O Insurgente

Março 21, 2009

A Rússia, a NATO e o Ocidente

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 10:00

A NATO no século XXI. Por Samuel de Paiva Pires.

A Rússia encara a NATO e o Ocidente cada vez mais como forças estranhas que não quer ver interferir na sua tradicional área de influência geopolítica. Dois casos simbólicos do que aqui falamos são a questão do escudo anti-míssil que os próprios russos sugeriram fosse colocado por exemplo em Itália, especialmente porque não querem ver um dos seus antigos estados satélite, a Polónia, adquirir tal capacidade e, de forma ainda mais representativa, o conflito georgiano que ocorreu no passado Verão de 2008. Com o envio de forças para a Abkhazia e Ossétia do Sul, a Rússia enviou uma mensagem ao mundo e à NATO: não tolerará interferências nos países do seu near-abroad.

O céu está mais azul

Filed under: Cultura,Videos — ruicarmo @ 00:29

Eddie Bo partiu.

E de repente passaram vinte anos

Filed under: Videos — Miguel Botelho Moniz @ 00:14
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Jesus and Mary Chain, Happy when it rains

I’m Free From The Chain Gang Now

Filed under: Cultura,Videos — André Azevedo Alves @ 00:14


Johnny CashI’m Free From The Chain Gang Now

Chain gang

Filed under: Blogosfera — Helder Ferreira @ 00:08

O André passou-me a bola da coisa da 5ª frase da página 161. O livro na mesa de cabeceira é o do Professor José Manuel  Moreira, Leais, Imparciais e Liberais, a cuja apresentação tive o prazer de assistir na FNAC de Santa Catarina, no Porto há dois dias. Já o que está mais à mão neste instante, é o livro de cozinha da Mafalda Pinto Leite, de quem tenho o gosto de ser amigo, Cozinha para quem não tem tempo. Ora a 5ª frase da página 161 (descontando a parte dos ingredientes) é parte da receita de …Churros e reza assim:

Em velocidade baixa, adicione os ovos, um de cada vez, batendo bem antes de adicionar o próximo.

E fica aqui a corrente.

Uma perda para o Público

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:08

O Luís Aguiar-Conraria anunciou o seu último artigo no Público, o que é uma perda para o jornal.

Independentemente dos assuntos nos quais discordamos (e não são poucos), o LA-C, nos artigos que dele tenho lido, reúne duas características escassas no panorama mediático português: ter conhecimentos de economia e ser intelectualmente honesto.

Ironicamente (mas sem surpresa), são estas duas características que por vezes o têm levado a – apesar de se posicionar ideologicamente à esquerda – ser um alvo preferencial dos dislates de alguma extrema-esquerda.

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:00

MARISSA NADLER – Mexican Summer

Março 20, 2009

A tal corrente do livro…

Filed under: Blogosfera,Diversos — Michael Seufert @ 23:43

Entre normas europeias e recomendações da ITU sobre a qualidade do serviço de VoIP, não sobram muitos livros com mais de 160 páginas. Para não deixar o Eric e o André na mão, tiro da estante da cama o “Camarate” de Augusto Cid que é o mais grosso que está à mão. A quinta frase completa da página 161, reza:

Quando na fase mais crítica e decisiva da renhida campanha eleitoral o candidato apoiado pela AD se viu subitamente «preso ao chão» e impossibilitado de cumprir o seu programa eleitoral, iria ser sobre os ombros dos proprietários do Cessna apreendido que recairia toda a responsabilidade de providenciar os meios alternativos para solucionar o grave impasse!…

E deixo a corrente morrer aqui, porque matematicamente é impossível que um passe a cinco, e cada um a novos cinco e por aí fora, sem que se esgotem os elos.

Amanhã

Filed under: Desporto — ruicarmo @ 23:36

scp1

Rumo à destruição do tecido produtivo do fofó.

Zappa e o Papa

Filed under: Política,Religião,Teoria — Helder Ferreira @ 23:04

frank-zappa

Some scientists claim that hydrogen, because it is so plentiful, is the basic building block of the universe. I dispute that. I say that there is more stupidity than hydrogen, and that is the basic building block of the universe.

