Os cinco deputados que tiveram o bom senso de votar contra uma lei que – além de ser uma intromissão injustificada do Estado – é um perfeito disparate foram:
Helder Amaral
Nuno Melo
Mota Soares
Telmo Correia
António Carlos Monteiro
No grupo do CDS-PP, não votaram Paulo Portas e Nuno Magalhães. Votaram – lamentavelmente – a favor Diogo Feio (o que me surpreendeu), João Rebelo, Abel Batista e Teresa Caeiro (o que não me surpreendeu de todo).
(informações via Facebook)
Pronto. Estes deputados quando chegarem a cada com o seu paozinho, podem sempre deitar uma pitada de sal.
Ou será que o estado facizante (ou será socialista?) e opressor das liberdades vai impedir estes grandes lutadores pela LIBERDADE de colocar uma pitadinha de sal no pão?
Comentário por Ricardo Ferreira — Março 14, 2009 @ 03:37
Não se trata da liberdade de comer pão com sal…
Comentário por Michael Seufert — Março 14, 2009 @ 03:44
[...] Publicado por jcd em 14 Março, 2009 Foram apenas 5 deputados que não alinharam com o nanny-state e votaram contra a lei mariquinhas do pãozinho sem sal. Muitos parabéns a Hélder Amaral, Nuno Melo, Mota Soares, Telmo Correia e António Carlos Monteiro. (via Insurgente) [...]
Pingback por Os Cinco Magníficos « BLASFÉMIAS — Março 14, 2009 @ 08:23
Meu caro,
Sobre este assunto, pensei e escrevi isto:
http://atributos-1.blogspot.com/2009/03/padeiros-merceeiros-e-lavradores.html
Melhores cumprimentos
JM
Comentário por José Magalhães — Março 14, 2009 @ 09:12
Não é uma questão de liberdade individual. Sal cada um põe o que quer…obviamente, é uma questão de saúde ppública!
Comentário por nuno pereira — Março 14, 2009 @ 09:37
Isto é uma questão de saúde pública que poucos podem negar.
Quem quiser mais sal no pão, pode fazer uma sandes de sal.
Comentário por Jofer — Março 14, 2009 @ 10:36
Entrei um bocado em modo repeat, mas cá vai: não falamos duma hipotética liberdade de comer pão salgado, como aliás escrevi no meu
livro “E agora, Cloreto de Sódio?”post “Viva o pão saudável”.Comentário por Michael Seufert — Março 14, 2009 @ 11:07
Quem acha que a questão na lei insossa é de saúde pública não se percebe a diferença entre impor e convencer. É a visão de quem acha legitimo o estado usar o seu poder sobre o individuo para o mudar. É a concepção da sociedade colectivizada, arrumadinha no pensamento único constituído em perfeita legislação. É, no fim, “O Admirável Mundo Novo”.
Comentário por Jorge — Março 14, 2009 @ 11:31
Caro Jorge, então não percebe que impôr a quantidade do sal que o Jorge pode comprar é uma questão de eu, publicamente, decidir a sua saúde?
Comentário por Michael Seufert — Março 14, 2009 @ 11:55
Cada vez tenho mais dificuldade em entender o pensamento libertário.
A quantidade de sal que estava anteriormente legislada não era também uma imposição?
Poruqe é que é mais desejável uma lei que imponha uma quantidade X em vez de uma quantidade X/2?
Se o governo legislasse uma subida do teor de sal a lei já era boa?
Comentário por Luís Oliveira — Março 14, 2009 @ 12:01
Ninguém é obrigado a usar o teor máximo. Que me recorde, no mercado, já existiam pães com pouco ou mesmo sem sal.
Não sei se existia alguma restrição anterior mas, genéricamente, quanto menor o valor máximo permitido menor será a possibilidade de se poderem fazer produtos diferentes. O inverso sucede quando se aumenta o valor máximo. (se for suficientemente grande a restrição podia até deixar de ser activa).
Comentário por Miguel — Março 14, 2009 @ 12:57
A proposta em si é um disparate. Sim. Os deputados estão no parlamento e devem ocupar-se com assuntos mais importantes, mesmo no que diz respeito À defesa do consumidor.
Mas o empolamento que é feito neste blog também é um disparate comparável com o disparate da propria lei.
Quem quiser pode na mesma comer pão com sal (eu sei que o que está em causa não é a liberdade de comer pao com sal, mas sim a liberdade de poder comprar pão com sal). Vai dar ao mesmo. Compra pão sem sal, e poe sal quando chegar a casa.
