O Insurgente

Abril 21, 2009

Isto está a ficar perigoso…

Filed under: Ambiente,Política,Religião — Miguel Noronha @ 10:32

“‘Save the planet’ rhetoric soars to crazy new heights” de Christopher Booker (Daily Telegraph)

Does one not get the feeling that all this propaganda over the terrifying threat of global warming is beginning ever so slightly to turn people’s minds? Caroline Lucas MEP, the leader of the Green Party, last week agreed on television that flying to Spain was “as bad as knifing a person in the street”, because air travel like this is causing people to die “from climate change”.

Dr Richard Dixon, director of the Scottish WWF, was at the same time claiming that failing to ensure one’s home is “energy efficient” was a “moral crime”, as “anti-social as drink driving”, and “we should be having a discussion as to whether it should become an actual crime”.

Quem é que são os amiguinhos dos capitalistas?

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:42

Parece que, com a nova lei da legalização da devassa, apenas os contibuintes individuais perderm o direito ao sigilo bancário. No Público

A proposta sobre sigilo bancário apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) e viabilizada na generalidade pelo Partido Socialista (PS) na semana passada no Parlamento, tal como está, vai levar a que apenas os contribuintes individuais tenham as suas contas bancárias sob escrutínio do fisco As empresas, pelo contrário, ficarão com um regime que as protege mais do que a lei actual, não podendo a Direcção-geral dos Impostos (DGCI) aceder às suas contas sem a autorização de um tribunal..

Esta é a opinião de quatro fiscalistas contactados pelo PÚBLICO, que apelidam a proposta de “grande trapalhada”; “enorme falta de rigor” ao mesmo tempo que dizem que “custa a acreditar que tenha sido assim aprovada” e que “demonstra bem o risco de alterações legislativas precipitadas com intuitos populistas e/ou eleitoralistas”. O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) também faz a mesma interpretação e apela a que a lei não seja aprovada nestes termos, “já que colocaria em risco várias acções inspectivas em curso”.

O caminho para o PS: esconder Vital Moreira

Filed under: Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 01:30

Depois do contraste flagrante entre a qualidade dos desempenhos de Paulo Rangel e Vital Moreira, creio que o caminho que resta para os spin doctors socialistas é relativamente claro: sem nunca deixar de elogiar publicamente a estatura (cívica, académica, etc) de Vital Moreira, o PS precisa agora desesperadamente de tentar fazer passar a mensagem de que as eleições europeias não devem ser reduzidas a um confronto entre os dois cabeças de lista.

Acaba o sigilo bancário, mas vem aí o sigilo notarial…

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:19

Acaba o sigilo bancário, mas antevê-se no horizonte um novo regime de sigilo notarial englobando… escrituras públicas: Sigilo notarial. Por Carlos Loureiro.

Além das escrituras propriamente ditas, os notários são obrigados a manter registos dos actos que praticam, com o nome, a morada e o estado civil dos intervenientes e a indicação dos actos em que intervieram. Estas informações também são, em princípio, públicas. Qualquer pessoa, dirigindo-se a um notário, poderá saber se alguém ali interveio numa escritura, quando e com quem, bem como obter dela uma cópia. É (também) para isso que tais registos servem. Com a informatização destes registos, o acesso a estas informações tornou-se muito mais rápido e simples. Suspeito, porém, que esta peculiar forma de publicidade dos actos notariais não vá durar muito tempo.

E, dado o estado actual do regular funcionamento das instituições, é melhor ninguém contar com a demissão do Secretário de Estado da Justiça que fez estas declarações

Prós & Contras (3): Paulo Rangel vs. Vital Moreira

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 01:01

Do que ouvi (e fica a ressalva que não foi tudo), concordo com o Rodrigo: Paulo Rangel esteve de facto a bom nível, especialmente do ponto de vista do contraste com o desempenho do cabeça de lista do PS..

As expectativas relativamente a Vital Moreira eram baixas, mas mesmo assim o desempenho foi demasiado fraco, nalguns momentos chegando a ser confrangedor. As tiradas lançadas da “bancada” por parte de Ana Gomes também não ajudaram…

Como nota geral, lamento que não haja no panorama partidário português alternativas claras e credíveis à agenda euro-entusiasta e proto-federalista. Nestas condições, o mais natural é que as eleições europeias acabem mesmo por se centrar nos temas nacionais.

