O Insurgente

Março 31, 2009

Preservativos, comportamentos de risco e compensação de risco

Filed under: Educação,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:00

O que vemos, de facto, é um paralelismo entre o maior uso de preservativos e maiores taxas de infecção por HIV. Não conhecemos todas as causas deste fenómeno, mas esta relação, em parte, deve-se à chamada compensação de risco. Um indivíduo que use preservativos acaba por pensar que estes são mais eficazes do que são na realidade e assume mais comportamentos de risco. Outro facto, menosprezado, é que as pessoas costumam usar preservativos para o sexo casual e comercial. Não se usam preservativos com os cônjuges. Portanto, quando o consumo de preservativos aumenta é porque aumentou o sexo casual.

- Edward C. Green, director do Projecto de Investigação para a Prevenção da SIDA, da Universidade de Harvard.

(via Portugal Contemporâneo)

Leitura complementar: Prevenção da Sida, eficácia dos preservativos e risco de contágio: a irresponsabilidade dos “beatos do látex”.

Estado Empreendedor e Estado Árbitro

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:35

Estado Empreendedor versus Estado Árbitro. Por João Miranda.

6. Enquanto o Estado Empreendedor se preocupa em influenciar o resultado do jogo, o Estado Árbitro preocupa-se com que o jogo se jogue dentro das regras.

(…)

9. O Estado Empreendedor cria vias burocráticas especiais para apoiar sectores e empresas favoritas. O Estado Árbitro não tem vias burocráticas especiais. Todos são tratados da mesma forma.

O custo dos “empregos verdes”

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 22:00

A negra realidade dos empregos verdes

Segundo um estudo de Gabriel Calzada, difundido pela Bloomberg, por cada emprego criado dependente dos subsídios das energias verdes, pelo menos 2.2 empregos em outras indústrias desaparecem… De acordo com as estimativas europeias, cada emprego verde em Espanha custou meio milhão de euros em apoios. Assim, também eu criava emprego!!!

Leitura complementar: La negra realidad de los empleos verdes.

Isto também merecia um prémio

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Política,Portugal,Religião — Miguel Noronha @ 21:58

Comentado a polémica em torno de Fitna de Geert Wilders, Jorge Sampaio (já no seu papel de Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações) acha que não se devem chatear os extremistas senão eles tornam-se… extremistas.

At the core of this situation is a trend towards extremism in many of our societies. We should indeed beware of overemphasizing it, because extremism anywhere is extremism everywhere, thanks to new media technologies. Few people think of themselves as extremists, but many can be pushed towards an extreme point of view, almost without noticing it, when they feel that the behavior or language of others is extreme.

We therefore deeply regret this offensive film

LEITURAS COMPLEMENTARES: Parabéns a Jorge Sampaio?; A “Aliança das Civilizações” e a Liberdade de Expressão;

O acesso e uso de preservativos e as taxas de infecção do HIV

Filed under: Educação,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

“Não há uma associação consistente entre o uso do preservativo e uma baixa taxa de incidência do HIV.” “Há uma associação consistente, evidenciada pelos nossos melhores estudos, entre o fácil acesso e uso de preservativos e uma maior (não menor) taxa de infecção do HIV.”

- Edward C. Green, director do Projecto de Investigação para a Prevenção da SIDA, da Universidade de Harvard.

(via Nuno Lobo)

Leitura complementar: Prevenção da Sida, eficácia dos preservativos e risco de contágio: a irresponsabilidade dos “beatos do látex”.

Obama e os planos para a industria automóvel

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 16:21

“The Obama Autoworks” no WSJ

Sacking a CEO for appearance sake was the easy part. Good luck trying to get the unions to make concessions on wages and legacy costs, and bondholders to agree to reduce the debt burden. (…)

Even the Treasury’s mention of bankruptcy counts as progress of a sort. President Bush did his legacy no favors by signing off on the bailout in December. Bankruptcy then would have saved taxpayers $17.4 billion (and counting), and started to put those companies or their assets to better use. (mais…)

Já que estamos em ano eleitoral

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Maria João Marques @ 15:26

Já está em actividade o Eleições 2009, blogue do Público onde vários bloggers (eu incluída) e alguns outsiders (deste nosso mundo blogosférico) comentarão as três eleições que nos esperam em 2009.

