O Insurgente

Maio 31, 2009

Dias Loureiro e José Sócrates (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:00

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No Diário de Notícias do já longínquo – e quase esquecido – dia 1 de Julho de 2008: O ‘MENINO DE OURO’ DE DIAS LOUREIRO

Manuel Dias Loureiro, empresário, “barão” do PSD, conselheiro de Estado indicado pelo Presidente da República, mais parecia, ontem, um fervoroso militante socialista.

No lançamento de uma biografia de José Sócrates da autoria da jornalista Eduarda Maio, sob a chancela da Esfera dos Livros, o ex-ministro elogiou a autora do livro (“uma investigação exaustiva” que é “fácil de ler”) mas em relação ao próprio biografado foi verdadeiramente hiperbólico. Fez inclusivamente “sombra” ao outro apresentador da obra, esse sim portador de cartão de militante do PS, o ex-ministro e ex-comissário europeu António Vitorino.

União de facto com José Sócrates

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Porque é que eles são úteis a Sócrates. Por Paulo Pinto Mascarenhas.

A fiabilidade das sondagens e os media

Filed under: Media,Política,Portugal,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:33

Sobre sondagens. Por Beijokense.

Leitura complementar: A margem de erro de Vital Moreira; A margem de erro de Vital Moreira (2); Correcção: afinal o Carlos Santos enganou-se nos cálculos.

Tendências nas sondagens para as eleições europeias

Filed under: Política,Portugal,Sondagens,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:24

Tendências? Por Pedro Magalhães.

Políticos e comentadores têm falado de “tendências” nas sondagens para as europeias. Como procurá-las? Uma maneira possível é tomar partido do facto de quatro dos cinco institutos de sondagens já terem realizado mais do que uma sondagem em momentos diferentes no tempo.

Resultados das sondagens para as europeias

Filed under: Política,Portugal,Sondagens,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:22

Pedro Magalhães apresenta de forma agregada os resultados de todas as sondagens divulgadas até ao momento: Europeias, Ponto de Situação.

Ana Gomes: um trunfo que a campanha de Paulo Rangel devia saber aproveitar

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 15:07

Uma ideia para Paulo Rangel. Por JCD.

Ana Gomes situa-se politicamente numa zona que fica algures entre o MRPP e o POUS, o que é o mesmo que dizer que Ana Gomes é a típica Bloquista a quem falta treinar a moderação linguística artificial que os actuais dirigentes do Bloco usam para conseguirem mais votos. Ana Gomes só estará no PS por acidentes de percurso e, provavelmente, porque paga melhor. Quando se excita, AG não consegue parar de expor em cada frase as suas raivinhas e os seus inúmeros ódios de estimação. Os momentos em que AG diz que Barroso é pífio e em que se desunha a explicar a necessidade de sacar mais dinheiro aos contribuintes europeus para que a Comissão possa emular o socialismo dos diversos governos em gastanças pública de “combate à crise”, poderão ser um bom começo para a campanha de Rangel.

Um questionário tonto

Filed under: Cartoons,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 10:00

Os apetites de João Cardoso Rosas. Por Tiago Moreira Ramalho.

Os caminhos da liberdade e a direita

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:30

Isto de não ser de esquerda. Por Rui Ramos.

Os caminhos da liberdade são muitos e misteriosos. Mas talvez só à direita se possa perceber isso.

Ricardo Costa e a bandeira da União Europeia: uma questão de estrelas

Filed under: Media,Política,Portugal,União Europeia,Videos — André Azevedo Alves @ 00:51


(via João Miranda: Bandeira da UE desactualizada)

Maio 30, 2009

Claramente uma mulher portuguesa educada num país protestante

Filed under: Desporto — Carlos Guimarães Pinto @ 17:48
Tags:

Michelle Larcher De Brito needs to turn down the volume (Times Online)
What a racket! Portuguese squeals deafen Paris (The Guardian)
The sounds, screeches, squalls and shrieks of Larcher de Brito (ESPN)
When Does a Shriek Go Too Far?(New York Times)
Aravane Rezai turns down volume on Michelle Larcher de Brito challenge (The Telegraph)
Rezai rises above shrieks of Larcher de Brito (The Independent)
El tenis grita a los cuatro vientos (Marca)
Michelle crie et Aravane passe (Le Monde)

Para conferir, com o volume no máximo, aqui ou aqui.