Frank Zappa

Como não sou crente, cada vez que as pessoas se indignam à custa do que o Papa diz aqui ou ali, acabo surpreendido. Afinal se o Papa diz (por exemplo) o que disse há dias acerca da utilização de preservativos, qual é exactamente o problema que os indignados vêm na coisa? Que os que não cumprem a doutrina sejam impedidos de aceder à vida eterna, é isso? Li algures que a Igreja proíbe a utilização de preservativos. Então e qual é a pena para quem viola a proibição? Multa de 150 Euros? Cinco anos de cadeia? Forca?

Li também não sei onde comparações às reacções ao que dizem alguns clérigos islâmicos. Deve ser.Aliás, o Mundo está cheio de hereges escondidos com medo de serem mortos de acordo com as instruções papais. Ou meninas (hint) condenadas à forca depois de violadas.
Mais surpreendente ainda é que, normalmente, são os mesmos que se congratulam pela conquista da separação entre Igreja e Estado e que aparentam querer que a mesma se afaste totalmente da vida pública e se iniba de fazer política, são os mesmos, dizia, que parecem fazer equivaler as normas da Igreja às normas do Estado.

Quem tinha razão era o Zappa.

Parabéns a mim

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:40

tom_waits_smokeFaz hoje um ano que deixei de fumar, o que corresponde a uma poupança visível de 2.409 Eur. Houve outras poupanças e o recuperar de coisas muito mais importantes que tudo isto. Sempre soube que o tabaco me dava cabo do cabedal, mas não fazia ideia a que ponto.
Estou de parabéns porque não me chateia nada frequentar ambientes onde se fuma, quando como fora com amigos prefiro a companhia de fumadores, porque não me dão aquela impressão de estarem sempre a segurar uma moeda de 50 cts entre as nádegas, como os anti-tabagistas, e estou longe, muito longe de ter vontade de voltar a fumar.
Durante este ano, como teste, dei duas passas em cigarros. Foi como ter uma brasa no meio do peito.

Remuneração, incentivos e risco moral

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:22

Dois pesos, duas medidas? Por Diogo Almeida.

Um dos grandes argumentos usados por muitos contra o sistema de remuneração variável das empresas prende-se com o aparente imediatismo destes face a decisões que podem demorar anos a ter efeitos, positivos ou negativos.

Ora, há aqui duas questões muito importantes:

1. Imaginem que a AIG até tem um sistema de remuneração que se baseia nos resultados acumulados dos últimos 10 anos. Seria um sistema mais sustentável e justificável do que um que apenas reflecte resultados do último exercício. No entanto, esse sistema pode originar chorudos bónus em ano de grandes perdas. Em que ficamos?

2. Imaginem agora que alguém se lembra que os políticos, que tanto têm criticado os gestores por não sentirem na pele o impacto dos seus actos de gestão, são os primeiros a tomar decisões – como estes bailouts, a suportar durante décadas – cujas consequências nunca sofrerão na pele. Vivem do imediatismo do voto popular e não das reais consequências dos seus actos. Em que ficamos?

Global warming and cyclone activity

Filed under: Ambiente,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:18

Global and Northern Hemisphere Tropical Cyclone Activity [still] lowest in 30-years. Por Ryan Maue.

Tropical cyclone (TC) activity worldwide has completely and utterly collapsed during the past 2 to 3 years with TC energy levels sinking to levels not seen since the late 1970s. This should not be a surprise to scientists since the natural variability in climate dominates any detectable or perceived global warming impact when it comes to measuring yearly integrated tropical cyclone activity.

O Papa, o preservativo e a intolerância progressista

Filed under: Cultura,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 22:04

Caminhamos, de facto, nesse sentido: Ainda não chegámos lá. Por Nuno Lobo.

Bem sei que muitos prefeririam fechar a boca do Papa ou os ouvidos de quem o ouve, mas ainda não chegámos lá. Caminhamos nesse sentido mas ainda não chegámos lá.

Elogio da loucura. Por Miguel Morgado.

Por esta altura, deveria já ser evidente para todos menos para os cegos de espírito que este discurso não é mais do que o preâmbulo para a mais rígida das ortodoxias, a mais uniforme das normalizações, a mais profunda das intolerâncias, o mais vazio dos pensamentos únicos. Há coisas que não mudam. Só não vê quem não quer.

