O Insurgente

Fevereiro 21, 2009

Viva la Democracia

Filed under: Media — Carlos Guimarães Pinto @ 08:50

Quinto canal pode ficar pelo caminho

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social rejeitou as duas candidaturas ao quinto canal de televisão generalista em sinal aberto.

Em deliberação, a ERC assinala que a candidatura da Zon apresentava falta de meios técnicos e recursos humanos e a da Telecinco pecava pela escassez de elementos que justificassem a viabilidade económico-financeira.

Recorde-se que os autores desta última nunca chegaram a anunciar o grupo ou grupos económicos que poderiam financiar este projecto ambicioso. Já a proposta da Zon chegou a ser classificada de projecto “low cost”, devido aos baixos valores envolvidos, ao que não terá sido alheio o facto de este operador estar convencido de que seria o único a candidatar-se a este concurso.

De acordo com o Regulamento, deverão agora ser ouvidas as candidaturas admitidas e excluídas. Têm 10 dias para justificarem as suas propostas. A ERC tem, depois, outros tantos dias úteis para ditar novo parece. Ou seja, dentro de 20 dias úteis saber-se-á se este concurso prossegue ou não.

(fonte: JN)

O processo do quinto canal vai-se arrastar por mais algum tempo, sendo incerto que algum dia venha de facto a existir. Em ano de eleições nada como deixar no ar a ameaça de entrada de um terceiro concorrente para manter os canais privados bem domesticados. No pasa nada.

Tiranos, tiraninhos e tiranetes

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:45

Medo e ridículo. Por Paulo Tunhas.

Não é preciso ter lido La Boétie para nos darmos conta da monstruosa multiplicação de tiranos, tiraninhos e tiranetes que se verifica por aí e da facilidade da servidão voluntária.

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Fevereiro 20, 2009

Um país ansioso…

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:30

José Manuel Fernandes no Twitter:

Porque será que anda tudo tão ansioso? É como se houvesse electricidade no ar. E não me parece que seja por causa do Carnaval.

Suspender o salário mínimo

Filed under: Comentário,Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:08

Ao contrário dos nefastos disparates keynesianos que estão a ser praticados em muitos países, esta seria uma medida governamental que realmente ajudaria à criação e manutenção de emprego, especialmente para as pessoas mais jovens e com menos qualificações: Time to suspend the minimum wage. Por Philip Booth.

We should remove all impediments to employment in a recession and this should include a suspension of the minimum wage – or at least a reduction to its 2006 level.

(…)

Workers who lose their jobs generally have to take jobs in areas where they are less highly skilled and experienced. Whether it is because of the costs of retraining or the lower levels of productivity in alternative occupations, the wage an employer is willing to pay may be below the minimum wage – especially for the most vulnerable groups (the old, the young, the disabled and the poorly educated). If such people cannot get jobs quickly after losing a job, because the minimum wage prices them out, their skills deteriorate and their productivity falls further below the minimum wage and a vicious circles sets in. We then end up with an “insider outsider” labour market. That is something that we must avoid.

A crise e as falsas soluções governamentais

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Capitalism the Solution, Not the Cause of the Current Economic Crisis. Por Richard M. Ebeling.

The recession has its origin in years of monetary mismanagement by the Federal Reserve System and misguided policies emanating from Washington, D.C. For the five years between 2003 and 2008, the Federal Reserve flooded the financial markets with a huge amount of money, increasing it by 50 percent or more by some measures.

(…)

The easy money and government-guaranteed house of cards all started to come tumbling down last year, and with a huge crash during the last six months. Now, the same people in Washington who produced the mess we are in say that they need more regulatory authority to repair the very financial and housing markets their earlier actions so severely undermined.

And the same Federal Reserve System that produced the monetary excesses that generated the artificial bubbles that have now burst is busy flooding the financial markets with even more newly created money. Over the last five months they have increased the Monetary Base (cash in the system and bank reserves for loans) by 95 percent and M-1 (cash and checking deposits in banks) by almost 40 percent at an annualized rate. The concern, therefore, should not be deflation, but the likelihood of very serious price inflation over the next few years.