Os jornalistas portugueses e a política

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

Há, felizmente, algumas (embora poucas) excepções à regra, mas Ana Cássia Rebelo sintetiza de forma quase perfeita o tratamento mediático da campanha para as eleições europeias, concluindo acertadamente:

A gente sabe que os jornalistas são, em regras, socialistas ou bloquistas. Está-lhes no sangue. Faz parte do seu código genético. Os jornalistas têm direito de ser o que muito bem quiserem. Não têm é o direito de nos tomar por parvos.

Mas não é claro que o que Cavaco fez foi muito pior?!

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 11:55

Vamos ver se eu entendi bem. Cavaco Silva comprou acções (maldito capitalista!) da SLN, e logo mais de 100.000 acções (malvado grande capitalista!). Depois disso, vendeu as acções e teve mais-valias (escândalo! golpe de estado já! peguem nas armas e ocupem as ruas!) de cerca de 140.000€ (que esperam para taxar retroactivamente este rendimento que é sem qualquer dúvida enriquecimento ilícito?). Cavaco Silva nunca ocupou qualquer cargo na SLN, foi apenas um accionista que comprou e vendeu acções. A gente sabe que esta coisa da ‘especulação bolsista’ (mesmo fora de bolsa) e, para mais, ganhando dinheiro, é comportamento de pessoa muito mais imoral do que qualquer violador e estirpador. Por isso, sim, a estratégia do PS, devidamente antecipada por esse génio político que é Vital Moreira, de contrabalançar todos os casos, digamos, peculiares que envolvem o Primeiro-Ministro – Freeport (que é toda uma novela), pressões para arquivar o caso Freeport com devida protecção do alegado pressionador, licenciatura, projectos de arquitectura nas berças, Cova da Beira (com ligação a senhor que também figurou na licenciatura), venda de bens da mãe do PM ao Estado a preços aparentemente mais altos do que os do mercado, a casa comprada mais barata do que as outras iguais cujos compradores estavam isentos de siza - com uma compra e venda de acções com realização de mais-valias por Cavaco Silva é, sem dúvida, muito eficaz. Vão já buscar a guilhotina, que este caso das acções vai ficar feio. E, espera o partido jacobino, sangrento.

A esquerda e o financiamento das causas

Filed under: Brasil,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 10:00

Dia com imposturas. Por Diogo Costa.

A esquerda está acostumada a esbanjar dinheiro em suas campanhas. Só para o Fórum Social Mundial, foram-se 200 milhões dos cofres públicos. Os recursos dos liberais são poucos – por isso temos de utilizá-los de forma inteligente — mas enorme é a injustiça cometida pela pilhagem tributária em nosso país. Acostumado com o perdularismo da esquerda, Nassif não consegue conceber uma causa maior do que seu financiamento. Mas isso seria exigir demais de um sujeito que não consegue ler uma notícia e entender os fatos. Ainda há quem espere que ele entenda um país?

Alguma coisa se passa, de facto…

Filed under: Blogosfera,Política — André Azevedo Alves @ 02:00

Ainda que por vias travessas e sem tomar consciência do essencial, o João Galamba acaba por estar mais perto da verdade do que ele próprio provavelmente imagina.

1 Junho em Lisboa: lançamento do livro “No Inferno dos Kmer Vermelhos – Testemunha de uma Sobrevivente”, de Denise Affonço

Filed under: Agenda,Justiça,Livros,Política — André Azevedo Alves @ 01:46

Khmer Vermelhos

O Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e a Editora Pedra da Lua têm o prazer de convidar V. Exa. para o Lançamento do Livro

«NO INFERNO DOS KMER VERMELHOS – TESTEMUNHO DE UMA SOBREVIVENTE»

Que terá lugar no próximo dia 1 de Junho, pelas 18h, na Sala de Exposições.

O livro será apresentado pela própria autora, Denise Affonço, e pelo Prefaciador, Dr. José Manuel Fernandes.

Mais informações aqui.

