Pelos vistos, na AR apenas existem cinco deputados que acham que não é dever do Estado intrometer-se na vida privada. (*)
O projecto de lei do PS que impõe uma redução do teor do sal no pão foi aprovado hoje com os votos a favor de todas as bancadas, à excepção de cinco deputados do CDS e da abstenção de um deputado do PSD. No primeiro caso, os centristas que votaram em sentido diferente do resto da bancada alegam que a imposição de um tecto máximo de sal no pão é uma intromissão directa do Estado num hábito pessoal
(*) Neste caso, pelo menos.
Mas vão todos votar nessa gente…
Comentário por lucklucky — Março 13, 2009 @ 16:37
Tenho cada vez mais dúvidas, confesso.
Comentário por Miguel — Março 13, 2009 @ 16:39
Estou farto que regulem o que posso ou não comer. Por mim quero que os reguladores se f…. se alguém quiser fabricar por encomenda pão com sal, basta divulgar, e ganha cliente.
Comentário por António de Almeida — Março 13, 2009 @ 17:09
Não percebo bem este post. As leis não é suposto defenderem os cidadãos?
É que quem quiser pão mais salgado terá sempre forma de o fazer, agora quem não se quer envenenar pela ditadura da maioria acéfala que adora sal e banha de porco tem a vida muito dificultada: ainda não inventaram a dessalinizadora de sal, mas o saleiro existe há uns tempinhos.
Porque é que as pessoas acham que é um atentado à liberdade não permitir que se prejudique a saúde publica impunemente? É que liberdade é precisamente a possibilidade usufruir comunitariamente de um patamar mínimo de decência. Ser contra isto é como ser a favor da luta dos tabagistas pelo direito a infernizar impunemente a vida dos que odeiam o fumo do tabaco.
Comentário por Rodrigo Oliveira — Março 13, 2009 @ 17:21
Seria já agora bom saber quem são, exatamente, esses cinco magníficos (os seus nomes).
Comentário por Luís Lavoura — Março 13, 2009 @ 17:24
Viver mata. Acho que devia haver uma lei socialista a proibir a vida.
Comentário por Jorge — Março 13, 2009 @ 17:46
Ó Luís Lavoura, alguém o impede de abrir uma padaria de sal insosso? Não! E porque é que não há padarias dessas? Porque o povo não quer! Como diz o outro, embrulha!
E pôr sal no pão não é o mesmo que cozê-lo com sal.
E parece que o sal é antidepressivo. Vejam o link para a notícia no meu http://delicious.com/lpedromachado . Deve ser por isso que somos mais felizes que o resto dos europeus, que são uns insossos, como o Luís Lavoura.
Comentário por LPedroMachado — Março 13, 2009 @ 17:49
Hmm não foi o Luís Lavoura que criticou, não ser que queira os nomes para fazer qualquer voodoo
Rodrigo Oliveira porque raio não abre uma padaria com pão com menos sal? Ou chateia o seu padeiro para fazer uma versão que lhe agrade. Não é papel do estado preocupar-se com as escolhas culinárias das pessoas.
Comentário por lucklucky — Março 13, 2009 @ 18:03
Cada vez chego mais á conclusão que dentro de poucos anos será menos opressivo viver em algumas ditaduras, o Eduardo dos Santos não consta que tenha muitas precupações com o sal no meu prato.
Comentário por lucklucky — Março 13, 2009 @ 18:05
Enganei-me. As minhas desculpas ao Rodrigo Oliveira e Luís Lavoura. O meu engano tem o atenuante de a opinião que eu conheço do Luís Lavoura sobre o assunto ser exactamente igual à do Rodrigo Oliveira…
Comentário por LPedroMachado — Março 13, 2009 @ 19:32
E o Rodrigo Oliveira não precisa fabricar pão sem sal porque há em qualquer padaria ou supermercado (pelo menos dos que eu conheço). A Bimby também faz pão.
Comentário por Helder — Março 13, 2009 @ 19:36
A questão é que o que faz mal é que devia ser fabricado em casa e á descrição dos gostos pessoais, e o que é distribuido e subsidiado pelo estado devia cumprir com as regras minimas. Acho que isso é suficientemente claro. Por exemplo, andar na autoestrada tem limite de velocidade, alugar um kart e andar num circuito fechado tudo bem. Ou seja, a regra geral deve ser boa para todos, depois quem quiser optar por se prejudicar que o faça.
