O Insurgente

Maio 22, 2009

Anedota

Filed under: Comentário,Portugal — Helder Ferreira @ 00:36

Oliveira e Costa leva com mais seis meses de prisão preventiva e totalizará um ano (para já);
Descobriram agora que o Presidente do BdP é um dos mais bem pagos do mundo (além de um dos mais incompetentes, aparentemente), recebe cerca de 17,5 vezes o salário médio português. Se recebesse 1,5 vezes já podia ser incompetente à vontade…
Pobre país, o meu.

Manif

Filed under: Comentário,Portugal — Helder Ferreira @ 00:25

Acabei de ver na tv uma manifestação de funcionários públicos. Não tenho ouvido, lido ou visto as notícias e não percebi bem de que serviço eram mas tinham umas bandeiras em que estava escrito PSP a azul. E fartavam-se de gritar a sigla da repartição/serviço. Quem eram? Gente da Prevenção e Segurança dos Patos?

Maio 21, 2009

Torna-se obrigatório ler o André Macedo no i

Filed under: Media,Portugal — Maria João Marques @ 23:50

A Autoeuropa e os sindicatos sabem o que estão a fazer. Com o desemprego galopante (500 mil pessoas) o bombeiro Manuel Pinho dificilmente resistirá a abrir de novo a carteira para resolver um problema que não é dele. Se isso acontecer, ganharão a empresa alemã e os trabalhadores, mas perderá o país, que sucumbirá, de novo, à chantagem. Um dia a casa vem abaixo, como aconteceu com a Quimonda. E aí já não há nada a fazer. Ainda bem.

Sexo na escola

Filed under: Cultura,Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:50

Preservativos nas escolas. Por João Miranda.

Não há razão nenhuma para que as escolas não sejam um sítio onde se pensa em sexo, se fala de sexo e se pratica sexo. Seja como for, aos 16 anos, os rapazes não pensam noutra coisa. Aquela professora de Espinho, pelos vistos também não. Poderá haver quem defenda que, perante a juvenilização da escola e do Parlamento, devia haver alguém a desempenhar o papel de educador. Não concordo. Que se eduquem uns aos outros.

A crise portuguesa é estrutural e deve-se ao estatismo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:40

a crise. Por Rui A.

A crise portuguesa não é circunstancial, mas estrutural.
(…)
A nossa crise deve-se ao estatismo endémico português que teve a arrogância de pretender substituir-se à sociedade e aos indivíduos.

O i é uma lufada de ar fresco

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:30

i sucesso. Por Joaquim Sá Couto.

Comprava o DE e o JN para ler notícias nacionais, que o Público aborda de modo muito faccioso, mas estes jornais estão cada vez mais enfeudados ao poder e perderam o interesse. Agora o i, é uma lufada de ar fresco…

As gaffes de Joe Biden e Obama

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:00

Quem terá sido responsável pela escolha de Joe Biden para Vice-Presidente dos EUA?

Obama ‘Distracted’ by Biden’s ‘Indiscipline,’ Book Asserts

President Obama is so “distracted by his vice president’s indiscipline” that he has been forced to rebuke privately Vice President Joe Biden, according to a new book by Newsweek journalist Richard Wolffe, who interviewed Obama a dozen times.

“He can’t keep his mouth shut,” Wolffe quotes a “senior Obama aide” as saying of the gaffe-prone Biden in “Renegade: The Making of a President,” set for release June 2.

Biden Reveals Location of Secret VP Bunker

The vice president, well-known for his verbal gaffes, confirms at a dinner the existence and location of a secret hidden bunker that Cheney is believed to have used after the 9/11 attacks.

Biden’s List of Political Blunders

This isn’t the first time Biden’s comments have made news. From historical blunders and Internet gaffes to offensive jokes, Vice President Joe Biden is never shy a quotable moment.

racionalismo liberal

Filed under: Fundamentos,Política,Teoria — rui a. @ 16:43

hayek

O individualismo é o ponto de partida e de chegada de todo o pensamento liberal. Ele pressupõe uma dose razoável de confiança nas capacidades da razão humana e na possibilidade da aprendizagem empírica e racional do mundo envolvente. Não pode, todavia, confundir-se com o racionalismo francês e com o empirismo inglês dos séculos XVI, XVII e XVIII, como frequentemente sucede, em boa verdade, muitas vezes, por culpa própria dos próprios liberais, como foi o caso, no século passado, de Ayn Rand.

