O Insurgente

Março 9, 2009

E agora, Obama?

Filed under: Insurgentologia — Miguel Botelho Moniz @ 19:14

calimero

constitucionalismo liberal

Filed under: Comentário,Fundamentos,Política,Teoria — rui a. @ 18:41

octavio

A tradição jurídica portuguesa é romanística e não anglo-saxónica. Ela vê a lei como a expressão do poder soberano, apenas limitada por uma ordem constitucional, por sua vez, ela também, manifestação desse mesmo poder, e não como uma a declaração de normas geradas socialmente para resolverem problemas dos indivíduos e das comunidades que eles constituem.

A explicação deste facto é conhecida e historicamente determinável. Portugal pertence à parte ocidental da Europa continental, onde ocorreu o chamado renascimento do direito romano justinianeu, iniciado em Bolonha no século XII. O direito romano em causa era, por sua vez, o direito constante do Corpus Iuris Civilis, conjunto de colectâneas elaboradas no século VI por ordem de Justiniano, Imperador do Oriente, e onde o conceito de lei se identificava com a vontade do príncipe, em relação à qual este é não só superior, como lhe não deve obediência (“princeps legibus solutus est”). Estamos num período de absolutismo imperial, preteritamente iniciado com o principado de Octávio César Augusto (27 a.C), do qual o velho direito romano clássico, que admitia e estimulava a concorrência entre vários tipos de fontes normativas, acaba por ser vítima e praticamente subsumir-se à autoridade do imperador.

O processo de formação das monarquias modernas européias, acompanhado pela centralização do poder estatal, fez-se, assim, em torno de um edifício jurídico romanístico que lhe era muito favorável. A cultura jurídica do rule of law, onde a jurisprudência e o costume são, a par da lei, importantes fontes de direito, nunca colheram em Portugal, nem nos países continentais da Europa Ocidental, em boa medida pela influência dominante do chamado direito romano renascido. Ora, nos sistemas romanísticos a lei é monopólio do estado e dos seus órgãos próprios constitucionalmente instituídos para esse fim. Esta visão do direito é adversa da que é preferida pelo liberalismo clássico, muito mais próximo da common law, onde se incorporam a ordem espontânea normativa social e a tradição.

Essa é, todavia, a visão que temos em Portugal do Estado de Direito e não há como ignorá-la. Mais do que um Estado de Direito, Portugal é um Estado com Direito, onde o poder soberano praticamente não conhece verdadeiros limites à sua expansão, que não sejam os direitos fundamentais dos indivíduos, hoje muito mais património civilizacional do que propriamente uma característica do estado. O “soberano” coincide, modernamente, com a interpretação rouisseauniana, onde praticamente se não concebem limitações à sua expressão. A formalidade, cada vez mais vazia de sentido, da eleição democrática universal e periódica, atribui-lhe uma suposta legitimidade invasora de toda a privacidade social. Hoje, em bom rigor, nenhum domínio social é estranho ao estado. Ele pode intervir em qualquer dimensão da existência humana. Quando o faz abusivamente, fundamenta-se no voto democrático e assim se justifica.

Uma ordem social liberal assenta numa composição política da sociedade que tenha como pano de fundo uma ordem constitucional orgânica, principalmente vocacionada para a defesa dos direitos individuais e para a limitação do poder do estado. Toda a história constituinte norte-americana, desde os Artigos da Confederação à Convenção de Filadélfia, vai no sentido de conseguir um equilíbrio entre as inevitáveis tentações da centralização e da preempção federal, e a necessária autonomia estadual e a liberdade individual. Uma ordem social liberal não sobrevive a uma constituição programática, estatista e invasora da liberdade individual. Ela é mesmo o seu oposto.

Assim, em Portugal, qualquer liberalização do regime passará necessariamente por uma reforma constitucional profunda. Tudo o que se possa fazer sem ela não passará de arranjos e composições de conjuntura, com pouco significado. Ora isso colidiria frontalmente com a nossa tradição, sendo, por isso, praticamente uma impossibilidade material e histórica.

Leitura re-re-recomendada

Filed under: Diversos,Insurgentologia — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:34

Vi que o Carlos Santos, professor de economia, analista de Política Internacional e blogger em ascensão, não gostou que eu elogiasse a sua obra, “E agora, Obama”, considerando que esse facto, pelos vistos, põe em risco as vendas, porque – imagine-se – pode haver alguém que nos leve a sério (como se algum dia esse risco existisse: ninguém leva a sério o que eu escrevo no Insurgente, nem sequer eu próprio, quanto mais potenciais leitores de uma obra intitulada “E agora, Obama”?).