Maio 29, 2009

Dias Loureiro e José Sócrates

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:00

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No Diário de Notícias do já longínquo – e quase esquecido – dia 1 de Julho de 2008: O ‘MENINO DE OURO’ DE DIAS LOUREIRO

Sócrates. ‘O Menino de Ouro do PS’, biografia do primeiro-ministro da autoria da jornalista Eduarda Maio, foi ontem lançada em Lisboa. Dias Loureiro, ex-ministro do PSD, conselheiro de Estado designado por Cavaco, multiplicou-se em elogios a Sócrates e ao seu “optimismo, que faz bem a Portugal”

E não é apenas o lançamento do livro que anda quase esquecido. Felizmente, há sempre pessoas (e instituições) com boa memória.

Barbaridades que se lêem na net

Filed under: Política,Teoria — Miguel Noronha @ 21:54

Um conhecido astrólogo produziu a seguinte pérola no reino da filosofia política:

O anarco capitalismo assente em Ayn Rand e Hayek(…)

Espero que, no meio de duas cartas astrais, arranje um tempito para ler uns artigos básicos. Eu dou uma ajudinha: Ayn Rand, Friedrich Hayek, Anarco-Capitalismo e Minarquismo. Não precisa agradecer.

Teresa Caeiro: a arma secreta de Paulo Portas para as europeias?

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:00

A Arma Secreta. Por Ribeiro e Castro.

No anúncio da lista para o Parlamento Europeu, o CDS indicou que busca eleger três candidatos. O falado trio de cabeças-de-lista tinha esse propósito. E, há dias, Paulo Portas assegurou que o seu partido será o que mais vai subir. A aposta é forte.

Tem surpreendido, assim, que a candidata número 3, a deputada Teresa Caeiro, vice-presidente do partido, a mais-valia decisiva da lista e baliza da ambição de conquista, ainda não tenha aparecido: nem na pré-campanha, nem nesta primeira semana. Nuno Melo anda com o líder do partido. Diogo Feio já apareceu. Mas de Teresa Caeiro… nada! Até poderia dar a ideia de que pretendem mantê-la escondida.

O meu pensamento é outro: está certamente guardada para a última semana, como a arma secreta do CDS-PP, trampolim para a eleição dos três eurodeputados.

Não seria a primeira vez que Teresa Caeiro faz esse sacrifício dos últimos minutos. No referendo para liberalização do aborto, em 2007, a deputada Teresa Caeiro aguardou exactamente o último dia de campanha para anunciar na imprensa, dois dias antes do voto, que divergia do partido e não votaria “Não”. Deixou a ideia de que votou “Sim”. E, seguindo essa linha, tem-se destacado também na defesa do casamento homossexual, afirmando, em entrevista, sentir a missão de mostrar que a direita não é tacanha e retrógrada.

A posição estratégica como terceira candidata traduz por certo a exposição desta nova modernidade pela direcção do CDS-PP. E nisso assenta a minha convicção de que Teresa Caeiro não está escondida; antes guardada para arrasar na recta final em defesa da liberalização do aborto e do casamento homossexual, temas que são frequentes nos debates no Parlamento Europeu.

Porquê votar no dia 7 de Junho?

Filed under: Comentário,Política,União Europeia — João Luís Pinto @ 17:27

A caminhada da União Europeia para a democracia nunca existiu, por isso cada acto eleitoral a ele referente é inútil. Mas as próximas eleições para o Parlamento Europeu vão ser particularmente inúteis: não vão determinar em nada se a UE voa ou borrega. É por isso que todos podemos perfeitamente evitar ir votar no dia 7 de Junho.

Com a ajuda preciosa de Ana Gomes.

É preciso lata, muita lata

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 15:55

Através do Carlos Botelho cheguei a esta notícia sobre Vital Moreira:  “Vital Moreira falou ainda de moralidade para estabelecer a diferença entre PS e PSD“.

Moralidade?! Bem, é certo que, para muitos de esquerda, ser de esquerda (e quanto mais de esquerda melhor) é uma questão de superioridade moral, assim uma qualidade intrínseca que outros mais egoístas e mesquinhos (os de direita) não possuem. Só pode ser deste seu preconceito e desta sua falta de conhecimento da natureza humana que Vital Moreira fala quando alude a uma suposta moralidade do PS sobre o PSD. É que se vamos para referências de casos estranhos, o PS não tem lições a dar a partido nenhum. Bem (surripiando a ideia ao João Távora) de ética republicana até pode ter; de ética (sem adjectivos), não.

