O Insurgente

Abril 18, 2009

Os gestores portugueses e os impostos

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:26

Mesmo em Portugal, há gestores e gestores mas creio que o raciocínio do Miguel Madeira se aplicará de facto a muitos casos: Emigração de gestores? Por Miguel Madeira.

Captura do Estado e corrupção legalizada (2)

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 11:20

Corrupção V. Por João Miranda.

As redes de corrupção dão-se bem com qualquer poder arbitrário que o Estado detenha pelo simples facto que esses poderes são um alvo preferencial e apetecível de negócio. Por exemplo, as redes de corrupção não se deixam intimidar com a atribuição aos funcionários administrativos do poder de consultar contas bancárias sem autorização de um juiz. Esse é um poder que as redes de corrupção desejam adquirir e controlar a seu favor. Para as redes de corrupção, o fim, ou a atenuação, do sigilo bancário é uma oportunidade para alargar o âmbito da corrupção a um novo poder arbitrário do Estado sobre os cidadãos.

Isto não é “biográfico”

Filed under: Comentário — ruicarmo @ 10:44

striphandler

Wulffmorgenthaler

Taxas de desemprego durante a Grande Depressão

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 10:00

New Deal: a realidade. Por Carlos Novais.

O “jornalismo de causas” da CNN

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 02:00

Rude CNN Reporter – Tax Day Tea Party interview

Taxation and Liberty. Por Lester Hunt.

As a political philosopher, I suppose my reaction might seem eccentric. — What disturbs me is: “liberty … what does that have to do with taxes?”

PIN’s fiscais

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:39

Mais uma medida de evidente combate à corrupção, de salvaguarda da concorrência e de promoção do princípio da igualdade de tratamento de todos os cidadãos pelo Estado: Fisco cria “gestores de cliente” para grandes contribuintes

“O gestor de conta irá precisamente criar uma relação directa e imediata entre o contribuinte e a administração fiscal”, sustentou.

Segundo o secretário de Estado, os “gestores de cliente” entrarão em funções ainda este ano, em regime de experiência piloto, para os grandes contribuintes prioritários, que ainda estão a ser definidos.

(agradeço ao leitor que indicou o link)

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 00:36

Mistaken for Strangers, The National.

Abril 17, 2009

Em que pé é que está a prioridade?

Filed under: Ambiente,Cultura,Desporto,Política,Portugal — ruicarmo @ 23:45

O combate a todas as formas de discriminação e a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Sinopse

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Cultura,Justiça,Media,Portugal — ruicarmo @ 23:24

Num planeta distante, o querido líder de um governo único e global esquece-se e contradiz-se.

Terá ou não visto, esteve ou não presente ou representado em reuniões com et’s ligados aos investidores, vulgo capitalistas? Um genro do ministro da economia do ex-líder Gutierrez é ouvido pela polícia da galáxia. Antes, um primo do querido foge para a parte oriental do planeta Porreiro.

O querido líder era tão fofinho como plástico elástico, pelo menos no que à ética dizia respeito. O cenário não podia ser melhor, e até o facto de não ser fumador e estar possuído por uma ética republica ajudam. A fazer o bem, iria durar, pelo menos, até aos 100 anos, sem grandes esforços e sacrifícios para os súbditos, até porque o enriquecimento ilícito era ferozmente perseguido e visionado, especialmento no campo das intenções e para ricos a partir dos 20 mil contos em dinheiro português.

O amor A opinião não podia deixar de estar presente. E só a certa e única é que têm razão de ser, a investigação jornalística o resto não passa de um conjunto ardiloso de armadilhas, cabalas e intenções negras já desvendadas num panfleto da ordem dos letrados cuja profissão é a de alegar o direito no local próprio. Referência ímpar à ética e deontologia jornalística, condensada num único artigo: -se os bróculos são adoráveis, o Crespo não merece a carteira profissional e a minha opinião é que vale.

Imagine-se que o querido líder se chamava Santana Lopes e a boa opinião provinha de uma santanete. A câmera é lenta, quase fixa.

Vídeo

Leitura crítica.

Europês

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:00

Europa, Europa: o valor da Europa. Por Miguel Morgado.

