O Insurgente

Fevereiro 10, 2009

Portugal: uma economia em declínio

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:55

Um documento do Gabinete de Estudos do PSD com vários dados sobre os quais vale a pena reflectir: Desafios para Portugal em 2009.

Expectativas

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:53

O PSD está certamente necessitado de mostrar que tem caminhos alternativos aos da governação socialista para propor. Resta esperar que o fórum agora anunciado possa contribuir para esse fim: Manuela Ferreira Leite apresenta novo fórum onde não entra a “política de espectáculo”

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, anunciou hoje um fórum chamado “Portugal de Verdade” que terá início a 26 de Fevereiro e vai decorrer até Maio nas várias capitais de distrito do país.

(…)

Segundo a líder, o fórum chama-se “Portugal de Verdade” para contrastar com o “jogo de mentira que o Governo alimentou durante meses” sobre a crise económica e pretende que seja “um fórum real onde não entra a política do espectáculo e dos efeitos especiais”.

O video da apresentação do fórum “Portugal de Verdade” por Manuela Ferreira Leite está disponível aqui.

A crise financeira e os impactos em Portugal – 13 de Fevereiro na FEP

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

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(clique para aumentar)

Uma iniciativa da Plataforma Pensar Claro.

Duas razões para Francisco Louçã (quase) não ser contestado em público

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Dogmas II. Por João Miranda.

Leitura complementar: Esmagado; Faz muita falta a Louçã ler Menger; Demagogia Bloquista.

Pois

Filed under: Economia,Política — Michael Seufert @ 19:32

Barack Obama held another town meeting today, this one in Fort Myers, Fla. People in the audience stood up and directly told the President of the United States they are hurting because of the recession. Obama listened sympathetically and explained how he will help them. It was all captured on television.

It takes some understanding of economics — which most people lack — to comprehend what’s wrong with that picture. Those people are victims of the state’s misguided interventionist economic policies — after all, the central government has been the steward of the U.S. economy for generations. Yet Obama, the latest chief executive of this economy-wrecking organization, stood before them as their salvation. The news media reinforced that narrative at every step.

This is why it is so difficult for economic sense to made headway.

Right on!

Filed under: Economia,Internacional,Política — LT @ 19:10

Ron Paul, hoje, na audiência de Ben Bernanke perante a House of Representatives Financial Services Committee (citado de ouvido):

What’s wrong with letting the market adjust the prices of these assets to their real value?

Let’s suffer the pain and get it over with.

I think the market is still strong.

Esta última frase referia-se à queda de 4% no Dow Jones como reacão à apresentação por Tim Geither dos detalhes da versão mais recente do plano de bailout do sistema financeiro.

Uma questão de credibilidade

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:34

Ignoremos por um instante o disparate de reduzir benefícios fiscais para os riquíssimos agregados que ganham mais de 40.000 euros por ano. Ignoremos o facto de que os custos fiscais evitados com esta medida provavelmente serão insignificantes depois de diluídos por todos os contribuintes dos escalões intermédios. Ignoremos a falta de equidade na eliminação do alívio fiscal a famílias que não sobrecarregam os sistemas públicos de saúde e educação. Alguém acredita que quem prometeu não subir impostos durante a campanha das legislativas de 2005, posteriormente subindo a carga fiscal total em cerca de 2% do PIB em três anos, iria agora cumprir qualquer espécie de promessa no que toca a impostos?

Flat tax, versão beta?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Michael Seufert @ 17:32

Como alternativa, Paulo Portas reiterou a proposta do CDS-PP de criar um modelo de IRS “simplificado”, com três escalões e “menos imposto a pagar para a maioria das pessoas”, em que a contribuição seja calculada em função do número de filhos e em que as deduções sejam substituídas por um “valor de existência familiar”.

Se a proposta cumprir com o que promete, é uma óptima notícia para combater a governação socialista em Portugal.

De regresso

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 17:30

Após alguns problemas técnicos que impediram a publicação de posts durante cerca de dois meses, é com prazer que informo que o blog da Causa Liberal está novamente activo. Aproveito para referir que nada disto teria sido possível sem o esforço e dedicação do André Alves.