(…)

Trillion-dollar Federal bailouts and “stimulus” packages will only prolong the agony and delay any real economic recovery. Any government-created jobs will be at the expense of private sector employment opportunities, and will disappear as soon as the government projects come to an end.

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Ainda bem que o BPN não nos vai custar nada (*)

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:02

uk

The combination of government bailouts and falling tax revenue combined Thursday to show the perilous state of the U.K.’s balance sheet

(*) Pois, pois…

Leais, Imparciais & Liberais

Filed under: Economia,Livros,Política — Miguel Noronha @ 09:35

leais-imparciais-liberais1

“Leais, Imparciais & Liberais – Crónicas a Três Andamentos” de José Manuel Moreira

Muitos pensam que o discurso alternativo ao pensamento dominante – o do Centro – está nos extremos. Mas o verdadeiro desafio ao politicamente correcto passa pela escola austríaca de economia (e pela Public Choice), herdeira da tradição ibérica da Escola de Salamanca.

Portugal tem vindo a ser ultrapassado por cada vez mais países de Leste que beneficiam do facto de, em outros tempos, a sua juventude ter lido Mises e Hayek, em vez de Marx, Lenine e Mao, descobrindo assim, na senda de “O caminho para a servidão” (1944), que o nazismo e o comunismo eram, afinal, duas modalidades de um mesmo sistema antiliberal.

José Manuel Moreira, pioneiro no estudo da “escola austríaca” e com uma formação em filosofia, economia e ciência política pode orgulhar-se de ser o único português membro da The Mont Pelerin Society.

“Government is promoting bad behavior”

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — Miguel Noronha @ 09:29

Rick Santelli sobre o plano económico de Obama na CNBC

Discurso de Václav Klaus no Parlamento Europeu

Filed under: Política,Teoria,União Europeia — André Azevedo Alves @ 02:00

Speech of the President of the Czech Republic Václav Klaus in the European Parliament

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Time for Reflection

Filed under: Cultura,Internacional,Política,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:27

Scottish Parliament, Wednesday 4 February 2009, Time for Reflection

Professor John Haldane (Director of the Centre for Ethics, Philosophy and Public Affairs, University of St Andrews): Thank you, Presiding Officer. I am conscious of the great honour you do me, and am grateful for the privilege of being able to speak to you today.

Debate is the business of this chamber, and whether it is engaged in for personal display or party advantage, its first and final function is that of promoting action by the Parliament, on behalf of the nation. In sharing that common purpose, you are all to some degree philosophers, or should aim to be such, for all thought begins and ends in action; and resulting actions and policies are only as coherent, effective and worth while as the thought that conceives them.

The writer G K Chesterton remarked that we have no alternative except being influenced by thought that has been thought out or by thought that has not been thought out, and he observed that the second is what is called philosophy. Some degree of serious reflection is necessary for responsible politics, but like any other skill, thinking needs to be directed to good ends.

How, then, are those ends to be identified?

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Fevereiro 19, 2009

De facto

Filed under: Teoria — Helder Ferreira @ 23:35

Junksmith no Adam Smith Institute Blog

1980′s fashion is back. How long before 1980′s politicians make a resurgence too?

Situacionismo

Filed under: Media — Helder Ferreira @ 22:45

A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida

À esquerda e à “direita” podem espernear, gozar e ironizar o que quiserem, o Pacheco Pereira está carregadíssimo de razão nos posts sobre o “Situacionismo“. O que se passou relativamente à apresentação da MFL ontem e à candidatura de Elisa Ferreira hoje, é absolutamente ridículo de tão desonesto. Como já escrevi várias vezes, os jornalistas (já não é alguns, é a classe) ou os patrões deles, não merecem a palha que comem.

O respeitinho

Filed under: Ambiente,Comentário,Justiça,Portugal — ruicarmo @ 22:20

Cheira mal. Será que isto é pornografia?

