O Insurgente

Abril 30, 2009

Sobre a gripe

Filed under: Comentário,Diversos,Internacional,Media,Política — Bruno Alves @ 23:15

(publicado também aqui)

Anda por aí, como é costume com estes fenómenos, uma grande histeria com a “gripe mexicana”. E como é costume com estes fenómenos, aparece sempre alguém, orgulhoso da sua fria calma, a dizer que “isto não vai dar em nada”, cometendo o mesmo erro dos histéricos. Miguel Sousa Tavares, homem capaz de ditar sentenças sobre os mais diversos temas, desde a inteligência de George Bush à honestidade de Pinto da Costa, disse hoje na TVI que não tinha qualquer receio da gripe. Também ele acha que “isto não vai dar em nada”. Como é que ele sabe? Porque já com a “gripe das aves” se atingiu esta histeria e depois a coisa “não deu em nada”. Não lhe ocorre que o facto de algo ter sido de uma determinada forma no passado não garante que seja igual agora. Não lhe ocorre que fenómenos como este são por natureza imprevisíveis, e que nós não podemos saber à partida se corremos realmente perigo ou não (razão pela qual devemos tremer sempre que um governo diz que está preparado para tudo. Se nós nem sabemos o que vai acontecer, como é que podemos saber se estamos ou não preparados para isso?): nada nos garante que, mesmo que o vírus não seja assim tão perigoso agora, não venha a ser muito mais perigoso no futuro. “Histéricos” e “calmos”, espécies que nestes períodos se reproduzem mais do que os vírus acerca dos quais falam, cometem ambos o mesmo erro: pensar que podem conhecer o futuro. O problema está precisamente em as coisas não serem assim.

Saiba tudo

Filed under: Ambiente,Internacional,Teoria — ruicarmo @ 22:57

Do i have pig flu?

Transparência e equilíbrio

Filed under: Comentário,Cultura,Política,Portugal,Teoria — ruicarmo @ 22:48

A lei do financiamento dos partidos políticos está para a ética pré-eleitoral como as mamas plásticas estão para as misses.

O estado das coisas

Filed under: Blogosfera,Cartoons,Comentário,Portugal — ruicarmo @ 20:13

Sem pedir licença ao bom camarada Helder, recupero um post e respectivo cartoon.  O episódio sintomático que o desencadeou foi a  suspensão de um professor de inglês por ter comentado em termos  menos próprios as qualificações de José Sócrates. Passaram dois anos. O estado das coisas está, hoje, muito melhor.

Por estas e por outras é que isto é um país de invertebrados. Um insulto é um palavrão, é o dedo médio no trânsito, passar à frente na fila do supermercado, é um penalty mal marcado. Listas “negras” do fisco, o cartão único, a ERC e o jornalismo de “sarjeta”, a mentira e a prepotência, a subserviência da Governadora Civil de Lisboa, os fumadores “apanhados em flagrante”, as virgens dos “jogos partidários” e a institucionalização do”bufo”, nada disso é insulto, nada disso merece a indignação dos eunucos. Pelo ontrário, aplaudamos. O que interessa é o insulto soez ao (vénia) senhor primeiro-ministro e à sua (vénia) licenciatura. Seja o que for que o tal professor tenha dito, seja em que contexto for, o que vale a liberdade para esta gente? Menos que a saliva nos sapatos do dono.

esmaga

S. Nuno de Santa Maria (3)

Filed under: Brasil,Cultura,Educação,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 20:00

São Nuno: OS CARMELITAS COMEMORARAM, EM SÃO PAULO, A CANONIZAÇÃO DE SÃO NUNO DE SANTA MARIA. Por João Alves das Neves.

Leitura complementar: S. Nuno de Santa Maria.

Liberdade em sentido alargado

Filed under: Agenda,Comentário,Media,Portugal — ruicarmo @ 19:46

Pode uma pessoa namorar? Amar? Apaixonar-se?  Corresponder ao amor de outro? Quando convém pode-se publicar, quando não convém, lá se descarrega o processo?

A inspectora gadget

Filed under: Comentário,Media,Portugal — ruicarmo @ 19:30

O raciocínio, tal como um músculo, tem que ser estimulado e sabe-se que é mais eficaz estimular nos mais pequenos. Vale a pena estudar.  Mesmo a dar para o acabado, procurei nalguns livros mas não encontrei uma resposta definitiva e que me parecesse completamente certa: como se chama a uma moça que diz-se que vai casar com um moço? Molho de bróculos?

Amanhã, às 18 horas e 5 minutos, João Gonçalves e Henrique Raposo

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:23

jazzamemuito15

Esta semana, estarei em debate com João Gonçalves e Henrique Raposo.

Juntos, analisamos alguns dos principais temas da actualidade:

- Epidemia paranóica? – Num curto espaço de tempo, uma nova estirpe do vírus H1N1 propagou o pânico no México e a apreensão do mundo inteiro. Conseguiria a nossa civilização sobreviver aos horrores de uma nova ‘peste negra’?