A solidariedade é “presentemente, o valor mais distintivo da Europa, em geral”? Sinceramente, nem consigo perceber o que isso significa. Admito que o problema possa ser meu. Talvez. Mas talvez seja o problema de discutirmos estas coisas em termos de “valores”.

Captura do Estado e corrupção legalizada

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:24

Corrupção I. Por João Miranda.

Um sistema suficientemente corrupto torna-se capaz de gerar rendimentos lícitos para os seus membros. Isto porque os tentáculos do sistema conseguem chegar a todos os órgãos legítimos do regime. Conseguem chegar à justiça, ao Parlamento, ao governo, à administração pública e à polícia. A corrupção deixa de ser uma actividade marginal e torna-se rapidamente na forma de funcionamento normal e legal do aparelho de Estado.

(mais…)

Paulo Rangel vs. Vital Moreira (2)

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 21:00

O rosto de uma nova geração política. Por Paulo Marcelo.

A escolha de Paulo Rangel como cabeça de lista do PSD às eleições europeias vem mostrar que é possível a renovação dos partidos políticos, atraindo pessoas de mérito, e com vida profissional autónoma, a lugares de topo. Aguarda-se com interesse os debates entre Paulo Rangel e Vital Moreira. Apesar dos dois terem uma carreira académica na área do Direito, Vital acaba por ser um rosto do passado (ex-comunista, deputado constituinte, guterrista, e agora socrático…) e Rangel um rosto de uma nova geração política em Portugal.

Paulo Rangel vs. Vital Moreira

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:00

Sobre Paulo Rangel. Por Nuno Gouveia.

Enquanto o PSD apresenta um candidato de futuro, o PS opta por oferecer um prémio carreira a Vital Moreira. E isso atesta quem realmente está a dar importância a estas eleições europeias.

Paulo Rangel, relativamente recente na arena nacional, tem-se destacado como um excelente líder parlamentar do PSD (reconhecido em diversos quadrantes) e representa uma nova face do partido. Além do brilhantismo que se lhe reconhece, é um valor emergente da nova geração de políticos do PSD. Agora será tempo de observar a sua capacidade política em campanha eleitoral. Mas se for tão aguerrido e lutador como tem sido no Parlamento, o PSD ganhou um grande cabeça de lista às europeias.

Quem ri por último….

Filed under: Desporto — Helder Ferreira @ 19:54

…ri p’a dentro.

goloooo

institucionalismo liberal

Filed under: Fundamentos,Política,Teoria — rui a. @ 16:33

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Num dos seus últimos livros (L’économie ne ment pas, Paris, 2008) Guy Sorman defende a tese de que o que diferencia os países ricos e desenvolvidos dos países pobres e atrasados, não são tanto os seus factores endógenos, como as matérias primas, as riquezas naturais, a localização geográfica, o clima, etc., tão pouco a capacidade de trabalho das suas gentes, mas a existência ou a inexistência de instituições sociais fortes, que enquadrem a sociedade, a posicionem de forma exigente perante o poder público, e permitam o seu crescimento e desenvolvimento humano, económico e social. Sorman dá alguns exemplos óbvios dessas instituições: “Um estado de direito, uma justiça autêntica, bancos e empresas independentes da pressão política, o respeito da palavra dada e das instituições”. Estas e outras instituições sociais caracterizam-se por dois aspectos fundamentais e conexos: resultam da actividade individual dos cidadãos; e são independentes do estado, muitas vezes antecedendo até a sua existência.

O que Sorman nos diz é de há muito pacífico e evidente para a mentalidade liberal: o desenvolvimento de uma sociedade resulta da livre iniciativa dos indivíduos que a compõem, para além dos desígnios da política e da actuação dos sucessivos governos. Quanto mais livres forem os cidadãos para organizarem as suas vidas, para tomarem decisões, para poderem escolher como hão-de aplicar os seus talentos e recursos, maior será o desenvolvimento social e económico dos países onde vivem. A verificação empírica é de elementar facilidade: os países onde a livre iniciativa se sobrepõe ao dirigismo estatal apresentam sempre índices económicos, sociais e humanos muito mais generosos do que estes últimos. A constatação é elementar, e não comporta excepções.