O liberalismo é, em parte, tributário do racionalismo, na medida em que acredita que o homem, enquanto ser individualmente considerado, é dotado de faculdades intelectivas próprias que lhe permitem uma razoável compreensão da realidade e, consequentemente, tornam sustentáveis as escolhas e as decisões que ele tem de tomar ao longo da sua vida. O paradigma do homo economicus, prolongado na abordagem do consumidor racional, incorpora precisamente os fundamentos do racionalismo clássico, segundo os quais o homem pode conhecer e, consequentemente, pode decidir e escolher o que mais e melhor lhe convém. A verificação empírica do resultado das suas acções, no fim de contas, o método poppereano de aprendizagem pelo erro, completa este quadro caracterizador do indivíduo, segundo o liberalismo, e constitui um auxiliar correctivo da razão, que passa a ser auxiliada pela experiência prática das coisas e lhe permitirá eliminar hipóteses falsas de conhecimento e verdades que o não são. A razão e a experiência das coisas, devidamente conjugadas e em interacção permanente, constituiriam, assim, o núcleo fundamental da personalidade do indivíduo.

Este caminho poderia conduzir, e conduziu em muitos casos, a um destino perigoso e profundamente anti-liberal. Desde logo, ao Iluminismo oitocentista e ao Despotismo Esclarecido, que lhe deram a forma política mais vulgar por esses dias. Na verdade, a crença exacerbada nas faculdades cognitivas da razão e na utilidade da experiência levariam à fundamentação do despotismo, da tirania e à criação de regimes sem quaisquer vestígios de respeito pelos direitos individuais. Contra estes mesmos regimes, diga-se em abono da verdade, se rebelariam os liberais constitucionalistas dos séculos XVIII e XIX. O raciocínio era simples: se as capacidades da razão humana eram ilimitadas e se a verdade era evidente, como pretendia Descartes, a quem a soubesse utilizar, os reis, nascidos e criados para a governação e iluminados por essa mesma razão, poderiam facilmente encontrar o caminho da felicidade dos seus povos. A condição de exequibilidade deste sistema era só uma: a de que os reis respondiam apenas perante a razão, a sua razão, e ninguém ou nada mais. Por isso, o seu poder tinha que ser total e absoluto, sem limites que lhe fossem impostos pelo direito, pela religião, pela moral, pela tradição ou por outra qualquer fonte de autoridade que não fosse a sua razão individual. De algum modo e ao contrário de algumas presunções, os déspotas iluminados oitocentistas são mais príncipes revolucionários do que monarcas tradicionalistas.

Este racionalismo político de estado prescinde, em última instância, do titular do poder. O fundamento desse poder e a sua extensão em razão dessa suposta fundamentação é que são determinantes. Por isso, não existem muitas diferenças entre o Despotismo Esclarecido e o jacobinismo do Comité de Salvação Pública, nem mesmo com a soberania democrática ilimitada em que vivemos na maior parte dos estados dos nossos dias. A extensão da soberania é hoje praticamente ilimitada, o “despotismo” permanece, pertence ao estado, é atributo dos poderes públicos, independentemente da sua sede de exercício e das formalidades, democráticas ou não, que determinam os titulares dos órgãos de soberania.