A explosão da dívida pública (2)

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Noronha @ 14:00

Jornal de Negócios

As medidas de combate à crise introduzidas pelo Executivo de José Sócrates ameaçam colocar o rácio da dívida pública portuguesa em 85,9% do PIB em 2010, contra os 70,7% registados no ano passado, estima a OCDE no relatório interino divulgado hoje.

Boa pergunta

Filed under: Cartoons,Economia,Política — Miguel Noronha @ 13:02

govmag

Capitalismo de Estado

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 11:54

Anda meio mundo a discutir os malefícios do capitalismo. Que é imoral, feroz e que traz ao de cima o que de pior há no ser humano. Um discurso em tudo idêntico ao que se ouvia na década de 20 do século passado.  O remédio, dizem-nos, é a aposta no sector público: Mais empresas públicas. Na banca, nas telecomunicações, nos transportes, na comunicação e na energia. E mais investimento público, em estradas, comboios, aeroportos, construindo mais escolas, pontes e por aí fora. As hipóteses são das mais variadas e dão pano para mangas, que a modernização, assim dirigida, é muito complicada.

Acontece, no entanto, algo um pouco chato. É que esta ideia (nada original, diga-se) de os Estado se porem a investir, a comprar e a gerir empresas também é capitalismo. Aliás, bem vistas as coisas, o capitalismo, sendo a acumulação de capital, é inato e demasiado humano para poder ser afastado das nossas vidas. A questão está apenas em saber quem se encontra em melhores condições para o aplicar. Há uns anos, julgou-se ser o Estado, até que nos finais dos anos 70 foi o que se viu. Agora, parece que queremos repetir a história. É um mundo cheio de oportunidades, este, o do capitalismo.

Liberalizem o arrendamento e já conseguimos poupar

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:52

Uma das causas da crise é a pouca poupança e o consumo desenfreado. Ora, esse consumo que destruiu a poupança foi, em grande parte, canalizado para a compra de casa própria. Não há homem e mulher, casal, que não se tenha endividado até à ponta dos cabelos devido à casa que comprou. Havia (ainda há) uma solução que evitava (agora ajuda a resolver) este problema: Um mercado de arrendamento que não estivesse tão atrofiado pelas leis que o regulamentam à exaustão.

Mas isso não pode ser. De acordo com o pensamento aceitável, o mercado é algo horrível, dominado por selvagens e que apenas as luminárias, que debitam leis como o Regime de Arrendamento Urbano, nos podem salvar. Assim, não há hipótese. Vamos ter de continuar a dar cabo do que resta da nossa poupança para ter onde dormir.

Isto lembra-vos alguma coisa?

Filed under: Economia,Livros,Nanny State Watch,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 11:38

Entrada para “Fascism” em The Concise Encyclopedia of Economics.

Where socialism sought totalitarian control of a society’s economic processes through direct state operation of the means of production, fascism sought that control indirectly, through domination of nominally private owners. Where socialism nationalized property explicitly, fascism did so implicitly, by requiring owners to use their property in the “national interest”–that is, as the autocratic authority conceived it. (Nevertheless, a few industries were operated by the state.) Where socialism abolished all market relations outright, fascism left the appearance of market relations while planning all economic activities. Where socialism abolished money and prices, fascism controlled the monetary system and set all prices and wages politically. In doing all this, fascism denatured the marketplace. Entrepreneurship was abolished. State ministries, rather than consumers, determined what was produced and under what conditions.

(via EconLog)

A explosão da dívida pública

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 08:58

“Qual é a fase final do défice?” de Kenneth Rogoff (Jornal de Negócios)

Ninguém tem, ainda, uma ideia clara de quando poderá terminar a crise financeira global. Mas uma coisa é certa: os défices orçamentais vão disparar. Nos próximos anos, será necessário convencer os investidores a adquirir grandes quantidades de nova dívida.(…)

As taxas de juro vão subir para compensar os investidores tanto por terem aceite uma maior percentagem de obrigações públicas no seu “portefólio” como pelo risco crescente dos governos se sentirem tentados a inflacionar o valor das suas dívidas ou mesmo deixar de as pagar.(…)

Numa pesquisa realizada por Carmen Reinhart e por mim sobre a história das crises financeiras, descobrimos que a dívida pública normalmente duplica, mesmo ajustada à inflação, nos três anos após a crise. Muitos países, grandes e pequenos, estão actualmente a caminho de atingir esta projecção.(…) (mais…)

Serviço público

Filed under: Ambiente,Media — ruicarmo @ 08:27

Dos que fazem bem à alma: a leitura da revista Standpoint.

A esquerda já não é a mesma?