O liberalismo compreende, assim, que a existência de instituições sociais fortes é um bom indicador de elevados níveis de liberdade individual. As instituições sociais resultam da livre e espontânea organização e interacção dos indivíduos, que as criam tendo em vista a melhor defesa dos seus interesses e a maximização das suas capacidades. Um país com instituições sociais fortes é seguramente um país com níveis consideráveis de liberdade individual, com um governo limitado, um poder público contido e conformado pela lei que resulta da tutela dos interesses socialmente relevantes, isto é, dos interesses e dos direitos individuais. Até aqui, nada de especialmente inovador.

O que resta compreender é a razão pela qual países em situações aparentemente iguais ou muito semelhantes (geografia comum, riquezas naturais idênticas, populações medianamente letradas, etc.) têm tecidos sociais muito distintos, com resultados económicos e de desenvolvimento social e humano absolutamente díspares. Um bom exemplo pode resultar da comparação entre Portugal e Espanha, no século XX. Ambos países foram fustigados por longos períodos de autocracia e, no caso da Espanha, de ditadura, os dois países perderam o comboio do desenvolvimento europeu no período subsequente à 2ª Guerra Mundial, os dois países eram economicamente atrasados quase até ao fim do século passado. Na morte de Franco a Espanha encontrou o caminho do desenvolvimento e cresceu notavelmente, enquanto Portugal deixou-se ficar para trás e até mesmo apresentou índices de crescimento económico muito inferiores aos do período final do Estado Novo, após a revolução democrática.

A explicação é óbvia, e entronca nas razões alegadas por Sorman: Portugal não tinha verdadeiras instituições sociais, enquanto a Espanha as possuía. A primeira de todas foi a monarquia, que os espanhóis aceitaram com naturalidade como princípio ordenador da sua organização política após um longo período de poder autocrático de Franco. Sempre que, nessa altura crítica, os valores essenciais da sociedade espanhola foram questionados, os espanhóis submeteram-se à autoridade do rei que, por sua vez, mais não fez do que zelar pelo interesse dos seus súbditos. Por outro lado, nunca os governos de Espanha se atreveram a pôr em causa as instituições sociais fundamentais – a propriedade privada, a livre-iniciativa, as empresas, a banca, etc. -, enquanto que, em Portugal, as instituições não foram suficientemente fortes para aguentarem as investidas do poder público revolucionário, e foram, nesse processo, praticamente destruídas. Em Espanha, quase que naturalmente, os interesses regionais afirmaram-se e impuseram ao estado central um modelo de organização autonómica praticamente federal. Em contrapartida, em Portugal, o centralismo acentuou-se na democracia e as regiões do país não detém hoje nenhum poder próprio, limitando-se a administrarem reduzidas concessões, isto é, delegações de soberania que lhes são outorgadas pelo poder central.

Acontece que a Espanha só se unificou sob a forma de estado tardiamente, no fim do século XV, com o casamento de Isabel I e Fernando II, em 1469, provocando a união dos seus dois, até aí, reinos independentes, Castela e Aragão, enquanto que Portugal se pode considerar um estado unitário, pelo menos, desde que em 1245 o príncipe Afonso, o Bolonhês, a partir de 1248 Afonso III de Portugal, assumiu a regência da coroa. As políticas de centralização, de unificação da soberania régia, de criação de uma administração pública uniforme em todo o território do reino, de uniformização do direito e da justiça, de monopólio da criação da moeda, a submissão da Igreja ao estado, etc., foram muito anteriores ao que ocorreu em Espanha (e na generalidade dos países europeus desenvolvidos), asfixiaram as instituições sociais emergentes, como os municípios, e fizeram de Portugal o primeiro e mais estatista país da Europa, quiçá do mundo. Fizeram dele, também, um país praticamente sem instituições sociais, subdesenvolvido e eternamente adiado, onde tudo e todos procuram o estado para poderem sobreviver.