A ERC e o controlo político da comunicação social em Portugal

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:47

Pequenos pormenores… Por João Pedro Neto.

Desde quando num estado de direito devem ser organismos políticos a regular a actividade da comunicação social? Com certeza que dará jeito a muita gente, mas não tem qualquer sentido.

(via João Miranda)

A quem se refere José Miguel Júdice?

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:41

Estas pessoas, de um modo geral, chegaram ao exercício da política sem grandes recursos, que não fosse o sentido de oportunidade, a inteligência prática, a determinação de parvenus, a dedicação de ambiciosos, a resistência à fadiga, o facto de pouco ou nada terem a perder.

Resposta aqui.

Vital Moreira, erro de casting ou escolhido a dedo?

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 15:37

Vital: o candidato do embaraço. Por Maria João Marques.

Não decidi se o cabeça de lista do PS é uma espécie de Professor Girassol (sem a absoluta generosidade e genialidade), vivendo numa realidade construída pelo próprio e não vislumbrando o que se passa à sua volta, ou se é simplesmente alguém que se toma por supremamente inteligente e o resto da populaça por burrinhos que aceitarão sem reservas quaisquer patranhas que o excelso doutor de Coimbra oferecer. O certo é que a inabilidade – mesmo a incompetência – do candidato são de embaraço constante.

Leitura complementar: Augusto Santos Silva e Vital Moreira; Escolhidos a dedo.

PS em estado de pré-guerra civil

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:23

Mais do que um efeito das desastradas intervenções do erro de casting Vital Moreira ou mais um possível sinal de “desespero” nas hostes socialistas, este episódio sugere o que virá por aí se o ciclo eleitoral que se inicia com as eleições europeias não correr bem ao PS: José Lello sai em defesa de Vital Moreira e ataca Maria de Belém

“Não me choca o termo ‘roubalheira’ que foi usado por Vital Moreira para caracterizar o caso BPN. O que me choca é a displicência da deputada Maria de Belém, tentando minorar o impacto das palavras proferidas pelo nosso cabeça de lista nas eleições europeias”, declarou à agência Lusa José Lello, membro do Secretariado Nacional do PS.

Leitura complementar: Falta de vergonha socialista (2); Falta de vergonha socialista.

Falta de vergonha socialista (3)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:19

Dias Loureiro versus José Sócrates e Como vai hoje a presunção de inocência? Por João Miranda.

Leitura complementar: Falta de vergonha socialista (2); Falta de vergonha socialista.

E fica-se?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:38

Então, Nascimento Rodrigues ainda está doente?

Sócrates é um mãos abertas

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — João Luís Pinto @ 14:36

Nessa resolução é admitida a possibilidade de eventuais operações para o futuro, entre elas a criação de um novo imposto europeu sem um aumento da carga fiscal.

Entre os impostos susceptíveis de serem transformados em impostos europeus, Vital Moreira lembra que o documento em causa aponta «o IVA, os impostos sobre os combustíveis, sobre o consumo de tabaco e álcool, sobre o lucro das sociedades e sobre transacções de valores mobiliários».

O constitucionalista disse que subscreve esse documento e frisou que a sua posição de admitir um imposto europeu sobre transacções financeiras «é a posição do PS».

TSF

Dadas as garantias avançadas por Vital Moreira de que a introdução de um imposto europeu seria feita sem aumento da carga fiscal dos contribuintes portugueses, alguém da insuspeita imprensa (com o sem o carimbo de visado pela ERC) já se lembrou de perguntar a José Sócrates, líder do partido que apoia a candidatura de Vital Moreira (nas suas palavras é afinal “a posição do PS”) e putativo candidato do mesmo partido às próximas legislativas, se em consequência disso está disposto a abdicar da autoridade sobre as receitas “[d]o IVA, [d]os impostos sobre os combustíveis, sobre o consumo de tabaco e álcool, sobre o lucro das sociedades e sobre transacções de valores mobiliários” e sobre quem delas beneficia?

