O Insurgente

Abril 6, 2009

Obama e a política externa: retórica e realidade

Filed under: Comentário,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 00:34

Obama continua a encantar os seus seguidores com uma retórica mais ou menos vazia. Entretanto, no mundo real, a realidade teima em não seguir a retórica de Obama.

Tendo em conta que Obama ocupa o lugar de maior responsabilidade no quadro da segurança internacional, é uma combinação perigosa…

12 Comentários »

  1. “Tendo em conta que Obama ocupa o lugar de maior responsabilidade no quadro da segurança internacional, é uma combinação perigosa…”

    Isto dos Norte-Coreanos não é para preocupar muito.
    É só eles a dizerem que precisam duma “mesada” maior.
    É que quando o Bush obrigou o Japão, a China e a Russia a contribuirem também para o sustento do “menino” a “mesada” encurtou.
    Umas toneladas de arroz e uns Kwatts de energia acalmam tudo, vão ver.
    .

    Comentário por Mentat — Abril 6, 2009 @ 01:45

  2. “Tendo em conta que Obama ocupa o lugar de maior responsabilidade no quadro da segurança internacional, é uma combinação perigosa…”

    Caro AAA

    O mais perigoso não é ele ocupar esse lugar, é parecer que não o quer ocupar.
    .

    Comentário por Mentat — Abril 6, 2009 @ 01:47

  3. “O mais perigoso não é ele ocupar esse lugar, é parecer que não o quer ocupar.”

    Pois…

    Comentário por André Azevedo Alves — Abril 6, 2009 @ 02:33

  4. [...] Obama e a política externa: retórica e realidade [...]

    Pingback por Afinal, sempre há comunicações « Coreia do Norte — Abril 6, 2009 @ 09:26

  5. OB limita-se a ser um “by-product” da indústria do “entertainment”.
    É aparÊncia, não substância – e a chata e antipática realidade lá se vai encarregando,dia após dia, de o demonstrar.
    E muito temo que o andor ainda nem tenha saído da igreja…

    Comentário por JJ Pereira — Abril 6, 2009 @ 09:44

  6. O Obama ainda será conhecido pelo estoira-economias.

    À velocidade com que se está a criar dinheiro, dívida e mais alavancagem, um dia o sistema estoira.

    Vale a pena ler isto:

    “SEGÚN ANTAL. E. FEKETE
    EEUU se enfrenta a la “hiperdeflación” y al “colapso económico”

    Bernanke está sestando el “golpe de gracia a nuestra civilización”, según advierte el economista Antal E. Fekete. En su último análisis, traducido por LD, Fekete alerta del riesgo de hiperdeflación y colapso económico en EEUU debido al incremento de la deuda.”

    In http://www.libertaddigital.com/economia/eeuu-se-enfrenta-a-la-hiperdeflacion-y-al-colapso-economico-1276355604/

    Mas ler isto também:

    http://www.libertaddigital.com/opinion/autores-invitados/peor-que-la-depresion-48572/

    E a página do autor, que é mais interessante ainda. http://www.professorfekete.com/

    O que se passou em Portugal é um exemplo típico da queda na produtividade marginal do crédito. Quanto mais nos endividamos, piores os resultados económicos. Quanto maior a despesa estatal e sua respectiva dívida, pior o crescimento económico.

    Os americanos embandeiraram na política da Zimbabwen School of Economics, para salvar as oligarquias de Wall Street. Vai-nos ficar, a todos, muito caro.

    anti-comuna

    Comentário por anti-comuna — Abril 6, 2009 @ 10:58

  7. O Obama está a conduzir a coisa bem.

    Uns banhos de multidão não fazem mal a ninguém e ter uns amigos, mesmo que manhosos, dá sempre jeito nestas coisas.

    Na Coreia no Norte o que é que ele (ou outro) pode fazer? Pelo menos por agora. Aliás até agora acho que ele não meteu a pata na poça. Quem discorde que diga quando.

    Claro que a crise económica vai ser grande, a pior dos 2 últimos séculos, mas depois de uns 28 anos de poder dos republicanos e daqueles produtos financeiros que nenhum economista percebeu (nem percebe), até nem acho muito mau.

    José Simões

    Comentário por js — Abril 6, 2009 @ 13:47

  8. O grupo de Obama é de gente louca. Neste momento com as demonstrações de fraqueza Civilizacional de Sua Excelência e ainda pior do grupo que reuniu até já penso que o Iraque pode ir pelo cano.

    Comentário por lucklucky — Abril 6, 2009 @ 19:05

  9. “penso que o Iraque pode ir pelo cano”

    Claro que o Iraque irá pelo cano abaixo, aliás porque ninguém sabe o que significa – neste caso – “NÃO ir pelo cano abaixo”.

    A situação actual pode manter-se 1, 10, 100 anos, mas no fim estará tudo na mesma, excepto que os EEUU não terão dinheiro para selos. A guerra ganha-se com tropas mas também com dinheiro e a crise económica actual tem muito a ver com o dinheiro gasto no Iraque.

    Os Americanos deviam ter entrado com a máxima “não sabemos se têm armas de destruição, mas sabemos que estão a impedir as inspecções e isso é perigosamente suspeito, já que há precedentes e o iraque já atacou 2 dos seus vizinhos”.