Jornalistas que percebem os limites e jornalistas que não percebem, do ponto de vista de uma consumidora

Filed under: Comentário,Media,Portugal — Maria João Marques @ 16:14

Investigava o Ministério Público o caso de pedofilia na Casa Pia, ainda com suspeitas (falava-se na comunicação social) se envolveria Ferro Rodrigues. Rita Ferro Rodrigues, filha de Ferro Rodrigues, era jornalista da SIC. Informou a direcção da estação televisiva de que não poderia ter qualquer relação com as notícias da estação sobre o processo Casa Pia.

Há pouco tempo Ricardo Costa comentava na mesma SIC a candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara de Lisboa e começou o seu comentário da seguinte forma (cito de memória): “Não gosto muito de comentar a Câmara Municipal de Lisboa. Como toda a gente sabe, sou irmão de António Costa. E se há alguém que não sabe, fica a saber.”

A jornalista Sofia Pinto Coelho, que se dedica sobretudo a assuntos legais e judiciais, por ser casada com Sá Fernandes, advogado de um dos acusados no caso Casa Pia, não se envolveu na cobertura noticiosa do julgamento.

Estes três casos de jornalistas que entenderam que ou não tinham distância suficiente para tratar de um assunto devido às relações afectivas próximas que mantinham com algum dos envolvidos ou que entenderam fazer uma declaração de interesses antes de opiniar em algo que implica um familiar vêm, claro, a propósito do que Fernanda Câncio tem escrito sobre o caso Freeport e o artigo do último Expresso. Sobre este não vos vou maçar com a minha opinião, porque a Cristina Ferreira de Almeida já escreveu muito bem o que havia a escrever. (mais…)

O Sócrates é nazi

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:21

Mário Soares: apoio de Sócrates a Durão Barroso é “nacionalismo no pior sentido da palavra”

A “bolha verde”

Filed under: Ambiente,Economia,Política — Miguel Noronha @ 15:10

Um recente estudo da Universidad Rey Juan Carlos revela que os fortes incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis terá implicado , por cada emprego directo, a perda de 2.2 empregos noutros sectores e cerca de 28.6 mil milhões de euros em custos adicionais aos consumidores entre 2000 e 2008. Por falta de dados do próprio governo os autores do estudo foram incapazes de determinar o montante gasto em subsídios directos.

Devido aos fortes incentivos à produção (que chegaram a atingir 575% do preço de mercado para os pequenos produtores e 300% para os maiores). de nos´últimos 4 anos a capacidade de produção através de energia solar terá crescido 20000%.

Perante o excesso de capacidade índuzido e o peso dos subsídios, o governo espanho foi forçado a diminuir drasticamente os os incentivos e a impor quotas para a criação de mais capacidade. Os empregos criados (maioritariamente na construção) estão a desaparecer e sem subsídios não se prevê que estas empresas sejam rentáveis.

ADENDA: A propósito do tema, recomendo a leitura do testemunho do Prof Michael J. Trebilcock acerca do Ontario’s Green Energy Act.

Hoje às 18 horas e 5 minutos, João Villalobos e Afonso Azevedo Neves

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:19

jazzamemuito12

Esta semana estarei com Antonieta Lopes da Costa em debate com João Villalobos e Afonso Azevedo Neves.

Juntos, analisamos alguns dos principais temas da actualidade:

- Eleições europeias e a escolha de Paulo Rangel como cabeça de lista ao Parlamento Europeu, pelo PSD. Manuela Ferreira Leite disse que estava a designar Paulo Rangel dentro dos tempos previstos e correctos. A líder social-democrata quer marcar uma agenda própria? E está a conseguir?

- Manifestações e Pirataria – Instabilidade na Tailândia e actos de pirataria na costa da Somália. Estão reforçados os meios navais de dissuasão aos piratas, mas os actos de pirataria aumentam: o que fazer? Existe um pudor internacional em dar cabo de piratas? Porquê?

- O fim do Embargo? Levantamento pelos EUA das restrições às viagens e ao envio de remessas para Cuba pelos EUA: será o princípio do fim do embargo norte americano à ilha de Fidel?

- Recessão Acentuada – Contracção da economia portuguesa maior que o previsto. Ministro das finanças diz que as contas públicas estão controladas e que não vê necessidade de orçamentos rectificativos. Pontos de vista?