Filed under: Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:43

Esquerda, volver. Por Luciano Amaral.

Não sou um homem velho, mas era já adulto quando muita gente (incluindo pessoas hoje em dia no governo) defendiam convictamente (diria mesmo histericamente) a União Soviética, a China comunista, a Albânia comunista, a Roménia comunista, a Coreia do Norte, a Líbia de Khadaffi ou até o Zimbabué como melhores exemplos de soluções políticas do que as nossas democracias liberais. Note-se que a maior parte deles não deixou de acreditar nisso por exame intelectual mas porque essas experiências ruíram nos anos 80 e 90. Ora um dos aspectos mais interessantes da recente crise é como, apesar das ferozes críticas ao “capitalismo”, a esquerda não aponta nenhuma substituição “sistémica” (como agora se diz). Apenas agita o espectro da decadência do “neoliberalismo” (que um dia bem gostaria de saber o que é exactamente), propõe “mais Estado” (ainda mais, caramba: como se não bastasse a quase metade da riqueza que vai em impostos, mais os chips nas matrículas e o “serviço público” de televisão fazendo propaganda do Governo) e a “reforma do sistema”.

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:00

HEADLESS HEROES (Alela Diane) – Just Like Honey

Março 30, 2009

Colhe-se o que se semeia

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Bruno Alves @ 23:08

(publicado também aqui)

Parece que Alberto Martins, líder parlamentar do PS, na abertura das Jornadas Parlamentares do seu partido, usou umas declarações de Pedro Santana Lopes acerca de Manuela Ferreira Leite para criticar a líder do PSD. “Por uma vez”, Martins concorda com Santana, quando este diz que “a maneira de governar da drª Manuela Ferreira Leite castiga, desmoraliza e deprime e o que ela defende para Portugal é o contrário do que Portugal precisa”. É triste ver Alberto Martins, que ainda vive dos rendimentos de um dia ter tido uma atitude de coragem na Coimbra dos anos 60, a prestar-se a desempenhar o degradante papel de aguadeiro de José Sócrates. Mas é ainda mais triste e deprimente constatar que Manuela Ferreira Leite é principal culpada por sofrer ataques destes. Ao ter escolhido Santana Lopes para ser o candidato do PSD a Lisboa, sabe-se lá por que razões (todas as concebíveis eram más), Ferreira Leite estava a “pôr-se a jeito” para “levar” com ataques destes. Ainda por cima, com uma comunicação social ainda mais servil que Alberto Martins, ela poderá ter a certeza que todos estes ataques terão direito a bastante tempo de antena. Por muito triste que seja, a verdade é que Ferreira Leite está apenas a colher o que semeou.

Citação

Filed under: Livros,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 21:59

Ainda a propósito do post do Miguel Morgado, recordei-me duma citação do livro “Tradição e Revolução – Uma biografia do Portugal Político do século XIX ao XXI” (Vol II) do Professor José Adelino Maltez

1975 (…) Intervenção socialista – [O] Jornal Novo publica o manifesto do grupo Intervenção Socialista, que une os ex-MES, liderados por Jorge Sampaio que pretende pensar o caminho e o modo de construção do socialismo democrático e que quer intervir pensando o socialismo. Por outras palavras, antigos compagnons de route da esquerda revolucionária, simbolizada por Carlos Antunes, preparam uma viagem mítica que os há-de conduzir à liderança da democracia pluralista, a que tardaram a aderir. Tal como antigos militantes comunistas, que apoiaram o cerco à Constituinte, se hão-de converter nos papas do constitucionalismo. E todos se condecorarão mutuamente, não faltando sequer o discreto tique das memórias do quase adolescente totalitarismo, quando alguns tratam de invocar a necessidade de uma espécie de caça às bruxas fascistas, como tal qualificando os que, na altura, deram a vida pelo pluralismo contra o comando comunista do PREC. Nem por isso deixaram de aliar-se a antigos ministros de Salazar, ainda no activismo, porque alguns deles até descendem directamente de ministros da ditadura, ou são filhos de directores-gerais e de outras figuras gradas ao salazarismo. A respectiva coragem anti-fascista teve sempre esta espécie de seguro de vida boa, que lhes garantiu um exílio doirado. Daí que o respectivo anti-fascismo platónico nunca tenha passado as raias do do revolucionarismo armado, até porque sempre reconheceram a falta de condições objectivas para o triunfo da revolução, com as consequentes crises de choro.