Pois é

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 21:04

Nuno Miguel Guedes no 31 da Armada.

A cruzada do PSD contra um spot quando muito infeliz revela, na minha opinião, poucos argumentos e muito tempo livre. Exigir a demissão da direcção da estação porque no spot se diz aquilo que toda a gente diz quando confrontada com uma manif que atrapalha a vida mostra alguma hipocrisia em nome do politicamente correcto. O spot é fraquinho? É. É politicamente relevante como arma de arremesso da oposição? Não. A teoria da conspiração que envolve a voz de Eduarda Maio, autora do livro de propaganda de Sócrates e jornalista da Antena 1 ainda é mais confrangedora.

Há tanto para dizer e o PSD esgota-se em ninharias. Vá lá, pensem um bocadinho. É que entretanto o PS agradece e nós não queremos isso.

Facebook is porn

Filed under: Blogosfera,Cultura,Media — André Azevedo Alves @ 20:00

Down with Facebook! Por Matt Labash.

Time magazine recently declared Facebook more popular than porn. But who are they kidding? Facebook is porn. With porn, you watch other people take off their clothes and abase themselves in public. On Facebook, where there’s technically an anti-nudity policy (thus defeating the whole purpose of the Internet), you get to figuratively do the same.

Fotografia e Utopia

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 19:41

Excertos dos textos que acompanham duas exposições de fotografia que se podem ver nesta altura em Lisboa.

(…) A exposição New Topographics: Photographs of a Man-Altered Landscape, na qual Robert Adams participou, ajudou a redefinir o documento fotográfico em relação à cidade, numa época em que a cidade se estava a converter num território parecido com o que vivemos hoje – a cidade neoliberal, privatizada. Eles começam a mostrar esta realidade no momento em que começou a acontecer. (…)

Jorge Ribalta, sobre a exposição Arquivo Universal – A condição do documento e a utopia fotográfica moderna (no CCB)

(Cidades neoliberais?, esta é nova…)

(…) Alexandr Glyadyelov, polaco de origem e ucraniano de alma, luta, através do seu trabalho como fotógrafo, para mostrar que nada mudou. A opressão continua na Grande Rússia. Povo endurecido pela revolução de 1917, massacrado durante a Segunda Guerra Mundial, privado de tudo durante os anos da Guerra Fria e a quem foi finalmente dada a ilusão de liberdade depois da queda do muro. (…) Alexandr Glyadyelov faz parte deste povo. Escolhe como sujeitos as crianças abandonadas das ruas de Kiev, os toxicodependentes de Odessa e os esquecidos nos gulagues siberianos do século XXI. (…)

Paulo Nozolino, sobre a exposição The Prison Within, de Alexandr Glyadyelov (em breve na Pente 10).

(Ficamos a saber que a Revolução de 1917 endureceu os russos. Mas não ficamos a saber nada sobre os massacres anteriores à Segunda Grande Guerra. Ah, mas ficamos a saber que os russos ficaram privados de tudo durante a Guerra Fria — e antes?, e que a queda do Muro não trouxe mais do que uma ilusão de liberdade. Fantástico.)

Hoje às 18 horas, Bruno Cardoso Reis e Nuno Gouveia

Filed under: Educação,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:39

jazzamemuito14

Nota: No início deste programa Bruno Cardoso Reis faz uma breve apresentação do site Consulta aos Cidadãos Europeus, que merece uma visita cuidada.

Discriminação escolar – Uma escola pública em Barcelos colocou os alunos de etnia cigana num contentor, enquanto os restantes tinham aulas no edifício normal da escola. Como foi possível chegar a este ponto?

Manifs em grande – No fim-de-semana passado, cerca de 200 mil pessoas marcharam sobre Lisboa, numa manifestação como não se via há muito. As autoridades levam tempo a disponibilizar os números oficiais da adesão. Porquê?

Discussões alegres – O PS anda num turbilhão devido à vontade de Manuel Alegre se candidatar como independente ao Parlamento. José Lello acusa-o de falta de carácter, enquanto Sócrates não se demarca desta tomada de posição. Teremos cisão à esquerda? E se Alegre for fulcral para uma nova maioria absoluta?