O Descubra as Diferenças tem podcast disponível aqui.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Há coisas fantásticas

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 12:14

O que é que pode levar o governo sandinista da Nicarágua a conceder um passaporte diplomático a um ex-Primeiro Ministro tailândes deposto por acusações de corrupção? Solidariedade internacionalista com um pobre milionário exilado?

Aproveitado a maré

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:06

Procurando aproveitar o particular estado de imbecilidade que parece grassar entre os nossos legisladores venho, por este meio, propor duas novas novas medidas. Refiro que estas até têm a vantagem de poderem ser justificadas com o habitual e inteligente “é assim que os outros fazem portanto deve estar certo”.

- Uma lei que torne obrigatório o diploma para exercer a profissão de DJ.

- A taxação das strippers que actuam via webcams.

Podem ainda aproveitar para regulamentar as duas profissões criando códigos de ética, quotas, ordens profissionais, autoridades de supervisão, etc. Enfim, a imaginação é o limite.

O que fazem 230 inúteis juntos?

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:26

Nuno Branco no Inflaccionista

E foi isto que produziram 230 inúteis empregados pelo Estado numa tarde de quarta-feira: legislação para roubar quem produz, invadir a privacidade individual das pessoas e encontrar meios de recompensar a incompetência através de mais subsidios. Nunca mais vem Agosto para fecharem o parlamento.

PSD contra “terrorismo fiscal” (2)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:11

Diário Digital

«O PSD considera que se trata de um dos mais graves ataques contra o Estado de Direito e a separação de poderes que este Governo alguma vez cometeu», declarou Paulo Rangel.

«É totalmente inconstitucional, pela violação do princípio do Estado de Direito e do princípio da separação de poderes. Aplica uma pena sem que haja um processo criminal adequado, contra as garantias dos cidadãos», defendeu.(…)

«Uma pena é o natural correspondente de um crime, só que este é um crime sem processo. Criminaliza-se uma conduta clandestinamente, é um crime sem que se lhe chame crime. A administração fiscal é que vai investigar, julgar, acusar e aplicar a pena», acrescentou.

De acordo com Paulo Rangel, trata-se de «da criação de um crime fora do direito criminal, sem garantias de defesa, uma espécie de confisco, sem intervenção do Ministério Público, sem juiz de instrução, sem tribunal».

«O primeiro-ministro e o ministro das Finanças, que rasgaram vestes dizendo que o PSD invertia o ónus da prova, assumem por completo com esta proposta a inversão do ónus da prova», alegou

Mais um azar para Obama

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:44

Os escândalos de corrupção nunca mais acabam. Desta vez o visado é Steven Rattner, o todo-poderoso “car czar”

The Wall Street Journal reported Thursday night that Rattner was involved with payments at the center of an investigation into an alleged kickback scheme at New York state’s pension fund. Sourcing their information to a “person familiar with the matter,” Journal reporters Craig Karmin and Peter Lattman reported that Rattner, who was then an executive at Quadrangle Group, an investment firm he co-founded, met with a “politically connected” consultant to discuss a finder’s fee. Quadrangle later paid a $1.1 million fee, and received a $100 million investment from the New York State Common Retirement Fund.

New York Attorney General Andrew Cuomo and the Securities and Exchange Commission have been investigating whether payments to middle men by private equity firms including Quadrangle constituted improper kickbacks in exchange for investments from the pension fudn, which is worth $122 billion.

PSD contra “terrorismo fiscal”

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:58

TSF

Penalizar com uma taxa de 60 por cento casos de enriquecimento injustificado superiores a 100 mil euros é uma clara violação da Constituição da República, disse à TSF o líder parlamentar do PSD. Paulo Rangel contestava uma ideia aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros.(…)

A proposta do Governo contempla um regime de tributação agravada, a uma taxa de 60 por cento, do enriquecimento patrimonial injustificado, de valor superior a 100 mil euros, sem correspondência com os rendimentos constantes das declarações fiscais. Uma ideia que o PSD encara como uma clara violação da Constituição portuguesa.