- Bloco Central – Na sua entrevista à SIC, Manuela Ferreira Leite terá admitido acordos pós-eleitorais com o PS, desmentindo depois que não haverá Bloco Central. Em que ficamos? Serão estas tricas eleitorais o que verdadeiramente interessa ao país?

- 100 dias – Barack Obama completou os primeiros 100 dias do seu mandato. Há quem fale da reconciliação da América com o mundo. Mas conseguirá o mundo reconciliar-se com a América?

- Democracia endividada – 35 anos depois há quem diga que, apesar do fim da guerra colonial e da instauração da democracia, os objectivos de Abril nunca se concretizaram. Mas não será o desânimo uma consequência do preço a pagar por quem tem vivido acima das suas possibilidades?

O Descubra as Diferenças tem podcast disponível aqui.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

O Z da esperança

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 14:59

Artigo de Fernando Gabriel (Diário Económico)

Em 1998 o arcebispo Desmond Tutu advertiu os sul–africanos: “não devemos assumir que os oprimidos de ontem não se tornarão nos opressores de amanhã. Vimo-lo acontecer por todo o mundo e não deveríamos ficar surpreendidos se acontecesse aqui”. (mais…)

E que tal extingui-lo?

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 13:30

Não é só em Portugal, no Reino Unido também são questões nacionais que motivam os partidos e eleitores para as eleições europeias.

we have the Tories telling us to vote for them, to send Gordon Brown a message, and Labour telling us to vote for them (or any of the main parties) to keep the BNP out. Of the Westminster “big three”, we have yet to hear from the Lib-Dims but, from past experience, they too are likely to go for local issues, also leaving the EU out in the cold.

This makes for a crazy election, with the main protagonists demanding votes for every and any reason other than actually appointing MEPs to do whatever job it is they are supposed to do. That, in itself, should tell you something about the EU parliament, but I suspect it is not the message the “colleagues” want to convey.

Barack Obama: 100 Days of No Accountability

Filed under: Internacional,Política,Videos — Miguel Noronha @ 12:15

Esqueçam a deflação, preocupem-se com a inflação (2)

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 11:33

“Fed Up” de Steve Hanke (Forbes)

There’s a lot of finger-pointing going on over who’s to blame for the financial crisis: bankers, derivatives traders and the regulators who failed to keep an eye on them. Let me add two names that usually escape the dragnet: Fed Chairman Ben S. Bernanke and his predecessor, Alan Greenspan.(…)

One of our problems is the Fed’s preoccupation with the risk of deflation. Fixated on this risk in 2002 and 2003, Greenspan pumped out dollars, cutting the Fed funds rate down to 1%. The easy credit boom continued, inflating asset prices. We’re living with the aftereffects of asset speculation. And now the Fed is prescribing more of the same medicine: easy credit. The overnight lending rate for Fed funds is down to 0%.(…) (mais…)

Esqueçam a deflação, preocupem-se com a inflação (1)

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 11:06

“Central Banks Cannot Easily Maintain their Independence” de Gary Becker (The Becker-Posner blog)

I['m] worried about the Fed’s support of the huge federal deficits generated by the sharp expansion in federal spending. I understand such actions are necessary to help governments fight wars, but why help finance so much spending during this recession, particularly spending that has dubious stimulating potential? One example is the almost $800 billion so-called stimulus package that will do little to stimulate the economy, but will greatly raise long term government spending in directions desired by the President and Congress (see the posts on January 11 of this year). Another example of dubious government spending that the Fed seems willing to help finance is the ill thought out Treasury plan for hedge funds and other financial institutions to buy toxic bank assets (see the criticism of this plan in my posts on March 29 and 31).

The huge increase in bank reserves is a major consequence of the Fed’s monetization of the government’s large spending programs. Reserves went from about $8 billion in early Fall to around $800 billion, or a hundred fold increase in only 6 months. The recession rather than the wage and price controls imposed during prior periods is keeping inflation suppressed at present. Once the economy begins to recover, the inflationary risks will be enormous. In order to soak up these reserves, the Fed would have to sell large quantities of its government securities back to the private sector. These sales would put downward pressure on security prices- that is, upward pressure on interest rates- that will slow the economy’s expansion at that time. For this reason, any government in power then, whether Democratic or Republican, will vigorously resist such Fed actions

Acerca sondagem RR/SIC/Expresso/Eurosondagem

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — Miguel Noronha @ 10:44

Os resultados da sondagem hoje divulgada fizeram-me recordar algumas reflexões que aqui deixei no rescaldo das eleições intercalares que deram a vitória a António Costa.

- Lisboa

Embora a sondagem lhe atribua mais um ou dois veradores a “super-candidatura” (e agora o desempenho) de António Costa continua longe de ser consensual. Perspectivando-se, novamente, um bom resultado para a lista de Helena Roseta deverá o PS questionar-se se não teria sido melhor aceitá-la como candidata nas últimas eleições.