(mais…)

E agora Obama?

for-sale-50

Desenho de Paulo Oliveira.

Leitura complementar: Leitura recomendada.

The promise you made

Filed under: Diversos,Videos — LT @ 17:44

Como diria o Manuel João Vieira: “Esta música não é dedicada a ninguém em particular…”

E diziam vocês que eu era pessimista…

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 17:07

“Countries are so deep in debt, they risk drowning in red ink” de Kenneth Rogoff

No one yet has any real idea about when the global financial crisis will end, but one thing is certain: Government budget deficits are headed into the stratosphere. In the coming years, investors will need to be persuaded to hold mountains of new debt.

Although governments may try to cram public debt down the throats of local savers (by using, for example, rising influence over banks to force them to hold a disproportionate quantity of government paper), they eventually will find themselves having to pay much higher interest rates as well.(…)

In research that Carmen Reinhart and I have done on the history of financial crises, we find that public debt typically doubles, even adjusting for inflation, in the three years following a crisis. Many nations, large and small, now are well on the way to meeting this projection.(…) (mais…)

Falta de espelhos em casa

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 16:18

Ouvi há instantes na rádio, o Presidente da República, a falar dos riscos da nova pobreza. Riscos esses que, entre outras razões, são criados “pelo enfraquecimento dos laços familiares”. Ouvir isto da boca de um estatista social-democrata não devia surpreender, que o estatismo não ajuda à vergonha na cara e à assunção de responsabilidades próprias mas, pelo menos, o PR teria a obrigação de pensar nas más consequências do estado social e do regime que ajudou a criar. Que também as há. Alguém lhe ofereça um espelho.

Hoje

Filed under: Insurgentes nos media — Miguel Noronha @ 14:58

rcp1

O Michael Seufert e o André Abrantes Amaral estarão hoje, a partir das 23h00, no RCP. Podem seguir a emissão aqui.

Keep banks private

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 14:26

“Keep the banks private” de Don Boudreaux

Politicians’ incentives differ radically from those of private owners. Few politicians look past the next election or beyond the familiar interest groups whose support is crucial. If a nationalized bank would best serve consumers — and its bottom line for taxpayers — over time by scaling back its current workforce today, politicians will likely resist the move if well-organized workers mobilize against it.

Also, government-owned companies are more prone than private ones to follow political fads. If, say, green technologies catch the public’s fancy, nationalized banks would be pressured to fund them even when doing so fails reasonable cost-benefit tests.

A world-class economy is impossible if its businesses cannot look past upcoming elections and must heed lobbyists’ pleas and agitators’ cries. Because banks are so critical at channeling savings into investments that build the future, political say in banks’ business decisions will sacrifice that future to political expediency.

A propósito deste tema, vem bastante a propósito este post do Inflacionista.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 10:18

Esta semana, em destaque Standpoint Magazine.

Março 8, 2009

Um aviso a Manuel Alegre

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:50

999 999. Por João Miranda.

Manuel,

aquela coisa do milhão de votos? Um deles foi meu, e foi só para lixar o Mário Soares.

Obama can’t handle the Presidency?

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 23:30

Ed Morrissey sobre as inacreditáveis justificações da administração Obama para o tratamento concedido ao Reino Unido e as sucessivas gaffes no domínio da política externa: Great news: Obama fumbled Brown visit because he’s in over his head

I’m not sure which is worse. At least if he meant to snub Brown, it would suggest a certain competence at this brand of diplomacy. Instead, we’re told that the Obama White House and their staff are just a bunch of incompetents who got in over their heads.

(agradeço ao leitor Luís Cardoso a indicação do link)

Leitura recomendada

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:08

Não sei se já vos recomendei um livro excelente que li, “E agora, Obama”, de um  professor de economia, analista de Política Internacional e blogger em ascensão, o Carlos Santos, alguém que me tem ajudado a pensar os desafios do neoliberalismo face ao futuro. Um livro excelente, lúcido, actual, completo, recheado de informações interessantes, que explicam grande parte dos desafios que se colocam, não só à nova Administração americana, como ao mundo em geral. Não deixem de o ler, e de atender às excelentes, embora longas, desconstruções do neoliberalismo que se podem encontrar nos seus inúmeros escritos, que a todos nos devem pôr a pensar.

