadas possíveis, que eu aposte um bocadinho aqui e outro bocadinho ali; ou seja, tendo em conta que vivemos nesse mundo de imprevisibilidade e risco elevado, os nossos arranjos políticos devem aligeirar os riscos que corremos, disseminando as “apostas” (o que, ao contrário do que o João Galamba diz, não significa apenas mercado livre, mas também descentralização política e “subsidariedade”, em vez de “grandes soluções” como as que os líderes europeus e americanos tanto gostam, e, acima de tudo, prudência na regulação das actividades humanas).

O João pode ou não concordar com este raciocínio, e se não concordar, até gostaria de perceber porquê, para poder corrigir os meus eventuais (e prováveis) erros. Mas escusa de tentar enganar os leitores, procurando fazer-lhes crer que, para discutir uma questão meramente probabilística (qual a melhor forma de lidar com a imprevisibilidade e o risco?), eu preciso de partir de concepções metafísicas acerca da natureza do Estado e do “Sujeito” (o meu argumento é aceitável ou criticável independentemente da minha concepção acerca da natureza do Estado e do “Sujeito”, e se eu tiver que usar esta palavra mais alguma vez, vou ficar enjoado). Até porque com tanto esforço dispendido a enumerar os autores que, com os cantos da folha ainda por desgastar, tem lá na sua estante, o João se esqueceu de comentar o texto que eu realmente escrevi. O que até nem deve ser culpa minha, porque, ao contrário do que é habitual nos textos do João, o meu até parece ser relativamente legível.

As pressões e o processo disciplinar

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:17

Ainda que o que já era público (e confirmado pelos intervenientes) antes deste desenvolvimento devesse ter sido suficiente para tirar consequências, na sequência do processo disciplinar instaurado pela PGR as reacções do PSD e do CDS parecem-me plenamente justificadas.

Cerrar os dentes

Filed under: Agenda,Comentário,Media,Política,Portugal,Videos — ruicarmo @ 22:56

Depois de se ter emocionado num encontro/convívio sobre as pirites alentejanas, em Aljustrel, que serviu para anunciar que desta é que era (em Dezembro último) , Sócrates revela que tem insónias.

Um grande momento de contorcionismo político

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 22:03

TSF

O porta-voz do PS acusou, esta terça-feira, em declarações à TSF, a oposição de estar a exercer «pressões ilegítimas» sobre o Governo e os magistrados em defesa da saída de Lopes da Mota da presidência do Eurojust

A TAP e as low cost

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

TAP SUBESTIMOU AS LOW COST. Por Rui Rodrigues.

Foi anunciado, pela agência noticiosa Lusa, um primeiro balanço da actividade da Easyjet, desde que esta empresa de aviação de baixo custo iniciou o seu serviço na rota Lisboa-Funchal, em 27 de Outubro de 2008, com dois voos diários.
(…)
Teoricamente, 26% do mercado terá sido transferido para a nova concorrência mas mais importante ainda, foi a apreciável quebra nos preços dos bilhetes. Antes da liberalização, uma viagem Funchal-Lisboa-Funchal, para residentes na Madeira, custava 222,63 Euros e para não residentes 431,63 Euros. A Easyjet, quando entrou neste mercado, ofereceu o mesmo serviço a partir de 52 Euros ida e volta.
(…)
Para se ter uma ideia da diferença de produtividade, basta dizer que a TAP tem 684 passageiros por trabalhador, enquanto a Ryanair tem 10.050 e, na Easyjet, esse valor é de 6300. Nos últimos meses, a TAP já cancelou milhares de voos devido à forte concorrência das ‘Low Cost’ e esta situação poderá agravar-se ainda mais.

Leitura complementar: Cada vez mais urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa; Para que serve a TAP?; E que tal privatizar a TAP?; Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa; Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (2); Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (3); Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (4); Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (5).

…e segundo consta a ninguém aproveitavam as pressões

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 21:52

IOL

Vitalino Canas, porta-voz do PS, frisou que a instauração de um processo disciplinar ao presidente do Eurojust, Lopes da Mota, se trata de uma decisão jurisdicional independente que não deve ser alvo de aproveitamentos políticos

…ou então tinham mesmo tentado intimidá-los II

Filed under: Justiça,Política,Portugal — ruicarmo @ 21:00

Miguel está a ser insultivo em relação à liberdade de expressão. Vamos lá ver: é natural que existam luvas, especialmente no Inverno e em Alcochete porque aquilo, quando o Sol se começa a deitar, fica cheio de mosquitos; é natural que exista quem corrompa, não há é quem receba; é natural que haja quem pressione, não há é beneficiários dessa pressão.
O ministro da justiça já se pronunciou ou foi com o chefe inaugurar mais uns efidícios que há três eleições para vencer? É tudo natural.

A lei das rendas e a rigidez laboral

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

Rendas ‘reacças’. Por Henrique Raposo.