Quanto à coligação PSD/PP não vale a pena negar as evidências. Santana Lopes consegue recuperar quase todos os votos que “fugiram” para Carmona mas nada mais. Não foi, de facto, a melhor escolha. Mesmo assim para um candidato aparentemente com tão má imagem espantosamente, segundo sondagem, não ficará assim tão longe de António Costa.

Quanto ao BE dois breves pensamentos. Afinal parece que o Zé não fazia falta nenhum. E, pelos vistos, ainda não será desta que o Bloco será um partido significativo a nível autárquico.

- Porto

Por melhores que sejam os candidatos do PS, no Porto ninguém parece conseguir bater Rui Rio.

A autêntica resposta de esquerda ao aumento do desemprego

Filed under: Economia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 05:27
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POUS quer proibição de despedimentos
A dirigente do POUS Carmelinda Pereira, que hoje apresentou em conferência de imprensa os objectivos da campanha do partido, defendeu que o governo “faça uma lei proibindo todos os despedimentos”.

“É insustentável vivermos num país em que se despedem em média 80 trabalhadores por hora. Estamos a destruir a classe trabalhadora de uma forma que compromete a reconstrução do nosso país, da economia portuguesa e a própria democracia”, declarou em declarações à agência Lusa
(Fonte: DN), via Dolo Eventual

Finalmente alguém tem a coragem de dizer o que vai na cabeça de muita malta de esquerda. Aquela história de proibir os despedimentos a empresas com lucros era só o princípio. Próximos passos:
- Reduzir o horário de trabalho semanal para 20 horas para que as empresas dupliquem o número de empregados, evitando de todo o desemprego
- Definir um novo salário mínimo em 1500 euros, aumentando o poder de compra dos trabalhadores
- Se mesmo com as duas medidas anteriores, o neoliberalismo conseguir criar desemprego e miséria, aumentar taxas de imposto sobre os rendimentos mais elevados e grandes fortunas para 110% e redistribuir.

Recomendações perigosas

Filed under: Educação,Livros,Media,Política,Portugal,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:47

O Henrique Raposo recomenda ao nosso Primeiro-Ministro que leia o Aeropagitica, argumentando que “Milton ainda ensina muita coisa a políticos que brincam com a liberdade de expressão”.

Talvez ainda possa ensinar mas, tendo em conta que Milton inclui explicitamente no grupo dos que não podem ser tolerados os Católicos, e que ainda por cima o faz em termos particularmente violentos, preferia que Sócrates, se arranjar tempo para isso (o que duvido), lesse antes o Paradise Lost.

Zapatero ignora Vital Moreira

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 01:42

Já que Sócrates aparentemente não conseguiu, talvez Zapatero consiga convencer Vital Moreira e Ana Gomes a apoiarem a recondução de Durão Barroso: Zapatero apoia “muito firmemente” a recondução de Durão Barroso em Bruxelas

“É um apoio muito sólido e não se alterará”, disse Zapatero aquando de uma conferência de imprensa conjunta com Barroso, cujo mandato actual expira em Outubro. E este apoio surge semanas antes da cimeira europeia de 18 e 19 de Junho, durante a qual os chefes de Estado e de Governo da União Europeia deverão aprontar a sua escolha para a presidência da próxima Comissão.

Os primeiros 100 dias de Obama

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 01:15

100 dias Obama: os próximos 100 serão mais importantes. Por Nuno Gouveia.

A cobertura mediática de Obama tem sido provavelmente a mais «macia» na era moderna da comunicação americana. Tudo em Obama é alvo de notícia, inclusive as mais fúteis, como o seu cão ou o guarda-roupa da sua esposa. O que em George W. Bush era motivo de piadas e intermináveis páginas de críticas, em Obama é apenas um parêntesis no meio da notícias positivas que tem recebido dos media. A Obama não são atribuídas gaffes e os seus percalços são considerados perfeitamente normais. Em 2008 Barack Obama foi elevado ao altar do mundo, e 2009 tem servido para entronizá-lo como símbolo deste novo culto: a Obamania. Apesar dos riscos inerentes a uma veneração excessiva, não deixa de ser positivo verificar que a América está de novo na moda.

Abril 29, 2009

Constatação do dia*

Filed under: Comentário,Política — Miguel Botelho Moniz @ 23:55

outdoorbloco

O reaparecimento de algumas ideias da velha esquerda faz pensar que o marxismo repete-se. Primeiro apareceu como tragédia. Agora vem como farsa.

* roubada despudoradamente a Robert Nozick

Confusão entre partido e Estado

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:04

A reacção de José Sócrates ao caso parece-me adequada.

Resta esperar que, de uma vez por todas, casos como este não se repitam, até porque a acumulação de situações de confusão entre o partido que governa e o Estado não augura nada de bom sobre o regime…

Cartazes retirados mas Vital continua…

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 21:38

Infelizmente para o PS, não é possível fazer o mesmo com Vital Moreira, o desastrado cabeça de lista escolhido: PS retira cartazes com erro na data de adesão à CEE

Resta assim ao PS continuar a esconder Vital Moreira, pelo menos até que seja possível treiná-lo de forma a que as suas intervenções públicas não sejam tão comprometedoras para o partido.