Falta de vergonha socialista (2)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:14

Felizmente, parece que pelo menos uma socialista acha vergonhosas as acusações de Vital Moreira:

“Não me revejo neste tipo de declarações”, disse aos jornalistas, no parlamento, Maria de Belém Roseira, adiantando que “não” usa “determinados termos” em política.(…)

“Aquilo que devo testemunhar como presidente da comissão do BPN é a colaboração do PSD no exercício das suas funções”, disse ainda.

Se ainda lá estivesse o Bush a gente até acreditava

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 12:47

Os iranianos demonstram uma grande falta de respeito por Barack Obama.

A provincial official in Iran has accused the United States of being behind Thursday’s bombing of a mosque that killed at least 19 people.

Quem tem medo do “neoliberal”?

Filed under: Economia,Política — Miguel Botelho Moniz @ 12:32

lobao

Em mais um obituário do “neoliberalismo”, desta vez de João Cardoso Rosas, somos presenteados com uma (yet another) definição dessa doutrina. Depois, podemos ver a contundente pronúncia do seu falhanço. Neste caso, o autor nem se dá ao trabalho de argumentar. O falhanço é evidente e, por definição, o “neoliberalismo” representa «instabilidade dos mercados, aumento das desigualdades e da insegurança, crise da democracia, degradação ambiental.»

O “neoliberalismo” é muito vilipendiado. Usando uma das palavras favoritas do camarada Vital, o “neoliberalismo” é uma fonte de tranquibérnias inomináveis. Mas esta animosidade transcende a barreira tradicional esquerda-direita. João Cardoso Rosas argumenta que se trata de uma doutrina de direita que foi acolhida relutantemente pela direita tradicional e pela esquerda democrática. Talvez tenha alguma razão. Isso explica a facilidade com que ambos os lados, naturalmente estatistas, vêm agora demarcar-se da referida “doutrina”. À esquerda, clama-se contra as políticas neoliberais de direita. (Presume-se que sejam ainda piores do que as neoliberais de esquerda, pois estas são … bem … de esquerda.) A crise é neoliberal. A globalização é neoliberal. Pior que tudo, acusação, juízo e execução definitiva: O “Bush” era neoliberal. (Ou neoconservador, que deve ser a mesma coisa, pois também tem lá o “neo”. Se calhar o Neo do Matrix também era neoliberal.) À direita, diz-se que a esquerda é radical; mas que também não são neoliberais. Isso é que não. Tipicamente, ambos os lados querem mais “regulação”. Para pôr ordem no “mercado”. E uma “face humana”. Claro. Sem “face humana” ficava difícil extorquir metade do PIB.

Mas o que é afinal o “neoliberalismo”? Para João Cardoso Rosas, trata-se de uma doutrina que defende «a privatização generalizada da actividade económica, incluindo sectores como os transportes, os correios, a água, os cuidados de saúde, a gestão das prisões, e por aí adiante (…) a desregulamentação, o que teve especial efeito nos mercados financeiros (…) cortes na despesa social do Estado.» Isto parece indicar que em Portugal nunca houve qualquer prática neoliberal. Afinal de contas, tanto quanto consigo ver, os transportes, os correios, a água, os cuidados de saúde e a gestão das prisões continuam nas mãos do estado; e a despesa social cresce sem parar desde a bula papal de 1179.

Este tipo de críticas são apenas frases vazias de conteúdo. É fácil dizer umas banalidades generalizadas sobre regulação ou regulamentação, fazer queixas sobre a “excessiva” liberalização dos mercados financeiros e não concretizar uma única proposta alternativa sobre o tema. Especificamente, quais das medidas liberalizadoras pretendem reverter.

Hoje às 18 horas, lufada de ar fresco liberal com Luís Silva e Miguel Botelho Moniz

Filed under: Insurgentes nos media,Política,Portugal,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 11:28

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Esta semana estarei com Antonieta Lopes da Costa em debate com os insurgentes Luís Silva e Miguel Botelho Moniz.

Juntos analisamos alguns dos principais temas da actualidade:

- Autoeuropa e BPN – A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa  ainda não aceitou as propostas de flexibilização laboral apresentadas pela administração da empresa. Será impossível conciliar direitos e trabalho? No seguimento das declarações de Oliveira e Costa,  Dias Loureiro  demite-se finalmente do Conselho de  Estado, já vem tarde? E Vitor Constâncio, devia também demitir-se?