A reformulação do racionalismo e do empirismo liberal operada por Friedrich A. von Hayek e por Karl Popper foi, por isso, essencial para conciliar o liberalismo com a razão. O ponto de partida continua o de sempre: o homem é um ser racional, é capaz de conhecer e de aprender com as suas faculdades intelectuais e com a experiência, esta última que permanentemente confronta as conclusões racionalmente obtidas e testa a fiabilidade destas. Só que, na epistemologia liberal de Hayek e de Popper, o conhecimento é, por natureza, limitado, como muito limitadas são as faculdades humanas para compreender e conhecer. Ou seja, por outras palavras, nós somos capazes de conhecer, ninguém melhor do que nós próprios para podermos ajuizar e escolher o que nos é mais conveniente em cada momento das nossas vidas, mas o nosso conhecimento é muito limitado. E desta regra não escapam, obviamente, os poderes públicos, eles próprios titulados e orientados por homens, nesses e em muitos outros aspectos, iguais a todos os outros. Para além do mais, existem também outras fontes autorizadas de conhecimento, entre elas a tradição, que consiste numa riquíssima síntese de informação acumulada e experimentada ao longo dos anos.

Sendo assim, a razão passa a ser um argumento epistemológico para a limitação do poder e não para a sua ampliação, como sucedia no passado. Este foi, em minha opinião, a maior contribuição de Hayek para a refundação do liberalismo clássico.

Free Ridin’ High

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional,Política — Miguel Botelho Moniz @ 16:29

Bjorn Lomborg, no WSJ:

«Some business leaders are cozying up with politicians and scientists to demand swift, drastic action on global warming. This is a new twist on a very old practice: companies using public policy to line their own pockets.

The tight relationship between the groups echoes the relationship among weapons makers, researchers and the U.S. military during the Cold War. President Dwight Eisenhower famously warned about the might of the “military-industrial complex,” cautioning that “the potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist.” (…)

This is certainly true of climate change. We are told that very expensive carbon regulations are the only way to respond to global warming, despite ample evidence that this approach does not pass a basic cost-benefit test. We must ask whether a “climate-industrial complex” is emerging, pressing taxpayers to fork over money to please those who stand to gain.

This phenomenon will be on display at the World Business Summit on Climate Change in Copenhagen this weekend. (…)

The opening keynote address is to be delivered by Al Gore, who actually represents all three groups: He is a politician, a campaigner and the chair of a green private-equity firm invested in products that a climate-scared world would buy.

Naturally, many CEOs are genuinely concerned about global warming. But many of the most vocal stand to profit from carbon regulations. The term used by economists for their behavior is “rent-seeking.”

The world’s largest wind-turbine manufacturer, Copenhagen Climate Council member Vestas, urges governments to invest heavily in the wind market. It sponsors CNN’s “Climate in Peril” segment, increasing support for policies that would increase Vestas’s earnings. A fellow council member, Mr. Gore’s green investment firm Generation Investment Management, warns of a significant risk to the U.S. economy unless a price is quickly placed on carbon.

(…)

The massive transfer of wealth that many businesses seek is not necessarily good for the rest of the economy. Spain has been proclaimed a global example in providing financial aid to renewable energy companies to create green jobs. But research shows that each new job cost Spain 571,138 euros, with subsidies of more than one million euros required to create each new job in the uncompetitive wind industry. Moreover, the programs resulted in the destruction of nearly 110,000 jobs elsewhere in the economy, or 2.2 jobs for every job created.»

Bush III

Filed under: Internacional,Media,Política — Luciano @ 11:41

The Patriot Act, wiretaps, e-mail intercepts, military tribunals, Predator drone attacks, Iraq, Afghanistan — and now Guantánamo — are officially no longer part of the demonic Bush/Cheney/Rumsfeld nexus, but apparently collective legitimate anti-terrorism measures designed to thwart killers, and by agreement, after years of observance, of great utility in keeping us safe the last eight years.

If so, what was the hysteria of 2001-2008 about other than simple politics?

I doubt we get any more movies about ongoing renditions, redactions, any more Checkpoint-like novels, any more waterboarding skits and reenactments, any more late-night comedians doing their Bush tapped, intercepted, tortured, renditioned, tribunaled poor suspect X routines.

And I guess as well that the good old days of supposedly flushed Korans in Guantánamo and Omar the poor liberationist renditioned to Cairo are over. We are now in the age of a sober and judicious President Obama who circumspectly, if reluctantly and in anguish at the high cost, does what is necessary to keep us safe.