D. Januário Torgal Ferreira, um bispo alistado

Filed under: Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 21:28

Mistérios da energia e da fé. Por Helena Matos.

Bom de mais

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:07

Ao contrário do Bernardo, eu gostei do ‘Se perder, perdi’ de Manuela Ferreira Leite. Gostei, porque demonstra, além de desapego, uma forma de estar na política que se traduz na apresentação de propostas que se os eleitores quiserem serão aplicadas mas, caso não o pretendam, cada um fica na sua e seremos amigos como sempre. Esta qualidade política é rara.

Só com este desapego é possível ser sincero. Só com este desapego é possível falar verdade. Pode dar pouco votos, mas quando o país acordar para a realidade, dará uma legitimidade imensa a quem souber estar desta maneira na vida política.

Perguntas complicadas para Elisa Ferreira

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 01:58

Escusado será dizer que estas perguntas complicadas (e pertinentes) do André Abrantes Amaral se aplicam igualmente a Elisa Ferreira.

Com a agravante de que – ao contrário do que acontece com Ana Gomes – a candidatura de Elisa Ferreira teria, à partida, todas as condições para ser credível dada a qualidade da candidata.

Cada vez mais urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:50

E, claro, nem pensar em privatizar a TAP e liberalizar o transporte aéreo em Portugal…

TAP deverá cancelar mais de nove mil voos este ano

Depois de ter suspendido 2190 voos nos primeiros três meses deste ano, a TAP vai cancelar mais 2400 até Junho. No segundo semestre, o plano de cortes deverá manter-se ao mesmo ritmo, o que significa 9180 cancelamentos só em 2009.

Tráfego de passageiros da TAP cai 7,1 por cento no primeiro trimestre

O número de passageiros transportados pela TAP nos três primeiros meses deste ano caiu 7,1 por cento. Tendência que poderá comprometer a metas fixadas para 2009, que estipulavam um aumento do tráfego em 3,7 por cento.

TAP confirma prejuízos de 285 milhões de euros

As perdas da actividade de transporte aéreo situam-se nos 209 milhões de euros, às quais se somam os resultados negativos da operadora de handling Groundforce (-36 milhões de euros), da empresa de manutenção brasileira VEM (-29 milhões de euros) e da companhia de aviação regional Portugália (-4 milhões de euros).

Passivo da TAP sobe a quase 2,5 mil milhões de euros

O grupo TAP fechou o ano de 2008 com um passivo de 2467 milhões de euros, num cenário em que inclui a consolidação das contas da brasileira VEM, indica um documento interno da empresa. Apesar do prejuízo de 280 milhões de euros gerado no ano passado, o ministro Mário Lino mostra-se confortável com a actual administração, liderada por Fernando Pinto, que deverá ser reconduzido no cargo.

A injecção de dinheiro na TAP “é mais necessária”, diz Fernando Pinto

Fernando Pinto explicou que essa injecção de dinheiro não serviria para financiar novos investimentos, mas antes para “ajustar a estrutura de capital para dar algum conforto em termos de gestão”.

Leitura complementar: Para que serve a TAP?; E que tal privatizar a TAP?; Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa; Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (2); Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (3); Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (4); Urgente um novo mega-aeroporto de Lisboa (5).

Avião presidencial aterroriza Nova Iorque

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 01:25

Mais uma gaffe da administração Obama que não merecerá nos media sequer uma fracção da que teria se o Presidente fosse George W. Bush (ou qualquer outro republicano): Insurgente: Obama plane photo op startles New Yorkers

One of President Barack Obama’s official planes flanked by an Air Force fighter jet flew low over the Statue of Liberty on Monday for a photo opportunity that reminded startled New Yorkers of the September 11 attacks.

The White House Military Office apologized for the mission, which infuriated New York City officials and prompted hundreds of financial professionals to flee their office buildings.

New York City Mayor Michael Bloomberg criticized the federal government and his own administration for failing to warn the public, which was shocked by the image of a jumbo jet flanked by an F-16 flying near the World Trade Center site.

“The good news is it was nothing more than an inconsiderate, badly conceived and insensitive photo op with the taxpayers’ money,” Bloomberg told reporters.

Abril 28, 2009

S. Nuno de Santa Maria (2)

Filed under: Cultura,Educação,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 23:00

Nun’Álvares: O CONDESTÁVEL DE PORTUGAL AGORA É SANTO. Por João Alves das Neves.

Leitura complementar: S. Nuno de Santa Maria.

rei(no)

Filed under: Comentário,Fundamentos,Política,Teoria — rui a. @ 22:11

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A monarquia não é um regime político, tão pouco um sistema de governo. Ela é uma forma política do estado, o mesmo significa dizer que se trata do modo escolhido pela comunidade para se ordenar politicamente.

