O Insurgente

Abril 23, 2009

Mais vómito

Filed under: Ambiente,Comentário,Economia,Media,Religião — Helder Ferreira @ 23:36

vomito1Via tweet do Henrique Monteirocheguei a esta “notícia” que reza assim:
Dia da Terra: Reposição dos recursos vivos já é negativa. Além de Rajendra Pachauri ser um óbvio charlatão, um criminoso sem um mínimo de credibilidade, comparável ao Paul Ehrlich ou à Naomi Klein, resta a questão infantil e idiota da reposição de recursos, no sentido em que ele a apresenta. Imaginem um barril de 250 litros cheio de pistachios. Vai-se tirando e comendo um a um e metendo as cascas dentro do mesmo barril. Chega-se a um ponto em que, mesmo continuando a existir pistachios lá dentro, não compensa procurá-los (não é economicamente viável consumir mais desse recurso). Sabendo isso, muito, mas mesmo muito antes de chegar a esse ponto já se procuraram e encontraram alternativas. Amendoins, tremoços, etc. e assim sucessivamente até voltarmos aos pistachios outra vez. A extinção física dos recursos ou a extinção económica, que os novos religiosos confundem, são coisas diferentes, problemas diferentes, com soluções diferentes.
Quanto à pior situação da América do Norte e à boa situação das Caraíbas e da América Latina é preciso dizer sequer alguma coisa? Ou a revolução castrista/bolivariana são a solução para a religião do IPCC ?

Triste no meio desta merda é que até directores de jornais embarcam nestas charlatanices. Enfim. Já agora quem fodeu o Mar Aral de vez foi o capitalismo norte-americano?

4 Comentários »

  1. Se percebo, o Helder quer dizer que, antes de um dado recurso se esgotar fisicamente, vai deixar de ser usado por deixar de ser económicamente viável (percebi bem?). Mas isso será muito relevante?

    Afinal, de qualquer maneira, se estivermos a consumir recursos a um ritmo superior ao que eles se renovam, isso quer dizer que vamos chegar a um ponto em que vamos ter que deixar (ou reduzir bastante) de os consumir.

    Comentário por Miguel Madeira — Abril 24, 2009 @ 01:54

  2. “Mas isso será muito relevante?”

    Miguel, é relevante porque abordar um problema real (o problema económico da escassez dos recursos)do ponto de vista do esgotamento físico conduz, necessariamente, a soluções erradas para o problema errado. O esgotamento físico não está em causa. O que está em causa são alternativas e maneiras de fazer. As florestas nos EUA e na Áustria são um exemplo disso.

    A seita do IPCC e do fundamentalismo ecologista têm todas as características das seitas milenaristas. Andam há milénios a ameaçar o fim do mundo por culpa das pessoas e hão-de acertar um dia, mas não será por estas razões (esgotamento físico dos recursos), isso aposto. Qualquer recurso.

    Comentário por Helder — Abril 24, 2009 @ 02:03

  3. O fundamentalismo ecologista é muito mais perigoso para a civilização do que qualquer ameaça resultante do “esgotamento” de recursos…

    Comentário por André Azevedo Alves — Abril 24, 2009 @ 02:24

  4. “O fundamentalismo ecologista é muito mais perigoso para a civilização do que qualquer ameaça resultante do “esgotamento” de recursos…”

    Não acho que seja – mesmo que sigamos o caminho do “fundamentalismo ecologista” podemos sempre abandoná-lo a qualquer momento; pelo contrário, um eventual egotamento de recursos, depois de ocorrer, não é resuluvel a curto/médio prazo (e muitos nem mesmo a longo prazo).

    Comentário por Miguel Madeira — Abril 24, 2009 @ 09:51


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