Acima de tudo, no Carlos Santos, gosto daquele rigor, clareza, daquela capacidade peculiar de afirmar conceitos a que a Escola de Oxford começa a habituar-nos…

Saudade

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 22:57

Peço licença para usar o blogue para algo tão pessoal – é que esta é uma janela grande para o meu mundo.

No dia 26 morreu o meu pai. O Hélder hoje disse-me que que notou o facto de eu ter dito que ele era uma grande pessoa. Que as pessoas nem sempre gostam dos pais ou nem sempre se apercebem da grandeza dos seus pais. Nunca duvidei que tinha um grande pai.
Eu não era uma pessoa de fé, nem passei a ser. O meu pai diria que a vida é mesmo assim, e afinal tinha razão: ver os nossos pais morrer é de alguma maneira a lei da vida. Mas não devia ser assim. Parece que ainda ontem falei com ele, mas a saudade é tão grande que não sei o que fazer para preencher este vazio.

Queria agradecer a todos que ainda não falei o apoio que deram a mim e à minha família e dizer que vamos vivendo as coisas tão bem quanto possível. A experiência diz-nos que nos vamos habituar à ideia de não ter o pai conosco. Não é ideia que me deixe feliz.

Os tiros no “Portugal Novo” e as falhas do Estado

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:45

Um Estado que se revela repetidamente (e cada vez mais) incapaz de assegurar as condições elementares de segurança e ordem pública a todos os cidadãos (independentemente do bairro onde vivem) é um Estado que falha na mais básica das suas funções: Vários disparos ouvidos no bairro Portugal Novo, nas Olaias

Ouvi vários tiros cerca das 19 horas”, disse à agência lusa um dos moradores do bairro que não que se quis identificar.

Entretanto, a saída e entrada de pessoas e carros no bairro está vedada.

Um outro morador, Marco Pereira, de 22 anos, disse à Lusa que os disparos “não têm nada a ver com questões de droga, mas sim com problemas sociais”.

“Os ciganos não nos respeitam”, acrescentou, adiantando que a origem do conflito está relacionada com a disputa de uma habitação entre grupos rivais de moradores.

Como cordeirinhos…

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Portugal — Carlos M. Fernandes @ 22:10

Claro que aceitamos. Aceitamos tudo. Aceitamos isto e muito mais. Aceitamos, para começar, a existência de um cartão de identificação; aceitamos sujar o dedo com tinta e deixar nos registos uma impressão digital, como se todos fôssemos criminosos ou potenciais criminosos. Aceitamos também que os nossos nomes estejam limitados a uma lista elaborado pelo Estado. Aceitamos de tal forma as ordens “superiores” que qualquer voz que se manifeste contra estas e outras “instituições” é recebida com aquele esgar que se costuma guardar para os loucos. Por que razão é que não haveríamos de aceitar isto?

What is “quantitative easing”?

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

The semantics of printing money. Por Anthony Evans.

Despite the confusing terminology, quantitative easing is nothing new. It is simply an exotic label for a discredited policy

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Desbaratar a credibilidade acumulada

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:57

Pedro Passos Coelho acumulou um capital razoável de credibilidade nas eleições directas do PSD, ainda que tenha sido derrotado por Manuela Ferreira Leite. A sua juventude, em tese, permitir-lhe-ia gerir os timings futuros a seu favor, emergindo no momento adequado.

A forma sistematicamente caciqueira como se tem movimentado, prejudicando a actual liderança, alguns erros de casting graves, intervenções superficiais e ocas sobre assuntos críticos de governação (como a efectuada sobre o TGV na conferência da The Economist), ou tentativas de promover uma falsa imagem de “grande intelectual”, que não corresponde minimamente ao seu perfil (e que tiveram o seu expoente máximo na gaffe “Sartriana”), impedem que hoje o possamos ver como um político maduro, com sentido de Estado. Pensamos em Passos Coelho e o que nos vem imediatamente à cabeça é a figura escolar do rapaz traquinha, que anda a fazer maldades à professora, sem nunca perder, contudo, o ar angelical e de lindo menino. 

Podem achar PPC e os seus apoiantes mais directos que essa forma de estar os vai levar à liderança. Veremos.