Essa forma de ordenação política de uma comunidade assenta, modernamente, numa Constituição política, na qual se organiza o aparelho do estado, isto é, os órgãos de soberania. O único modelo de governo possível numa monarquia constitucional é o parlamentar. Todos os demais estão, por natureza, excluídos.

Decorre daqui que, numa monarquia constitucional, o rei não é um órgão de soberania. Ele não desempenha – não pode desempenhar – qualquer tipo de função soberana, porque lhe falta legitimidade democrática para esse efeito. O titular momentâneo da coroa não foi escolhido pelos seus concidadãos para o exercício das funções que lhe estão constitucionalmente atribuídas, pelo que a Constituição não poderia nunca atribuir-lhe o desempenho de poderes delegados ao estado pelos cidadãos. Daqui a crítica insistente, quer dos adversários da monarquia quer dos adeptos da monarquia tradicional, de que este tipo de rei de nada serve, não passando de um bibelô institucional, vazio e completamente inútil. Nada de mais errado.

Na verdade, se admitirmos que a soberania possa ser administrada por um único titular, ainda por cima sem qualquer espécie de legitimidade representativa, então qualquer sistema político monolítico nos poderá servir. Legitimaremos, assim, a ditadura, desde que ela eventualmente sirva o que nos parecerá ser o “interesse comum”, obviamente sempre mais “comum” a uns do que a outros. Mas, por outro lado, ao pedirmos ao rei que governe e decida, transformá-lo-emos, inevitavelmente, a prazo curto, num chefe político, num chefe de facção. Ora, assim se desvirtua a natureza simbólica, agregadora e representativa da comunidade política que o rei, a coroa mais exactamente, deve ser. E que só conseguirá ser se, de facto, o seu titular, o rei, não tiver a seu cargo o exercício da soberania.

A ideia de “coroa” é, de resto, muito antiga como sinónimo de comunidade politicamente organizada. Esse era, aliás, o sentido da coroação medieval dos reis, a quem era transmitida a responsabilidade de proteger e tutelar a comunidade ali recebida sob essa forma simbólica.

A representação da comunidade política numa instituição não soberana é, pois, o elemento essencial da monarquia constitucional. O corolário natural deste princípio é o de que o titular do órgão que corporiza a instituição não pode ter legitimidade política, nem democrática. Ou seja, a representação simbólica da comunidade politicamente organizada não pode ser politizada, nem sujeita a uma eleição que seja disputada por candidatos e por votos, o que imediatamente fraccionaria esse simbolismo comunitário. É, aliás, curioso reparar que a nossa Constituição republicana de 1976 incorpora este elemento monárquico, ao proibir implicitamente as candidaturas presidenciais partidárias (vd. artigo 124º, nº 1, que obriga a candidaturas propostas por um mínimo de 7500 cidadãos eleitores).

A outra consequência do princípio enunciado é a neutralidade da Chefia do Estado (“estado”, aqui, deve ser entendido como sinóimo de comunidade política e não exactamente como o aparelho de poder que a governa). Esta neutralidade não se destina a que o rei possa decidir imparcialmente, já que o rei não decide, mas é uma referência simbólica importante para os órgãos de soberania: a comunidade deve ser politicamente neutra e os seus responsáveis políticos e soberanos devem decidir em função do que possa ser justo e correcto. Este é um valor muito importante na ordem monárquica, já que os titulares da soberania devem esclarecimentos à comunidade, devendo-os prestar ao rei. A função fiscalizadora do monarca constitucional é, assim, esta: impor-se como um valor de referência neutral, que seja um exemplo institucional e obrigue a soberania a respeitar quem governa. Isso só pode, na verdade, ser conseguido, através de um elemento neutro perante o sistema político, como o rei efectivamente é, e não através de um presidente eleito num sistema de disputa partidária e até ideológica, que é parte integrante do sistema político.

Por isso, a figura do rei, a sua pessoa física, material e concreta, é mais do que secundária. A pessoa que corporiza momentaneamente a instituição quase poderia não existir. O rei tem que ser uma referência comum, um símbolo de absoluta neutralidade, imparcialidade e distanciamento perante a política, mas a quem a política e a soberania têm de justificar os seus actos. Não tem que ser um génio – não deve ser um génio -, não tem que ser um salvador da pátria – não pode mesmo ser um salvador da pátria -, não tem que ter talento político – não poderá, pelo menos, exercer nunca esse talento, caso o tenha. O rei terá de ser um homem comum, no qual os homens comuns da sua comunidade se revêem. E, ao ser esse símbolo, por si mesmo se terá de impor como referência de estabilidade e de garante do bom funcionamento das instituições. Por si só, isso tem sido suficiente para assegurar um sistema institucional equilibrado e credível nos países onde a monarquia constitucional existe, ao invés da falta de credibilidade institucional que caracteriza quase todas as repúblicas parlamentares. Querem exemplos?…

Para quê votar CDS-PP nas europeias?