Não se pode dizer que não fosse previsível

Filed under: Economia,Internacional,Política — Luciano @ 10:50

Depois do Japão, o Reino Unido. Só falta a vaca sagrada: os EUA.

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 08:11

Ready, Madrugada.

(Dear Elise, é uma amostra). :D

Maio 20, 2009

A boçalidade estratégica de alguns fenómenos blogosféricos

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:57

Da boçalidade estratégica. Por Vasco Campilho.

Também na blogosfera a boçalidade estratégica se tem espalhado pelas hostes socráticas à velocidade da gripe mexicana numa pocilga. Nota-se pelo carinho com que são promovidas pessoas cujo comportamento aconselharia acompanhamento psiquiátrico – desde que sirvam o propósito de transformar o debate político numa central de compostagem. Nota-se igualmente na forma como os “espaços de debate democrático” da blogosfera são tomados de assalto por megafones do poder, apostados em infernizar todos os que não se contentarem com o papel de caução pluralista** da sua dominação. Estes fenómenos blogosféricos têm a importância que têm, ou seja muito pouca. Mas são bem exemplificativos da deriva claustrofóbica e alienante que tem afectado a democracia portuguesa.

Wrap-up do Nicola (2)

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 21:00

Blogtúlia com Paulo Rangel. Por António Costa Amaral.

No rescaldo do Nicola. Por Maria João Marques.

A “namorada” do primeiro-ministro e a campanha na imprensa cor-de-rosa

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:30

O lado humano do líder. Por Paulo Tunhas.

no Alfa, quando a menina apareceu com jornais e revistas, não resisti a pegar na “Flash”. A capa, com fotografias, não pedia outra coisa: “Sócrates em perigo por amor.”

Não precisava, é claro, de passar pela vergonha de explicar que não sou coscuvilheiro. A revista em questão limita-se, como as suas congéneres, a exibir o que lhe é pedido ou concedido. Não há, por regra, imagens, ou notícias, roubadas.

(…)

A “Flash” cita um coordenador do novo site de Sócrates, segundo o qual a “imagem” que se projectará do “líder” nas legislativas será “menos formal”, inspirada na de Obama (sem cão, suponho). Não tenciono votar PS nas próximas eleições, mas permito-me dar um conselho aos elementos da campanha do primeiro- -ministro. Evitem participar, directa ou indirectamente, em reportagens como esta. Mostrem que ele faz o que quer – só lhe fica bem -, mas sem o “humanizar” desta maneira. Os portugueses já perceberam que Sócrates é humaníssimo. Não é preciso pôr-lhe, além da “humanidade”, o ridículo em cima.

Obama: a promise unfulfilled

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:00

The Sacrifice Gap

In his Inaugural address, Barack Obama summoned Americans to a “new era of responsibility” and challenged us to end the politics of “standing pat … and putting off unpleasant decisions.” It could have happened. If there was ever a President sitting on a high enough mountain of political capital to lead the country through a series of very painful but necessary political decisions, it is Obama. But sadly, that new era has so far been a promise unfulfilled. The Obama Administration’s strategy has been no more than an effective execution of politics as usual, wrapped in more, not less, of the intellectually dishonest language that he so effectively campaigned against.

rangel e rio

Filed under: Comentário,Política,Portugal — rui a. @ 14:46

Paulo Rangel é um candidato bom com um cartaz mau. Rui Rio é um candidato mau com um cartaz bom.

Rangel é um bom candidato porque tem uma vida própria que começou muito antes do PSD e da política; porque foi imposto para além do aparelho do partido; porque tem ideias e sabe defendê-las; porque é um reformista com, pelo menos, algumas simpatias liberais; porque sabe que o estado português está a asfixiar a sociedade e os indivíduos; porque representa uma abertura do PSD e da sua liderança à sociedade civil.

Rio é um mau candidato porque tem sido um mau presidente da Câmara Municipal do Porto; porque não fez obra que se visse; porque falhou a sua principal promessa eleitoral do último mandato, a saber, a reanimação da baixa da cidade; porque retirou protagonismo político ao Porto; porque não soube lidar com as (poucas) instituições da cidade; porque a cidade está manifestamente pior do que quando a recebeu.

