O Insurgente

Maio 4, 2009

Koniek

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:39

Vasco Granja (1925-2009)

Não é só um pedaço da minha infância, são os outros mundos possíveis que o Vasco Granja nos metia casa adentro quando a TV era a preto e branco, só havia dois canais e, no caso da RTP2, só funcionava umas seis horas por dia. É certo que levávamos com animação “de Leste” tenebrosa, mas também é verdade que o Vasco Granja falava do Tex Avery com entusiasmo, dos Loony Tunes, do Bugs Bunny (chegava a resumir o episódio), do Daffy Duck e de tantos outros. A gente(inha) sentava-se à espera. Um até sempre e um dia destes a gente(inha) encontra-se, se Deus quiser.

12 Comentários »

  1. Helder, a memória que me fica é aquele sorriso enquanto dizia: “os meninos e as meninas…”
    Na altura, eu já era mais crescidinha, mas não era imune a esse sorriso…
    Sim, “um até sempre” àquela ternura toda, àquele entusiasmo, até pela animação de Leste…

    Comentário por Ana Silva Fernandes — Maio 4, 2009 @ 22:56

  2. O mundo da animação
    que o Granja apresentava,
    prendia a nossa atenção
    que tanto nos encantava.

    Na infância do mexilhão recordada
    em histórias fantásticas,
    esta personagem ficará guardada
    repleta de lembranças entusiásticas!

    Comentário por Amêijoa Fresca — Maio 4, 2009 @ 23:31

  3. Ana, é verdade e é essa a palavra que me faltava: “ternura”. Julgo que é por aí que tantos de nós o recordam até com algum carinho, é que até a apresentar aquelas coisas feitas de sombras, cujo mérito artístico eu não discuto, ele fazia com ternura. Sendo verdade que ser terno com crianças ainda não era crime.

    Amêijoa: exactamente. Muito obrigado pelas quadras.

    Comentário por Helder — Maio 4, 2009 @ 23:37

  4. Eu quase levei com uma vassorada do Vasco Granja… aqui:
    http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/05/vasco-granja-morreu-o-homem-que-me-quis.html

    Comentário por Nuno Santos — Maio 5, 2009 @ 00:51

  5. É um pedaço da minha infância que se perde. Recordo-me dos tempos passados pregado à televisão, a ouvir longas descrições dos desenhos animados, a gramar com umas coisas horrorosas de Leste para, finalmente, poder ver o Bugs Bunny. E tudo isso cativava, tudo isso valia a pena!
    Comparando com os dias de hoje, acho que tínhamos sorte. Davamos valor a estes programas, a pessoas que os personalizavam. Vasco acabou por ser um amigo – quase como um daqueles tios excêntricos que acham que nos têm de doutrinar de pequeninos.
    Obrigado, Vasco.

    Comentário por Nuno Nasoni — Maio 5, 2009 @ 09:42

  6. Obrigado, Helder. É reconfortante ler isso que escreveu. Uma coisa que me revolta sinceramente é ver tanta gente que na altura corria para ver o Vasco Granja, dizer agora que ele era insuportável, que só passava konieks comunistas (o que aquilo tinha de comunista ainda estou para descobrir), que não aguentavam o programa, etc. Falta de memória e falta de respeito. Já agora, Helder, porquê “tenebrosa”? Do que eu me lembro, muitos dos konieks eram chatos e outros até eram giros e divertiam. Mas a minha mais forte memória do Granja é a pantera cor-de-rosa. Obrigado por tudo, Vasco Granja, até pelos konieks.

    Comentário por Pedro — Maio 5, 2009 @ 11:53

  7. Não esquecer os filmes que ele passava do Norman McLaren e do National Film Board of Canada. Penso que os filmes checos até era bem bons quando comparados com estes (estou a ironizar). De qualquer modo, suportávamos alegremente tudo isso para depois, no fim, vermos o Tex Avery e companhia. Sem dúvida, que o Vasco Granjo fez um grande programa de televisão.

    Comentário por Rui Oliveira — Maio 5, 2009 @ 13:08

  8. “É certo que levávamos com animação “de Leste” tenebrosa”.

    Não sejas sectário, Helder.

    Comentário por Luís Marvão — Maio 5, 2009 @ 14:46

  9. Luís pá. Que sectário? Deixa lá a ideologia fora disto, especialmente no que me diz respeito. Olha, tá bom tempo aí em Setúbal?

    Comentário por Helder — Maio 5, 2009 @ 16:50

  10. Pedro, do que me lembro os koniecs eram uma valente seca e muito mal feitos. Havia uns “tenebrosos” feitos de sombras de cartolina recortada. lembro-me de um com um príncipe a descer e a raptar(?) a princesa que… meu Deus! (isto foi há mais de trinta anos.)

    Comentário por Helder — Maio 5, 2009 @ 16:54

  11. Tu é que meteste a ideologia pelo post adentro.
    O tempo por aqui em Setúbal? Está bom, pá ;) Mas o presente podia ser mais radioso. A ver vamos o que nos traz o futuro :)

    Comentário por Luís Marvão — Maio 5, 2009 @ 17:05

  12. Helder, a minha memória é diferente. Lembro-me que eram aborrecidos, muitos, mas não tenho a impressão de mesmo esses serem mal feitos; diferentes, sim. Se o padrão for A Bela Adormecida ou o Fantasia, da Disney, é claro que parecem toscos; não tinham os meios de produção desses filmes, nem a intenção seria essa; eram coisas artesanais, com o seu encanto. Não sei o que fazia o Helder, mas eu não desviava os olhos desses desenhos animados de cartolina. Mas eu, dos konieks, lembro-me melhor do Professor Baltazar, que era uma delicia. Do resto, o bugs bunny, a pantera, os tex avery e chuck jones, etc.

    Comentário por Pedro — Maio 5, 2009 @ 17:16


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