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:00

Os federalistas pequeninos. Por Jorge Ferreira.

Práticas pérfidas

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:55

Li no Jornal de Negócios que o Banif emitiu dívida garantida pelo estado, no valor de 500 milhões de euros. Segundo o jornal, «Pela garantia do Estado o Banif vai pagar 14,22 milhões de euros, dado que é cobrada uma taxa de 0,948% ao ano.»

É engraçado que, depois de José Sócrates ter referido no parlamento a natureza pérfida dos “produtos derivados”, o governo esteja no mercado a vender algo que em muitos aspectos não passa de um credit default swap.

Senão vejamos: Se não existisse garantia do estado, o Banif emitiria dívida sujeita a uma taxa r, acrescida de um prémio de risco p. O comprador das obrigações receberia r+p, e compraria a um terceiro um CDS, pagando um valor que rondaria p. Desta forma, o resultado líquido seria um custo r+p para o Banif e um retorno r para o comprador. Existindo garantia do estado, o Banif paga uma taxa r’ nas suas obrigações, que é o retorno do comprador. Por outro lado, o Banif paga um prémio p’ ao estado, para garantia do crédito. O Banif tem portanto um custo total r’+p’.

A diferença é que o “terceiro” no primeiro caso faria hedging para reduzir a sua exposição ao risco do Banif. O hedging do estado somos nós.

Perguntas complicadas

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 18:50

Não se justifica um erro com alegadas faltas de terceiros. Era isto que Ana Gomes deveria compreender quando concorre ao Parlamento Europeu e à Câmara de Sintra ao mesmo tempo. Nas duas campanhas que realizará no espaço de poucos meses, Ana Gomes irá convencer os eleitores de que é a melhor pessoa para exercer aqueles cargos.

As perguntas que devem ser feita são estas: Como é possível estar, ao mesmo tempo, 100% empenhada no Parlamento Europeu e em Sintra? Como pode dizer que é a pessoa mais indicada para ir para o Parlamento Europeu se, e ao mesmo tempo, diz que não irá cumprir o mandato, caso vença a corrida em Sintra? Não serão as candidaturas de Ana Gomes, uma delas oculta numa lista, uma falta de consideração para com os eleitores? Não será esta uma forma de garantir um lugar, caso não seja bem sucedida na segunda candidatura? Caso vença em Sintra não é um facto que a sua desistência do cargo no Parlamento Europeu desvirtua a lei da paridade? Não deverá uma mulher, qualquer mulher e aqui não necessariamente Ana Gomes que é uma deputada competente, que ocupe, fruto da lei da paridade ou que contribua para o preenchimento dos seus requisitos, um lugar numa lista, cumprir integralmente o mandato para que foi eleita? Um lugar para o qual, não fosse o caso de ser mulher, não seria candidata?

monarquia

Filed under: Comentário,Fundamentos,Política,Teoria — rui a. @ 16:48

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Um dos aspectos mais evidentes do funcionamento das repúblicas de forte incidência parlamentar é a degenerescência das suas instituições políticas. A razão é simples de entender. Na verdade, exceptuando os poucos países que sacralizaram a república (como os EUA), os demais não possuem instituições com legitimidade própria, isto é, que não decorra da legitimidade política. Por isso, a actuação dos protagonistas institucionais é sempre perspectivada, pelos seus adversários ou pelas suas vítimas, como resultado do jogo político, e não exactamente como o desempenho de funções próprias, autónomas ou mesmo independentes do poder político.

Tomemos por exemplo o caso da democracia portuguesa. Ao fim de trinta e cinco anos de existência, nenhuma instituição política (e não só) está acima de suspeitas dos portugueses: o Presidente da República é considerado um agente político ao serviço da oposição (ou mesmo uma “força de bloqueio”…), o PGR (cuja nomeação é governamental) é acusado de ser permeável a influências governamentais, o Governador do Banco de Portugal (também nomeado pelo governo) não escapa a idêntica suspeição, as direcções das polícias e serviços de informação (igualmente nomeadas pelo governo) idem aspas, o Provedor de Justiça tem servido para jogos de disputa política, o Tribunal Constitucional (cuja composição é parcialmente política) também se costuma dividir em função da proveniência político-partidária dos diplomas que tem que apreciar, etc.

Num país sem instituições públicas fortes, isto é, com poderes próprios e independentes das pressões governamentais, quem poderá garantir a idoneidade do funcionamento do sistema? A resposta é evidente: ninguém. E, de facto, ninguém garante. Por isso, em Portugal os cidadãos desconfiam de todos os poderes públicos e não acreditam que eles estejam ao serviço de interesses comuns, mas de interesses próprios, isto é, políticos. Daí, também, o completo divórcio que existe, hoje e cada vez mais, entre a cidadania e a política.

Numa perspectiva liberal, isto é, na que entende que o bom poder público é o poder fortemente limitado e permanentemente escrutinado, a existência de instituições políticas independentes entre si é uma condição indispensável. A única maneira delas se salvaguardarem consiste em introduzir, a par da legitimidade política, uma outra forma de legitimidade na qual elas se possam inspirar e recorrer. Essa legitimidade é a legitimidade monárquica constitucional.