Continuo a considerar uma questão menor, quer a lei, quer o empolamento que fazem da mesmas.
Comentário por Ricardo Ferreira — Março 14, 2009 @ 15:03
“Quem quiser pode na mesma comer pão com sal (eu sei que o que está em causa não é a liberdade de comer pao com sal, mas sim a liberdade de poder comprar pão com sal). Vai dar ao mesmo. Compra pão sem sal, e poe sal quando chegar a casa.”
Não se faça de parvo ou tente fazer os outros, sabe muito bem que colocar sal no período confecção onde fica muito mais bem destribuído é diferente de comer uma colher de sal ou colocar o sal no exterior pão.
É mais um atentado á Liberdade.
“Não é uma questão de liberdade individual. Sal cada um põe o que quer…obviamente, é uma questão de saúde ppública!
Comentário por nuno pereira — Março 14, 2009 @ 9:37 am”
Então cada padeiro pode pôr o sal que quiser no Pão. Mas você quer controlar o sal do meu pão e que o meu padeiro coloca. Quem lhe deu esse direito?
“Isto é uma questão de saúde pública que poucos podem negar.
Quem quiser mais sal no pão, pode fazer uma sandes de sal.
Comentário por Jofer — Março 14, 2009 @ 10:36 am”
Porque é saúde Pública? Alguém fica envenenado? Há algum vírus no pão? Isto é precisamente o contrário de saúde pública.
Comentário por lucklucky — Março 14, 2009 @ 15:50
Uma questão de liberdade reduzida ao facto do sal se espalhar melhor antes da confecção.
Força, contginue na luta por esta grande causa contra o grande atentado À LIBERDADE.
Comentário por Ricardo Ferreira — Março 14, 2009 @ 17:25
“Uma questão de liberdade reduzida ao facto do sal se espalhar melhor antes da confecção.”
Não. Uma questão de liberdade “reduzida” à liberdade de escolher.
“Força, contginue na luta por esta grande causa contra o grande atentado À LIBERDADE.”
É nas pequenas coisas que tudo começa (e em Portugal, na verdade, já começou há muito tempo). Que não se preocupe com este problema revela que: ou não se apercebe do perigo destas “pequenas” medidas (apesar de este ponto ser uma questão de opinião, claro, acho tenho a História do meu lado), ou não se importa de ver a sua liberdade restringida. A segunda hipótese não tem mal nenhum, é uma opção sua. O pior é que, quando a sua liberdade diminui por imposição do Estado, a dos seus concidadão também. E e só isto que pedimos: deixem-nos em paz!
(Eu podia também abordar a questão de uma perspectiva “gourmandise”, mas receio que seja inútil.)
Comentário por Carlos M. Fernandes — Março 14, 2009 @ 17:53
Enquanto eleitor CDS, estou espantado por ver deputados deputados do CDS a votar leis fascistas.
Se fosse eleitor do círculo de Leiria, o CDS não teria o meu voto!
Comentário por Libertas — Março 14, 2009 @ 18:04
“se for suficientemente grande a restrição podia até deixar de ser activa”
Não sei se consegui explicar bem a minha perplexidade.
Vamos admitir que no tempo da maria caxuxa, quando o limite do sal foi fixado, se tinha estipulado o dobro do valor que foi na realidade estipulado.
Quando agora o governo quisesse reduzir este valor para metade, cá estariam vcs com a vossa lenga lenga do nanny state em multi-posts sobre este magno assunto, apesar de a redução ser neste caso para um valor que até agora não tinha suscitado críticas da vossa parte, e que parece que acham excelente.
Comentário por Luís Oliveira — Março 14, 2009 @ 18:27
Pq não abrir um post sobre o teor de chumbo na gasolina? Está alto? Está baixo? Ou aguarda-se uma lei que proponha a descida para adicionar ao Nanny State Watch?
Comentário por Luís Oliveira — Março 14, 2009 @ 18:33
[...] Arquivar em: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 6:08 pm Leio e nem acredito. Dos deputados socialistas esperamos tudo. A sua fúria legisladora aliada ao pouco respeito que a [...]
Pingback por Prisão « O Insurgente — Março 14, 2009 @ 18:33
“Quando agora o governo quisesse reduzir este valor para metade, cá estariam vcs com a vossa lenga lenga do nanny state em multi-posts sobre este magno assunto, apesar de a redução ser neste caso para um valor que até agora não tinha suscitado críticas da vossa parte, e que parece que acham excelente.”
Você parece que ainda não entendeu. Não deveria haver limite de sal sequer.