Anything goes

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:55

Se “um dos economistas portugueses mais publicados e citados no estrangeiro” prefere ignorar um dos conceito básicos da teoria económica, não nos devemos admirar que o primeiro-ministro português afirme convictamente (?) que o “modelo social europeu” deve ter um papel determinante na resolução da actual crise financeira.

O CDS e o governo

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:31

O Adolfo Mesquita Nunes responde a esta minha ideia dizendo que, não havendo maioria absoluta do PS nas próximas legislativas, “o aliado natural do PS é (…) o PSD”.  Acredita o Adolfo que, tanto o PS como o PSD, “convergem (…) em grande parte das políticas de Estado, divergindo apenas na forma e nos protagonistas(…)”.

O Adolfo está, no entanto, errado. Por duas razões:

A primeira, relativa ao CDS, diz-nos que se é verdade que PS e PSD se assemelham muitas vezes, o mesmo sucede também com o CDS. Infelizmente, são muitas as ocasiões em que já vimos o CDS defender políticas, apresentar medidas social-democratas, não vou aqui mencionar a palavra socialista para não ferir susceptibilidades, embora sob a capa da democracia-cristã. Infelizmente (e é com tristeza que escrevo isto), o CDS não se pode dizer como sendo (no seu todo) o “único partido não socialista em Portugal”. Apesar de Lucas Pires. Apesar dos seus esforços, principalmente naqueles anos de 1983-85.

A segunda razão, relaciona-se com o PSD. Caso o PS vença sem maioria absoluta, teremos como óbvio que o PSD perdeu as eleições. Ora, se tal aconteceu, será muito pouco provável (estamos no mero campo das suposições) que Manuela Ferreira Leite continue na liderança do partido. Tal ocorrendo, e como a mais recente história do partido laranja nos mostra, o PSD será o menos fiável para uma coligação. O mesmo estável e o mais incapaz de honrar um compromisso de governo com o PS. Digo isto, não só porque, quem não for líder tudo fará para minar a coligação, mas também porque, creio, Cavaco Silva não verá com bons olhos uma repetição do Bloco Central que ele desfez tão prontamente em 1985.

É assim que o CDS será empurrado (mais uma vez, não ocorrendo a maioria absoluta do PS) para o governo. Sem o CDS, ou o governo será minoritário, ou cairá nas mãos da esquerda menos moderada. E, nesse caso, quero ver como o CDS lida com a nacionalização da banca, a tributação dos ricos com um vencimento anual de quarenta mil euros e com as empresas a não poderem despedir trabalhadores.

sobre a direita que frequenta demasiados convívios totalitários

Filed under: Blogosfera,Comentário,Insurgentologia — João Luís Pinto @ 15:32

Reina, no 31 da Armada, a ideia que a ida à convenção do Bloco de Esquerda foi um momento de afirmação de “classe”. Foi “uma afirmação social-democrata” de irreverência e pertença à “malta nova” da ausência de valores políticos. Uma “persistência” na “flexibilidade de princípios” que deve sempre orientar os nossos actos e palavras. A ausência de valores políticos não admite ortodoxias. A ausência de valores políticos não admite certezas. A ausência de valores políticos é relativa e para além do que é relativo não há verdade. E a verdade intoxica o povo. Intoxica a gente bem e os marialvas. E nós estamos aqui para salvar a gente bem, os coitadinhos e o marialvas da grande verdade. Estamos aqui para lhes trazer a luz.

É isso, não é?

Tectos salariais (2)

Filed under: Blogosfera,Comentário,Economia,Política — João Luís Pinto @ 15:15

O Miguel Madeira levanta a questão, no seguimento do meu artigo anterior, da ausência de crítica da nossa parte à condição imposta pelo Partido Republicano na altura da negociação do bailout das empresas automóveis americanas de que fosse reduzido o salário dos trabalhadores dessa indústria, alegando que segundo a perspectiva que enunciei esta estaria a afastar os melhores trabalhadores.