Na verdade, o facto da monarquia assentar numa forma de legitimidade hereditária e não política e eleitoral, pode aparentemente ferir as susceptibilidades democráticas dos liberais, mas é, de facto, a melhor garantia de consolidação institucional e de equilíbrio de poderes públicos, como veremos.

Em primeiro lugar, a monarquia é uma forma de estado. Não é um sistema de governo. O rei não governa, reina. Assim, o suposto argumento da falta de legitimidade democrática da monarquia, cai pela base: essa legitimidade só é necessária quando existe poder público, isto é, a capacidade de um órgão tomar decisões pelos cidadãos e para os cidadãos. A necessidade de representação democrática só ocorre quando há delegação de poderes da cidadania para os órgãos políticos. Não é o caso da monarquia constitucional, cujo titular, o rei, não dispõe de quaisquer poderes políticos de decisão.

Em segundo lugar, essa forma de estado é muito mais exigente para com os poderes instituídos, porque tem no rei um exemplo de independência e de respeito pelo interesse geral. Na verdade, nas monarquias constitucionais o rei não poderá nunca aspirar ao exercício de cargos políticos, mesmo que abdique da coroa. Isso permite uma presunção de independência e de imparcialidade na qual os demais órgãos políticos se têm de rever, sob pena de ficarem diminuídos e se desautorizarem. Sabendo, é certo, que existem excepções a este princípio, o facto é que nas monarquias constitucionais europeias a idoneidade das instituições públicas, a sua aceitação pelos cidadãos e o respeito que a estes infligem, é muito superior ao que sucede nas repúblicas parlamentares. A razão reside na forma de estado e nas exigências naturais que uma monarquia independente impõe a todas as demais instituições públicas.

Em terceiro lugar, o poder moderador. Este não consiste exactamente numa faculdade do rei interferir directamente nos assuntos da política quotidiana, para o que necessitaria, aí sim, de legitimidade democrática, mas na obrigação que os agentes políticos com responsabilidades públicas têm de lhe prestar contas e justificações do seu comportamento. Estranhamente – ou talvez não, para quem conhecer razoavelmente a espécie humana – esta obrigação de prestar contas a um órgão verdadeiramente independente, representativo da comunidade, poderá inibir fortemente os agentes políticos para a sua natural propensão para a asneira e para o abuso, assim como introduz no sistema político um factor de equilíbrio e moderação. Essa é, sem dúvida, a conclusão que se pode retirar da observação das monarquias constitucionais europeias: a Espanha, a Holanda, o Reino Unido, a Bélgica, a Dinamarca, a Noruega, a Suécia. Em contrapartida, a instabilidade política e institucional é, ou tem sido, a marca das repúblicas parlamentares europeias: Portugal, Itália, Grécia, Irlanda. A França desenvolveu um sistema praticamente presidencialista, pelo que não entra nestas contas, e a Alemanha é uma excepção à regra, justificada pela particular natureza do seu povo e, sobretudo, pela habilidosa construção constitucional responsabilizadora dos agentes políticos pelas crises de governação (vd. o artigo 67º da Constituição Federal). As novas repúblicas parlamentares dos países que pertenciam ao antigo bloco de leste ainda não permitem conclusões pela precocidade dos seus sistemas políticos.

Boas notícias

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:12

Os Conservadores britânicos vão do referendo à constituição europeia ao tratado de Lisboa um dos assuntos centrais das próximas campanhas eleitorais (europeias e parlamentares) no Reino Unido.

A Credit-Crunch Reader

Filed under: Economia,Livros,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 14:51

O Institute of Economic Affairs selecionou uma série de artigos publicados na net por think tanks e blogs. Nesta edição podem encontrar uma pequena sinopse do artigo assim como o link para o artigo original.

O Zé custa um dinheirão

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:34

O Zé não para. Não satisfeito com os 17,8 milhões de euros de indeminizações referentes ao túnel do Marquês, agora decidou acrescentar
mais alguns milhões ao passivo da CML.

Sporting vai receber 23, 200 milhões de euros da câmara municipal em terrenos e projectos de reabilitação urbana na cidade de Lisboa. Clube e autarquia chegaram a um acordo sobre a forma de pagamento, depois de o tribunal arbitral, constituído para analisar o processo de loteamento dos terrenos do antigo Estádio José Alvalade, ter dado razão ao clube.(…)

O diferendo remonta a 2003 quando a autarquia assumiu o compromisso de elaborar um plano de pormenor para conceder ao Sporting direitos de edificabilidade de 29 mil metros quadrados a acrescer aos 109 mil metros quadrados previstos para o UOP 30 do Plano Director Municipal. Mas, como tal não aconteceu, e o vereador Sá Fernandes não abdicou do espaço verde, o caso foi parar a um tribunal arbitral que deu razão ao Sporting. E decidiu que os 29 mil metros quadrados dos terrenos do antigo estádio deviam ser avaliados e a edilidade iria ceder outros com idêntico valor.

