Tenho muitos anos de blogosfera, comecei a escrever em 2004, no Blasfémias; depois disso seguiram-se o Insurgente, o Blogue da Atlântico, o blogue da Causa Liberal e o pequenino Blue Lounge; em todo este período, nunca me furtei a nenhuma polémica, terei sido – fui, certamente – algumas vezes menos elegante e até injusto com os meus interlocutores, mas se há coisa que nunca ocorreu foi alguém me acusar de mentiroso ou de falsear a discussão. Goste-se ou não do que eu escrevo, sempre agi de cara destapada, assumindo os meus textos.
O Carlos Santos, pessoa cujos méritos profissionais não discuto, porque não conheço, iniciou faz uns tempos uma verdadeira jihad anti-insurgente, no que recebeu, da nossa parte, e da minha em particular, o desprezo e o gozo que aqui aplicamos a personalidades excêntricas que se levam demasiado a sério.
O recreio acaba quando, depois de ter sido algo gozado por um erro que não tem importância nenhuma, o Carlos Santos reaje, falseando o post (mudando-lhe o link), e escrevendo um novo post em que me acusa de atitudes que, toda a gente sabe, eu não tenho.
Não bastasse ter havido inúmeras pessoas a aperceber-se do erro, azar dos azares, o principiante Carlos Santos ignora, entre outras coisas, que na net não adianta mudar os links, porque o google guarda sempre o texto original, em cache, o qual pode ser encontrado, aqui.
O mínimo que o Carlos Santos pode fazer é reconhecer o erro, algo que acontece a todos, e assumir que mudou o link; se o fizer, mostra que tem algum carácter e ombridade. Se não o fizer, e mantiver a permanente atitude de “denúncia”, sempre de dedinho em riste, falseando a discussão, como o fez neste caso, então passará a ter todo o meu desprezo e silêncio, o meu e, certamente, o de grande parte da blogosfera, que não se revê neste tipo de comportamentos.