Dois pesos e duas medidas. Por Pedro Correia.
Leitura complementar: O Partido Socialista e os interesses pessoais de Vital Moreira.
Dois pesos e duas medidas. Por Pedro Correia.
Leitura complementar: O Partido Socialista e os interesses pessoais de Vital Moreira.
Aceito de bom grado este reparo do Miguel Morgado ao meu post Faltam as demissões no Banco de Portugal.
Leitura complementar: Deputados da comissão de inquérito ao BPN criticam Banco de Portugal.
O princípio da limitação de mandatos é uma forma de limitar o poder político. Sendo conhecida a força corruptiva do poder, restringir o número de anos que um indivíduo o exerce é um meio para prevenir os abusos que podem resultar de uma sua acomodação ao lugar. O reverso da moeda é que a renovação forçada dificulta a construção tanto de uma tradição política como de uma memória institucional. Nesse sentido, e tendo em conta a função representativa do poder legislativo e perfil tipicamente unipessoal das lideranças do poder executivo, é habitual não colocar limites ao primeiro, ao contrário do segundo.
Nos EUA, onde a democracia surgiu de raíz, partindo de uma constituição de ruptura com a tradição política de então, o hábito de limitar os mandatos do poder executivo instituiu-se logo de início. O hábito ficou tão forte que só foi necessário acrescentar um artigo à constituição, a prever explicitamente a limitação de mandatos, depois de Franklin Roosevelt se ter acomodado ao lugar durante quatro mandatos. Só a morte o separou do poder.
Na Europa, talvez por causa do contexto histórico monárquico, a chefia do estado é tipicamente separada da chefia do governo. Resulta que nas repúblicas europeias costumam haver limites aos mandatos presidenciais, mas não aos mandatos das chefias executivas. Os limites existentes acabam por ser pouco relevantes, pois não colocam obstáculos à perpetuação no poder de primeiros-ministros. Embora seja verdade que os executivos europeus estão dependentes da aprovação dos parlamentos e, em certos países, como Portugal, possam ser demitidos pelo chefe de estado, não há nenhuma garantia que proteja os cidadãos de uma potencial “tirania da maioria”. Emanando o executivo directamente do parlamento, não há uma separação de poderes tão forte quanto a que resulta de eleições separadas. Os cidadãos são incentivados a escolher os seus representantes em função de quem desejam para liderar o executivo e não de quem seria o seu melhor representante. De igual modo, a possibilidade de o chefe de estado demitir o executivo, contra a maioria parlamentar, apenas tornaria o clima político insustentável.
Não há substituto para uma cultura democrática saudável; respeitadora dos direitos das minorias, incluindo a menor das minorias, o indivíduo. Mas a limitação de mandatos no poder executivo daria uma ajuda.
NOTA: Relativamente a este post, convém esclarecer que embora tenha existido um projecto inicial único do PS que incluia limites aos mandatos de todos os cargos executivos (autarcas, o primeiro-ministro e os presidentes dos governos regionais), a votos acabaram por ir dois diplomas. Um foi aprovado (autarcas), outro chumbado (os outros).
With No Budget, California to Cut 20,000 State Jobs
California, which is on the brink of running out of cash, will notify 20,000 state workers on Tuesday their jobs may be eliminated, a spokesman for Governor Arnold Schwarzenegger said on Monday.
(…)
California, America’s most populous state and the world’s eighth biggest economy, has experienced a dramatic fall in revenues because of the housing downturn, rising unemployment and a sharp pullback in consumer spending.
To conserve cash, the state has stopped public works projects, furloughed state employees for two days a month and postponed sending out tax refunds.
Liberalização do aborto. Por Nuno Lobo.
Passados dois anos sobre o referendo que aprovou a liberalização do aborto em Portugal, a Federação Portuguesa pela Vida publicou recentemente um estudo com uma análise sobre a evolução do aborto desde Julho de 2007 a Dezembro de 2008. Verificamos que de Julho de 2007 a Dezembro de 2008 foram praticados 22’875 abortos em Portugal, aproximadamente 42 abortos por cada dia! De 2007 para 2008 houve um aumento de 38% no número de abortos realizados (o cálculo decorre de uma extrapolação para 1 ano dos números que respeitam aos 6 meses de 2007). De entre os abortos realizados, 3% foram motivados por causas relacionadas com a saúde da mãe ou do feto e os restantes 97% decorreram de um pedido da mulher. No lugar das chamadas “boas práticas” europeias, que por ocasião do debate do referendo foram prometidas pelos que defendiam a liberalização, a rede nacional de instituições de apoio à vida verifica diariamente que as mulheres em risco de praticar o aborto são votadas ao abandono e solidão e à falta de informação. Este facto é tanto mais grave quanto as mesmas instituições de apoio à vida verificam que a liberalização do aborto foi acompanhada de um aumento de 70% de casos em que as mulheres grávidas são violentadas e coagidas, por parte dos companheiros, patrões e famílias, a realizarem o aborto.