Comentário por Rodrigo Oliveira — Março 13, 2009 @ 19:47
«o que é distribuido e subsidiado pelo estado»
Não sei onde o Rodrigo Oliveira obtém o seu pão. Eu compro-o.
Comentário por Jorge — Março 13, 2009 @ 19:50
O pão é subsidiado pelo Estado?!
Só compra pão salgado quem quer. Se você andar na estrada muito depressa não põe só a sua vida em risco, mas também a dos outros, que não têm culpa!
E o sal não é tão perigoso como conduzir depressa.
Comentário por LPedroMachado — Março 13, 2009 @ 19:50
Rodrigo,
o sal no bacalhau faz mal, a gordura nas alheiras*, o gás nos refrigerantes*, o açúcar nos doces*, a cafeína no café, os fritos das chamuças aos rissóis, o álcool no vinho, na cerveja e no uísque, o sal nos tremoços, o sal no queijo, a lactose no leite e nos iogurtes, etc, etc, etc,
Você pode ter tudo isto sem sal, açúcar, álcool, etc, está disponível em todo o lado, há escolha por aí. Este tipo de leis não têm nada que ver com o “Bem Comum”, é totalitarismo puro e duro a meter a cabeça de fora. E vocês embarcam. Depois queixem-se.
*Gabriel, Seufert, JCD, no Twitter
Nota: há quem precise de mais sal que outros. Por si só não é prejudicial, a sensibilidade varia e dizer que esta ou aquela quantidade de sal prejudica é um disparate que convém.
Comentário por Helder — Março 13, 2009 @ 20:01
“o que é distribuido e subsidiado pelo estado”
Mais um a vir com o pão “tablado”…
Daqui a bocado chega aos horários das padarias impostos por decreto-lei.
Comentário por João Luís Pinto — Março 13, 2009 @ 21:14
LOL! Os discípulos da zazie contra-atacam.
Comentário por LPedroMachado — Março 13, 2009 @ 21:35
Meus Caros
Lá nas berças dos meus antepassados corria um ditado popular que dizia mais ou menos assim:
-Médico que tem oliveiras diz que o vinho faz mal e médico que tem vinhas diz que o azeite faz mal.
Eu cresci a ouvir dizer mal das sardinhas, do azeite, do vinho, do pão, das azeitonas da carne de aves, do leite materno e em resumo da alimentação portuguesa.
As margarinas é que eram uma maravilha, o leite em pó é que era óptimo, os alemães e os nórdicos é que sabiam o que era bom, etc.
Hoje a dieta mediterrânea é que é mesmo bom, o azeite é que é saudável e o vinho tinto, até é remédio contra várias doenças.
Eu só não acho que esta treta da regulamentação do sal do pão seja um grande atentado à liberdade, porque isso não vai dar em nada.
O assunto vai ficar esquecido nas comissões da especialidade a discutirem o conceito de pão…
Isto é apenas mais um sound-byte para entreter e distrair o pessoal.
Mas acho piada a estas recomendações da OMS que generaliza a todo o mundo, como se as pessoas fossem todas iguais.
Já se comprovou que as populações esquimós não tem doenças coronárias nem colesterol apesar de comerem imensa gordura animal e salgarem muito os alimentos.
E depois recordo-me vagamente de no liceu aprender qualquer coisa sobre a necessidade de comer sal para provocar o reflexo da sede e impedir a desidratação, especialmente em crianças e idosos.
Como é que é, isso já não é assim?…
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Comentário por Mentat — Março 13, 2009 @ 23:06
O fascismo exigia-nos que não manifestássemos em público opiniões substancialmente diferentes das do regime sobre o governo do País, sob pena de nos fazer perder o emprego, trancafiar, exilar, etc. Mas eu não me arruinava para fumar, não pagava uma fortuna em impostos, não sustentava polícias terroristas como a ASAE, não vivia sob esta blitzkrieg informativa e hiper-reguladora da vida das pessoas. Estou a ficar saudosista – devo estar velho.
Comentário por JMG — Março 13, 2009 @ 23:33
“E o Rodrigo Oliveira não precisa fabricar pão sem sal porque há em qualquer padaria ou supermercado (pelo menos dos que eu conheço). A Bimby também faz pão.”
EU ainda não entendi porque custa ir a um pão quente e encomendar pão sem sal, por ex, se se é hipertenso. É mesmo preciso legislar a quantidade de sal no pão? Incrível.
Já agora há máquinas ainda mais baratas que a bimby para fazer pão. (hélder, estás a render-te à bimby?) :p
Comentário por Elizabete Dias — Março 14, 2009 @ 01:02