A questão, na minha opinião, é que o raciocínio do Miguel Madeira labora em dois erros. O primeiro é o de achar que o mercado de mão-de-obra do sector automóvel americano é livre, e como tal que o salário que os trabalhadores auferem é correlacionado com o seu mérito. O segundo é o de achar que a situação do mercado de trabalhadores fabris da indústria automóvel é comparável à do mercado de gestores de topo.
(mais…)

Discriminação

Filed under: Economia,Internacional — BZ @ 15:15

Yahoo! News (via LRC):

The economic crisis is hitting men much harder than women in the workplace, largely because male-dominated industries like construction and transportation are bearing the brunt of job losses, figures show.

Donald Tusk

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 14:25

Excerto de uma entrevista do primeiro-ministro polaco Donald Tusk ao semanário WPost

Interviewer: “In the fight with the financial crisis, are you a Keynesian or a Friedmanite?”

Prime Minister Tusk: “The problem with these theories is that they serve well in thought, but they don’t serve well in practice. If I had to identify myself with someone, at this time it would have to be with Friedrich von Hayek who, talking about the business cycle, highlighted the fact that every artificial boom caused by the expansion of credit by banks works in the end against itself. Today in the philosophy of operating American financial institutions there are too many footprints of the Keynesian tradition of regulation, such as intervention for achieving – in effect – only temporary results.”

(via Mises blog)

We are all socialists now

Filed under: Economia,Internacional — BZ @ 13:06

Newsweek (via LvMI):

Whether we [americans] like it or not—or even whether many people have thought much about it or not—the numbers clearly suggest that we are headed in a more European direction. A decade ago U.S. government spending was 34.3 percent of GDP, compared with 48.2 percent in the euro zone—a roughly 14-point gap, according to the Organization for Economic Cooperation and Development. In 2010 U.S. spending is expected to be 39.9 percent of GDP, compared with 47.1 percent in the euro zone—a gap of less than 8 points. As entitlement spending rises over the next decade, we will become even more French.

Uma proverbial estrela amarela

Filed under: Política,Portugal — BZ @ 12:49

Expresso online: “Sócrates diz que é possível identificar os ricos”

4 anos atrás foi diferente

Filed under: Media,Política,Portugal — BZ @ 12:26

No semanário Sábado, republicado pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (via Blasfémias):

«O director, José António Saraiva, confirmou à SÁBADO as alegadas pressões [políticas sobre o jornal SOL], mas recusou divulgar o seu autor: “Foi alguém muito próximo do primeiro-ministro, mas que não pertence ao Governo.” No dia 15 de janeiro, dois dias antes de o Sol ter publicado a segunda notícia sobre o caso, a direcção do jornal terá recebido o telefonema do alto responsável socialista: “Impressionou-me muito porque a pessoa em causa estava até dentro da situação financeira debilitada do jornal e das negociações que estavam a acontecer com os accionistas”, adianta José António Saraiva. “Disse-me que tudo dependia do que viéssemos a publicar nessa edição”. E se não publicassem nada a situação financeira do jornal ficaria resolvida nesse fim-de-semana. A ameaça, garante, passaria por “estrangular financeiramente o jornal”.»

Ainda alguém se lembra que aconteceu ao Governo cujas declarações do Ministro dos Assuntos Parlamentares foram consideradas “pressão ilegítima” sobre um órgão de comunicação social? Claro que as actuais pressões têm sido mais directas… mas menos públicas!

O eventual regresso do CDS ao poder

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:43

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A não obtenção, pelo PS, da maioria absoluta nas próximas legislativas, mais a exigência que se fará para a constituição de um governo com forte apoio parlamentar, empurrarão os socialistas para a teia das coligações. Pela primeira vez na história da democracia portuguesa, todos, PSD, PCP, BE e CDS se apresentarão como viáveis para constituir governo. O tempo que apaga a memória e a viragem à esquerda, mais o regresso ao passado em matéria económica, serão demasiado tentadores para o PCP e o Bloco de Esquerda. Será difícil resistir a uma oportunidade única. PSD e CDS são partidos com os olhos fitos no poder e candidatos naturais para uma solução governamental.