LEITURA COMPLEMENTAR: A “Aliança das Civilizações” e a Liberdade de Expressão

Educação sexual e liberdade de educação

Filed under: Cultura,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:05

Educação sexual e liberdade. Por Nuno Lobo.

Fica claro que o único regime de educação sexual que pode ser estabelecido nas escolas, no respeito pela neutralidade exigida ao Estado no domínio da educação e pela primazia dos pais na escolha do género de educação a dar aos filhos, tem de ser antecipado por um sistema educativo em que as escolas tenham uma ampla autonomia educativa e os pais tenham garantida a liberdade de escolher a escola que manifestamente apresenta o projecto educativo – inclusivamente, no que diz respeito aos assuntos da sexualidade – que melhor se adequa ao género de educação que privilegiam para cada um dos seus filhos. Só um sistema assim constituído garante a todas as pessoas que o estabelecimento de um regime de educação sexual nas escolas não constitua uma instrumentalização do Estado para veicular uma política e moral sexual particular, que pode até ter o acolhimento de muitos portugueses mas que é absolutamente contrária às concepções do homem, da sociedade e do mundo de tantos outros.

O encerramento das linhas de ferro no Douro no país do TGV

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Serei o grego? Por Francisco José Viegas.

Ao contrário dos que pensam que há solução para uma parte do país, eu não acredito. Por isso, «a culpa não é da CP». É das opções que tornaram improvável e sem futuro a ferrovia regional.

(…)

O Douro transformado em «pólo turístico» sem a linha de comboio parece-me impossível, de resto. O investimento de 4 mil milhões de euros no TGV Lisboa-Porto-Lisboa, que gerará prejuízos, transformar-me-á em troiano.

Indispensável

Filed under: Economia,Internacional,Livros — André Abrantes Amaral @ 17:52

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In Defense of Globalization, de Jagdish Bhagwati.

Este livro é indispensável. Principlamente nesta semana, nas vésperas da cimeira G-20.

Grandes ideias

Filed under: Ambiente,Economia — Miguel Botelho Moniz @ 17:15

A ideia de criar uma espécie de “reserva federal” para controlar o eventual comércio de licenças de emissão de CO2 é genial. Vamos acabar com um sistema onde não existirá qualquer ligação entre o CO2 emitido e o montante nominal de licenças em papel. Se houver demasiado CO2 emitido, a culpa será do capitalismo. Se as restrições às emissões causarem uma recessão, a culpa será do capitalismo. Win-win.

A Política Agricola Comum

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 17:06

A Taxpayers Alliance publicou hoje um relatório que expõe os custos, consequência e absurdos da Política Agricola Comum da UE.

Faltam 2 dias para Nascimento Rodrigues se ir embora

Filed under: Justiça,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 16:21

Nascimento Rodrigues

A menos que Vital Moreira tenha sucesso na sua vontade de o agrilhoar à cadeira.

Para vermos como jogam as equipas que marcam golos

Filed under: Desporto — LT @ 16:13

Carlos Queiroz: “Sinto-me preparado para levar Portugal ao Mundial

Não chegou a hora do Presidente da República dar um ar da sua graça?

Filed under: Justiça,Portugal — Maria João Marques @ 15:49

Pode o PR manter o silêncio depois das notícias dos últimos dias sobre o caso Freeport e o envolvimento do Primeiro-Ministro? Quando é divulgado um cd onde se diz que o PM é corrupto? Quando há notícias de que se prepara o encerramento compulsivo do caso Freeport a tempo de não perturbar nem o calendário eleitoral nem as ambições de Sócrates? Quando existem dois arguidos com suspeita de corrupção activa e não há qualquer investigação nem inquirição sobre quem terão os dois suspeitos corrompido (o ministro? um funcionário do ministério do ambiente? um funcionário do ICN?) nem se vislumbra interesse sobre essa identidade? Quando o processo esteve parado quatro anos, aparentemente à espera de prescrição (que pode já ter sucedido se tiver havido corrupção para acto lícito) e só ganhou fôlego devido à investigação britânica? Quando magistrados se queixam de pressões nesta investigação? Quando jornalistas informam que sofreram pressões de membros do PS para deixar de noticiar o caso Freeport, que inclusivé incluiram ameaças quanto a negócios que permitiriam a viabilidade de um jornal?

Pior do que um possível envolvimento do actual PM em actos ilícitos – e com esta (In)Justiça, se Sócrates é inocente, ficará sempre com o estigma de que não foi acusado por cozinhados políticos, algo também injusto - é este sistema de Justiça podre, pantanoso e sem independência face ao poder executivo. Algo que um PR não pode tolerar.