Comentário por lucklucky — Março 14, 2009 @ 19:36
“Pq não abrir um post sobre o teor de chumbo na gasolina? Está alto? Está baixo? Ou aguarda-se uma lei que proponha a descida para adicionar ao Nanny State Watch?”
Se você bufar sal e assim atingir quem não quer consumir sal sou capaz de considerar uma mudança de opinião…
Comentário por lucklucky — Março 14, 2009 @ 19:39
“Não deveria haver limite de sal sequer.”
E para a percentagem de metanol na cerveja?
E de toxinas na carne?
Comentário por Luís Oliveira — Março 14, 2009 @ 20:13
Seufert, agora baralhou-me. Não vejo no meu comentário algo que suporte a sua questão (“não percebe que impôr a quantidade do sal que o Jorge pode comprar é uma questão de eu, publicamente, decidir a sua saúde?”). Se calhar duma forma retorcida, mas pretendi manifestar-me contra a lei insossa
Comentário por Jorge — Março 14, 2009 @ 22:00
Que eu saiba metanol e toxinas não são alimento nem tempero.
Que tal uma lei para definir quanta carne se põe no prato em percentagem de peso comparada com as batatas e os legumes e outra para limitar o consumo de bacalhau ?
Comentário por lucklucky — Março 14, 2009 @ 22:38
Esta sociedade de fascismo de maioria que se tem vindo a construir há anos começou, se bem me lembro, com a imposição do uso do cinto de segurança. Era e é estatìsticamente mais seguro usar do que não usar, e a pequena minoria que taxou a obrigatoriedade como um abuso foi ignorada e considerada libertária, senão lunática. Agora, deputados que supostamente valorizam a liberdade votam a favor de mais uma intromissão na vida das pessoas. Ainda vamos acabar a fazer análises periódicas e, caso os indicadores excedam os limites, ser obrigados a mudar o nosso estilo de vida. Com fiscais, polícias e multas, já se vê. Porque esta lei abusiva também implica isso: fiscais, polícias e multas.
Comentário por JMG — Março 14, 2009 @ 23:24
Ja disse e volto a dizer que a lei é ridícula, e o estado não vai ter capacidade de fiscalização suficiente.
Mas também volto a dizer que se está a empolar em demasia a mesma.
Comentário por Ricardo Ferreira — Março 15, 2009 @ 00:11
“Que eu saiba metanol e toxinas não são alimento nem tempero.”
Mas devem ser limitadas ou não?
Comentário por Luís Oliveira — Março 15, 2009 @ 01:45
Estou á espera da sua resposta.
Comentário por lucklucky — Março 15, 2009 @ 11:33
Jorge, estava apenas a ironizar a opinião contrária à que manifestou. Percebi bem o seu comentário, mas estava a brincar com quem viesse falar da saúde pública.
Cumprimentos.
Comentário por Michael Seufert — Março 15, 2009 @ 11:41
Luís Oliveira, 27
Caramba, está difícil de perceber, homem! Não vê a figura que está a fazer?
Comentário por LPedroMachado — Março 16, 2009 @ 07:03
Seufert, lá está: é o problema dos “Momentos Manela”. Temos que levantar sempre a bandeirola da ironia.
Comentário por Jorge — Março 16, 2009 @ 23:56
“Carlos Santos, tudo isso pode estar correcto, mas isto resume-se apenas a liberdade, à liberdade de “errar”, de tomar opções que (aparentemente) não nos beneficiam.
Lamento, mas não quero ter a minha vida definida “por inúmeras organizações Públicas de Saúde, Nacionais e Internacionais”. Não quero mesmo.”
Subscrevo na integra, e aplaudo, ruidosamente, de pé, este comentário.
Arrepiam-me, até, as legitimas opiniões contrarias que por aqui se manifestam e aquelas que se insinuam com um “concordo, não concordando, desde que não passe de um cinzento clarinho”.
A minha vida é só minha e daqueles com quem eu a quiser partilhar. Não é, por consentimento, de “inúmeras organizações Públicas de Saúde, Nacionais e Internacionais”.
Quem suporta o meu “Seguro de Saude e de Vida” sou eu e não o Estado (com o SNS que temos) nem as “inúmeras organizações Públicas de Saúde, Nacionais e Internacionais”.
Portanto, eu é que tempero o minha comida, escolho o teor de alcool do meu vinho, a marca das minhas cigarrilhas e os dias e horas de fazer sexo. E não estes “socialistas/democratas” nem as meninas do 5º andar que tem por habito apoiar toda esta sanha repressiva.
Cumprimentos
Comentário por Flávio — Março 17, 2009 @ 12:34