PPC está a causar dificuldades a Manuela Ferreira Leite (a falta de união prejudica sempre as lideranças); será esta uma boa estratégia? Duvido: é sabido, em política, “quem com ferros mata, com ferros morre”. E há muitos militantes, mesmo os que não são fervorosos apoiantes de MFL, que estão incomodados com este modus operandi; mais, os militantes dificilmente recompensam quem prejudica o partido, por mero tacticismo e perseguição de uma agenda pessoal, sobretudo se pensarmos que estamos num período em que se jogam três importantíssimas eleições. Se as eleições correrem bem, MFL terá os louros; se correrem mal, não será apenas esta Direcção a pagar a factura …

Leitura recomendada

Filed under: Blogosfera,Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal,Teoria — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:22

“Saber ser comunista”, por Carlos Vidal, no 5 Dias, onde se apresentam e comentam partes de uma carta endereçada por Alain Badiou a Slavoj Zizek e que conterá ” (…) uma das melhores definições não apenas do que é ser comunista (…) “, como da suposta importância e irreversivilidade do comunismo na história da humanidade:

” (…) Nós encontramo-nos no limiar de um ponto de método essencial e no qual, creio-o bem, não há entre nós nenhum desacordo de princípio. Tratando-se de figuras históricas como Robespierre, Saint-Just, Babeuf, Blanqui, Bakounine, Marx, Engels, Lenine, Trotski, Rosa Luxemburgo, Estaline, Mao Tse-Tung, Chou Enlai, Enver Hoxha, Guevara, Castro (…) é ponto capital, sobre todos eles, nada ceder perante as tentativas de criminalização reaccionárias ou perante as anedotas eriçadas com que o capital os pretende fechar e anular. Nós podemos e devemos discutir entre nós (um ‘nós’ que sinaliza aqueles para quem o capitalismo e as suas formas políticas são um horror, um ‘nós’ que nós somos para quem a emancipação igualitária é a única máxima de valor universal) o uso que fazemos, ou não fazemos, dessas figuras históricas. Essa discussão pode ser eventualmente viva e fortemente antagónica, mas ela dá-se ‘entre Nós’, e a nossa regra opõe-se absolutamente a toda a conspiração de latidos do adversário (…) “

Conclusões do Carlos Vidal:

” (…) primeiro temos de discutir isto entre nós, e isso significa saber herdar conflitualmente todas estas figuras (…) pois não temos nada a discutir com quem nos acusa de “milhões de mortos”. Com esses, nada. Brincar com os números é para crianças e não é um assunto, o assunto é a invariante de emancipação da história da humanidade desde Spartacus (…) “

Ainda a gaffe russa de Hillary Clinton

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 17:00

Button gaffe embarrasses Clinton

Russian media have been poking fun at the US secretary of state over a translation error on a gift she presented to her Russian counterpart.

Leitura complementar: As gaffes de Hillary Clinton na visita à Europa; E se tivesse sido Sarah Palin?

Obama demasiado cansado para cumprir as suas obrigações de Estado

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 14:55

Com a sucessão de gaffes que tem acontecido e este tipo de justificações para o injustificável, a presidência Obama promete…

Barack Obama ‘too tired’ to give proper welcome to Gordon Brown

A well-connected Washington figure, who is close to members of Mr Obama’s inner circle, expressed concern that Mr Obama had failed so far to “even fake an interest in foreign policy”.

(mais…)

Misticismo inflacionista e outras falácias económicas

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00

A crendice mística no inflacionismo. Por Carlos Novais.

Obama: de desilusão em desilusão…

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 11:00

A desilusão continua. Por Samuel de Paiva Pires.

Primeiro foram as cartas iguais endereçadas a chefes de estado, de governo e presidentes dos parlamentos nacionais. Agora Obama e a sua equipa demonstram uma total falta de cordialidade, para não dizer mesmo de cortesia diplomática básica, ao tratarem os seus clássicos aliados britânicos de forma deselegante.

Só ficou “esquerda caviar”

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:00

A BLOGA CAPRICHOSA. Por João Gonçalves.

Oh My Lord

Filed under: Videos — André Azevedo Alves @ 02:00


Nick Cave & The Bad SeedsOh My Lord

Penas, Liberalismo e Socialismo

Filed under: Comentário,Justiça,Teoria — João Luís Pinto @ 01:20

O oportuno comentário do Miguel Madeira num artigo anterior levantou, quanto a mim, um problema interessante e que motivou a seguinte reflexão sobre se é possível associar uma determinada fundamentação das penas associadas aos crimes a uma ideologia de esquerda ou de direita.