Uma resposta não “insultiva”

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:00

Um problema de base (2). Por Tiago Moreira Ramalho.

Prós & Contras (2): mais uma demonstração da demagogia bloquista

Filed under: Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:58

Parodiante de Lisboa. Por Miguel Morgado.

Miguel Portas é muito divertido. Inicia uma intervenção no debate com os seus pares denunciando aqueles que recorrem à “demagogia barata” (presumivelmente Vital Moreira, Nuno Melo e Paulo Rangel) e terminando com a tirada mais demagógica que se pode conceber, a saber, a que coloca Ricardo Salgado num dos pratos da balança de prioridades do País e no outro os 2 milhões de pobres portugueses.

Prós & Contras

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:26

Para quem tivesse dúvidas sobre a escolha de Paulo Rangel, elas dissiparam-se hoje no programa da RTP. Nota máxima para o PSD.

Abril 20, 2009

Tudo pelo Estado, nada fora do Estado (6)

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:50

Terrorismo de Estado. Por Ricardo Arroja.

Enfim, como aqui tenho repetido várias vezes, neste rumo, neste estado actual de coisas, Portugal não tem qualquer futuro. A nossa falta de competitividade externa, exacerbada pelas políticas orçamentais expansionistas e pelo endividamento que a nossa frágil economia não sustentará, é o nosso ponto de partida e, infelizmente, de chegada. Hoje, amanhã ou daqui a 10 anos. Desgraçadamente, os nossos políticos ainda não o perceberam. Ou então, fazem de conta. Porque não é através da perseguição fiscal que se conseguirá enriquecer Portugal.

Mais grandes momentos da Cimeira contra o Racismo e Discriminação

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 22:48

U.N. Surprise: Victim of Qaddafi Torture Confronts Libyan Chair of Durban 2

United against… what? Por Gabriel Silva.

Numa das reuniões da Cimeira contra o Racismo e Discriminação, cujo comité era presidido pela Líbia (!!!), a ong «UN Watch» apresentou como seu delegado um médico palestiniano preso e torturado pelas autoridades líbias.
Obviamente, não conseguiu falar……

Miguel Esteves Cardoso e João Pereira Coutinho já não vão escrever no Geração de 60

Filed under: Blogosfera,Comentário,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

Não percebi bem o que se passou no Geração de 60, mas parece que, contrariamente ao que aqui tinha dado conta, João Pereira Coutinho e Miguel Esteves Cardoso já não vão escrever no blogue. Tenho pena, pelo Geração 60 (de onde saíram também outros bloggers), e porque me parece que a blogosfera é o meio que melhor se adequa ao tipo de escrita tanto do João Pereira Coutinho como de Miguel Esteves Cardoso. Resta esperar por oportunidades futuras de os voltar a ler na blogosfera.

Bush, Zapatero e Obama

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 21:00

José Luís Bush? Por Luciano Amaral.

Vi há pouco o primeiro-ministro espanhol prometer “guerra ao terror da ETA”, num discurso inflamado. Presumo que com a colossal crise económica do país seja necessário arranjar temas “mobilizadores”. Ah como eram belos os tempos em que tudo era simples: era o tempo em que Bush era estúpido-perverso (uma combinação que nunca entendi: não é fácil encontrar semelhante associação), por usar a violência e a repressão na “guerra ao terror”, e Zapatero mostrava o caminho, por querer negociar com a ETA. Era o tempo em que Zapatero indicava pouco menos do que o futuro da humanidade. Já estou a ver o Presidente Obama um dia destes a fazer algo parecido. É só esperar um bocadinho.

Uma proposta moderada

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 20:29
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Proponho que o estado possa desempenhar funções redistributivas como bem entender; que possa usar o orçamento de estado para aquilo que o governo deseje em cada mandato, seja ele compra de Magalhães, aumento de reformas, subsídios a empresas, o que bem entender.

Em troca só peço uma coisa: que haja um limite a quanto pode pedir a cada cidadão. Que esteja constitucionalmente previsto que o Estado só possa arrecadar 25% da riqueza criada no país, e, no máximo, 30% da riqueza criada por cada cidadão (seja por via fiscal ou monetária). Pode parecer, mas num mundo decente isto não deveria ser pedir muito.