Os funcionários do serviço de fronteiras de Israel.
Com os devidos agradecimentos ao leitor lucklucky pela indicação de mais este atentado de cariz sionista.
What happens when a fly falls into a coffee cup?
The Italian – throws the cup and walks away in a fit of rage
The Frenchman – takes out the fly, and drinks the coffee
The Chinese – eats the fly and throws away the coffee
The Israeli – sells the coffee to the Frenchman, the fly to the Chinese, buys himself a new cup of coffee and uses the extra money to invent a Device that prevents flies from falling into coffee.
The Palestinian – blames the Israeli for the fly falling into his coffee, protests the act of aggression to the UN, takes a loan from the European Union for a new cup of coffee, uses the money to purchase explosives and then blows up the coffee house where the Italian, the Frenchman, and the Chinese, are trying to explain to the Israeli why he should give away his cup of coffee to the Palestinian.
Para quem nunca leu nada de Ayn Rand, esta é a obra que recomendo em primeiro lugar: The Fountainhead.
Na minha opinião, mais do que o problema da limitação de mandatos, o resultado do recente referendo na Venezuela (somado a tantas outras decisões do género) veio demonstrar a perversão que é o critério da maioria simples, e a sua incapacidade de gerar por si só soluções que não retumbem, de uma forma ou outra, numa ditadura da maioria e numa “Democracia” platónica.
Já aqui referi o caso das licenças parentais como um exemplo do legislador que desconhece o mundo laboral. Pelo menos, que desconhece uma parte da força do trabalho e do modo como muitas pessoas trabalham em Portugal: Sem quaisquer garantias, sem quaisquer protecções e, mais importante que tudo o mais, sem que se possam ausentar por largos períodos de tempo do seu trabalho. Este depende deles, da sua dedicação constante e continuada, sem grandes intervalos, embora sempre num enorme sobressalto. Refiro-me aos donos das micro empresas ou aos meros trabalhadores independentes, vulgo ‘recibos verdes’.
Entra hoje em vigor o novo código laboral que, entre outras medidas, aumenta em 5% as contribuições para a segurança social dos trabalhadores a recibos verdes. Um aumento acima dos que têm contratos de trabalho sem termo. Esta medida do governo além de dificultar a criação de emprego, mostra uma vez mais um desconhecimento da realidade que me preocupa. Muitos recibos verdes (porque são trabalhadores independentes e, na prática – não legal, mas real – pequenos empresários) pagam eles próprios as suas contribuições para a segurança social. Desta forma, o aumento das suas contribuições para a segurança social, acima das que são devidas pelos trabalhadores por conta de outrem e pagas pelos empregadores, prejudicam de forma grave e dolorosa quem já não tem a certeza do trabalho. Daqueles que já têm de fazer tudo para manter o seu negócio, dos que não têm a protecção de um emprego que muitos ainda consideram como sendo para a vida.
Esta realidade não é difícil de conhecer. Basta andar no terreno. Basta estar no meio e não nos fecharmos em gabinetes. Conversar com as pessoas, ouvi-las, Vê-las, com olhos de ver. Há uma enorme discriminação feita pelo poder entre portugueses de primeira e portugueses de segunda. Uma discriminação baseada num preconceito ultrapassado e indigno de quem, para garantir a sua base eleitoral, prejudica seriamente o sector mais fraco da nossa sociedade.
Se o casamento entre brancos e pretos tivesse sido instituído nos EUA seguindo a regra exclusivista (veja-se o discurso altamente moral e preconceituoso contra o casamento homossexual incestuoso – inócuo do ponto de vista biológico como bem refere o João Miranda) e sustentada por uma formulação de direito positivo como a que foi ontem amplamente defendida no debate pelos partidários do casamento homossexual, muito provavelmente os asiáticos ainda não se poderiam casar com brancos.