Como lidar com a Coreia do Norte

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 15:21

“Kim’s Latest Hostages” no WSJ

North Korea’s preferred method of negotiation is to take hostages, starting with 23 million of its own citizens. Now dictator Kim Jong Il has his eye on President Obama’s foreign policy. Having succeeded in extracting concessions from President Bush in exchange for promises to give up its nuclear program, Pyongyang is looking to get the new Administration to repay for the same phony terms.

That’s the not-so-hidden objective behind Pyongyang’s recent announcement that it will launch what it calls a “communications satellite.” In fact, the launch is a test of long-range ballistic missile technology of the sort that one day could deliver a nuclear warhead to the continental U.S. (…)

The missile launch is an obvious test of the new U.S. Administration, and the appropriate response would be to shoot it down. (…)

All of this is business as usual for North Korea, whose ultimate objective is to use its nuclear and other military programs to extract more money and recognition from the West. It used the same tactics on the Bush Administration, despite assurances from negotiator Christopher Hill and Secretary of State Condoleezza Rice that the North’s disarmament promises were believable.

Now Kim is trying to intimidate the new Obama team into paying again for the same promises. What it ought to do is join with Japan in shooting the missile out of the sky. It could then pull the plug on the Bush deal and enlist China and South Korea to exert new pressure on the North. The alternative is more phony diplomacy, with Kim’s regime gaining more Western support to stay in power while developing even more weapons.

Pergunta de algibeira

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:44

Se compete à Assembleia da República a escolha do Provedor de Justiça, não caberia aos deputados sugerir nomes para o cargo?

Ironia, injúrias e vídeo

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:15

No seguimento da divulgação pela TVI do famoso DVD que contém as alegadas declarações de Charles Smith, acusando o nosso Primeiro de ser um “corrupto”, Sócrates foi lesto a reagir e, fiel à tradição lusitana, a anunciar que ia agir judicialmente contra o alegado autor das declarações que qualificou como “injúrias”.

Não sei se foi por irreflexão, tendo saído o comunicado de imprensa tão próximo da divulgação pública do DVD, ou se foi com consciência do desfecho vazio da queixa que se anuncia mas com a vontade de arrastar o destinatário pela máquina judicial lusa que bem conhecemos (o que começa a constituir uma pena por si só a que ninguém – salvo alguns agraciados com convenientes estatutos de imunidade – se consegue furtar), ou por mera demonstração pública de sentido e virginal agravo que foi feito este anúncio de queixa por injúrias.

É aliás profundamente irónico que a inocuidade da queixa que vai ser apresentada seja sustentada pelo exacto mesmo preceito que publicamente tem sido anunciado como a razão que tem mantido Sócrates afastado e intocado pelo Ministério Público das investigações do caso FreePort: afinal, a inadmissibilidade como prova do referido DVD que sustentou a decisão da procuradora Cândida Almeida de não o incluir no processo e de não tirar dele as devidas ilações na condução deste, é mesma inadmissibilidade que faz com que Sócrates não tenha sustentação para queixas por injúria relativas ao seu conteúdo e vá ter que continuar a ouvir, comer e calar aquilo que consta do DVD.

On the road to serfdom

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 12:42

Patrão da General Motors apresenta demissão a pedido de Obama

Quando o governo dos EUA começou a esbanjar injectar dinheiros dos contribuites em empresas privadas (ainda no tempo de Bush) recordo-me das garantias que isso nunca implicaria a intromissão na condução dos negócios. Pois. Nem outra coisa seria de esperar.

Pague impostos e não poupe, nem agora nem depois

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 11:47

Sem empregos, sem salários, sem casa, mas com impostos para pagar. Alguém vai ter de liquidar os défices de hoje.

Quem?

Lixe-se agora, pague depois

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 11:45

Quem começa a trabalhar agora tem dois problemas: Primeiro, muitas das profissões para que estudou vão ser deslocadas para as potências emergentes. É mais barato e mais eficiente e a única hipótese, para quem não se quiser adaptar numa nova profissão, é emigrar para a Índia ou para a China. O segundo problema prende-se com os que se deviam estar a reformar aos 65 anos e vão ter de continuar a trabalhar até morrer. Todo o mercado laboral assentava na ideia de uma geração se reformar cedo. Sem isso, os mais novos vão ter, além de concorrer entre eles, de lutar contra os seus pais. O que não deixa de ser um pouco aborrecido e algo inesperado. Ora, sem empregos, este pessoal mais novo não vai comprar casas. Mesmo com as taxas de juros a zero.