As rainhas indiscutíveis deste imobilismo ‘reacça’ são, sem dúvida, a lei das rendas e as leis laborais. O código laboral dificulta ao máximo o despedimento individual. As televisões adoram fazer reportagens neo-realistas com os despedimentos colectivos, mas, um dia, eu gostava de ver uma reportagem sobre aquilo que mina os nossos ambientes de trabalho e a nossa economia: a impossibilidade do despedimento individual. A pretexto da solidariedade colectiva, a mediocridade individual é protegida.

A lei das rendas é pornografia política. Para que uns quantos privilegiados continuassem a pagar rendas do tempo da ‘pharmácia’, os restantes portugueses foram forçados a endividar-se. “Sair de casa dos pais” passou a ser sinónimo exclusivo de “comprar casa através de empréstimo bancário”. Além do endividamento, esta situação criou imobilismo. Ao ser proprietário da sua própria casa, o português, obviamente, só quer trabalhar perto da sua morada eterna. E quando perde o emprego, o dito português entra em desespero: “como é que vou procurar emprego noutra terra, quando a minha casa é aqui?”. Assim, este imobilismo habitacional acaba por fortalecer – ainda mais – a rigidez laboral. Casa-para-a-vida exige emprego-para-a-vida. Os nossos políticos têm de quebrar este tandem que está a suicidar Portugal, ou seja, têm de reactivar o mercado de arrendamento. Sem flexibilidade habitacional a montante não há flexibilidade laboral a jusante.

Portugal é o país das auto-estradas, mas, paradoxalmente, é o país da reduzida mobilidade social, laboral e, digamos, habitacional. Se quiser ser sério, o próximo governo, seja ele qual for, tem de revolucionar o código laboral e a lei das rendas. O arrendamento deve voltar ao mapa mental dos portugueses, e o despedimento individual não pode continuar a ser visto como um semicrime. Este tandem é a raiz dos nossos problemas. E estes problemas nasceram do regime, não da suposta ontologia reaccionária dos portugueses.

O Zé e o Costa fazem falta

Filed under: Comentário,Política,Portugal — ruicarmo @ 20:46

O presidente da câmara de Lisboa, António Costa lançou há uns meses uma proposta gira - Baixa livre de trânsito (na linguagem técnica “zona livre de atravessamento de tráfego”). Alguém sabe o que aconteceu ao projecto, uma espécie de institucionalização da patetice mediática do dia sem carros? Em Benfica e Campolide, pedaços do passeio são pintados com uma cor diferente e umas bicicletas são desenhadas no chão. Estão a preparar alguma medida que obrigue as pessoas a andarem de bicicleta Lisboa fora?

No programa para as próximas eleições autárquicas, o prevê a realização de mais uma demonstração de carros de Fórmula 1 na Avenida da Liberdade? E o fecho de praças para anúncios de automóveis é para continuar?

O quebra-mar de contentores junto ao Tejo sempre avança?

A geminação germinação da cidade de Lisboa com Gaza já deu frutos?

…ou então tinham mesmo tentado intimidá-los.

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 20:42

Há pouco mais de um mês, acerca da denúnica de pressões aos magistrados do caso “Freeport”, opiniva desta forma a insigne jornalista Fernanda Câncio.

Entendamo-nos: ou tudo e qualquer coisa pode ser uma pressão, tipo “o meu patrão pressionou-me para eu trabalhar mais”, ou pressão é sinónimo de uma interferência que tenta condicionar abusivamente, com recurso a uma ameaça ilegítima. Se o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público denuncia a existência de pressões sobre os procuradores do caso Freeport que implicariam nem mais nem menos que a intervenção do Presidente, das duas uma: ou as pressões existem e nesse caso só se percebe que não tenham sido directamente comunicadas, como seria normal,à hierarquia da magistratura – o Procurador Geral – porque o Sindicato considera que este não está em condições de as investigar e dirimir (o que implica a desautorização e insinuação do comprometimento de Pinto Monteiro); ou trata-se de mais do mesmo, ou seja, uma acção tendente a adensar o clima de suspeição e alarme que rodeia o processo.

Manuel Monteiro – Missão Minho

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Tendo em conta o carácter (mais ou menos) uninominal da iniciativa num sistema eleitoral que não está estruturado com base em círculos uninominais, será interessante observar tanto os resultados como as implicações futuras desta candidatura de Manuel Monteiro às legislativas: Missão Minho.

Com a verdade me enganas

Filed under: Comentário,Economia,Media,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 13:23

Hoje ficámos a saber, por intermédio do Jornal de Negócios, que os «Trabalhadores portugueses pagam menos IRS e Segurança Social» e que «Portugal é um dos países, entre os 30 que integram a OCDE onde o factor trabalho é menos tributado e menos pesa nos custos laborais.»

Porreiro, pá. É pena não ser verdade.

O Jornal de Negócios baseia-se no gráfico abaixo para fazer esta asserção. Gráfico que exclui a contribuição do empregador para a Segurança Social. Olhando para o gráfico completo, também abaixo, vemos que Portugal já fica acima da média da OCDE. (mais…)

Três anos é muito tempo

Filed under: Blogosfera — LT @ 13:12

Está de parabéns o nosso Migas. São três anos a expor de forma incisiva as realidades daqui e d’além mar.

Muitos parabéns Miguel. Grande abraço!

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