O Insurgente

Março 12, 2009

I told you so…

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 15:32

Um artigo no New York Times dá conta da intenção de vários bancos emericanos, que receberam ajudas do Tesouro, em acelerar o calendário de devoluções. As interferências na gestão e os conflitos entre objectivos públicos e privados são cada vez maiores. Temem que o seu destino seja o mesmo do Freddie Mac e Fannie Mae.

Take Fannie Mae and Freddie Mac, the housing-finance companies that the government now controls. In recent months, they have been told to spend billions of dollars buying bundles of mortgages for which there are no other buyers, and to let homeowners refinance their loans — even if they have no equity.

Such commands are echoes of the 1990s, when Fannie and Freddie tried to balance dueling mandates that required them to make a profit for their shareholders and to serve a public mission of increasing homeownership.

In service of both shareholders and what they asserted was the public good, they borrowed extensively in order to buy and hold mortgages in their own investment portfolios. They purchased billions of dollars in risky subprime mortgages.

As a consequence of having a public mandate, they also had a credit line with the Treasury and their risky business strategies were viewed by the markets as being guaranteed by the government.

To satisfy both mandates, the companies also faced fewer restrictions and were allowed to take on more debt than other financial companies. But when buyers began defaulting and home prices plunged, the companies nearly collapsed and last fall were placed under government conservatorship. Mr. Elliott said that some banks participating in the bailout program are now in the same conflicting position that Fannie Mae and Freddie Mac were in.

7 Comentários »

  1. O facto de ser leigo nestes assuntos pode não me deixar ver mais além mas não foi a má gestão dos interesses privados que provocou tudo isto, in the first place?

    Comentário por Nuno Vieira Matos — Março 12, 2009 @ 15:45

  2. É como os bancos portugueses que se puseram numa situação de conflito de interesses quando obedeceram ao “convite” do Estado para irem salvar o BPP.

    Ou como o Millenium-BCP quando, em tempos idos, satisfez o “convite” do Estado para comprar o Banco do Champalimaud (impedindo a sua venda a espanhóis), tendo para isso realizado aquele aumento de capital em que recorreu a offshores, com o beneplácito cordial do Banco de Portugal.

    Tudo conflitos de interesses, à moda lusitana. Os grandes empresários portugueses são todos assim.

    Comentário por Luís Lavoura — Março 12, 2009 @ 15:53

  3. “O facto de ser leigo nestes assuntos pode não me deixar ver mais além mas não foi a má gestão dos interesses privados que provocou tudo isto, in the first place?”

    Também mas não só.

    Comentário por lucklucky — Março 12, 2009 @ 16:00

  4. Conforme o artigo deixa bem explicito, as GSE’s (o Freddie Mac e o Fannie Mae) obedeciam a directrizes públicas na condução dos seus negócios. E haviam políticas públicas que incentivavam o investimento imobiliário. E depois temos ainda o papel do Fed. Há novidades interessantes. Pode ser que amanhã publique qualquer coisita.

    Mas que os privados cometeram erros também não existem duvidas. Não percebo é porque razão hão de ser os contribuintes a pagar.

    Comentário por Miguel — Março 12, 2009 @ 16:11

  5. “Não percebo é porque razão hão de ser os contribuintes a pagar.”

    … Porque no caso do Lehman Brothers se experimentou não pôr os contribuintes a pagar nada, e os resultados foram calamitosos. O facto de se ter deixado cair o Lehman Brothers (os contribuintes não pagaram nada) teve consequências desastrosas na queda de valor de ativos e na desconfiança do mercado, e por isso foi considerado preferível não se voltar a experimentar.

    Mas, é claro, aquilo que se aplica ao Lehman Brothers (too big to fail) não deveria ser aplicado a outras coisas, tipo BPP, BPN e quejandos.

    Comentário por Luís Lavoura — Março 12, 2009 @ 16:19

  6. Por acaso isso do Lehman Brothers lembro-me como se fosse ontem, o número de mortos nas ruas foi calamitoso. Espero que nunca mais caiem nessa asneira de deixaram empresas insolventes falirem.

    Comentário por Nuno Branco — Março 12, 2009 @ 17:11

  7. Será que o que é “too big to fail” deveria estar no domínio público?

    Comentário por Nuno Vieira Matos — Março 12, 2009 @ 17:16


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