- Europa ao rubro – A campanha eleitoral para o Parlamento Europeu está na rua e os candidatos trocam as normais acusações entre si. Entretanto, a Comissão Europeia pediu explicações ao governo português sobre os ajustes directos entre o Estado e as empresas que fornecem o computador Magalhães. O que mais podemos esperar da Europa?

- Ordens profissionais – O Bastonário da Ordem dos Advogados afirmou existirem advogados que praticam actos ilícitos e voltou à carga numa entrevista explosiva concedida, há dias, à TVI. O que pretende Marinho Pinto?

O “Descubra as Diferenças” tem podcast disponível aqui.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Então e a Cosec?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:49

Tavares Moreira

Depois das entradas de leão, com a promessa arrojadíssima, típica do grande líder bolivariano, de nacionalizar a COSEC a qualquer preço, parece ter-se entrado numa fase de silêncio sobre essa aventura (…) O último episódio conhecido data de inícios da semana passada, quando foi noticiada a ameaça de nacionalização “forçada” – já não “amigável” como na primeira e fantasiosa versão – caso os actuais titulares do capital da COSEC quisessem receber um valor “excessivo” (…) Tenho a percepção de que o Governo terá finalmente percebido que iria envolver-se numa aventura muito mal calculada, talvez mesmo uma desventura dolorosa, se fosse por diante com seus intentos “chavistas”…só para fazer a vontade aos Presidentes da AEP e da AICEP…que, por sinal, nunca mais falaram do assunto (…) ainda bem!…Apesar da enorme insensatez de todo o discurso governamental em torno deste tema, sempre é preferível que a insensatez se fique pelo discurso e não suba ao plano das decisões irreversíveis…até para não punir ainda mais os tão sacrificados contribuintes (…) Parece pois, salvo pior, que o dossier COSEC, na sua versão “chavista”, terá finalmente entrado na fase da gaveta…a ver vamos.

À atenção dos deputados da nação

Filed under: Nanny State Watch — Miguel Noronha @ 09:41

O governo da Malásia está a submeter ao Parlamento uma proposta de emenda na Constituição do país que proíbe os homens de chamar «feias» às suas mulheres

E merecerão as esposas portuguesas menos consideração que as malaias?

(via Crónica do Migas)

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 07:51

Lost weekend, Lloyd Cole and The Commotions.

Augusto Santos Silva e Vital Moreira

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:23

Augusto Santos Silva teria sido provavelmente um muito melhor cabeça de lista do PS do que o decepcionante Vital Moreira, mas a verdade é que Santos Silva – independentemente das antipatias que suscita – é demasiado valioso para o actual governo socialista para ser queimado numas eleições europeias. Já o outro – Vital – é perfeitamente dispensável…

Enquanto o PSD precisa de um bom resultado nas europeias para gerar uma dinâmica positiva para as legislativas – justificando-se por isso a aposta em Paulo Rangel -, Sócrates até pode acabar por tirar vantagem da associação de um eventual mau resultado do PS ao fraco desempenho de Vital Moreira.

Alguém se lembra do apoio de Sócrates à desastrosa candidatura presidencial de Mário Soares?

Falta de vergonha socialista

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:10

Vital Moreira associa PSD à “roubalheira” do BPN

O cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu, Vital Moreia, fez hoje à noite em Évora o discurso mais violento da campanha contra o PSD, associando os sociais-democratas ao que chamou de “roubalheira” do BPN.

País faz de conta (5). Por Adolfo Mesquita Nunes.

Sempre pronto a defender José Sócrates dos certamente irrelevantes escândalos da licenciatura, das casas na Guarda e do Freeport, Vital Moreira não tem qualquer pudor em associar o caso BPN ao PSD. É por estas e por outras que este país está como está. O que os indigna não é o quê nem o quando mas o quem.

O keynesianismo absurdo

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:45

Keynesianismo simplista. Por Nuno Branco.

Seria irónico não fora a tragédia que provocou

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 00:01

Recomenda a leitura integral deste artigo do WSJ

On June 2, 1967, a West German policeman fatally shot an unarmed, 26-year-old literature student in the back of his head during a demonstration in West Berlin against the visiting Shah of Iran. Benno Ohnesorg became “the left wing’s first martyr” (per the weekly Der Spiegel). His dying moments captured in a famous news photograph, Ohnesorg galvanized a generation of left-wing students and activists who rose up in the iconic year of 1968. What was a fringe soon turned to terrorism.