No entanto, enquanto o PSD não estará muito interessado em repetir o Bloco Central (que Cavaco Silva, agora em Belém, desfez em 1985), já o CDS terá em 2009 uma oportunidade de ouro para mostrar a sua utilidade: A de um pequeno partido que viabiliza governos e impede os socialistas de caírem nas garras da esquerda menos moderada. Junte-se a isto, a salvação de Portas que há semanas atrás, se dizia politicamente morto. Uma coligação com o PS será a sua tábua de salvação, fazendo dele o dirigente centrista que conduziu o CDS, num curto espaço de tempo, a dois governos, depois de mais de 20 anos afastado do poder. E poderá colocar um problema à facção democrata-cristã que tem criticado a sua estratégia, numa atitude que parece esquecer para que serve um partido político.

Seria engraçado que Sócrates recuperasse parte dos governos de Durão Barroso e Santana Lopes.   

O papel do governo na crise financeira

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 11:39

“How Government Created the Financial Crisis” de John Taylor (WSJ)

The classic explanation of financial crises is that they are caused by excesses — frequently monetary excesses — which lead to a boom and an inevitable bust. This crisis was no different: A housing boom followed by a bust led to defaults, the implosion of mortgages and mortgage-related securities at financial institutions, and resulting financial turmoil.

Monetary excesses were the main cause of the boom. The Fed held its target interest rate, especially in 2003-2005, well below known monetary guidelines that say what good policy should be based on historical experience. Keeping interest rates on the track that worked well in the past two decades, rather than keeping rates so low, would have prevented the boom and the bust. Researchers at the Organization for Economic Cooperation and Development have provided corroborating evidence from other countries: The greater the degree of monetary excess in a country, the larger was the housing boom.(…) (mais…)

Se tivesse de recomendar um livro…

Filed under: Economia,Livros,Teoria — BZ @ 09:00

Os dois seguintes livros foram lançados no mesmo dia (9 de Fevereiro): “Meltdown”
de Thomas E. Woods, Jr… e “E agora, Obama?” de Carlos Santos.

Começo por avisar que não li qualquer das obras. A minha recomendação (e futura decisão de compra!) terá de ser, essencialmente, baseada na experiência pessoal com os dois autores.

Thomas Woods, além dos livros publicados, já escreveu vários artigos para o Ludwig von Mises Institute e LewRockwell.com. As suas análises históricas sob o ponto de vista da teoria de pensamento económico da Escola Austríaca são uma mais-valia.

Durante as eleições americanas as análises/previsões de Carlos Santos foram, no blog “O valor das ideias”, bastante interessantes de ler. Infelizmente não posso dizer o mesmo da primeira intereacção que tive com o referido autor em Agosto de 2008, através dos comentários a dois meus posts: “Reserva de valor?” e “Inflação e preços”. Depois dos 684 comentários que resultaram dessa discussão acredito que, ainda hoje, Carlos Santos tem alguma dificuldade em explicar as consequências das políticas monetárias. Mais recentemente, Carlos Santos tem-se concentrado em publicitar o seu livro no blog e, por via indirecta, através de vários comentários off-topic n’ O Insurgente (uma grave quebra de netiqueta…).

A História tende a repetir-se. Esta é uma lição inúmeras vezes ouvida mas poucas vezes assimilada. E dado que as economias modernas do último século foram – em maior ou menor grau – marcadas pelas falhas das intervenções do Estado no mercado (entre outras, através da política monetária), penso que Thomas Woods é claramente o mais qualificado para apresentar ao leitor a melhor informação para compreender a actual crise económica. Assim, aqui fica a minha recomendação:

Meltdown [Tom Woods]

PS: como bónus, a editora de Thomas Woods oferece o primeiro capítulo do livro.

The Obama Bump

Filed under: Comentário,Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 02:00

Change: Bush não teria baixado a cabeça por – obviamente – ser burro; Obama bateu com a cabeça por – obviamente – ser demasiado alto.

Obama Bumps Head (with sound)

O direito ao corpo, o direito à vida do feto e o aborto

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:30

O argumentário pró-aborto (4). Por Tiago Moreira Ramalho.