New York Times em crise

Filed under: Economia,Internacional,Media — André Azevedo Alves @ 20:00

Não é novidade nem caso único nos media, mas não deixa de ser interessante notar o aparente agravamento dos problemas financeiros do New York Times, um dos mais simbólicos expoentes da comunicação social alinhada à esquerda nos EUA : «New York Times» reduz secções e repórteres para poupar

O jornal norte-americano «New York Times» vai reduzir secções editoriais e gastos com os repórteres freelance, numa nova ronda de contenção de despesas, anunciou recentemente o seu editor-executivo num memorando, citado pela Lusa.

(…)

O jornal impôs no mês passado cortes salariais de 5%.

Em 2008, para poupar custos, juntou as secções de Negócios e Desporto nas edições de quinta e sexta-feira.

Na íntegra

Filed under: Blogosfera,Portugal — ruicarmo @ 19:10

Segundo o Expresso, o primeiro-ministro, José Sócrates, resolveu processar nove jornalistas. A novidade é que embora não tenha processado, que se saiba, Charles Smith e João Cabral que o chamam de “corrupto” , numa reunião com um administrador do Freeport, resolveu perseguir os jornalistas que deram a notícia. Para além do director da TVI, José Eduardo Moniz, e dos jornalistas Manuela Moura Guedes, Ana Leal e Carlos Enes, resolveu levar a tribunal o repórter de imagem Júlio Bagulho, provavelmente por ter filmado a fachada da polícia britânica. Não é caso para menos, quem filma o edifício onde trabalham os polícias que escreveram que José Sócrates é suspeito, deve ser exemplarmente castigado. O que preocupa o nosso pequeno e medíocre governante prepotente não é haver um alegado caso de corrupção ou um eventual aproveitamento da Smith and Pedro, do seu nome, para extorquir dinheiro a uma empresa. O que chateia o nosso primeiro-ministro é isso ser notícia. Se Sócrates tiver a maioria absoluta, podemos ficar cientes que vai fazer leis à sua medida, para conseguir uma justiça e comunicação social convenientemente amestradas.

Um excelente post de Nuno Ramos de Almeida.

Ahmadinejad, o anti-racista (2)

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Política — Miguel Noronha @ 18:10

Recomendo a audição (*) do contundente comentário de Miguel Monjardino acerca da conferência dita “anti-racista” a decorrer na Suiça.

(*) Assim que for disponibilizado o podcast

ADENDA: Podem ouvir aqui (link directo)

Ahmadinejad, o anti-racista

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Videos — LT @ 16:45

No seu discurso de hoje, no primeiro dia da conferência anti-racista a decorrer na Suiça, Ahmadinejad foi presenteado com dois palhaços e um valente walk out de dezenas de delegados, sob um estrondoso aplauso (via CNN).

Não deixa de ser irónico ver quem defende a extinção de um país inteiro acusar seja quem for de racismo, mas enfim. A culpa é de quem continua a ouvir e a prestar “vassalagem” a este senhor.

O mar dos outros

Filed under: Comentário,Internacional — André Abrantes Amaral @ 12:28

map_indian_ocean

No último ‘Descubra as Diferenças’ falou-se dos actos de pirataria na costa da Somália e também das manifestações que fazem tremer o regime político na Tailândia. O que têm em comum assuntos tão diversos? O Índico. O terceiro maior oceano que, conforme Robert D. Kaplan explicou neste artigo na Foreign Affairs (artigo disponível apenas para assinantes), vai ser indispensável para perceber o século XXI. De acordo com Kaplan, que prepara um livro sobre o tema, o Índico irá, com os portos, gasodutos, canais, estradas e caminhos de ferro que estão ser construídos em terra para ligar o litoral ao interior, ser o centro o novo centro do continente asiático. Com a rivalidade entre a Índia e a China ao rubro, no que diz respeito à corrida ao armamento e na busca de aliados. Kaplan sugere ainda que o papel dos EUA, no meio desta confusão, seja idêntico ao da Inglaterra quando começou a perder o domínio dos mares: Ser mais indispensável que dominante. Servir de árbitro. Estar perto dos actos de pirataria deste mundo e vigiar os choques das potências emergentes.

Cuidado com os “zombies”!

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:13

EU Observer

An influential Brussels-based think-tank says “zombie” companies – enterprises badly in need of structural reform but kept alive by state subsidies – risk hampering EU growth levels once the economic crisis comes to an end.