CORRECTION DEU KARNEVAL

Imagem Der Spiegel

Hubris (2)

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 21:56

solomonLi com atenção o pdf no site do PSD onde são sintetizadas as vinte propostas apresentadas ontem por MFL. Há coisas boas como por exemplo o fim do PEC, coisas mais ou menos, como a alínea que prevê passos intermédios antes de tornar o IVA num imposto com lógica de tesouraria e coisas péssimas como qualquer medida que preveja “certas condições” para que as empresas beneficiem dela, que são várias. Enfim. Se tivesse alguma coisa que ver com isto proporia que qualquer medida neste pacote obedecesse às seguintes condições:
1) Que fosse uma regra geral aplicável a toda e qualquer empresa com sede em Portugal, independentemente da dimensão, número de trabalhadores ou volume de negócios – ver por exemplo fim do PEC, fim do PC, fim do Imposto de Selo, fim de qualquer incentivo fiscal a qualquer empresa ou sector, IVA com lógica de caixa, etc;
2) Que fosse uma regra que não carecesse de inspecção ou decisão discricionária por parte de qualquer agente do Estado – condição essencial para tentar fechar a porta à corrupção e ao favorecimento;
3) Que fosse uma regra que mais que focar-se no que há a fazer no mercado, se focasse no que há a fazer na burocracia do Estado – controlar desperdícios, agilizara a Justiça, acabar com regras que facilitam a corrupção, separar o Estado do mercado no que for possível (entre outras coisas acabar com as PPP, por exemplo, nem que fosse necessário nacionalizar o que houver a nacionalizar).
Além disto, o PSD, podia fazer outra coisa relativamente simples/complexa: ao invés de ouvir as Associações Empresariais que não passam de lóbis de meia dúzia de interessados, devia criar uma task-force de 250 a 500 pessoas (não têm Universidades de Verão?) que, em equipes de duas pessoas, visitassem o número de empresas necessário (a duas por dia durante cem dias – três meses) munidos destas propostas. Talvez aprendam alguma coisa e, mais que isso, podia ser um tremendo impulso à medida 12.
O que os estrategas,académicos, spin-doctors e especialistas devem perceber, é que o que propõem em várias desta coisas, é vender facilidades para dificuldades criadas pelo próprio Estado. E em algumas das propostas abrem as portas à corrupção e às mais variadas unintended consequences.

Leitura complementar: Hubris; O Falhanço da Força

A água engarrafada a que temos direito

Filed under: Ambiente,Comentário,Justiça,Política,Portugal — ruicarmo @ 21:55

Já há arquidos no caso Freeport. Não é de espantar o caso era urgente, tal como o qualificou a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal – Começou em 2005. Estamos em Fevereiro de 2009.

Agora, o PM José Socrates, se não se incomodar e não usar o malabarista argumento familiar para fugir ao essencial-a questão política-, convinha que explicasse a fase final processo de avaliação de impacte ambiental do Freeport, que não foi muito normal. Foi rápida. E no país que somos, é estranho, é suspeito. Infelizmente, a demora nas avaliações por entidades públicas, na aplicação da própria justiça- talvez se exceptuarmos o caso das indecentes imagens das moças do Magalhães do carnaval de Torres- é a prática comum para pessoas e empresas.

Não sou jurista e não percebo nada de procedimentos legais, parece-me que este é um problema político, ético e não de fugas para a imprensa. Os media não são culpados de existirem suspeitos.

Entretanto há por aí algum outro tema fracturante que sobre, talvez a nacionalização da água engarrafada?

O chip nas matrículas e a pulseira electrónica

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

PARA QUANDO O CHOCALHO? Por Maria Teresa Monica.

A diferença entre a pulseira electrónica permitida a certo tipo de criminosos e este instrumento que nos querem impôr qual é, para além da aberração deste ainda ter de ser pago pelo próprio?

(mais…)

Os banqueiros são uns malandros (2)

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:58

«(…) o crédito às famílias subiu 4,5 por cento em 2008, contra 10,2 por cento em 2007. Os empréstimos às famílias abrandaram, assim, para o ritmo mais baixo desde Agosto de 2004

Claro que não foram os empréstimos que abrandaram, mas antes a sua taxa de crescimento. É notável que uma economia anémica, cujo produto quase não se mexe, continue a ter taxas de expansão de crédito desta grandeza. Depois admirem-se.