Mais interessante, julgo eu, sendo particular crítico da distinção e da validade moderna dos conceitos de esquerda e direita – cada vez mais redutíveis a escolhas efectivas de lugares de assento do que a posições ideológicas efectivas – é levar a discussão para o campo da oposição entre Liberalismo e Socialismo.
(mais…)

A RTP no Congresso Nacional do Partido Socialista

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:21

Respeitinho. Por Sérgio dos Santos.

Depois de José Sócrates fazer mais uma manobra de propaganda política em frente dos jornalistas, ao demonstrar o estupendo avanço tecnológico da sua campanha através do lançamento do portal “Sócrates 2009″, o repórter da RTP desejou-lhe, em frente à câmara que o filmava, “boa sorte para o discurso”, com um sorriso de orelha a orelha. Poucos minutos depois, a jornalista que narrava a reportagem, comentava que Vital Moreira, agora cabeça de lista do PS às eleições europeias, iria abandonar as suas funções de docente na Universidade de Coimbra para “servir o país” [no parlamento europeu].

Purreiro, pá!

Filed under: Educação,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:05

Não se compreende é a surpresa do Governo quando é a própria directora regional de Educação do Norte que dá o exemplo…

Ministério manda retirar software de computador Magalhães com erros de português

O Ministério da Educação solicitou a remoção de software associado a uma aplicação de um jogo instalada nos computadores Magalhães após a detecção de graves erros de português, segundo uma nota hoje divulgada. O assunto, noticiado hoje pelo semanário “Expresso”, foi denunciado pelo deputado José Paulo de Carvalho, antigo deputado do PP, actualmente não inscrito.

Os erros mais de 80 erros, entre os quais “gravar-lo”, “puxando-las”, “acabas-te”, “básicamente”, “fês”, “caêm”, e ainda textos inteiros sem sentido, que teriam como objectivo ensinar as instruções dos jogos, aparecem em vários ecrãs desses mesmos jogos didáticos do portátil dedicado aos mais novos.

O Ministério da Educação terá dado ontem ordem para as escolas retirarem dos computadores Magalhães o software de jogos didácticos depois de o “Expresso” ter confrontado o Governo com os erros de ortografia, gramática e sintaxe nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.

Março 7, 2009

Obama disses India?

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 22:00

Comentário do leitor lucklucky ao post Obama disses Britain? (2) (selecção do texto citado do artigo é da minha responsabilidade):

Neste momento a Administração Obama tem sido um desastre e a perspectiva que tenho é que vai piorar, não só internamente como externamente . Depois de Clinton nem ter passado pela Índia no seu périplo Asiático: New Indian stealth warship halted by US bar on GE.

“Vice Admiral HS Malhi (Retired), chairman and managing director of Mazagon Dock Limited (MDL), which built the Shivalik, has confirmed to Business Standard that GE has received instructions to stop operationalising (making ready for operations) the two new LM 2500 gas turbines that it supplied for the Shivalik. GE has told MDL that there could be up to three months delay, while the new US administration reviews its military relations with several countries. India is not alone in facing this ban; GE has been told to stop work even with close US allies like the UK and Australia.

MDL has clearly been taken by surprise. Says Admiral Malhi, “It is quite surprising that such a letter has been received from GE. They said the (US) State Department could take up to 3-4 months to re-look at relations with these countries. We don’t have that kind of time; we have to deliver the ship to the navy.

(mais…)

O socratismo de powerpoint

Filed under: Cartoons,Política,Portugal,Religião — João Luís Pinto @ 16:33

Dilbert 07/03/2009

(Dilbert)

Quando cai o véu da extrema-esquerda caviar

Filed under: Blogosfera,Internacional,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:00

SANGUE. Por Filipe Nunes Vicente.

Rick Santelli and the Wall Street bailouts

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 13:00

Why I’ll Sit Out the Chicago Tea Party. Por Dave Gonigam.

For all the popular support The Rant has garnered for Santelli, a backlash has developed. “Watching Rick Santelli’s embarrassing diatribe at the expense of the American people made me realize that these Wall Street frat boys still don’t get it,” writes John Amato at the Huffington Post, echoing much of the left blogosphere. “America is sick and tired of the riches they have manipulated out of the system and then be lectured by people who make more money than 100 middle class workers put together.”

That’s pretty hard to respond to – unless you actually opposed the Wall Street bailouts, thus proving your laissez-faire bona fides.