“They stifle economic growth, while preventing reallocation of resources to sectors with higher growth potential,” say authors Jean Pisani-Ferry and Bruno van Pottelsberghe of Bruegel in a publication released last week.

“There will always be a political temptation to rescue particularly large industrial companies using government funds.” (mais…)

Despesa pública vs despesa Privada

Filed under: Economia,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 10:42

“Is All Spending Created Equal?” de Mario Rizzo (Think Markets)

[W]hen [Brad] DeLong, among others, says that government spending is as good as private in restoring employment, he is speaking against the whole thrust of the principle of efficient resource allocation. The essence of our recessionary problem is not the fall in aggregate demand and the lack of business confidence that accompanies it. First, it is the misallocation of resources produced by excessive risk-taking and by excessive expansion of interest-sensitive sectors. (These were generated by excessively low interest rates over the past several years.) Second, it is the uncertainty that is natural to the discovery of more appropriate combinations of resources. Third, it is the endogenous uncertainty created by the fits and starts of stimulus, bailout and unclear monetary policies. (mais…)

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 07:35

Esta semana, em destaque o Blogue de Direita da Sábado

Kill the Jews

Filed under: Internacional,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 01:00

Que tal geminar Lisboa com Gaza? Por Luís Cardoso.

Hamas calls to kill Jews

Abril 19, 2009

Os comendadores e o senhor engenheiro

Filed under: Cultura,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:45

Sem pés nem cabeça. Por Alberto Gonçalves.

Desde os seus primórdios, nos anos 1950, que o êxito da variante de música ligeira a que se convencionou chamar rock (e seus derivados) assenta em dois golpes de génio publicitário. Um é fazer passar por “urgência criativa” a inépcia técnica da generalidade dos seus “artistas”. O outro, e ainda mais genial,é transformar a pretensa “rebeldia” face ao “sistema” em lucro fácil para o “sistema”.

Os Xutos & Pontapés, há décadas exímios praticantes do primeiro golpe, aplicaram agora o segundo, através de uma cantiga que alegadamente critica o eng. Sócrates e que, de acordo com os que engoliram a manobra de “marketing”, constitui um grito de protesto contra o estado das coisas. A manobra pegou, e o disco que incluí Sem Eira Nem Beira já lidera os “tops” de vendas. Escusado dizer que o estado das coisas não promete mudar, excepto, talvez, pela ligeira melhoria das contas bancárias dos elementos da banda e respectivos editores.

Afinal, era essa a única mudança pretendida, e a única plausível quando os presuntivos agentes da insubmissão são comendadores da ordem do Infante e, como é habitual nestas histórias, gente com razoáveis padrões de conforto. Mesmo sob ditaduras a sério, os típicos militantes da cantiga enquanto arma provinham quase sempre das classes desafogadas, capazes de financiar aos meninos ociosos os exílios em França de que os verdadeiros oprimidos não dispunham.

(mais…)

Obama tem razão

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 22:29

O dinheiro dos contribuintes não vai, de facto, ser colocado num buraco negro. O dinheiro dos contribuintes está a ser consumido por um buraco negro.

Fracturas (cada vez mais) expostas

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:23

Num dia em que também deixou algumas notas de humor sobre a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista do PS às europeias, Sócrates envia um “recado” claro – e em termos particularmente duros – a Belém: Sócrates respondeu a Cavaco que “o país não precisa da política do recado”

Primeiro, o Presidente da República não referiu o nome de José Sócrates mas fez o discurso mais duro de sempre para o Governo. Ontem, o primeiro-ministro também não pronunciou o nome de Cavaco Silva mas fez questão de deixar claro que recebeu a mensagem de Belém. Nas entrelinhas, o chefe do Executivo defendeu que “o que o país não precisa é da política do recado, do remoque, do pessimismo, do bota-abaixismo, da crítica fácil”.

Cavaco falava na sexta-feira na abertura do 4º Congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores, onde deixou um forte alerta ao Governo, empresários e gestores, dizendo que “seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável” que, “na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade, se optasse por estratégias de combate à crise que ajudassem a perpetuar os desequilíbrios sociais já existentes”. E lamentou que tenha faltado vontade política “para questionar o caminho que estava a ser seguido e que há muito suscitava reservas”.

