A propósito do deprimente diagnóstico de Krugman à Economia espanhola, escreve o Miguel Morgado:
Por terrível e iníquo que possa soar, visto que o poder de compra dos portugueses não é famoso, parece-me que Portugal também necessita de uma desvalorização dos salários reais. Comparando com Espanha, é verdade que a deflação requerida para alguns activos, como os imobiliários, é menor em Portugal; mas o desequilíbrio externo é mais grave em Portugal do que em Espanha. Seria interessante que alguém fizesse uma comparação do comportamento dos custos unitários do trabalho nos dois países da Península Ibérica com uma economia europeia de referência (Alemanha ou Inglaterra ou França; e também com a República Checa ou com a Eslováquia ou com a Polónia). Suspeito que teríamos surpresas desagradáveis. Ninguém gosta que se lhe diga que o seu salário miserável é insustentavelmente elevado. Neste momento, essa é uma das tragédias portuguesas.
Os loucos:
http://www.telegraph.co.uk/finance/financetopics/recession/4986287/IMF-poised-to-print-billions-of-dollars-in-global-quantitative-easing.html
“IMF poised to print billions of dollars in ‘global quantitative easing’
The International Monetary Fund is poised to embark on what analysts have described as “global quantitative easing” by printing billions of dollars worth of a global “super-currency” in an unprecedented new effort to address the economic crisis.”
Comentário por lucklucky — Março 18, 2009 @ 10:07
Que os salários portuguesesdevem descer já é sabido há muito tempo, e está bem estudado e documentado. Por exemplo, Pedro Arroja falou disso há não muito tempo no seu blogue. O que acontece é que, desde a criação do euro, os custos do trabalho evoluíram de forma muito diferente nos diferentes países do euro: enquanto que os custos do trabalho (por unidade de produto) desceram na Alemanha para cerca de 98% do que eram no início, em Portugal, na Irlanda, na Espanha e noutros países esses custos subiram cerca de 20%. Isto está perfeitamente calculado e é bemsabido pelos economistas. Pelo que, para as coisas se endireitarem, é preciso que os custos do trabalho desçam nesses países (entre os quais Portugal, mas também noutros países) nos quais subiram. E o nível da descida necessária é conhecido: aproximadamente 20%.
Comentário por Luís Lavoura — Março 18, 2009 @ 10:46
Tenho a impressão de que estava aqui há uma hora atrás um comentário de outra pessoa, que agora desapareceu. Ou é ilusão minha?
Comentário por Luís Lavoura — Março 18, 2009 @ 11:42
Peço desculpa pelo meu comentário anterior (#3) – foi mesmo ilusão minha.
Comentário por Luís Lavoura — Março 18, 2009 @ 11:46
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