Segurança laboral

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 12:19

De acordo com o INE, os recibos verdes aumentaram 50% em quatro anos. Agora que nos encontramos em vésperas de eleições para o Parlamento Europeu, vem inevitavelmente à conversa a segurança no emprego, que o modelo social europeu pretende garantir. No entanto, se há algo que muitas pessoas já sentiram na pele é a dificuldade de, estando desempregadas, arranjarem novo trabalho. Bem sei que não é fácil, mas convinha que fossemos honestos nesta matéria e tivéssemos em conta que, quanto mais custoso é despedir, mais difícil é contratar e mais complicada a vida para quem perde o emprego. Ninguém nega que a segurança laboral é vantajosa. O pior é a outra face da moeda. Dito de um modo simples: A segurança de um emprego, implica insegurança na busca de outro trabalho talvez melhor, porventura mais aliciante e, porque não, melhor remunerado. A segurança no emprego é positiva quando se tem trabalho, quando se pertence à classe dos que têm um posto de trabalho, mas uma cruz para o clube dos desempregados. Por alguma razão, o desemprego de longa duração é bastante elevado nos países europeus. Mas há outros inconvenientes que derivam desta segurança laboral. Uma deles é o atraso tecnológico que marca a Europa há anos e que muitos explicam com a rigidez das leis laborais. Não conseguindo substituir trabalhadores não qualificados por outros mais preparados, as empresas tendem a adiar a aposta nas novas tecnologias. Um fenómeno com resultados a médio e longo prazo, que já estamos a sentir. As empresas atrasam-se na adaptação às novas formas de trabalhar, com a consequente perda de produtividade, redução dos lucros (ou surgimento dos prejuízos) e redução inevitável dos postos de trabalho. Como anda tudo ligado, acabamos sempre no mesmo, ou seja, que a segurança económica não é um emprego seguro, mas a certeza de que não se fica de fora. Infelizmente, a percepção desta realidade não é o que vejo à minha volta.

o estigma

Filed under: Comentário,Política,Portugal — rui a. @ 02:06

A orientação estatista e subsidiodependente da campanha europeia do PSD (da do CDS nem vale a pena falar) demonstra que a representação partidária da direita portuguesa está absolutamente esgotada, ao ponto de conseguir estragar um bom candidato, como inequivocamente é Paulo Rangel. O facto é que não se sai disto: estado, estado e mais estado. A direita do PSD não é capaz de ultrapassar esse paradigma, não é capaz de encontrar um modelo alternativo ao Estado Social, onde anda a chafurdar há décadas com o PS, para desgraça do país. No fim de contas, o PSD é incapaz de ultrapassar o estigma do rotativismo socializante e do bloco central, onde fatalmente se deixará cair após as legislativas, caso o PS e o Presidente da República lhe estendam a mão.

Um bom cartaz da campanha de Rui Rio

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 02:00

rui_rio_cartaz

Contrastando com a infeliz escolha de cartazes da campanha de Paulo Rangel, a campanha de Rui Rio no Porto arranca da melhor forma.

Um cartaz simples, com uma mensagem forte e sustentada, aproveitando da melhor forma a fragilidade gerada pela dupla candidatura de Elisa Ferreira.

Leitura complementar: Rui Rio parte em vantagem…

Contra a harmonização fiscal

Filed under: Economia,Política,Teoria,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:48

No mau caminho (II). Por Tiago Moreira Ramalho.

Uma outra ideia com a qual não concordo é a de que a Europa deveria ter uma harmonização fiscal. Considero isto um perfeito absurdo e passo a explicar porquê.

(mais…)

Maio 19, 2009

O PS chumba

Filed under: Comentário,Educação,Política,Portugal — Maria João Marques @ 23:38

Não, não chumba os maus alunos (aliás ‘maus alunos’ é com certeza um conceito profundamente burguês e gerador de injustiça social e traumas diversos nas criancinhas e adolescentes), que há estatísticas para melhorar e números para apresentar no final da legislatura a dar a ideia (e se eu escrevesse ‘ideia errada’ estaria a ser enormemente moralista) de que o ensino melhorou alguma coisinha. Para este grande desígnio nacional de fingir que o ensino em Portugal melhorou, o governo do PS tem a receita mágica: diminuir a dificuldade dos testes e eliminar esse conceito reaccionário de chumbar por faltas ou défice de aproveitamento. Não, calo leitor, não é de chumbos destes que o PS tem usado:

PS chumba ida do presidente do IEFP ao Parlamento, DN.