(agradeço a indicação do Fernando Gabriel)

Tratado sobre a Liberdade no Expresso

Filed under: Comentário,Media — Maria João Marques @ 12:18

Não é nada costume, mas li no Sábado a crónica do Miguel Sousa Tavares no Expresso e tal como o João Miguel Tavares gostei especialmente da profissão de fé de MST em José Sócrates (párem de gastar dinheiro em mais  de investigações, s.f.f, mesmo que o perdulário MST queira tudo esclarecido apesar de saber desde já o resultado certo) e das considerações finais sobre liberdade. Parece que só entende de liberdade quem o MST certifica; os outros, não a conhecem e – lembramo-nos aqui da diferença de gerações entre MST e a minha –  não sabem o que ela custa. Pois discordo. E nunca é de mais reafirmar que lá por haver muita e boa gente que percebe bastante de lutar contra uma ditadura (seja activamente seja chamando nomes ao Presidente do Conselho na intimidade do seu quarto) isso não implica que percebam de liberdade. E a partir do momento em que se argumenta o passado anti-ditatorial, ou a necessidade de pagar de qualquer forma a liberdade, como requisito para entender a liberdade, nós percebemos muito bem quem tem deficiências no entendimento da liberdade. Para mim não é o João Miguel Tavares.

A poupança

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:15

caderneta-de-poupanca

No cabeleireiro do D. Zulmira (que, apesar do nome inventado, existe verdadeiramente para os lados da Estrada da Luz, em Lisboa) deu-se um facto engraçado representativo da forma como se vive e lida com a crise económica. Há uns meses, uma das funcionárias da D. Zulmira decidiu ir-se embora. Sendo brasileira, quis voltar para o Brasil. É importante fazer aqui um ponto da situação antes de seguir com a história: Os cabeleireiros, como as lojas de chocolates e produtos estéticos, tais como batons, perfumes, e por aí fora, não são normalmente afectados pelas dificuldades económicas. Pelo contrário, por constituírem um forte anti-depressivo, não só se mantêm como beneficiam de um aumento da procura. Isto, para concluir que o estabelecimento da D. Zulmira não estava a passar por qualquer fase problemática. Pelo contrário, apesar da crise, a clientela mantinha-se fiel e comparecia (comparece) a tempo e horas. De qualquer forma, após a saída da dita empregada, a D. Zulmira nem procurou quem a substituísse. Com receio do futuro (a D. Zulmira trabalha no ramo há 30 anos e não quer deitar tudo a perder), passou a ser ela própria a fazer os trabalhos que cabiam à funcionária que saiu.

Podemos concluir, é o caminho mais fácil, que são atitudes como esta da D. Zulmira que intensificam a crise económica. Que o medo por ela sentido não diminui o desemprego e que o seu estado de espírito se incutirá nas clientes que poderão passar, também elas, a ter algum cuidado. Tal é a pronta conclusão que tanto apraz os amigos socialistas, que desejam ardentemente uma economia um pouco (estou a ser optimista) planeada. Mas não é assim.
(mais…)

Masoquismo eleitoral

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:32

belucros

Na sequência do post sobre a inconsequência da nacionalização a Galp e a EDP, Pedro Bráz Teixeira tenta imaginar as consequências para a Economia de um eventual governo do BE.

Dada a limitada capacidade de masoquismo dos eleitores, duvido que [este] governo conseguisse durar muito tempo. Admitamos que Manuel Alegre era PR e Louçã PM com maioria absoluta. De facto era necessário o país estar muito avariado para produzir esse resultado, mas parece-me impossível que a experiência pudesse durar muito tempo.

O verdadeiro problema é que quem viesse a seguir demoraria muito tempo a limpar os estragos deixados por esses governantes

É pena que não corresponda à realidade

Filed under: Diversos,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:13

Jornal Negócios

A actual crise global colocou a nu as debilidades do sistema financeiro. Mas segundo o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, os consumidores não se podem demitir da sua quota parte de responsabilidade nas suas tomadas de decisões de consumo ou investimento

É significativo que Teixeira dos Santos tenha proferido estas declarações durante um seminário da DECO que faz passar a imagem dos consumidores como sujeitos desprovidos de livre arbitrio e inteligência. Infelizmente as declarações do Ministro não correspondem à prática deste governo. Qualquer recomendação da DECO, por mais absurda, é rapidamente transforma em lei. Por vezes nem é necessário esperar pela DECO. Tornou-se recorrente a legislação que procura impedir aos individuos “comportamentos de risco” ou que pretende que paguemos por más decisões de consumo ou investimento alheias. Se Texeira dos Santos acha que os “consumidores não se podem demitir da sua quota parte de responsabilidade” não percebo porque faz este governo tudo para os “demitir”.

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 08:13

Epic Last song, dos Does It Offend You Yeah?

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