Nós somos soberanos sobre o nosso corpo, bem como sobre a nossa casa, o nosso carro, o nosso microondas. O problema é que, quando um feto está dentro do corpo da mulher, qualquer coisa que a mulher faça ao seu corpo não a afecta só a ela. É como convidarmos um amigo para vir dar uma volta de carro: o carro é nosso, mas ao termos lá outra pessoa, não temos o direito a espetarmo-nos contra uma árvore se nos apetecer. É aqui que falha o argumento, os que a ele recolhem “esquecem-se” do pormenor que dentro do corpo da mulher está outro ser humano.

Esmagado

Filed under: Comentário,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:00

É como me sinto, depois de o Luís Rainha (who else?) ter demonstrado por argumento de inequívoca autoridade que, contrariamente a todas as evidências, as tiradas populistas de Francisco Louçã sobre a “improdutividade do capital” não estão em grosseira contradição com a teoria subjectiva do valor.

É sempre bom termos um Luís Rainha por perto para nos colocar no nosso devido lugar.

Leitura complementar: Faz muita falta a Louçã ler Menger; Demagogia Bloquista.

Uma boa notícia

Filed under: Livros,Política — Helder Ferreira @ 00:30

Trinta e dois anos depois é publicado de novo, em português, o O Caminho para a Servidão de Friedrich Hayek. Desta vez pelas Edições 70 e o prefácio é de João Carlos Espada.

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Publicado em 1944, este manifesto liberal constituí uma das denúncias mais veementes dos totalitarismos do século XX, vindo a obra a ter um sucesso assinalável. Para Hayek, na sua natureza, o hitlerismo não se distingue do estalinismo, e a diferença entre socialismo e comunismo é uma mera questão de grau, pois todas estas ideologias contêm em si uma ameaça às liberdades públicas e individuais. Há, por isso, que abandonar o caminho para a servidão — que a obra denuncia — e trilhar o da liberdade.

Via Miguel Morgado

Prós e Prós

Filed under: Comentário,Portugal — Helder Ferreira @ 00:12

Pelo que percebo do debate a culpa do aumento do desemprego é da existência de empresas. Acabem-se com as empresas que acaba o desemprego, então.

Snobismo sindicalista

Filed under: Comentário,Economia,Media — Helder Ferreira @ 00:03

Há pouco no Prós e Prós houve um momento delicioso. Um empresário têxtil de Guimarães, que encarna na perfeição o estereótipo do “empresário retrógrado e anacrónico” (embora lhe falte o fato de bom corte e, provavelmente, o Ferrari), intervinha da bancada e ouviu-se a Carvalho da Silva um comentário desagradado: Assim estamos a levar o debate para um nível…  Pelos vistos, o nível das pessoas simples e trabalhadoras a que o dirigente sindicalista não está habituado.

Change, Hope and Inflation

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 00:02

O aspirador do Obama. Por João Duque.

Não vi ninguém preocupado com o financiamento do défice orçamental, que vai aumentar mais de 10% num só ano (mais de 1 trilião de dólares), nem com a pressão que isso causará sobre o mercado do crédito internacional. Talvez a solução passe por ligar as fotocopiadoras a cores e deixar voltar a inflação… Veremos quando a lua-de-mel acabar e como é que a hope se vai esbater até emergir a realidade e o pragmatismo americano.

Fevereiro 9, 2009

Causas antropogénicas

Filed under: Ambiente,Internacional — BZ @ 23:53

Como disse o André em anterior post, já não surpreende que se atribua a gravidade dos fogos na Austrália às alterações climáticas (via LRC):

Australia is naturally the most fire-prone continent on earth but climate change appears to be making the wildfires that regularly sweep across the country more ferocious, scientists said Monday.

Claro que o clima não é (nem nunca foi) uma constante. Aliás, as alterações climáticas não são uma novidade histórica. Tal como a ocorrência de fogos na Austrália. Mas, como é evidenciado no final do referido artigo, o povo aborígene conseguia geria melhor as florestas:

Monash University researcher David Packham said authorities had failed to properly manage Australia’s forests, providing fuel for the fires.

He suggested they could learn from Aborigines, who for thousands of years conducted controlled burn-offs in the forests in order to prevent massive conflagrations.

“We have thumbed our noses at what these people did and knew and we just can’t keep on doing it,” he said.

