- Edward C. Green, director do Projecto de Investigação para a Prevenção da SIDA, da Universidade de Harvard.
(via Portugal Contemporâneo)
Leitura complementar: Prevenção da Sida, eficácia dos preservativos e risco de contágio: a irresponsabilidade dos “beatos do látex”.
A visão da comunidade científica :
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(09)60627-9/fulltext
Para quem não tiver acesso ao Lancet :
http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/27/pope-aids-hiv-lancet
Para outra visão sobre o assunto e algum contexto em relação ao texto citado neste post :
http://www.rhrealitycheck.org/blog/2009/03/23/researcher-backs-pope-both-are-still-wrong
Comentário por Ricardo — Abril 1, 2009 @ 00:24
Caro AAA
“He was appointed by President George W. Bush to serve as a member of the Presidential Advisory Council for HIV/AIDS (2003-2007), and achieved international notoriety in March 2009 when he stately publicly that he agreed with Pope Benedict XVI’s claim that the distribution of condoms is aggravating the problem of AIDS in Africa.”
O homem foi nomeado pelo Bush, acha que isso lhe dá alguma credibilidade?
Nem pensar!
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Comentário por Mentat — Abril 1, 2009 @ 00:25
Caro AAA:
A questão é bastante simples. Caso se seja monogâmico, não vale a pena usar preservativo, desde que ambos os parceiros tenham feito análises sanguíneas. Desvantagem: isto tem por base a confiança, isto é, se algum dos parceiros puser o pé na argola, e o par não usar preservativo, o outro tá frito (magotes de casais na 2ª e 3ª idade infectados por esta via). Se não se for estritamente monogâmico, OBVIAMENTE que se deve usar preservativo. Ponto final parágrafo
O preservativo é completamente seguro? provavelmente não, até porque o sexo não é só truca-truca, como alguém já disse, e chupar rebuçados com embrulho e mais aquela patetada dos cunnilingus com película aderente…, plize, mais vale mesmo a castidade.
Agora, acha mesmo, mas mesmo do fundo da alma, que a solução para o controlo da sida (propagada sexualmente) é promover a monogamia? Eu não estou a dizer que a monogamia não seja a opção mais segura, provavelmente a opção mais segura é a abstinência sexual. O que estou a tentar dizer é que séculos de moralismo judaico-cristão hipócrita não acabaram com a prostituição, a infidelidade, a promiscuidade, etc. Acha que alguém no seu total bom-senso, preocupado APENAS com as doenças sexualmente transmissiveis (e não com a “moralização” do sexo), pode defender que o preservativo é o problema, e não (parte) da solução?
PS – Eu gostava de ser mosca, e ver o que os moralizadores da cueca alheia que por aqui peroram fazem quando se apagam as luzes (da cidade, que o que acontece quando se apagam as luzes dos respectivos quartos deve ser apenas um longo e infinito bocejo).
Bem hajam todos, e sejam mazé felizes.
Comentário por jpt — Abril 1, 2009 @ 04:26
A última frase do texto não tem fundamento. O aumento do consumo de preservativos pode dever-se, não a um aumento de relações sexuais casuais, mas a um aumento da proporção das relações sexuais casuais em que é utilizado preservativo.
Comentário por Luís Lavoura — Abril 1, 2009 @ 09:43
“And, in fact, a former director, Peter Piot, in recent years has been saying that what they do is ‘evidence-informed’ rather that ‘evidence-based’. If you stop and think about that distinction, you know, it suggests that UNAIDS draws upon the evidence that supports what it believes . . . I would be very careful about trusting the UNAIDS organisation for anything scientific, anything having to do with, for example, statistics about Aids.”
Luís Lavoura
Acabou de fazer exactamente o que acima se descreve.
Ignora a as estatísticas que levaram o Autor àquela conclusão e opõe uma que se adapta melhor àquilo em que acredita.
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Comentário por Mentat — Abril 1, 2009 @ 10:45
“O que estou a tentar dizer é que séculos de moralismo judaico-cristão hipócrita não acabaram com a prostituição, a infidelidade, a promiscuidade, etc.”
jpt
Nem tinham que acabar, porque o maior dos Princípios da Cultura Cristão é o livre arbítrio, ou seja a Liberdade concedida ao Homem de conhecer o Mal e o Bem e livremente optar por um deles.
Além disso nenhuma Moral seja Cristã, Judaica, Muçulmana, Budista, etc. é hipócrita, as pessoas que as defendam e não as cumpram é que o podem ser.
O chefe canibal, que proclama que os seus guerreiros devem comer o coração dos inimigos derrotados e que depois, na sua tenda, come uma salada de alface, pode ser um hipócrita, mas não defendeu uma moral hipócrita.
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Comentário por Mentat — Abril 1, 2009 @ 11:00
“PS – Eu gostava de ser mosca, e ver o que os moralizadores da cueca alheia…”
E com essa sua incursão no voyerismo, comprovava o quê?
Desculpe que lhe diga, mas essas suas tiradas de garanhão de taberna, fazem-me lembrar os “cornos mansos”.
Desculpe a delegância do último comentário, mas acho que está na linha “filosófico-moral” do seu próprio comentário.
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Comentário por Mentat — Abril 1, 2009 @ 11:05
“E com essa sua incursão no voyerismo, comprovava o quê?
Desculpe que lhe diga, mas essas suas tiradas de garanhão de taberna, fazem-me lembrar os “cornos mansos”.”
De facto…
É curioso que sejam quase sempre os defensores da cartilha progressista a enveredar por fantasias voyeuristas deste género quando alguém contesta os dogmas do obscurantismo progressista.
Resta saber se será apenas por falta de argumentos ou se as inclinações voyeuristas se explicam por algum tipo de recalcamento. Em qualquer dos casos, não me parece saudável…
Comentário por André Azevedo Alves — Abril 1, 2009 @ 14:35