    Depois avançavam para Bagdad, como fizeram, pesquisavam bem a coisa (1 ano talvez) e diziam “desta vez não tinham realmente armas, mas vejam lá se deixam entrar os inspectores, se não nós temos que voltar”. E durante 10 anos era um descanso.

    Estando as coisas com estão o melhor é sair o mais rapidamente possível. O resultado é igual e sai muito mais barato.

    Ajudar o armamento (não nuclear) dos Países Árabes prósperos, do Japão, da Coreia, de Taipé e da Índia (e em menor grau todos os que não têm uma população mussulmana superior a 10%) são agora as únicas coisas e fazer.

    A invadir agora só a Coreia. Mas com um bom argumento o que, com o povo a morrer à fome, e um ditador louco que pensa que pode por satélites em órbita e fabricar ogivas nucleares, talvez não seja muito difícil. Neste caso há a vantagem preciosa de existir a Coreia do Sul, que tem tudo em comum e que pode facilmente alimentar, acalmar e por a funcionar a Coreia do Norte (tudo a baixo custo).

    A actuação recente de Israel na faixa. Têm todos muito a aprender.

    De resto só beijinhos e abraços e sorrisos para todos.

    José Simões

    PS Uma técnica intertessante (que penso ser demasiado arriscada, mas isto é especulação) era pôr o Japão a produzir misseis e ogivas nucleares e até fazer um teste em que destruiam qualquer ilha desabitada com um míssil. Penso que o Japão podia atingir essa fase em 2 anos (e vender ogivas dessas aos Americanos). Então é que a Coreia do Norte ficava com medo. Até podia invadir o Sul.

    Comentário por js — Abril 6, 2009 @ 20:43

  10. Serviço público à comunidade insurgente:

    Aproveito a boleia deste post para publicitar dois livros cujas temáticas costumam interessar à comunidade insurgente e respectivos compagnos de route, isto é, “fássistas”, “neoliberais” e fauna afim:

    Primeiros, “A mentira do aquecimento global, mito ou ciência?”, da Caleidoscópio, da autoria de Roy Spencer, investigador da Univ. de Huntsville, Alabama, Doutor em Meteorologia pela Univ. de Wisconsin e cietista sénior da NASA no âmbito dos Estudos Climáticos. Além disso é colaborador da National Review Online, é um cientista crente (defende até o intelligent design) e, a julgar pelas primeiras páginas do livro, um gajo com um bom humor do caraças. Em suma um cabrãozito candidato a queima imediata pela seita do ex- Vice e ex-Futuro. Para mais pormenores consultem a entrada do “animal” na Wikipédia;

    Segundos, “O Fim do Compromisso, intelectuais, revolucionários e moralidade política”, da Pedra da Lua, da autoria de Paul Hollander, investigador do Davis Centre for Russian and Eurasian Studies de Harvard e Professor Emérito de Sociologia na Univ. de Massachusetts at Amherst. Também tem entrada na Wikipédia, ergo… O livro oferece uma visão histórica comparativa e que se quer abrangente da desilusão dos intelectuais e com os sistemas e ideologias comunistas, ou seja, uma variante estilo psicanálise do “Livro Negro do Comunismo”, salvo erro e melhor opinião, obviamente…

    Não entro em mais pormenores pois só hoje os comprei e não poderei honestamente aprofundar os comentários àcerca dos mesmos.

    Apenas um pequeno detalhe que pode ser importante, adquiri o “primeiros” na livraria (passo a publicidade) do Fonte Nova e, sinceramente, ainda não o vi à venda em mais nenhum lado e já só lá estavam uns dois ou três. É pois despachar antes que acabem!

    Disclaimer: antes que me tomem por uma versão “Mike” do Carlos Santos (o verdadeiro “Melga”), declaro que não tenho nenhum interesse comercial nem nas obras indicadas nem nos locais de venda das mesmas.

    Pedindo desculpa ao Insurgente pelo eventual abuso, deixo aos insurgentes e amigos as minhasa cordiais saudações.

    Santos.

    Comentário por Santos — Abril 6, 2009 @ 21:05

  11. #10 por momentos pensei que ia recomendar um livro sobre Obama. E agora, pelos vistos não o fez…

    Comentário por Michael Seufert — Abril 6, 2009 @ 22:31

  12. “#10 por momentos pensei que ia recomendar um livro sobre Obama. E agora, pelos vistos não o fez…”

    É difícil competir com o Prof. Doc. Carlos Santos nesta matéria, sobretudo quando existe um interesse próprio no caso, isto é, na recomendação…Interesse mais do que compreensível, acrescente-se.

    No meu caso são dois caramelos a dar um bocado para o conservador e que, se calhar, gostam de “malhar” nos amigos dos furacões e no Che (por intermédio dos seus – do Che – ex-admiradores)… A leitura das duas obras, na minha opinião, poderá ser interessante, foi por isso, e apenas por isso, que a indiquei ao colectivo “fássista e neoliberal insurgente” e seus “sabujos, lambe botas e fantoches apaniguados”…;-)

    Foi obviamente um abuso, considerando a temática do post, mas já me penitenciei por tal atrevimento!

    Comentário por Santos — Abril 6, 2009 @ 23:48


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