O Insurgente

Maio 30, 2009

1 Junho em Lisboa: lançamento do livro “No Inferno dos Kmer Vermelhos – Testemunha de uma Sobrevivente”, de Denise Affonço

Filed under: Agenda,Justiça,Livros,Política — André Azevedo Alves @ 01:46

Khmer Vermelhos

O Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e a Editora Pedra da Lua têm o prazer de convidar V. Exa. para o Lançamento do Livro

«NO INFERNO DOS KMER VERMELHOS – TESTEMUNHO DE UMA SOBREVIVENTE»

Que terá lugar no próximo dia 1 de Junho, pelas 18h, na Sala de Exposições.

O livro será apresentado pela própria autora, Denise Affonço, e pelo Prefaciador, Dr. José Manuel Fernandes.

Mais informações aqui.

23 Comentários »

  1. Espera-se que o Sampaio, o ministro “malhão” e outros que festejaram a chegada do Pol Pot ao poder não deixem de comparecer…

    Comentário por Miles — Maio 30, 2009 @ 09:11

  2. E não se esqueçam de dia 16 de Junho, o memorial das vítimas do comunismo.

    http://www.victimsofcommunism.org/

    Comentário por CC — Maio 30, 2009 @ 21:11

  3. Esta triste história da História é complexa.

    Dificilmente os Khmers vermelhos teriam subido ao poder sem a guerra no Vietname e os bombardeamentos no Cambodja.

    E quem acabou com aquilo foram os comunistas do Vietname.

    Comentário por CN — Junho 1, 2009 @ 22:16

  4. CN,

    é mais complexo ainda, sem o colonialismo francês a História também teria sido diferente.

    Comentário por Helder — Junho 1, 2009 @ 22:25

  5. Nao vejo grande relação directa. O príncipe no Cambodja foi deposto no meio dos bombardeamentosecretos, sem intervencão militar no vietname este seria comunista como acabou a ser mas Cambodja nao teria perdido estabilidade (arriscam-se a passar-se o mesmo no Pak via Af).

    Engracado como ninguém dà crédito aos vietnamitas por terem acabado com o genocidio.

    Comentário por CN — Junho 1, 2009 @ 23:47

  6. “E quem acabou com aquilo foram os comunistas do Vietname.
    Engracado como ninguém dà crédito aos vietnamitas por terem acabado com o genocidio.”

    CN
    Sabe porquê?
    É porque não é verdade.
    Os vietnamitas acabaram com uma guerra civil, o grosso do genocídio foi antes disso, provavelmente enquanto os vietnamitas andavam a fazer o mesmo no Vietname.
    Ninguém lhe nega o seu grande conhecimento de história contemporânea, mas você tem a tendência de a interpretar sempre com um filtro anti-americano.
    No decorrer da Guerra-fria, muitos países se viram envolvidos nos conflitos de baixa intensidade, que impediram o cataclismo universal, mas nem todos se sentiram obrigados a chacinar o seu próprio povo.
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 00:21

  7. “tendência de a interpretar sempre com um filtro anti-americano.”

    Lamento, mas é anti-intervencionismo e anti-boas-intenções que como sabemos são o maior propagador de desgraça humana.

    O comunismo em geral foi mais uma ferramenta para os movimentos anti-descolonização e a “teoria do dominó” fundamentalmente errada, a intervenção no Viename provocou pelos menos 1 Milhão de mortos civis no Vietname e com grande probabilidade contribuiu para o descalabro no Cambodja.

    Que se tente ter a consciência tranquila pensando que somos os “Virtuosos” a espalhar e defender o bem pelo mundo (no meio de tanta “uninteded consequence”) é uma defesa psicológica “humana , demasiado humana”.