Era Obama/Clinton? – Depois da visita de Hillary Clinton à Ásia e de Barack Obama ter manifestado interesse num acordo com Moscovo sobre a instalação do sistema antimíssil na Europa, a Casa Branca recebeu com frieza o primeiro-ministro Britânico, Gordon Brown. Estarão os EUA, devido à crise económica, a refazer as suas alianças?

Esta semana estarei com Antonieta Lopes da Costa em debate com o politólogo Bruno Cardoso Reis e o assessor de comunicação Nuno Gouveia.

O Descubra as Diferenças tem podcast disponível aqui.

Ninho de cucos

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 15:22

Parece que que o PSD quer que a direcção da Antena 1 se demita (no desejo são acompanhados pela restante oposição) por ter “atentado contra a Liberdade de Expressão” ao usar a Liberdade de Expressão.

Não há quem os interne a todos e os mande ir fazer companhia ao Fritzl?

Temos um governo iluminado por vários Santos

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 14:17

«Segundo Emanuel dos Santos, o número dois de Teixeira dos Santos no Ministério das Finanças, o Governo está adoptar uma estratégia de combate à crise onde “todas as medidas se enquadram num keynesianismo iluminado”.»

O problema são mesmo os bónus da AIG

Filed under: Cartoons,Economia,Internacional — João Luís Pinto @ 11:24

Cartoon 1000 Times

(xkcd)

Entretanto, já se marcam visitas guiadas às casas dos executivos da AIG (via BoingBoing). Seriam porventura muito mais certeiras se tivessem como destino Washington.

Teoria Constitucional Monty Python

Filed under: Blogosfera,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 02:00

Dennis The Constitutional Peasant

(mais…)

Ainda o contentor de Barcelos

Filed under: Comentário,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:50

O Rodrigo Moita de Deus acha que eu estou a perder a noção por sugerir que o caso de Barcelos (como outros que envolvem a integração de ciganos no sistema educativo) é complexo e que este tipo de abordagem não ajuda nada. Mesmo depois da insistência do Rodrigo, eu continuo a achar que resolver situações do género não é fácil e que comparar o caso de Barcelos com o tratamento infligido aos judeus na Alemanha Nacional-Socialista é descabido.

Entretanto, continua o comprometido silêncio jugular

Contentor de Barcelos. Por Adolfo Mesquita Nunes.

Para aqueles que utilizam a discriminação como arma política, o que ali conta dependerá sempre do quem. Se o quem for dos deles, é um mero acaso que precisa de ser esclarecido. Se o quem for dos outros, estamos perante uma catástrofe civilizacional.

Big Brother no Facebook

Filed under: Blogosfera,Internacional,Justiça,Media,Nanny State Watch,Política — André Azevedo Alves @ 00:52

Brits consider tracking all UK Facebook traffic

The UK government is considering the mass surveillance and retention of all user communications on social-networking sites including Facebook, MySpace, and Bebo.

Home Office security minister Vernon Coaker said on Monday that the EU Data Retention Directive, under which ISPs must store communications data for 12 months, does not go far enough. Communications such as those on social networking sites and instant messaging could also be monitored, he said.

“Social-networking sites, such as MySpace or Bebo, are not covered by the directive,” said Coaker, speaking at a meeting of the House of Commons Fourth Delegated Legislation Committee. “That is one reason why the government are looking at what we should do about the Intercept Modernization Program, because there are certain aspects of communications which are not covered by the directive.”

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:00

MARISSA NADLER – Silvia

Março 19, 2009

Não a quero comer… nem como bibelot

Filed under: Ambiente,Comentário,Cultura,Media,Religião — ruicarmo @ 21:58

Li na revista Sábado e não queria acreditar. Não que desconhecesse os ímpetos dos talibãs dos direitos dos animais mas porque não penso que comê-la num churrasco, ter uma mala ou carteira com a sua pele, barrar o seu fígado gordo numa tosta naturalmente integral ou colocar uma bengala num dos seus pés,  inspire o mundo a ser melhor e muito menos que ajude algum animal. Mas o sonho não acaba, o coração será enterrado perto de um circuito de fórmula 1 na Alemanha, onde o Schumacher ganhou uma das suas muitas corridas…  só porque gosta mesmo muito da Ferrari. A original quer isto tudo e mais alguma coisa, num testamento que fez em defesa pelos direitos dos animais. Ah, a criatura chama-se Ingrid Newkirk, é fundadora e presidente da PETA e de uma coisa tenho a certeza:  não foi abençoada pelo sol algarvio.