Com estas práticas de envio de cartas, o melhor mesmo será adicionar Obama à listas anti-spam…
Para resolver os problemas gerados pelo excesso de crédito, nada como injectar liquidez para evitar o mais possível a correcção dos erros induzidos pelo anterior ciclo de expansionismo monetário: Euribor a três meses no valor mais baixo de sempre
As taxas de juro do mercado interbancário estão em queda há 89 sessões consecutivas, tendência que representa uma boa notícia para quem tem empréstimos à habitação indexados à Euribor. O prazo de três meses fixou ontem novo mínimo histórico, ou seja, o valor mais baixo de sempre, nos 1,927 por cento.
Revolução silenciosa. Por Juliano Torres.
Enquanto todo o mundo estava acompanhando a campanha presidencial americana, e a posse do novo presidente, um movimento nasceu nos Estados Unidos. Sem líder e tendo como objetivo unicamente fazer com que a constituição americana seja respeita, defensores da autonomia das federações surgiram naturalmente, em reação ao crescimento cada vez mais vertiginoso do poder do governo federal americano, principalmente após a crise financeira que está devastando a economia americana.
Num país em que infelizmente escasseiam os centros de reflexão independente, esta é uma iniciativa promissora. Resta esperar que o trabalho desenvolvido possa estar à altura das expectativas agora criadas: Família Soares dos Santos cria fundação para estudar grandes temas nacionais
A criação da fundação foi anunciado hoje em Lisboa por Soares dos Santos. Além de António Barreto, contará ainda com José Soares dos Santos e José Quinta no conselho de administração. Alexandre Soares dos Santos é o presidente do conselho de curadores, que inclui também nomes como Moreira da Silva, Isabel Jonet, João Lobo Antunes, Gomes Conotilho, António Araújo, Valente de Oliveira, Braga da Cruz, D. Manuel Clemente, Rosado Fernandes e Vasco Santos.
Da emissão desta noite do Prós&Contras guardo três momentos deliciosos: os dois primeiros, as intervenções acutilantes de Pinheiro Torres; o último, já no cair do pano, a afirmação da exaltada e folclórica constitucionalista de serviço de que “a história do casamento civil era a história da homofobia”.
Em vésperas de centenário da implantação da república, república essa responsável pelo estabelecimento do casamento civil e que retirou esse casamento da esfera exclusiva religiosa para a esfera do estado (conquista que muito propagandiou), fico contente em saber que muitos dos seus responsáveis terão hoje dado grandes voltas no túmulo.
Bem sei que Chávez é um tiranete; que a passos largos lá vai enterrando a Venezuela. No meu cepticismo perante o poder político, também sou fortemente favorável à limitação de mandatos no poder executivo. Não confiava nem a mim mesmo a possibilidade de permanecer indefinidamente numa função de poder executivo. Assim sendo, é sem dúvida uma má notícia a retirada da limitação de mandatos da constituição venezuelana; especialmente no contexto em que surge: Uma iniciativa clara de power-grabbing de Chávez e o absurdo de uma alteração destas ser feita sem uma maioria qualificada.
Mas vistas as coisas em perspectiva, uma coisa é clara: Esta alteração constitucional apenas vem colocar a Venezuela na mesma situação que vários países da União Europeia, onde os chefes do executivo não têm limites de reeleição. Nomeadamente Portugal. Acresce ainda que se Portugal está nesta situação tal deve-se essencialmente ao PSD, que votou contra numa situação em que a constituição exige uma maioria qualificada de dois terços…
Como não apareceu nada de novo, reposto este de Julho de 2008. E o resto é conversa para distrair o pagode. O que é certo é que a economia está a dar o estoiro, não tarda nada estamos todos a pedir e Sócrates mais os acólitos bolivarianos a mandar. Esquecido de que a revolução é burra.
A coluna do Pedro Mexia n’ O Público de Sábado era a propósito do livro Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo Sim ou Não? de Pedro Ferreira Múrias, Miguel Nogueira de Brito. Aparentemente na discussão do assunto, tanto os autores como as pessoas que o PM conhece, dividem-se entre os contratualistas – os que vêm o casamento como um contrato e os institucionalistas – que vêm o casamento exclusivamente como uma instituição. O Pedro Mexia (e segundo ele, o Pedro Múrias) parece não perceber duas ou três coisas:
1) O casamento é uma instituição pré-política, não é uma criação do Estado, logo, a visão legalista do casamento além de redutora é falaciosa;
2) A instituição casamento não é como a instituição SLB, DGCI ou ACD (Associação de Colunistas Distraídos);
3) Como qualquer instituição do género já pressupõe a figura do contrato e reduzi-lo a este é reduzir a Via Láctea à coluna do Pedro Mexia n’O Público.