    Os americanos simples e genuinos (coisa cada vez mais rara dada a infecção europeia intelectual do neo-conservadorismo de complexas e tortuosos raciocínios optimistas sobre revoluções de mentalidades e transformação de culturas) têm uma boa: “mind your own business”

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 09:34

  8. »»Lamento, mas é anti-intervencionismo e anti-boas-intenções que como sabemos são o maior propagador de desgraça humana.««

    Caro CN

    Que eu me recorde o “intervencionismo” e as “boas intenções” americanas (ou ocidentais se preferir) começaram com o “disparate” da Somália e da Bósnia (não antes de esperarem o suficiente para que a limpeza étnica fosse feita).
    Ou se quiser recuar mais um pouco, também podemos associar à mesma filosofia o apoio aos movimentos de libertação das nossas colónias.
    Coreia, Vietname, Laos, Cambodja, Formosa, Indonésia, América Latina, etc., são puras guerras de contenção do comunismo, tanto soviético como maoista.
    Nessas, ninguém parecia muito preocupado com as credenciais “democráticas e humanistas” dos regimes que lutavam do “nosso lado”.

    »»Que se tente ter a consciência tranquila pensando que somos os “Virtuosos” a espalhar e defender o bem pelo mundo (no meio de tanta “uninteded consequence”) é uma defesa psicológica “humana , demasiado humana”.««

    Eu não tento nada, tenho mesmo a consciência tranquila, por que sei que estamos do lado dos “BONS”.
    As “uninteded consequence” são mais fruto do relativismo moral que parece defender.
    E nessa luta contra o MAL, prefiro mil vezes a versão actual, em que pelo menos haja a intenção de melhorar qualquer coisa e de transmitir os nossos valores e não apenas que se “defenda a barricada”.
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 11:41

  9. “…têm uma boa: “mind your own business”…”

    Também concordo.
    Como é que se propõe universalizar o conceito?
    Com uma moção no Conselho de Segurança da ONU?
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 11:46

  10. “As “uninteded consequence” são mais fruto do relativismo moral que parece defender.”

    Ah, que bom ouvir os “virtuosos”, existiram uns na França jacobina, queriam mudar o mundo para melhor na Europa e acabar com as monarquias que espezinhavam os direitos,,, e assim não podiam ficar parados para não serem “relativistas”…

    Mas qual “relativismo moral”? Isso é uma tirada do mais puro socialismo intervencionista.

    Se os Vietnamitas querem ser comunistas (mas atenção que isso foi no contexto de descolonização) isso era com eles. Desde quando é que a ausência de intervenção militar do lado oposto do mundo sem qualqer perigo eminente pode ser justificado como “relativismo moral”?

    * “Bósnia (não antes de esperarem o suficiente para que a limpeza étnica fosse feita).” que eu saiba houve massacres de parte a parte (e a maior fterão sido 6000), é o que costuma acontecer numa… guerra civil….Quer intervir nas guerras civis de todo o mundo?

    * Já no Kosovo falaram de 50 000 vitimas deopis 100 000 a CNN depois falou de 500 000 e depois não se encontrou nada.

    PS: Os ingleses, o bom império de então, deviam (se o pudessem) ter impedido a guerra dita “civil” nos EUA defendendo o Sul, como aliás era a sua preferência (e impedindo 600 000 mortos)?

    PS2: Quer acabar com a violência e o mal no mundo? Tipo “permanent war for the sake of peace”?

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 12:17

  11. “…têm uma boa: “mind your own business”…”

    Também concordo.
    Como é que se propõe universalizar o conceito?
    Com uma moção no Conselho de Segurança da ONU?

    Exemplo: Saindo da ONU e “minding your own business”.

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 12:18

  12. »»»”Se os Vietnamitas querem ser comunistas (mas atenção que isso foi no contexto de descolonização) isso era com eles.”««««

    Como é que sabe o que eles queriam?
    Alguém lhes deu a oportunidade de escolher livremente?
    Ou o lado soviético só forneceu “bons conselhos”?