Esta taxa é «uma das mais graves violações e machadadas no Estado de direito e na separação de poderes que este Governo deu ao longo destes quatro anos», começou por dizer o líder parlamentar do PSD.

Paulo Rangel defendeu que deve ser aplicada uma sanção de «100 por cento» nos casos de enriquecimento injustificado, em vez de uma taxa de 60 por cento.

«Apressaram-se a aprovar uma proposta de lei que não tem qualquer cabimento, que foi feita em cima do joelho e que viola os mais elementares princípios do Direito Constitucional», criticou.

O social-democrata reforçou que esta medida «é terrorismo criminal e fiscal» contra o Estado de direito.

Só não comprêendo então porque razão não votaram contra (e optaram pela abstenção) a série de atentados contra o Estado de direito que ontem foram aprovados na AR.

E ensinar a fazer placagens?

Filed under: Portugal — Miguel Noronha @ 08:45

Administração fiscal chama seleccionador de râguebi para motivar funcionários

Carlos Magno, Carlos Amaral Dias e as referências históricas do serviço público da rádio

Filed under: Cultura,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 02:00

O serviço público de Carlos Magno e Amaral Dias. Por Diogo Belford Henriques.

Obama: Liberté, Egalité, Fraternité (absolutely…)

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 01:00

Obama: Liberte’! Er ….

(via Também Isto é Vaidade)

Onde estão os milhões?

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:18

Uma iniciativa positiva da líder do PSD. Depois de todos os milhões anunciados (e gastos) importa exigir responsabilidades sobre a utilização do dinheiro dos contribuintes: Ferreira Leite quer saber destino dos “milhões de euros” anunciados pelo Governo

A presidente do PSD exigiu hoje saber “para quem e para onde” foram os “milhões de euros” anunciados pelo Governo como forma de combater a crise, com resultados que são “no sentido contrário”.

Tudo pelo Estado, nada fora do Estado (2)

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:10

Comentário de António de Almeida ao post Tudo pelo Estado, nada fora do Estado:

Um novo campo de possibilidades estende-se diante da esquerda fracturante, para a qual nem deve ser muito difícil angariar apoios, ou pelo menos contar com a cumplicidade dos abstencionistas, vamos ter o levantamento do sigilo bancário, chips nas matrículas, cartão único, já temos inversão do ónus da prova em matéria fiscal, porque não aproveitar a boleia e reformar também a Justiça? Poderiam extinguir a figura do arguido, e considerar os suspeitos como presumivelmente culpados. Pobre Portugal, graças a políticos medíocres aos poucos vamos perdendo a Liberdade.

Abril 16, 2009

MEP apoia recandidatura de Durão Barroso a Presidente da Comissão Europeia

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:00

Via Rui Cerdeira Branco, tomo conhecimento de que o MEP manifestou publicamente o seu apoio à recandidatura de José Manuel Durão Barroso ao cargo de Presidente da Comissão Europeia.

Parece-me uma tomada de posição acertada, pela clareza e por marcar a diferença relativamente à confusão que impera no PS a este propósito desde que Vital Moreira foi anunciado como cabeça de lista.

Demagogia esquerdista sem contas feitas

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 22:56

A sugestão de que se pode combater a crise criando um novo escalão de IRS, como propõe a CGTP, é tão idiota como inútil. Existiam, em 2006, 3666 agregados cujos rendimentos eram superiores a 250.000 euros anuais. Cabem todos no Campo Pequeno e ainda sobram lugares. Estes agregados correspondem a 0,08% da população, têm 2,12% do rendimento total nacional tributável em sede de IRS e os seus pagamentos deste imposto correspondem a 7,59% do bolo total.

Como o rendimento médio destes 3666 agregados é de cerca de 436.000 euros anuais, ignoremos a distribuição dentro do segmento (seguramente enviesada por salários de estrelas de futebol, administradores de grandes empresas e uma mão cheia de quaquilionários) e assumamos que todos seriam abrangidos pelo novo escalão de 60%. Representando os seus 582 milhões de euros de IRS uma taxa efectiva de imposto de 36,4%, é previsível que a sua taxa efectiva subisse para uns 50%. O estado teria mais cerca de 200 milhões de euros em receita de IRS, assumindo que as pessoas em causa se deixavam encurralar no Campo Pequeno sem explorar loopholes ou sem migrar os seus activos para áreas fiscalmente mais eficientes (leia-se, mudarem-se para o Luxemburgo ou até mesmo Badajoz). Isto significaria um aumento de 2,5% nas receitas de IRS. Uau.