Relembro, por isso, um antigo post do blasfemo João Miranda:

O fogo é influenciado essencialmente de 3 factores: biomassa acumulada, ambiente (temperatura/humidade) e ignição (causas humanas e naturais). Os meios disponíveis não afectam nem os factores ambientais nem a ignição. Afectam, isso sim, a biomassa acumulada. Quanto mais bem sucedido for o combate aos incêndios, mais biomassa se acumula no terreno.

(…)

Os fogos podem ocorrer em qualquer parte da paisagem, mas só se propagam nas zonas com mais biomassa. Nas zonas com menos biomassa, os fogos são controláveis com os poucos meios que existem.

O povo aborígene sabia que redução da biomassa diminui o risco de propagação dos fogos. Especialmente em anos mais quentes e secos.

Hoje no Rádio Clube

Filed under: Insurgentes nos media — Helder Ferreira @ 22:54

logorcp1Daqui a pouco, às 23h, os insurgentes Miguel Botelho Moniz e o André Abrantes do Amaral estarão à conversa no Rádio Clube. A discutir o que interessa. Não percam.

Adenda: Vão lá ouvir que eles já lá estão.

Tratar da cirrose de um alcoólico com mais uma garrafa de vinho

Filed under: Economia,Política — André Azevedo Alves @ 22:00

Ameaça ou oportunidade? Por Paulo Baldaia.

É até muito estranho que pelo Mundo fora se tente ultrapassar a crise injectando riqueza que não produzimos. Tendo em conta que a gravidade desta crise tem muito a ver com o facto de milhões terem andado a gastar o que não tinham, a sensação que fica é que estão a tratar da cirrose de um alcoólico com mais uma garrafa de vinho e outra de uísque.

Milhões atrás de milhões despejados nas economias não se têm revelado suficientes, porque o que é preciso é pagar tudo o que gastamos sem produzir, o que quer dizer que durante muito tempo vamos ter de trabalhar mais e viver com menos. Ser realista não é dizer que não se sabe mais o que fazer. Ser realista é afastar o medo e assumir a coragem de falar às pessoas com verdade. Chegámos aqui altamente endividados e queremos resolver o problema chutando para as gerações futuras uma dívida incomparavelmente maior. E isso significa que a próxima crise será também de dimensões muito superiores.

Change: Obama and the census

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 21:00

GOP Sounds Alarm Over Obama Decision to Move Census to White House

Utah’s congressional delegation is calling President Obama’s decision to move the U.S. census into the White House a purely partisan move and potentially dangerous to congressional redistricting around the country.

Rep. Jason Chaffetz, R-Utah, told FOX News on Monday that he finds it hard to believe the Obama administration felt the need to place re-evaluation of the inner workings of the census so high on his to-do list, just three weeks into his presidency.

“This is nothing more than a political land grab,” Chaffetz said.

Rep. Rob Bishop, R-Utah, told the Salt Lake Tribune that the move “shouldn’t happen.” He and Chaffetz are trying to rally Republicans “before its too late.”

Carlos Queirós que se cuide…

Filed under: Desporto,Internacional,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:25

Scolari despedido do Chelsea por más exibições e falta de resultados

O técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, treinador do Chelsea e ex-seleccionador de Portugal, foi hoje despedido do comando técnico do clube londrino. A saída de Scolari, contratado no último defeso, foi confirmada num comunicado publicado no site dos “blues”.

Como se já não bastasse a brincadeira com o caso Dreyfus

Filed under: Cartoons,Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Fernanda Câncio (sim: Fernanda Câncio) pretende dizer quem é ou não jornalista.
Portugal tem realmente um enquadramento político-mediático sui generis

O João Miranda, como é seu hábito, sintetiza de forma exemplar o que está em causa: Do jornalismo de causas à defesa da opinião imparcial.

A Fernanda já tinha popularizado o jornalismo de causas, no qual os trabalhos jornalísticos servem para promover opinião. Agora parece querer popularizar a ideia de que as colunas de opinião devem estar sujeitas a critérios jornalísticos.