Tudo pelo Estado, nada fora do Estado (5)

Filed under: "Educação Fiscal",Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Sobre a notável BD patrocinada pela DGCI, vale a pena ler (ou reler) o texto do Fernando Gabriel: Educação fiscal.

Sou eu ou o governo anda um habilidoso para os nomes?

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Portugal — Maria João Marques @ 14:23

Primeiro foi o orçamento rectificativo expresso que tiveram de apresentar posteriormente a terem apresentado o inicial depois de sabe-se lá que noitadas de copos ou ansiolíticos (ou ambos) que prepararam um orçamento para Agosto de 2008 em vez de outro pós-hecatombe financeira de Setembro passado. Em vez de lhe chamarem orçamento rectificativo, inventaram o sinónimo subtil de orçamento suplementar (diziam eles que as condições se haviam alterado, e eu acredito: talvez tenham, por fim, lido um ou outro jornal e vislumbrado esta ou aquela estatística mais recente – em todo o caso, a causa não altera o nome objectivo das coisas).

Agora, depois de clamarem contra o enriquecimento ilícito – que sempre tinha o benefício de implicar algo ilegal (para além de, claro, a ilegal – e imoral –  inversão do ónus da prova) – vêm taxar o enriquecimento injustificado, que só o nome leva à desconfiança das maiores arbitrariedades. Injustificado como? Injustificado porque não se justifica? E se se justificar, todas as justificações serão aceites? E se alguém apanha um burocrata bloquista, para quem a dádiva de cento e cinquenta mil euros de um pais a um filho pode ser enriquecimento injustificado? E se esse pai morre e a viúva, que nunca gostou dos filhos do primeiro casamento do marido e até se regozija com a sua má sorte, recusa mostrar extractos bancários para confirmar a dádiva?

O curioso é a forma carneirista como a comunicação social de imediato adopta os nomes inventados pelo governo. Se não se importarem, eu vou continuar a chamar as coisas pelos nomes: no primeiro caso, orçamento rectificativo; no segundo, roubalheira estatal.

Da esquerda caviar à esquerda trolliteira

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

Dos tipos de esquerda. Por Vítor Jesus

Obama e os perigos do unanimismo acéfalo

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 12:00

O mundo segundo Obama. Por Luciano Amaral.

Nunca houve um Presidente americano tão pouco escrutinado pela imprensa e pela opinião pública quanto Obama. O unanimismo acéfalo não é apenas triste, é também perigoso: protegido de críticas, Obama conseguiu produzir um orçamento e um plano de recuperação bancária desastrosos; e ao mesmo tempo que o enamoramento continua, ninguém parece preocupado com o foguetão da Coreia do Norte, com o plano de rearmamento da Rússia ou a proximidade da bomba nuclear iraniana.

Obrigado

Filed under: Blogosfera — André Azevedo Alves @ 10:00

Agradeço ao Samuel de Paiva Pires esta simpática referência.

The Devil Went Down to Georgia

Filed under: Cultura,Videos — André Azevedo Alves @ 01:00

CHARLIE DANIELS – DEVIL WENT DOWN TO GEORGIA (live)

Já não falo do resto mas o gel não ajuda

Filed under: Cultura — Miguel Noronha @ 00:10

A sério. Agradecemos todos os links que nos envia. Mas a sra chamava-se Ayn Rand. É simples. Não há “i” em lado nenhum. Pronto. Já não falo do resto mas ao menos podia acertar no nome.

Razões para temer o Estado

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:08

“Quem não deve não teme”. Por Bruno Alves.

A ideia de que “quem não deve não teme” pressupõe confiança no Estado. Mais que confiança, pressupõe fé. Fé em que o Estado não cometa erros. Mas como o Estado é feito de homens, é tão propenso a erros como o são aqueles que o Estado fiscaliza. E aí, quem tem mais razões para ter medo são precisamente aqueles que “não devem”. Pois um erro do Estado poderá penalizar aqueles que obedecem à lei. Poderá penalizar quem não deve ser penalizado.

Para além disso, a expressão “quem não deve não teme” pressupõe ainda outro tipo de fé no Estado: fé em que o Estado não abuse do poder que detém, penalizando deliberadamente quem não merece ser penalizado.

Abril 18, 2009

Louçã e a “política liberal” de Sócrates

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:57

Louçã, ignorante ou desonesto? Por Henrique Raposo.