Estes fabulásticos 200 milhões de euros anuais, além de permitirem construir umas dezenas de quilómetros de auto-estrada em terrenos agrícolas estéreis onde não mora ninguém, teoricamente serviriam para aliviar a carga fiscal sobre os mais desfavorecidos (presume-se). Acontece que 50% dos agregados portugueses não pagam IRS; e que os 30% a seguir pagam uma taxa efectiva de imposto inferior a 4%. Isto resulta em que 80% dos agregados pagam apenas cerca de 7% de todo o IRS cobrado. Do outro lado estão 12% dos agregados,  que pagam 80% do total. Ou seja, os mais desfavorecidos já não pagam.

A conclusão inevitável é que esta proposta, na melhor das hipóteses, apenas se traduziria num aumento punitivo para 3666 famílias, sem sequer trazer qualquer alívio significativo para qualquer outro segmento demográfico (dando de barato que se isso ocorresse a medida seria ética, o que de modo algum acho). Na pior das hipóteses, entre loopholes e deslocalização (tipo Bono, que mudou a residência fiscal para a Holanda), o valor “angariado” seria uma fracção dos 200 milhões. De uma forma, ou de outra, combater a crise é o que esta medida menos faria. A velha frase feita “os ricos que paguem a crise” não é realista. Não há ricos suficientes para pagá-la.

Tudo pelo Estado, nada fora do Estado

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:51

No dia em que, por iniciativa da extrema-esquerda, são aprovadas uma série de medidas demagógicas e perigosas para os direitos e liberdades individuais, o pior é que as abstenções cobardes do PSD e do CDS-PP e a posição anti-sigilo bancário de Cavaco Silva já nem sequer constituem surpresa.

No meio de tanta demagogia e dos perigosos passos que continuam a ser dados rumo ao totalitarismo, resta esperar – apesar dos preocupantes sinais dados também pelo Governo – que ainda possa acabar por imperar algum bom senso a nível governamental.

Leitura complementar: O esplendor da demagogia bloquista; A caminho da servidão; A caminho da servidão II; A caminho da servidão III; Gosto destas justificações.

A crise, as políticas socialistas e o capitalismo

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:00

Blame Socialist Government Policies Not Capitalism for the Financial Crisis. Por Brian Simpson.

To move forward, we need to abandon the profligate, short-range policies of Keynesian economics and the Marxist ideas that are used to justify government controls. We need to adopt the financially disciplined, long-term policies of “Austrian” economics, in particular that of its best expositor: Ludwig von Mises. Such policies need to be based on a respect for individual rights and freedom, as argued by Ayn Rand. If we don’t do this, not only will we all be dead in the long run, we will be in financial and economic ruins as well–and the type of ruins I’m referring to will make today’s financial crisis seem like prosperous times!

Bombeiros ou pirómanos?

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:00

Financial firefighters must beware the economic backdrop. Por Jan Simon.

My fear is that, if left unchecked, the resurrection of our financial system will coincide with the impact of the fiscal packages, creating a worldwide wave of hyperinflation, to be followed by an even deeper recession: a backdraft recession.

To prevent a “backdraft recession” I believe two conditions will have to be fulfilled. First, governments will have to courageously assess how they can most effectively keep the combustibles warm without overheating.

Second, central banks will have to decrease the oxygen supply at the earliest possible time and in a highly co-ordinated fashion.

If not, the backdraft may take out the fire crew too.