Os banqueiros são uns malandros

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:50

Em Portugal, crédito às empresas sobe 14% em 2008

Amanhã, às 18 horas e 5 minutos, Fernando Gabriel e Miguel Noronha

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:54

jazzamemuito16

Esta semana estarei com Antonieta Lopes da Costa em debate com o investigador universitário Fernando Gabriel e o economista Miguel Noronha, blogger e fundador d‘O Insurgente.

Juntos, analisamos alguns dos principais temas da actualidade:

1) Política externa de Obama – Hillary Clinton está de visita a vários países asiáticos, quando ainda nem todos os seus assessores iniciaram funções. Ao mesmo tempo, Barack Obama envia mais tropas para o Afeganistão, em detrimento do Iraque. Estamos perante uma mudança de rumo da política externa norte-americana?

2) Caso Wilders - O deputado holandês Geert Wilders foi recambiado para a Holanda depois de tentar entrar na Grã-Bretanha, a convite da Câmara dos Lordes. O pretexto é o seu filme Fitna, onde liga o Corão à propagação da violência. Estará a liberdade de expressão em risco na Grã-Bretanha?

3) Subida do desemprego – De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego atingiu, no final de 2008, os 7,8% da população activa. Longe que estamos dos 150 mil postos de trabalho a mais prometidos pelo Eng. Sócrates, a responsabilidade cabe ao governo ou à crise mundial?

4) Recessão em força – O governador do Banco de Portugal afirmou esta semana que a recessão, em 2009, será mais forte do que esperado. Afirmou ainda que as políticas monetárias tomadas pelos estados começaram a ter efeitos. Terá razão? Ou o pior ainda está para vir?

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

PODCAST: http://descubraasdiferencas.podomatic.com

Salazar: de beato misógino a gay sado-masoquista

Filed under: Cultura,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 02:00

É tudo, provavelmente, uma questão de tempo: VIDAS PRIVADAS. Por BOS.

Hão-de figurá-lo gay, em mancebia com o Cardeal Cerejeira, e até sado-masoquista, com chicotes e outros instrumentos fornecidos pela PIDE. Em Portugal, a vida privada dos outros é o único assunto de interesse público.

Lançamento da candidatura de Elisa Ferreira à Câmara Municipal do Porto

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:50

Hoje (dia 19) às 19h na Alfândega do Porto é lançada a candidatura de Elisa Ferreira à Câmara Municipal do Porto.

Rui Rio parte em clara vantagem mas o PS apresenta uma candidata forte e que não deve ser subestimada.

Educação sexual estatal (2)

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:40

Educação sexual estatal? Não, obrigado. Por Nuno Lobo.

Basta estarmos só um bocadinho atentos para percebermos que existe um conflito de valores dificilmente conciliável entre diferentes pessoas e o entendimento que têm da vida sexual e familiar. Não é preciso uma imaginação fértil para antecipar que a educação sexual que se prepara para os alunos das escolas da rede pública vai chocar com a educação sexual que muitos pais privilegiam para os seus filhos.

Há algo de fundamentalmente perverso quando o Estado se sobrepõe à vontade dos pais por via do monopólio que detém no domínio da educação.

Pedro Passos Coelho e a actual liderança do PSD

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:20

Com amigos assim… Por Fernando Madrinha.

Pedro Passos Coelho correu a oferecer a sua melhor colaboração à líder do PSD quando perdeu para ela as eleições directas. Agora, é raro o dia em que não apresenta o seu próprio projecto a audiências seleccionadas, em que não explica o que o PSD devia fazer e não faz, em que não mostra, afinal, como lamenta que Manuela Ferreira Leite não tenha já desistido.

Luís Filipe Menezes conformou-se, aparentemente, com o seu destino em Vila Nova de Gaia, mas nem por isso a líder do PSD ganhou o sossego que tanto parece apreciar. Menezes tinha sobre Passos uma vantagem: dizia o que pensava aos gritos, sem rodriguinhos nem palavras maviosas. Era incapaz de disfarçar a raiva, a frustração e os seus piores sentimentos. Por isso sofria e chorava. Não sabia que as tais palavras mansas, ditas com suavidade e muita simpatia, são quase sempre mais letais do que o alarido ou o velho murro na mesa. Tudo indica que Passos Coelho nunca dará um grito. No entanto, está a matar aos poucos, mas com grande eficácia, a actual liderança do PSD.