    E depois faz uma misturada de assuntos perfeitamente desconexos.
    As intervenções na antiga Jugoslávia só são más por tardias e como bem refere, profundamente desonestas.
    Mas a quantidade de mortos é perfeitamente irrelevante.
    O que não cabia era aos Americanos intervirem no espaço europeu.
    Mas era obrigação da Comunidade Europeia não permitir aquele espectáculo de selvajaria no seu “quintal”.
    No caso do Kosovo, então ninguém me tira a desconfiança de que a intervenção americana serviu apenas os interesses pessoais dum presidente em apuros internos.
    No recuo dos “bons impérios”, normalmente geram-se soluções civilizacionais aceitáveis.
    Você parece esquecer que as “boas monarquias” destruídas pela Revolução Francesa e posteriormente pela 1ªGG e pela Revolução Russa, não são mais que as herdeiras do Império Romano.
    O recuo do Império Britânico deixou pelo menos uma boa solução para uma parte considerável da humanidade – a Índia.
    O recuo do nosso próprio Império podia ter sido melhor, mas também não foi dos piores, deixámos o Brasil e Cabo Verde.
    Houve quem fizesse pior.

    »»»“Quer acabar com a violência e o mal no mundo? Tipo “permanent war for the sake of peace”?”«««

    Sim, quero!

    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 12:51

  13. “Exemplo: Saindo da ONU e “minding your own business”.”

    Caro CN

    Como se comprova com esta troca de comentários nenhum “teimoso teima sozinho”.

    Só se explica ao vizinho para se restringir ao “minding your own business”, se se estiver disposto, a explicar-lhe as consequências que lhe advirão de não o fazer, e se esse vizinho acreditar nelas.

    O contrário é conversa de treta, submissão ou traição, escolha.
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 13:03

  14. “Como é que sabe o que eles queriam?”

    Em última análise a população é responsável por aquilo que lhe acontece. Mas os comunistas até no Sul começaram a ter apoios (coisa habitual, visível no paquistão agora versus Taliban) dado que as “necessidades” do intervencionismo costumam descanbar (como o apoio a um militar autocrata… lembram-se dos monges a imolarem-se? foi isso) e os bombardeamentos de Napalm, etc.

    Regra simples: não achar que se percebe e entende conflitos internos ou mesmo entre estados onde
    mil histórias com irracionalidades aparentes de muitos (ou centenas) de anos.

    “Sim, quero!”

    Eu bem digo, os “virtuosos” são a mais perigosa “raça” da humanidade.

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 13:07

  15. “O contrário é conversa de treta, submissão ou traição, escolha.”

    Também existe a cegueira. Por exemplo aquela que acha que a WWII foi uma vitória quando foi uma derrota total moral e militar do “Ocidente”, de resto começada na WWI.

    Quanto ao “vizinho”:

    Quase nada na história de grandes conflitos são casos de “vizinhos”. Pelo contrário, são metideiros (e ingénuos idealistas )nos problemas dos outros e tornar conflitos locais (ou confinados regionalmente) em destruição universal apocalíptica.

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 13:12

  16. “Por exemplo aquela que acha que a WWII foi uma vitória quando foi uma derrota total moral e militar do “Ocidente”, de resto começada na WWI.”

    Mas com isso eu estou totalmente de acordo.
    Mas pelos vistos, a sua solução era não fazer nada e deixar que os vitoriosos se espalhassem pela Terra inteira.
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 13:21

  17. “Em última análise a população é responsável por aquilo que lhe acontece.”

    Exactamente.
    Pelo que voltando ao tema inicial do post, o genocidio cambojano é em última análise responsabilidade dos cambojanos e a intervenção vietnamita afinal é até foi benéfica.
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 13:26

  18. “Eu bem digo, os “virtuosos” são a mais perigosa “raça” da humanidade.”

    Não sei bem, quem é o “virtuoso” aqui, mas está bem.
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 13:29

  19. “Mas pelos vistos, a sua solução era não fazer nada”

    Bem, Estaline (o nosso aliado com genocídios dos anos 30 e invasor da Polónia 15 dias depois de Hitler) limitou-se a defender o que ganhou na WWII.