O céu vai cair sobre as nossas cabeças.

Compre agora, pague depois

Filed under: Comentário,Economia,Política — André Abrantes Amaral @ 11:44

É o slogan pré-crise que, dizem-nos, já não tem pés para andar. Mas, se assim é, há algo que não entendo. Vejamos bem: Um dos grupos que será mais afectado são os jovens, estudantes e os que começam agora a trabalhar. Endividados que estão com os empréstimos que lhes pagaram os estudos, começam a perceber que serão eles a arcar, no futuro, com a conta dos estímulos estatais de hoje. Endividamento duplo. Infelizmente, se o cidadão comum já percebeu que deve ser poupado, os governos estão a levar um certo tempo para atingir a realidade. Com o risco de sermos nós, a que se juntarão os rapazes e as raparigas mais novos que ainda nem perceberam às quantas andam, a pagar a factura.

Estimulamos hoje que os ‘outros’ pagam depois.

A “Aliança das Civilizações” e a Liberdade de Expressão

Filed under: Internacional,Política,Religião — Miguel Noronha @ 10:21

Este post do Miguel Morgado recordou-me um artigo publicado recentemente pela Heritage Foundation:

“Why President Obama Should Not Attend the Alliance of Civilizations Forum” de Brett D. Schaefer

The AoC is an attempt by the U.N. to quell perceived tensions between Muslim and Western nations by promoting dialogue. Although well-intentioned, the effort has little prospect for success due to bias and objectionable proposals to freedom of expression. The base document for the Alliance of Civilizations focused on the supposed failings of Western countries while largely ignoring the faults of Muslim nations. It also endorsed the idea of constraining freedom of media, speech, and expression in order to combat “Islamophobia.” This is an agenda similar to the effort by Muslim countries to prohibit “defamation of religion” that the U.S. has opposed in other U.N. forums.(…)

There is remarkably little information on exactly what the AoC has accomplished aside from holding meetings and establishing Alliance-approved databases of experts and organizations who can discuss youth, education, media, and migration issues. (mais…)

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 09:47

Esta semana, o blogue em destaque é o Fiel Inimigo.

Filed under: Videos — ruicarmo @ 08:14

Sun becomes up its Tuesday morning, Cowboy junkies.

Salvation through credit

Filed under: Economia,Política,Religião,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 01:00


(via João Miranda)

Março 29, 2009

Os avisos de Merkel

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:00

Angela Merkel, em entrevista ao Financial Times, volta a manifestar bom senso e a distanciar-se da profunda demagogia (assente na ignorância económica generalizada) que prolifera nos media e nos governos de muitos países. Resta a esperança de que os avisos de Merkel sirvam para, pelo menos, moderar a repetição e agravamento das irresponsáveis políticas que conduziram à actual crise:

Angela Merkel, the German chancellor, will warn leaders of the world’s largest economies next week against pumping too much money into reviving global growth, saying that such action would create an unsustainable recovery.

(…)

“This crisis did not come about because we issued too little money but because we created economic growth with too much money, and it was not sustainable growth,” said Ms Merkel.

(via Carlos Novais)

Leitura complementar: A crise e o “neoliberalismo”.

Coisas que fazem todo o sentido

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 21:30

Apoiar uma iniciativa que visa chamar a atenção para a necessidade de racionalizar energia e, ao mesmo tempo, querer preços da energia mais baixos.

A insustentável leveza da cronista do regime

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:00

Outra vez Câncio. Por Nuno Nogueira Santos.

E eu percebo o que Câncio quer dizer. O que quer dizer é que o facto de não se concordar que Eduarda Maio tenha escrito um livro simpático, não dá o direito a Cintra Torres de a desqualificar profissionalmente. Eu concordo em absoluto. Só não percebo é porque é que o facto de Fernanda Câncio não concordar com Cintra Torres lhe dá o direito de o desqualificar profissionalmente. E este é o grande problema: o de tentar perceber se é Eduarda Maio que merece mais respeito do que Cintra Torres ou se é a da dita f. que tem mais direitos que os outros e, logo, está acima de todos.

Leitura complementar: Como se fosse possível alguém não ser quem é; É a liberdade, Fernanda Câncio!; Aquela coisa da igualdade e do respeito mútuo.

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