Tavares Moreira no Quarta República.
Tenho para mim que este anúncio constitui essencialmente um acto de política pré-eleitoral, que com grande probabilidade nos vai sair caro… (…) Digo que nos vai sair caro porque não estou a ver que os actuais titulares estejam dispostos a vender a qualquer preço e vão aproveitar-se do clima e da necessidade de fazer demagogia por parte dos decisores para imporem condições que…nós pagaremos como habitualmente.(…) Convém ter presente que um dos contemplados com esta aquisição “potestativa” é exactamente uma companhia de seguro de crédito alemã e o Governo deve saber que se não a tratasse bem (à nossa custa, claro), acabaríamos pagando uma factura elevadíssima…(…)
O seguro de crédito, interno ou à exportação é hoje uma actividade essencialmente comercial, com excepção da área da cobertura dos riscos políticos e extraordinários em exportações – de bens de equipamento e serviços, sobretudo – para países que envolvam esse tipo de riscos, em geral economias emergentes ou países de baixos rendimentos (LIC’s).(…) Mas esses riscos políticos e extraordinários são desde há muito tempo objecto de resseguro junto do Tesouro Público, podendo o Ministério das Finanças adoptar as providências que muito bem entender para alargar essas coberturas se considerar isso do interesse nacional…(…) Então para quê nacionalizar a COSEC? Para fazer a vontade aos Presidentes da AEP e da AICEP? Para piscar o olho à esquerda? Não haverá processos de piscar o olho menos dispendiosos?(…)
Assim vai o circo, cada vez mais animado à medida que a data das eleições se aproxima…ha, quase esquecia: por estas e por outras é que os impostos não podem baixar…
“para quê nacionalizar a COSEC? Para fazer a vontade aos Presidentes da AEP e da AICEP?”
- Não. “A aquisição é da única responsabilidade do governo do PS.” (Miguel dixit.)
Comentário por Luís Lavoura — Maio 14, 2009 @ 12:31
Não sei se lhe consigo colocar isto de forma mais clara.
A responsabilidade é exclusiva do governo do PS (que o responsávela pela acção) mas está a fazer a vontade das associações empresariais (que fizeram o pedido). Percebe a diferença?
Comentário por Miguel — Maio 14, 2009 @ 12:36
Eu escrevi:
“esta aquisição é feita sob forte pressão da Associação Industrial Portuguesa. Não é decidida apenas por e sob iniciativa do governo socialista.”
O Miguel prefere escrever:
“o governo do PS está a fazer a vontade das associações empresariais (que fizeram o pedido)”
Para mim é exatamente a mesma coisa.
Comentário por Luís Lavoura — Maio 14, 2009 @ 12:57
Lamento. Consulte o Novas Oportunidades e frequente um curso de português.
Comentário por Miguel — Maio 14, 2009 @ 13:00