    O comunismo espalhou-se na onda da descolonização (as lutas nacionalistas costumam apegar-se a ideologias por motivos práticos) e animados a tal precisamente porque Estaline e a Rùssia foram como consagradas pelos Aliados e o resultado final.

    Ter transformado o Japão numa Pomba (agradecer à tese da Vitória Total e WMD sobre civis) também não ajudou quanto ao comunismo na Ásia (a começar com a Coreia, sua colónia). A queda súbita do maior Império da história (o Inglês) também não ajudou (é agradecer a Churchill que tudo – visivelmente algo de errado porque a sua queda não era o que queria – fazia pelo seu Império).

    Previsões como a China e Rússia funcionarem em bloco provaram-se completamente falsas e erradas. A cultura e nacionalismo e rivalidades ancestrais estão muito antes que a ideologia….

    … a direita e os conservadores deviam saber isso (hoje é mais defender os direitos das mulheres e a democracia nos desertos tribais, coitaditos).

    Depois, Hitler e Estaline podiam ter-se destruido mutuamente não fosse a pressa da França e o Império Britânico declararem guerra por causa de uma ditadura militar (Polónia).

    Claro que se analisarmos bem a WWI, nem Hitler nem Estaline existiriam não fosse a ingenuidade angelical de muitos “virtuosos” que acabaram (com as suas unintended consequences e algumas até mesmo “full intended consequences”) com todas as monarquias continentais transformadas em comunismo e fascismos vários.

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 13:33

  20. “Não sei bem, quem é o “virtuoso” aqui, mas está bem.”

    Os virtuosos costumam ser aqueles que advogam de uma forma ou outra intervir no que lhe não diz muito respeito com o uso da força e sendo normalmente muito optimistas sobre a mudança apressada das sociedades nem percebendo – digamos – a “tradição e costumes” inerentes a muitos conflitos locais e de certa forma a favor de um certo “internacionalismo” de transformação do mundo (e quem sabe da sempre falível e pecadora alma humana).

    Idealismo munido de força. Apenas fardada (como Napoleão).

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 13:37

  21. “Mas pelos vistos, a sua solução era não fazer nada”

    Caro CN

    Não pregue a convertidos.
    Eu estou completamente de acordo com a sua análise aos resultados da 2ªGG.

    O meu comentário aplicava-se ao pós-guerra (2ªGG).
    .

    Comentário por Mentat — Junho 2, 2009 @ 13:41

  22. A Guerra Fria

    Acho que se pode ver agora que o Vietname era perfeitamente excusado (não só o caso Cambodja pode ser consequências até outraz coisas como a saída de Nixon de Bretton Woods foi acelerada com os custos de guerra, como na Europa o Vietname foi motivador da esquerda anti-americana)

    Como disse, o comunismo foi uma ferramenta para as descolonizações. Estaline sabia que não poderia expandir-se (o conflito com Trotsky deveu-se ao internacionalismo deste comparativamente ao Socialismo num País ou Bloco só).. até porque a economia não o permitia. Quando a URSS imprudentemente se lembra de ir pregar aos desertos no Afeganistão com intervencionismo em vizinhos… acelerou a sua queda e implosão.

    O que devia fazer pensar na actual senda no Af-Pak que se presta a ser mais um desastre total de intervencionismo militar e “nation building” [de resto, alguns historiadores costumam designar o Afeganistão como o sítio onde os Impérios vão morrer].

    O comunismo (tal como o islamismo radical) como sabemos não funciona e leva ao empobrecimento (e ausência de capacidade militar para grandes ocupações), tendo isso em conta, aqueles que quiseram experimentá-lo tiveram de volta as consequências.

    È a melhor forma das populações aprenderem. Trying its medicine. Quando de fora se tenta impedir processos internos, ainda ganham força e motivação por cima.

    Regra geral.. cada um deve olhar por si (e Deus por todos)… as excepções devem ser excepções e no pleno uso de objectividade pragmática não excesso de idealismo bacoco.

    Comentário por CN — Junho 2, 2009 @ 14:03

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