O casamento como ele é (uma instituição pré-política) não precisa do Estado para existir, já o “casamento” que não seja o que é, não existe nem tem qualquer hipótese de existir sem a sanção do Estado. E desta nem o Pedro Mexia nem os “contratualistas” se livram por muito que esperneiem.
Palhaçada.
Uma das condições do sucesso da propaganda eco-alarmista é a manutenção da ignorância generalizada do público e o silenciamento de qualquer possibilidade de discussão racional sobre o tema. Assim, merece destaque uma das raras ocasiões em que um dos principais dogmas do eco-alarmismo foi sujeito a um debate racional, com resultados assinaláveis especialmente junto dos indecisos que a ele assistiram: Is Reducing Carbon Emissions Worth The Cost?
With awareness of global warming rising, going “green” and reducing one’s “carbon footprint” have become pop culture catchphrases. But addressing climate change on a global, governmental level is still a matter of heated debate.
With potentially staggering costs involved, are efforts to make major reductions in carbon emissions even worth it? Would the money be better spent elsewhere? Or, does the amount of money involved become less important when considering the possible consequences of climate change?
A panel of experts recently took on these questions in an Oxford-style debate. The motion for the Jan. 13 debate, part of the Intelligence Squared U.S. series, was: “Major Reductions in Carbon Emissions Are Not Worth the Money.”
Three experts argued in favor of the motion; three against. Before the debate, the audience at Symphony Space in New York City voted 16 percent in favor of the motion and 49 percent against, with 35 percent undecided. By the end of the debate, those arguing for the motion had changed the most minds: Forty-two percent voted in favor of the proposition “Major Reductions in Carbon Emissions Are Not Worth the Money,” while 48 percent voted against it and 10 percent were still undecided.
Uma autora (justamente) controversa mas cuja obra todos os interessados na liberdade deveriam conhecer: Biografia: Ayn Rand. Por Jim Powell.
Rand explicava as coisas com uma clareza fora do comum. Escreveu, por exemplo: “Qual é o princípio básico, essencial, crucial, que diferencia a liberdade da escravidão? É o princípio da ação voluntária versus a coerção física ou por ameaças… A questão não é a escravidão por uma ‘boa’ causa versus a escravidão por uma causa ‘ruim’; a questão não é a ditadura de uma gangue ‘boa’ contra a ditadura de uma gangue ‘má’. A questão é liberdade versus ditadura… Se defendemos a liberdade, devemos defender os direitos individuais do homem; se defendemos os direitos individuais do homem, devemos defender seu direito à sua própria vida, à sua própria liberdade, e à busca de sua própria felicidade… Sem direitos de propriedade, nenhum outro direito é possível. Uma vez que o homem precisa sustentar sua vida através de seu próprio trabalho, o homem que não tem direito ao produto de seu trabalho não tem meios de sustentar sua vida.” E ela discordava dos defensores da liberdade que esperavam ganhar influência apenas com a economia de mercado: “A maioria das pessoas sabe, de uma forma vaga e incômoda, que há algo de errado com a teoria econômica marxista… A raiz da tragédia moderna é filosófica e moral. As pessoas não estão aderindo ao coletivismo porque aceitaram a má teoria econômica, elas estão aceitando a má teoria econômica porque aderiram ao coletivismo.”
Antes da peixeirada e do folclore que se promete para logo, enquanto ainda reina alguma serenidade e silêncio, uma tomada de posição: numa sociedade em que seja abolido o casamento civil, casa-se quem quiser, com quem quiser, da forma e estabelecendo os compromissos e obrigações que quiser, sem ninguém se meter na sua vida e sem prejudicar terceiros.
Não é preciso atribuir privilégios às fatias, sustentando esta ou aquela minoria conveniente e da moda, o lobby A ou o lobby B, com custas suportadas por todos, independentemente de fazerem ou não uso desse privilégio e regime de excepção.
Em suma, uma sociedade mais justa e mais livre.

O Banco Santander pediu autorização à Comissão Nacional do Mercado de Valores para suspender o reembolso de participações do seu principal fundo de investimento, alegando falta de liquidez.