23 de Abril em Lisboa: lançamento do livro “Perceber a crise para encontrar o caminho”, de Vítor Bento

Filed under: Agenda,Economia,Livros,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:40

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20 de Abril em Lisboa: Conferência “Nuno Álvares Pereira – Chefe Militar”

Filed under: Agenda,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:20

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18 de Abril em Lisboa: Tintin – A paixão da Aventura

Filed under: Agenda,Cultura — André Azevedo Alves @ 20:00

Com Mário Casa Nova Martins, Eurico de Barros e João Marchante.
tintin
(via BOS)

Gosto destas justificações

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:05

No Diário de Notícias

A CGTP apresentou hoje um pacote de medidas de combate à crise, entre as quais a criação de um novo escalão do IRS para os rendimentos mais elevados.O novo escalão fiscal proposto pela central sindical seria de 60 por cento, a aplicar aos rendimentos superiores a 400 mil euros. “Esta taxa não é exagerada até porque já é praticada noutros países”, defendeu o secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva, durante a apresentação das medidas num encontro informal com jornalistas.

(meu destaque)

Os deuses, afinal, não estão todos loucos

Filed under: Economia,Internacional,Política,União Europeia — Maria João Marques @ 17:04

Nos últimos tempos, a espaços (demasiado frequentes para a minha paz de espírito e continuada confiança no futuro – meu e, sobretudo, dos meus filhos (e dos filhos dos meus filhos, poderia até acrescentar à Jim Hacker)) assaltava-me a dúvida se uma onda de loucura que dá pelo nome de keynesianismo não se teria apossado dos líderes políticos mundiais que eu até aqui considerava minimamente confiáveis (claro que não me refiro ao despesista-escondido-em-pele-de centrista-Obama ou a subprodutos socialistas como o nosso PM). Dizia-me a comunicação social do mundo inteiro que as cúpulas políticas sabiam que o capitalismo como o conhecíamos era um vilão que necessitava de ser domesticado pelo domador chamado Estado e posto o primeiro ao serviço deste último. Inevitavelmente assustavam-se as pessoas sem vocação para viverem à conta de subsídios estatais ou sem vocação para pagarem os subsídios estatais àqueles, particulares ou empresas, que têm meios para fazerem pela sua vida. (E não, esta frase não é equivalente a defender fins de ajudas estatais a quem realmente necessita, como crianças e idosos de facto pobres, por exemplo).

Um primeiro conforto veio da recusa dos europeus (dos tais líderes até aqui minimanete confiáveis) em gastarem mais dinheiro estatal em estímulos à economia, ao contrário do pretendido pelo referido lobo em pele de cordeiro; o dinheiro prometido destina-se quase totalmente ao FMI e ver-se-á se o conseguirão obter.

Ontem, no entanto, algo sucedeu que me apaziguou. Fiz parte do grupo de bloggers que viajou para Bruxelas, convidados pelo MEP Carlos Coelho, para conhecer MEPs de vários grupos parlamentares e algumas pessoas ligadas à Comissão Europeia. Ontem reunimo-nos com o Conselheiro Especial do Presidente da CE para os assuntos económicos, Dr. António Cabral. Além de uma inquestionável competência técnica – que de resto encontrei em todos os nossos interlocutores, mesmo quando havia, e houve com frequência, divergências ideológicas – António Cabral demonstrou perceber os riscos do excesso de intervenção estatal para “salvar o curto prazo” e dos custos que isso trará às gerações futuras, revelou que vários governos europeus também se preocupavam com o facto, reconheceu as deficiências das políticas expansionistas (em que altura se deve gastar o dinheiro? com os lags de informação, como se pode determinar o momento oportuno?), afirmou que seriam necessárias correcções de sentido contrário – não só orçamentais (de acordo com o espírito do PEC que preconiza défices em tempos de contracção e superavites em tempos de expansão) como também das distorções actualmente introduzidas por excesso de intervenção - aquando da retoma, informou que uma crise mesmo que grave não pode pôr em causa a bondade do capitalismo e de tudo o que lhe é subjacente. Enfim, tem as ideias no sítio certo. Reconheço: sabendo que Durão Barroso (e finalmente entendi a reputação de liberal que Barroso goza lá por fora) escolheu este conselheiro e que quem nós escolhemos diz muito de nós, nunca nada me fez apreciar tanto o Presidente da Comissão Europeia como o conhecimento das suas ideias sobre política económica.

(Post emendado, para se esclarecer bem que as correcções futuras não serão apenas orçamentais).

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