Térmitas

Filed under: Cultura,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

A caixa de venenos e os punhais. Por Miguel Castelo-Branco.

Reveses da furtuna

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 19:14

Ainda vão dizer que Mário Machado anda a fazer campanhas negras.

Aqui não alimentamos trolls; apenas os cozinhamos

Filed under: Blogosfera,Comentário,Educação,Portugal — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:58

Tenho muitos anos de blogosfera, comecei a escrever em 2004, no Blasfémias; depois disso seguiram-se o Insurgente, o Blogue da Atlântico, o blogue da Causa Liberal e o pequenino Blue Lounge; em todo este período, nunca me furtei a nenhuma polémica, terei sido – fui, certamente – algumas vezes menos elegante e até injusto com os meus interlocutores, mas se há coisa que nunca ocorreu foi alguém me acusar de mentiroso ou de falsear a discussão. Goste-se ou não do que eu escrevo, sempre agi de cara destapada, assumindo os meus textos.

O Carlos Santos, pessoa cujos méritos profissionais não discuto, porque não conheço, iniciou faz uns tempos uma verdadeira jihad anti-insurgente, no que recebeu, da nossa parte, e da minha em particular, o desprezo e o gozo que aqui aplicamos a personalidades excêntricas que se levam demasiado a sério.

O recreio acaba quando, depois de ter sido algo gozado por um erro que não tem importância nenhuma, o Carlos Santos reaje, falseando o post (mudando-lhe o link), e escrevendo um novo post em que me acusa de atitudes que, toda a gente sabe, eu não tenho.

Não bastasse ter havido inúmeras pessoas a aperceber-se do erro, azar dos azares, o principiante Carlos Santos ignora, entre outras coisas, que na net não adianta mudar os links, porque o google guarda sempre o texto original, em cache, o qual pode ser encontrado, aqui.

O mínimo que o Carlos Santos pode fazer é reconhecer o erro, algo que acontece a todos, e assumir que mudou o link; se o fizer, mostra que tem algum carácter e ombridade. Se não o fizer, e mantiver a permanente atitude de “denúncia”, sempre de dedinho em riste, falseando a discussão, como o fez neste caso, então passará a ter todo o meu desprezo e silêncio, o meu e, certamente, o de grande parte da blogosfera, que não se revê neste tipo de comportamentos.

Os malvados especuladores atacam de novo

Filed under: Economia — Miguel Noronha @ 14:01

Bloomberg

oil exceeded $50 a barrel for the first time in two months on speculation the Federal Reserve’s steps to spur growth will revive demand for commodities as a hedge against inflation.

Estrelas de David

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 12:29

Estranhos pensamentos vieram-me à cabeça quando constatei que o simpático Carlos Santos, presença assídua numa caixa de comentários perto de si, interpreta um post, no 31 da Armada, representado por uma foto com duas crianças com uma estrela de David ao peito, como, e cito para não haver dúvidas, um “post em que compara a óbvia segregação dos ciganos de Barcelos a segregações raciais da história dos EUA”.

Bem, não sei o que dizer; o melhor é não dizer mais nada, o Carlos Santos merece toda a minha caridade cristã e um silêncio sem qualificativos.

Brincar com o fogo

Filed under: Comentário,Justiça,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:42

Acabo de receber no escritório a conta de um processo cível de 1996. 1996. Ano em que iniciei a minha actividade, então como advogado-estagiário. 13 anos depois. Meus senhores, nós estamos a brincar com coisas sérias.

Acerca do “consenso keynesiano” (2)

Filed under: Economia,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 11:10

Contribuição do Prof Allan Meltzer (guest, 11/03) para o supracitado debate organizado pela Economist.

Keynes’s General Theory advocates investment planning by the state. Unlike many of his modern followers, he made an economic argument. (…)

I appreciate the argument without accepting it. It suffers from Keynes’s belief that the state when directing investment would seek the public interest if influenced and advised by people like himself. (…) After reading Hayek’s Road to Serfdom, he expressed his “agreement with virtually the whole of it: and not only in agreement with it, but in deeply moved agreement.”. Hayek opposed the investment planning that was the centrepiece of Keynes’s programme. Keynes defended government planning. “Moderate planning will be safe if those carrying it out are rightly oriented in their own minds and hearts to the moral issue”. He recognised that not all civil servants were selfless and urged a return to proper morality.