Depois de uma “avalanche” de pedidos de resgate, o Banco Santander decidiu pedir a suspensão, por dois anos, do resgate do seu maior fundo de investimento imobiliário.

O Bernardo reafirmou aqui a importância da Europa e que esta “não deixa de ser considerada estratégica na política de alianças norte-americana.” Certíssimo. Mas o sentido da minha observação era outro. Vejamos o seguinte: Obama vem à Europa em Abril, para os 60 anos da NATO e para a cimeira dos G20. Terá na sua agenda a política financeira e a continuação de uma aliança militar que para muitos (entre os quais não me incluo) já não tem utilidade. A Europa, para os EUA, está terminada. Não no sentido de ter acabado, mas de estar pronta. Pronta para os desafios dos próximos anos e longe dos conflitos do passado. Para os norte-americanos, as razões que deram origem a tantas preocupações no século XX estão ultrapassadas ou não são prioritárias.
O mesmo não se passa com a Ásia que se aproxima de grandes mudanças que só o crescimento de uma grande potência como é a China poderia criar. Os EUA têm fortes aliados na região, mas que (em parte fruto da estratégia bilateral que foi levada a cabo no pós-1945 na região) têm poucos interesses em comum que não seja a ameaça chinesa. É, aliás, esta a zona do globo que está mais ansiosa com as mudanças que a administração Obama, quando diz estar pronta a conversar com todos, pode trazer.
Tanto a Coreia do Sul como o Japão estão nervosos com a forma como os EUA vão lidar com a Coreia do Norte; apreensivos com o que Hillary Clinton vai dizer em Beijing; receosas das medidas proteccionistas que Washington poderá tomar contra os produtos asiáticos; com medo de serem esquecidos numa aproximação bilateral (como referi acima, muito habitual na forma como os EUA lidam nesta região) EUA-China. Todos têm terror só de imaginar até onde pode chegar a política rearmamento que a China tem seguido nos últimos anos.
É por estas razões que o que vai suceder na Ásia (principalmente naquela zona do Mar da China) será da máxima importância, requererá a toda a nossa atenção e exigirá o máximo dos cuidados. Os EUA (e o Ocidente com eles) não podem correr o risco de, querendo agradar ao maior número possível de actores, desagradar a todos, perdendo, assim, os fortes aliados que ainda tem na região.
Na próxima reunião semanal, Aníbal Cavaco Silva e José Sócrates poderão comparar as cartas que cada um recebeu de Barack Obama. Podem até fazer um exercício do género descubra as diferenças. Entretanto, enquanto os líderes europeus estão entretidos a ler a correspondência de Washington, os líderes asiáticos falam pessoalmente com Hillary Clinton. A secretária de Estado optou por fazer a sua primeira deslocação oficial à Ásia e não à Europa. Li algures que nos últimos dez secretários de Estado norte-americanos apenas George Schultz também iniciou as suas funções com uma deslocação não europeia, no seu caso à América Latina.
Com o aproximar do prazo fixado pelo Governo norte-americano para apresentar um plano de reestruturação, a General Motors (GM) pondera apenas duas opções: pedir mais dinheiro a Washington ou declarar insolvência.
Se o Congresso se recusar a apoiar a fabricante automóvel, que já recebeu um estímulo financeiro de 13.400 milhões de dólares no final de 2008, poderá ter de lidar com a falência de um dos maiores ícones industriais dos Estados Unidos.
Infelizmente em Portugal – e especialmente no micro-cosmos muito peculiar que se consolidou no Banco de Portugal – o mais provável é as demissões serem “evitáveis”: Banco de Portugal: demissões inevitáveis. Por Camilo Lourenço.
Já ouvimos várias coisas, graves, no caso BPN. Até contradições entre governador e vice-governador (que na altura tutelava a supervisão). Mas nada tão grave como o que disse António Franco. Em condições normais, estas declarações corriam o risco de não ser levadas a sério. De tão graves que são… O problema é que elas batem certo com outras coisas que a investigação jornalística apurou. Depois disto só faltam as demissões…
(via Gabriel Silva)
Uma das primeiras coisas que se ensina (ou deve ensinar) em teoria da escolha pública (ou, mais genericamente, em qualquer abordagem assente numa variante de rational choice) é que a noção de interesse próprio (ou “interesses pessoais”) não deve ser reduzida a interesses financeiros ou patrimoniais e – menos ainda – a interesses medidos em fluxos de rendimento num dado momento.