PS chumbou requerimento para ouvir Lopes da Mota, DN.

O Estado e as Parcerias Público Privadas na Saúde

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:00

Saúde: Estado “ineficaz” no processo das Parcerias Público Privadas – Tribunal de Contas

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas para apurar a origem dos “atrasos” na contratação das Parcerias Público Privadas (PPP) da Saúde concluiu que o Estado foi “ineficaz” neste processo e que o mesmo tem a credibilidade em causa.

“Sete anos depois da criação da Estrutura de Missão Parcerias Saúde e cinco anos depois de ter sido lançado o primeiro concurso, o programa de PPP do sector da Saúde ainda não havia dado origem, definitivamente, a qualquer processo de contratação completo”, de acordo com o relatório da auditoria, hoje disponibilizado pelo Tribunal de Contas (TC).

Quem pressiona não pressiona. Quem investiga não investiga.

Filed under: Blogosfera,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:06

Adolfo Mesquita Nunes de volta ao activo (blogosfericamente falando) e inspirado: País de faz de conta.

Mais um mau sinal da campanha de Paulo Rangel

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:26

Depois de um mau primeiro cartaz, agora uma proposta muito pouco recomendável (em linha aliás com as declarações de Rangel ao i): Paulo Rangel promete propor a Bruxelas plano para recuperar cintura urbana

“Defendemos um grande plano europeu, com um grande financiamento europeu, apenas vocacionado para a recuperação das cidades no plano do edificado, ambiental e energético e no plano social”, frisou Paulo Rangel.

(via João Miranda: Rangel defende um grande imposto europeu e O que a União Europeia não tem)

O segredo do progresso de “integração” europeia: o federalismo e a grande piada

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:00

Mais um excelente texto do Miguel Morgado: Europa para gente séria.

O segredo do progresso da “integração” europeia está no facto de os países europeus não se levarem muito a sério. Não se levam a sério enquanto Estados. De outro modo, como explicar a disponibilidade e até o entusiasmo – ou pelo menos uma relutância muito fugidia – com que prescindem daquilo que mais os define como Estados? Como compreender que desistam com tanto silêncio e sem lágrimas, da capacidade legislativa que é constitutiva da sua soberania? E a soberania não mais quer dizer do que ter controlo sobre o próprio destino. Ora, os países europeus já não querem mais ter controlo sobre o seu próprio destino porque, por assim dizer, se tornaram umas piadas para eles mesmos.

(mais…)

Liberdade de expressão na Europa

Filed under: Internacional,Media,Política — ruicarmo @ 19:15

Um artigo de Roger Scruton na American Spectator. E um caso no Reino Unido.

Progresso

Filed under: Agenda,Educação,Teoria — ruicarmo @ 19:11

-Today, my mom found a condom in my pocket while doing my laundry. Instead of having the subsequent discussion about the birds and the bees my mother simply asked “Who would have sex with you?”
I’m going to be that type of parent
-Who would have sex with you?

Recebido por e-mail.

Wrap-up do Nicola

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 14:46

Foram umas três horitas bem passadas. Paulo Rangel respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas, dizendo o que pensa, sem grandes preocupações de agradar, o que só acresce ao seu crédito. É refrescante ouvir um político que gosta de falar de política; política pensada, não frases feitas ou ideias de algibeira.

Dito isto, foram (bastantes) mais as coisas com que discordei dele do que as com que concordei. Algumas, esticaram ao limite a minha benevolência randiana; mas estava lá o RAF no seu papel evangelizador para me impedir de sair intempestivamente a vociferar «you’re all a bunch of socialists».