Das duas, uma: quando Louçã afirma que Sócrates tem uma “política liberal” (na RR), está a demonstrar ignorância – para usar um eufemismo – ou está a mostrar desonestidade.

O que é um preço?

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:00

Um problema de base. Por Tiago Moreira Ramalho.

Por muito que se faça por esquecer este pequeno detalhe, o preço do que quer que seja é estabelecido pelos mecanismos de oferta e de procura. Vale aquilo que o comprador estiver disposto a pagar, conjugando essa disposição com a do vendedor. Quanto queres, quanto dou. Nada mais básico, nada mais fundamental. É isto o preço.

Descoberto que está como se estabelece o preço do que quer se seja, que outra forma não existe que seja tão fiável, como é que se pode aceitar que o Estado fixe preços mínimos, como o preço mínimo pago pelo trabalho, mais comummente conhecido por “Salário Mínimo Nacional”?

Para ler ou reler

Filed under: Diversos — André Azevedo Alves @ 20:00

Jornalistas que percebem os limites e jornalistas que não percebem, do ponto de vista de uma consumidora. Por Maria João Marques.
O esplendor da demagogia bloquista. por Miguel Noronha.
Demagogia esquerdista sem contas feitas. Por Miguel Botelho Moniz.
Mr. Biswas em Bruxelas. Por André Abrantes Amaral.
institucionalismo liberal. Por Rui Albuquerque.

Tudo pelo Estado, nada fora do Estado (4)

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:00

sociedades de vidro. Por António Costa Amaral.

O Big Brother é sequioso de informação em bruto, porque entende que aumenta a probabilidade de encontrar agulhas quando aumenta a dimensão do palheiro. Rejubila com qualquer sanha pidesca. Todo o cidadão, um por um, deve apresentar-se nu perante o Estado e consentir que a burocracia vasculhe sua vida, viole a sua existência. Para que a luz da virtude democrática ilumine todos os recessos, todas as cavidades.

Esta é uma sociedade de vidro, demasiado frágil, demasiado exposta, demasiado desarmada para fazer frente a quem venha estilhaçar tudo o que conhecemos numa qualquer noite de cristal.

Educação sexual e totalitarismo progressista (2)

Filed under: Cultura,Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:00

Educação sexual d’Os filhos dos outros. Por Nuno Lobo.

Não é difícil de perceber que o que está realmente em causa no debate em curso sobre a educação sexual nas escolas não é a preocupação com as crianças e adolescentes que dela carecem mas antes a preocupação em revolucionar a mentalidade e herança cultural das crianças e jovens portugueses. E sobre este tema vale muito a pena ler o artigo que Francisco Vieira e Sousa escreveu no PÚBLICO de Sábado passado, 11 de Abril, onde justamente defende que o Projecto de Lei do PS constitui um caso gritante de “ditadura da maioria e de utilização do Estado para propagar uma dotrina moral particular”.

Tudo pelo Estado, nada fora do Estado (3)

Filed under: "Educação Fiscal",Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

Parece-me um bom momento para recordar isto.

Portugal, o Norte e as elites

Filed under: Cultura,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:00

Um tema fascinante. Por Rui Albuquerque.

Ora, por mim, sempre vi as “elites políticas nortenhas” como aquele destacado conjunto de talentosos e imaginativos cientistas sociais operativos do Porto e arrebaldes, que, uma vez cacicados nas secções dos partidos a que pertencem para integrarem as listas partidárias onde eventualmente são eleitos deputados, se deslocam em manada para Lisboa no foguete das segundas-feiras (para irem para o Parlamento, ou para a “Assembleia”, como dizem os mais letrados), donde regressam à sexta à noite, e cuja grande finalidade existencial é um dia chegarem a ministros do Reino, ou, pelo menos, a membros não executivos (mas remunerados) de conselhos de administração de empresas públicas. No entretanto, enquanto não atingem esses longínquos e almejados horizontes, vão mantendo um apartamento nas Olaias, uma amante platinada (ou um amante, conforme os paladares) para os acompanhar à 24 de Julho nas “noites loucas” de quinta-feira, uma garrafa de whisky no Elefante Branco e um assento no balcão do Gambrinus para comer camarões da costa e pregos de lombo no pão na companhia da dita senhora.

Um tema fascinante, sem dúvida.

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