Esse tipo de simplificação abusiva é um erro especialmente grave quando o que está em causa é o processo político já que esse é o domínio por excelência de pay-offs (ideológicos, de exercício de vários tipos de poder e influência sobre terceiros, de prestígio social, entre outros) que não podem ser medidos pelas suas implicações directas em termos de fluxos de rendimento disponível.
Por exemplo: se um dado académico tiver um perfil público e estiver alinhado de forma próxima com o Partido X, é de esperar que os vários pay-offs associados ao processo político gerem fortes incentivos em termos de interesses pessoais no sentido de esse académico subscrever, na maior parte das suas tomadas de posição públicas, a linha de opinião que mais favorece o Partido X.
Estranhamente, pelo menos relativamente a alguns assuntos, Vital Moreira parece ignorar este ponto relativamente básico.
96,43 foi o resultado com que o querido líder José Sócrates foi eleito pelos militantes do PS e que nos remete para algo semelhante com a democracia popular vigente na Coreia do Norte. Será óptimo, principalmente para o próprio mas -e há sempre um mas nestas análises- se observar com mais cuidado aquele número, parece-me que falta algo. 90,64,93 é o resultado de Liliana Queiroz. É esmagador.
E dos nossos irmãos portugueses da Birmânia ninguém fala ? Por Miguel Castelo Branco.
Em 2002, o jornalista e fotógrafo Joaquim Magalhães de Castro percorreu a Birmânia (Myanmar) em busca dos vestígios da minoria portuguesa- católica bayingyi, que ainda sobrevive no vale do rio Mu, afluente do Irrawady. O resultado deste notável trabalho de campo foi, a todos os títulos, inesperado. A sensibilidade do artista captou com intensidade os rostos dessa gente que orgulhosamente ainda exibe os traços do sangue e herança portugueses. Quatrocentos anos de obstinada resistência, apego à memória, práticas gastronómicas, indumentária, farrapos de língua e uma profunda demarcação religiosa transformaram em relíquia antropológica a comunidade remanescente do trânsito de aventureiros, comerciantes e missionários vindos da Roma do Oriente (Goa) a caminho de Malaca e Macau.
Como confiar num partido que, tendo Joana Amaral Dias, lhe guarda três segundos de imagens?
Ferreira Fernandes, no DN.
A História de Stanislawa Leszczynska. Por João Noronha.
Maria Oyrzynska afirma que um dia, enquanto assistia Stanislawa num parto, esta tomou o Bébé, lavou-o, envolveu em papel e num cobertor e disse: “Agora a coisa mais importante. Vamos baptizar esta criança. ” … “Eu te baptizo, Adam, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” Considerando as condições do campo, o Bébé teve uma vida relativamente longa: 3 semanas.
A crise económica e a liberdade de educação. Por Fernando Adão da Fonseca.
Todos sabemos que, nos últimos anos, as escolas privadas têm sido crescentemente procuradas por muitas famílias portuguesas que, dispondo de poucos recursos económicos, só com muito esforço conseguem proporcionar aos filhos a educação (e não apenas ensino, note-se) que consideram mais conveniente. Infelizmente para todos, o Estado português continua a não reconhecer o direito dos pais escolherem a escola que julgam ser a mais adequada para um filho. Diz-lhes assim: “Eu pago os custos da educação nas “minhas” escolas, mas não noutras escolas, mesmo que sejam melhores e mais baratas”. É um Estado com mentalidade de “senhor feudal”.
Acontece, todavia, que a crise financeira e económica está a levar muitas famílias portuguesas a ponderar transferir os filhos das escolas onde estão matriculados para as escolas que o Estado lhes impõe, embora contra os seus desejos. Muitas delas não têm nada contra ou a favor das escolas estatais ou privadas. Aliás, serem do Estado ou não é-lhes indiferente. O que não lhes é indiferente é terem de colocar o filho numa escola que consideram não ser boa para o seu filho. O que é grave é não poderem exercer o direito de educação em liberdade. Em última análise, a falta de concorrência saudável entre as escolas do Estado explica porque é que a qualidade do ensino em Portugal é o que é.
Mandamentos do webjornalismo tuga (actualizado). Por Gabriel Silva.
1. Não linkarás;
2. Só referirás blogs de pessoas conhecidas offline;
3. Em caso de sucesso de alguma iniciativa tua, farás alarde de que «é a 1ª vez que»;
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