Nada a fazer, pouco mais a dizer

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:04

Viu-se na Convenção do Bloco de Esquerda. Comunistas e ex-comunistas não têm qualquer problema em se dizerem de esquerda. Enquanto quem nunca teve qualquer relação com o Estado Novo, até porque era criança ou nem sequer tinha nascido, tiver receio de se afirmar de direita, não haverá nada a fazer. A esquerda terá o predomínio intelectual e político, marcará a agenda partidária e continuaremos a viver num país socialista, com os socialistas que nos governam, a responsabilizarem o liberalismo pelas crises económicas.

O dia continua dentro de momentos…

Filed under: Portugal — Michael Seufert @ 12:56

…entretanto queira assinar a petição para a reintegração de Joana Amaral Dias no mainstream do BE. A bem da nação! (Via José Pires)

Façamos de conta

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — Rodrigo Adão da Fonseca @ 12:08

“Está bem … façamos de conta”, por Mário Crespo, hoje no JN:

” (…) Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo (…) Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês (…) Façamos de conta que o “Magalhães” é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que “quem se mete com o PS leva”. Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de “malhar na Direita” (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por “onde é que eu ia começar” a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. (…) Façamos de conta que não há SIS (…) Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas (…) Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos (…) “

(via blasfémias)

 

Sócrates em juízo de auto-crítica

Filed under: Media,Política,Portugal,Videos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:26

Sócrates num exercício de auto-crítica. São particularmente deliciosas as referências à manipulação dos maus resultados por um “central de comunicação” e ao “controlo da comunicação social”.

(recebido por mail)

Os tectos salariais

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Política — João Luís Pinto @ 11:11

Com a imposição dos tectos salariais anuais de $500000 aos gestores de instituições americanas que recebam bailout money, Obama e a administração americana correm um sério risco de tornar os corpos gerentes dessas empresas num reflexo do nível de brilhantismo que grassa na nossa representação parlamentar na Assembleia da República.

Sobre o assunto, ler também o que acertadamente diz o Nobel Gary Becker:
(mais…)

O descaramento da esquerda e o limite da nossa paciência

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:09

louca_vs_alegre

Perante a crise e no meio do oportunismo da esquerda que se abate sobre nós, a maioria parece esquecer ter sido o Estado quem criou, ao longo dos anos, incentivos ao consumo. Foram muitos os benefícios fiscais dados às empresas pela compra de carros novos; a valorização artificial de um automóvel antigo dado para abate em troca de um novo (sob o pretexto da renovação parque automóvel); os benefícios fiscais das contas poupança habitação que conduziram muitos (praticamente todos) a comprar casa, a endividarem-se para terem um sítio onde dormir, apenas e tão só porque a lei do arrendamento tinha sido politicamente congelada, não deixando margem de manobra a quem quer que fosse. Os governos e muitos partidos da oposição (o Bloco de Esquerda que hoje grita contra o capital, foi dos mais aguerridos) defenderam, vezes sem conta, a descida das taxas de juros do BCE, permitindo que as pessoas gastassem mais. Mexeram e remexeram na economia, na vida privadas das pessoas, a seu bel-prazer, de acordo com as suas certezas muito próprias e sempre com vista à realização de objectivos político-sociais muito determinados.

O endividamento acima da possibilidades reais das pessoas, acima dos rendimentos auferidos pelo trabalho foi aceite e incutido pelos Estados como forma de garantir a continuação de um crescimento económico ímpar que já se tinha iniciado nos anos 80. Como forma de se evitarem recessões (correcções do mercado) que conduziriam, inevitavelmente, à derrota eleitoral dos que estavam no poder e à perda de votação daqueles que não entrassem neste jogo perigoso.

Tudo isto foi feito com a cumplicidade da esquerda. Desta esquerda que acusa as práticas liberais pela crise que se vive actualmente. O descaramento (a que assistimos todos os dias quando lemos os artigos de Mário Soares, quando ouvimos Manuel Alegre, como se fosse em pureza em pessoa, e sentimos um arrepio na espinha sempre que Louçã ameaça nacionalizar os bancos, manifesta o seu ódio à propriedade privada e afirma, sem qualquer despudor que o capital não produz) devia ter limites. A cara de pau com que nos olham e repetem os erros, também.

A nossa paciência pela ignorância voluntária e desonesta, ainda mais. 

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