Modern political economy departs from Keynes by treating public officials like everyone else. They are rational, maximising individuals. They may be concerned about the redistributive effects of their policies and decisions. But they are not concerned only with the public’s welfare. Politics in a modern state is about who pays and who receives. One does not have to stare long at the government budget or the recent stimulus legislation to recognise that incentives for redistribution dominate policy-making. Would we have the current financial crisis if Congress had not subsidised home ownership and eliminated down payments beyond the point of absurdity? Would we have the crisis if for 40 or more years the Federal Reserve had not practised too-big-to-fail policy toward large banks?(…)

It is a pity that Keynesians do not read what Keynes wrote or practise what he proposed. Keynes would not have supported the extraordinary, massive budget deficits now in train. When Keynes read Abba Lerner’s paper on functional finance, he accepted Lerner’s argument for large deficits, then he added: “but heaven help anyone that tries to put it across.” We will soon see how correct he was.

I believe we are starting a race between the tax rate, the inflation rate and controls. All three will win.

LEITURA COMPLEMENTAR: Acerca do “consenso keynesiano”

Previsível

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 09:21

Vejam no inflaccionista a reacção dos mercados à notícia que o Fed iria injectar 865 mil milhões USD.

ADENDA: Dollar Rally Crumbles as Fed Ramps Up Printing Press (Bloomberg)

The purchases will bolster concern that inflation will accelerate as borrowing costs fall, said Jessica Hoversen, a foreign exchange analyst with MF Global Ltd. in Chicago.

“The Fed is basically financing our deficit by buying the debt issued by the Treasury,” she said. “If the Obama administration pushes through another stimulus package, the dollar is done.”

Descoordenação?

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:44

Lino pede redução salarial a gestores, Sócrates defende-os da inveja social

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 08:24

Come on come out, A Fine Frenzy.

Março 18, 2009

Please do not feed the trolls

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

dont_feed_the_troll

O problema do planeamento central é o do neo-liberalismo

Filed under: Comentário,Economia,Teoria — Carlos Guimarães Pinto @ 20:32

Universalmente, o crédito é dos poucos bens cujo preço não resulta do livre jogo da procura e da oferta. Quase todos os países do Mundo decidem centralmente o preço do crédito. Houve uma crise do crédito, de quem é a culpa? Do mercado, claro.

O cronista/candidato bloquista e a desiguladade

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Candidato do BE aponta falhanço do Estado Social. Por João Miranda.

Os ciclos da regulação

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 17:21

“The Financial Regulation Problem” de Arnold Kling (EconLog)

[T]hink of financial markets as going through cycles of euphoria, crash, and recovery. Give each round of the cycle a number. For example, the 1930′s might be cycle number n. Then the S&L crisis would be n+1. The current crisis would be n+2 (….).

Note that after crisis n in the 1930′s, we created an optimal mortgage finance system, in the sense that we no longer had short-term balloon mortgages. Instead, we created the S&L industry, with a mandate to issue thirty-year fixed rate mortgages. We created an optimal system to prevent bank runs, with deposit insurance, deposit interest rate ceilings, and other regulations.

Guess what crisis n+1 consisted of? S&L’s going belly-up, because the fixed-rate loans were under water in a high-inflation environment. The deposit insurance system was exposed to be badly flawed, at great expense to taxpayers.

Crisis number n+1 was exacerbated because the mortgage loans were not marked to market and because capital requirements were not tied to risk. So we created an optimal regulatory system, consisting of risk-based capital regulations and market-value accounting.

Guess what crisis n+2 consisted of? “Toxic” assets created to satisfy risk-based capital regulations (the infamous AAA-rated securities were just what risk-based capital was supposed to encourage), and a vicious spiral caused by market-value accounting, which made everybody have to sell illiquid assets at once.

Suppose Henry Paulson and all of the other “experts” get their way, and we create another optimal regulatory structure that would have prevented crisis n+2. Can you guess what crisis n+3 will consist of?

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