To them his killer, Karl-Heinz Kurras, was the “fascist cop” at the service of a capitalist, pro-American “latent fascist state.” “The post-fascist system has become a pre-fascist one,” the German Socialist Student Union declared in their indictment hours after the killing. The ensuing movement drew its legitimacy and fervor from the Ohnesorg killing. Further enraging righteous passions, Mr. Kurras was acquitted by a court and returned to the police force.

Now all that’s being turned on its head. Last week, a pair of German historians unearthed the truth about Mr. Kurras. Since 1955, he had worked for the Stasi, East Germany’s dreaded secret police. According to voluminous Stasi archives, his code name was Otto Bohl. The files don’t say whether the Stasi ordered him to do what he did in 1967. But that only fuels speculation about a Stasi hand behind one of postwar Germany’s transformative events.

Mr. Kurras, who is 81 and lives in Berlin, told the Bild am Sonntag newspaper that he belonged to the East German Communist Party. “Should I be ashamed of that or something?” He denied he was paid to spy for the Stasi, but asked, “What if I did work for them? What does it matter? It doesn’t change anything.” Mr. Kurras may be the monster of the leftist imagination — albeit now it turns out he is one of their own.

Maio 28, 2009

28 de Maio

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Bruno Alves @ 23:28

A 6 de Junho de 1926, no Campo do Ameal no Porto, realizava-se a Final do Campeonato de Portugal de Futebol, entre o Clube Sport Marítimo, do Funchal, e o lisboeta Clube de Futebol “Os Belenenses”. Aos 55 minutos de jogo, José Fernandes, avançado dos madeirenses, marca o primeiro golo para a sua equipa. Pouco depois, o seu colega Manuel Ramos marca o segundo, e Augusto Silva, capitão belenense que havia sido expulso, recusa-se a abandonar o campo, forçando o árbitro a interromper o jogo. O Marítimo sagrava-se assim, pela primeira e única vez na sua história, campeão nacional de futebol.

O futebol era já um desporto extremamente popular, arrastando multidões, e os clubes que dominariam o futebol português nos próximos anos atraíam inúmeros adeptos. Para quem esteve presente no Ameal, o que se passaria no Portugal político nos anos seguintes poderia parecer familiar. Tal como o “Belém” se qualificara para o Campeonato de Portugal ao suplantar os “grandes” Sporting Clube de Portugal e Sport Lisboa e Benfica, e o Marítimo afastara na meia-final o poderoso Futebol Clube do Porto, também as forças que lutariam pelo poder a partir de 1926 tiveram primeiro de afastar os republicanos que haviam dominado o país nos anos anteriores, bem como o “chefe da revolução” Gomes da Costa. E tal como no jogo do Ameal a conduta dos participantes obrigara o árbitro a interromper o desafio, também muitas das acções dos intervenientes políticos seriam tudo menos cavalheirescas. Para o comum adepto de futebol, o que se seguiu ao golpe militar do 28 de Maio certamente parecia um “prolongamento” das lutas da I República. Se de 1910 a 1926 se haviam jogado os primeiros 90 minutos, de 1926 a 1932 jogar-se-iam os trinta suplementares. Com a vitória de Salazar, dispensava-se o recurso ao desempate por grandes penalidades.
(mais…)

Outras causas

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Portugal — Carlos M. Fernandes @ 21:21

Escolas de condução contra acesso mais fácil a carta de motas

Eu nem sequer percebo por que razão é necessário pagar a uma escola de condução um certo número de aulas para se ter acesso aos exames. Mas há muitas coisas que eu não percebo, em Portugal e noutros países europeus, desde o conceito de herdeiros forçosos até à lista de nomes de baptismo permitidos, passando pela obrigatoriedade de levar um cartão de identificação sempre que saímos de casa. Noutros tempos, ou noutras regiões do mundo talvez percebesse, mas não em países que se diz pertencerem ao mundo livre. No entanto, a maioria encolhe os ombros. Talvez porque não são causas fracturantes e assim não arregimentam os indignados do costume. Ou então porque não se pode culpar George W. Bush.

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