E a liberdade?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:04

No que se refere à distribuição dos preservativos nas escolas, é sintomático que a discussão verse sobre tudo menos o direito dos pais para decidir o que os seus filhos devem aprender. 35 anos depois da revolução que nos trouxe a democracia ainda há quem deseje educar os filhos dos outros por meio de directivas emanadas de um gabinete em Lisboa. O argumento de que as famílias não ensinam determinadas ‘coisas’ aos seus membros mais novos, não pressupõe apenas que estes ‘educadores’ estatais sabem de antemão o que deve e não deve ser ensinado nas escolas. É um pouco pior: Subentende-se nos seus argumentos, uma desconfiança inata na pessoa humana, nos pais, tios, no conceito de família, qualquer que ele seja, monoparental, numerosa ou de um casal do mesmo sexo. Não importa. Um projecto educativo centralizado e igualitário, implica sempre mais poder para o estado, menos influência das famílias. Menos peso dos indivíduos no destino da sua sociedade. No fundo, é uma outra forma de ver a liberdade. A deles.

Eles Mentem?

Filed under: Comentário,Internacional — Carlos M. Fernandes @ 11:29

Los ‘convidados de piedra’ de los análisis del 11-M

Curiosamente, días después, en las instalaciones donde se custodiaban las pruebas, se produjo el apagón que desconectó las cámaras que garantizaban que nadie pudiera manipularlas. Y fue a partir de ese momento cuando comenzaron a aparecer trazas de DNT en las muestras de Goma 2 ECO que alimentaron la teoría de la contaminación, pese a que ninguno de los análisis anteriores las habían detectado. De nuevo, ¿casualidad o manipulación?

Otro perito revela extrañas manobras en los análisis…

Denuncia que en la prueba pericial «irrumpió gente que no tenía nada que ver con ella» y que para realizarla se tuvieron que conformar con «unas muestras de risa» después de que los Tedax tirasen las aguas de lavado, equivalentes a «la prueba del delito». Su testimonio refuerza las más que razonables dudas de que sea cierta la versión oficial del 11-M. ¿Cuestionará también Zapatero la cordura de los químicos que no hacen sino denunciar la manipulación de una prueba científica?

…y dos policías pudieron ir a la cárcel “por discrepar”.

AYER comenzó el juicio contra Antonio Parrilla y Celestino Rivera, los policías a los que el juez Del Olmo encarceló 24 días bajo la única acusación de informar sobre una trama de corrupción policial al periodista de EL MUNDO Fernando Lázaro. El hecho de que la fiscal pida ahora sólo 4.200 euros de multa demuestra de forma flagrante que Del Olmo actuó de forma arbitraria y mezquina. (…) ¿Pudo ser su encarcelamiento una estrategia de amedrentamiento de cara al juicio por los atentados? La mera posibilidad, considerada por el juez, resulta escalofriante.

Isto começa a ter piada. Mas os moralistas do costume não devem estar a achar muita graça, pois caso contrário já teriam soltado as suas sentenças.

Adenda: Foi ontem [9 de Julho de 2008] dado como provado, num tribunal espanhol, que quatro agentes manipularam um relatório da polícia científica sobre os atentados de 11M, rasurando dados que poderiam conduzir a investigação no sentido da ETA!

Um mau cartaz da campanha de Paulo Rangel

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 02:00

rangel_cartaz

Ainda que o alvo possa ser a baixa execução governamental dos fundos “europeus”, creio que este cartaz de campanha de Paulo Rangel é infeliz por várias razões.

Em primeiro lugar, porque não se ajusta aos pontos mais fortes da imagem pública de rigor e sobriedade que Rangel, por mérito próprio, tem vindo a conseguir afirmar junto da opinião pública.

Depois, porque é também inconsistente com a mensagem e a imagem que Manuela Ferreira Leite tem procurado fazer passar.

Finalmente, porque apela ao voto recorrendo a algumas das piores ideias feitas do eleitorado sobre a “Europa” como fonte de fundos. Ainda que a mensagem expressa neste cartaz possa render alguns votos a curto prazo (o que duvido, porque no campo da demagogia é impossível ao PSD bater a extrema-esquerda), os efeitos negativos a prazo sobre a credibilidade do PSD e a sua capacidade para se constituir como alternativa ao PS fazem com que seja um erro político grave.

