O Insurgente

Março 8, 2009

Leitura recomendada

Filed under: Blogosfera,Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal,Teoria — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:22

“Saber ser comunista”, por Carlos Vidal, no 5 Dias, onde se apresentam e comentam partes de uma carta endereçada por Alain Badiou a Slavoj Zizek e que conterá ” (…) uma das melhores definições não apenas do que é ser comunista (…) “, como da suposta importância e irreversivilidade do comunismo na história da humanidade:

” (…) Nós encontramo-nos no limiar de um ponto de método essencial e no qual, creio-o bem, não há entre nós nenhum desacordo de princípio. Tratando-se de figuras históricas como Robespierre, Saint-Just, Babeuf, Blanqui, Bakounine, Marx, Engels, Lenine, Trotski, Rosa Luxemburgo, Estaline, Mao Tse-Tung, Chou Enlai, Enver Hoxha, Guevara, Castro (…) é ponto capital, sobre todos eles, nada ceder perante as tentativas de criminalização reaccionárias ou perante as anedotas eriçadas com que o capital os pretende fechar e anular. Nós podemos e devemos discutir entre nós (um ‘nós’ que sinaliza aqueles para quem o capitalismo e as suas formas políticas são um horror, um ‘nós’ que nós somos para quem a emancipação igualitária é a única máxima de valor universal) o uso que fazemos, ou não fazemos, dessas figuras históricas. Essa discussão pode ser eventualmente viva e fortemente antagónica, mas ela dá-se ‘entre Nós’, e a nossa regra opõe-se absolutamente a toda a conspiração de latidos do adversário (…) “

Conclusões do Carlos Vidal:

” (…) primeiro temos de discutir isto entre nós, e isso significa saber herdar conflitualmente todas estas figuras (…) pois não temos nada a discutir com quem nos acusa de “milhões de mortos”. Com esses, nada. Brincar com os números é para crianças e não é um assunto, o assunto é a invariante de emancipação da história da humanidade desde Spartacus (…) “

4 Comentários »

  1. Elucidativo.

    Comentário por André Azevedo Alves — Março 8, 2009 @ 22:24

  2. Por uma vez… subscrevo este blogue. E o comentário do André

    Comentário por João André — Março 9, 2009 @ 11:18

  3. Sartre disse “um anti-comunista é um cão”. Se eu não tivesse uma paixão enorme por esses bichos, e se não me importasse de ver o seu nome na lama, talvez tentasse descobrir onde estão os verdadeiros “cães”…assim, limito-me a agradecer o epíteto sartriano. Não pode haver maior honra.

    Comentário por Carlos M. Fernandes — Março 9, 2009 @ 15:50

  4. Nada mais lógico do que a recusa que os comunistas opõem a discutir com quem os acusa de matar milhões de pessoas. Os fatos sendo irrespondíveis, o melhor mesmo é ignorá-los fingindo superioridade.
    O que não dá para agüentar é a alegação de que somar cadáveres é “brincar com números”. Brincar com números é pretender que 6 = 6.000.000. É essa a aritmética dos Zizeks, Badious e Vidais. Por essa ciência, pode-se provar que um chute nos culhões é um afago na bochecha.
    Todo comunista é um vigarista, um mentiroso, um canalha, um cúmplice de genocídio, alguém que não merece respeito ou consideração de espécie alguma.

    Comentário por Olavo de Carvalho — Março 10, 2009 @ 06:55


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