But as near as I can tell, Santelli comes up way short on this measure. Where are the YouTubes of him calling for a taxpayer revolt when the banks were getting bailed out? He’s a colorful enough speaker, he’d surely have eclipsed the guys we know did criticize the bank bailouts like Peter Schiff, Jim Rogers, and Marc Faber.

(agradeço a indicação do link ao Miguel Madeira)

More news from nowhere

Filed under: Videos — André Azevedo Alves @ 01:00

Nick Cave & The Bad SeedsMore news from nowhere
(via Café da Insónia)

Uma explosão de sensações quase onanistas

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Media,Política,Portugal,Teoria — ruicarmo @ 00:24

Mário Lino, no Jornal de Negócios, via João Villalobos do  Corta-Fitas.

Gosta de o tocar? Há nisto um lado fetichista?

Talvez, talvez. Nunca fumo em jejum nem no quarto. Fumo desde que tomo o pequeno-almoço até ir deitar-me. Permanentemente. Ando sempre com 10, 12 cachimbos na pasta. As peças essenciais são duas: o escovilhão e o calcador.

Toca-o como se fosse uma extensão do seu corpo.

Talvez. Nunca pensei nisso.

Quase o acaricia. Não pega nele de modo desligado. Fá-lo com segurança, hábito e uma certa volúpia.

É. Há uma afectividade pelo cachimbo. E gosto de escolher. É uma peça bonita, pá, não é?

E se tivesse sido Sarah Palin?

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 00:09

Comentário do leitor lucklucky ao post As gaffes de Hillary Clinton na visita à Europa:

Adicionar a cena inenarrável do botão vermelho.. Tristemente risível episódio kitsch a contrastar com a comiseração estupefacta do Russo.

Imagine-se Palin a fazer uma coisa daquelas…

Uma coisa é certa: se tivesse sido Sarah Palin a protagonizar o episódio, ele não seria certamente relatado desta forma:

“Temos de reiniciar as nossas relações e vamos fazê-lo juntos”, declarou Clinton enquanto passava para as mãos de Lavrov um pequeno comando amarelo, no meio do qual saltava à vista um botão vermelho. Sorridente, Clinton admitiu que os seus assessores tiveram dificuldade na tradução da palavra “reiniciar” e perguntou a Lavrov se tinham acertado. “Não, está errado”, respondeu Lavrov, explicando que a palavra “peregruzka” inscrita no comando significa “sobrecarga”.

O engano não gerou embaraços e, entre sorrisos rasgados, os dois pressionaram o comando que o chefe da diplomacia russa prometeu manter na sua secretária.

Março 6, 2009

Libertar

Filed under: Ambiente,Desporto,Internacional,Política,Teoria — ruicarmo @ 23:46

Até não haver amanhã-nota oficial do Conselho de Estado de Cuba.

Anedota política

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:12

A continuar por este caminho, Manuel Alegre e o “seu movimento de cidadãos” correm o risco de se transformar numa verdadeira anedota política. José Sócrates, que assim consolida o seu domínio inquestionável sobre o Partido num período politicamente complicado a nível pessoal e nacional, certamente agradece: Alegre candidatava-se às legislativas com o seu movimento de cidadãos se a lei permitisse

Segundo Alegre, candidatava-se “com o MIC [Movimento de Intervenção e Cidadania] e com uma plataforma cívica alargada”. No entanto, a sua posição não seria ser contra o PS, até porque uma iniciativa destas seria pela “renovação da democracia e pelo próprio PS” — porque isso iria abrir um “espaço que forçaria a renovação da vida política dos próprios partidos”, disse o deputado, que é vice-presidente da Assembleia da República.

Leitura complementar: Partido Socratista.

Tudo bons rapazes

A afeição entre homens de boa têmpora é uma coisa mesmo bonita.

omar

Clint Eastwood

Filed under: Cultura — ruicarmo @ 22:21

O senhor,  num trabalho multimedia do jornal El Mundo.

As gaffes de Hillary Clinton na visita à Europa

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 22:11

Se tivesse sido Bush, não se falaria de outra coisa; como foi Hillary Clinton a incorrer numa sucessão de gaffes suspeito que será mais um (quase) exclusivo nacional Insurgente

Tongue-tied Clinton gets warm EU welcome

Hillary Clinton raised eyebrows on her first visit to Europe as secretary of state when she mispronounced her EU counterparts’ names and claimed U.S. democracy was older than Europe’s.

(…)

A veteran politician, Clinton compared the complex European political environment to that of the two-party U.S. system, before adding:

“I have never understood multiparty democracy.

(mais…)

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