Por tudo isto, também eu esperava mais e melhor do primeiro cartaz e estou de acordo com Jorge Ferreira:

Combater a crise, caro Paulo Rangel, tem de começar em nós próprios, no aumento da produtividade das empresas, da qualidade do ensino, do rigor nas contas públicas, na diminuição da despesa do Estado e do desperdício público de dinheiro.

Se o PSD opta por ser mais ou menos indistinguível do PS em matéria europeia, afastando assim as motivações ideológicas e programáticas, sobra a possibilidade de apresentar um discurso sóbrio e consistente que possa justificar – como defende o João Gonçalves – o voto pragmático. Não é no entanto com este tipo de cartaz, a meu ver, que tal se consegue.

Resta aguardar pelos próximos episódios e esperar que tenha sido um mero acidente de percurso.

Marta Crawford, sexo e atenção

Filed under: Cultura,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:47

Sexo em repartição pública. Por Henrique Raposo.

Jornalismo de causas no Público e exaltações místicas bloquistas

Filed under: Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 01:44

Jornalismo em busca de causas. Por Helena Matos.

O PÚBLICO como se sabe vive em exaltação mística na ânsia desse dia em o patronato será corrido à pedrada e os imigrantes levantarão barricadas no Martim Moniz. Essa fé a par dum servilismo bacoco em relação às organizações que dizem representar os imigrantes leva a que aquilo que não passa dum fracasso – e uma manifestação em Lisboa com 200 ou 300 pessoas é um fracasso sobretudo tendo em conta o nº de imigrantes e as reais razões de queixa que têm – seja apresentado editorialmente como um sucesso. Aliás se tivermos em conta que a manifestação foi convocada por três dezenas de associações e que estiveram presentes 200 a 300 manifestantes, se descontarmos o Rui Tavares candidato do BE nas Europeias, sobra mais ou menos o número de funcionários que cada associação deve ter ao seu serviço.

Vale a pena assistir à performance de Rui Tavares, um verdadeiro case-study da extrema-esquerda bloquista:

Depois do Nicola

Filed under: União Europeia,Videos — ruicarmo @ 00:15

This is Not America, David Bowie.

Maio 18, 2009

Morgado ao PE!

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:58

Na mailing list do Insurgente há quem proponha a eleição do Miguel Morgado, já! Não se arranja um quinto lugar na lista?

Eurobonds

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:35

O João Galamba perguntou como seria compatível uma governação europeia sem a existência de Eurobonds. Os Eurobonds, tal como estão a configurar-se, o que vão é agravar o rating da dívida pública no espaço europeu, por contaminação daquilo que será a percepção sobre o risco que os investidores necessariamente irão repercutir nos títulos. Ou alguém acredita que a boa moeda é mais forte que a má moeda, em termos de percepção de risco?

Já tive de segurar o Migas…

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,União Europeia — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:31

… mas calma! O Paulo Rangel defendeu umas forças armadas europeias, nos próximos 20 anos, apenas para “missões humanitárias”. Os eurobonds, só depois da reformatação das instituições europeias (lá para 2050), e a harmonização fiscal já é o que vamos tendo. Por isso, não é caso para dares azo aos dois Nicolas que bebeste de golada.

Caldo entornado

Filed under: Comentário,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 23:27

Vem um gajo para aqui cheio de boa vontade e leva logo com forças armadas europeias, harmonização fiscal e (eventualmente) eurobonds (depois de uma redefinição do papel do BCE). Há dias em que não devia sair de casa.

No Nicola com Paulo Rangel 2

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Maria João Marques @ 23:24

Não concordo com tudo o que oiço – quer da defesa da hiper-regulamentação, quer do referendo ao Tratado Constitucional, quer da manutenção da PAC (que não foi bem explicada), quer…. Em todo o caso é sem dúvida uma viragem no bom sentido para o grupo de eurodeputados do PSD.

(O relato mais engraçado é o do Rui Castro. Ide ler).

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