Educação sexual estatal (1)

Filed under: Cultura,Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:00

Biopolítica e limpeza do espírito na versão PS. Por Miguel Morgado.

Trata-se evidentemente de mais um passo na higienização do espírito, pois claro, e nunca sem o alto patrocínio de “especialistas” encabeçados pelo omnipresente Daniel Sampaio. A tarefa mais urgente consiste, então, na libertação do indivíduo, até agora refém das garras do obscurantismo e da opressão. Batem-se os nossos socialistas pela expurgação dos preconceitos. Alguns dirão: e isso não é meritório? Talvez até fosse se a dita expulsão dos preconceitos da mente das criancinhas não tivesse o intuito de arranjar espaço para pôr lá mais alguns.

Fevereiro 18, 2009

Manuel Fino, a CGD e as acções da Cimpor

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:58

Um texto de leitura indispensável para compreender o negócio entre Manuel Fino e a Caixa Geral de Depósitos: Um fino negócio. Por Jorge Farinha.

O que talvez se compreenda menos bem são as vantagens do ponto de vista do banco público. Ignoro se existirão algumas vantagens contabilísticas (como por exemplo evitar provisões elevadas para créditos incobráveis), mas na verdade para a CGD essa operação é fundamentalmente equivalente a uma dação em pagamento com a entrega de um activo ao qual foi atribuído um valor acima do valor de mercado (não sei se contabilisticamente será relevada essa diferença nas contas do banco) e a emissão, aparentemente sem prémio, de uma opção que é oferecida ao investidor em causa e que lhe permitirá poder usufruir de eventuais mais-valias caso a conjuntura bolsista no futuro evolua de forma suficientemente positiva para se poderem vir a registar mais-valias na Cimpor. Por outras palavras, a CGD passará agora a assumir o risco da participação (agravado pela existência de comprar a um preço acima do mercado) mas sem ter a correspondente faculdade de beneficiar do potencial de upside de valorização da mesma. Se, porventura, são outras as condições, é imperioso que sejam tornadas públicas.

Esperemos que, caso se confirme ser essa a natureza da operação, esta não pegue moda. Caso contrário, eu também gostaria de vender ao banco o meu apartamento financiado com crédito à habitação por um valor superior ao do seu valor de mercado actual, mas com a possibilidade de o poder voltar a comprar se entretanto ocorresse uma forte recuperação do mercado imobiliário.

(via Gabriel Silva)

Leitura complementar: Em caixa (2).

Há arguidos mas o tio garante não ser arguido

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:56

Alegadamente, afinal há suspeitos e alguns até já terão sido – alegadamente – constituídos arguidos: Caso Freeport já tem arguidos

Alguns suspeitos do caso Freeport foram constituídos arguidos, de acordo com uma fonte próxima do processo, citada pela SIC Notícias. A estação de televisão não avançou nomes. Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, que foi esta tarde ouvido no Tribunal de Cascais, garantiu à saída que não é arguido e que foi interrogado enquanto testemunha.

(…)

Ao longo dos últimos dias o Ministério Público ouviu também Charles Smith e Manuel Pedro, sócios da consultora Smith & Pedro, no âmbito das investigações no caso Freeport. Apesar disso, até ao momento, nem a Procuradoria-Geral da República nem o primeiro-ministro se pronunciaram sobre a notícia.

Sabe-se também que as autoridades estão a ter dificuldades em notificar Hugo Monteiro, primo do primeiro-ministro, uma vez que este se encontra no Nepal a frequentar um curso de artes marciais.

Leitura complementar: O caso Freeport e os Governos de António Guterres; Alegadamente; Prós e Prós sobre o caso Freeport; Sócrates sob pressão; O que diz e o que não diz a PGR; Cuidado a dobrar; Avisos à navegação; Sócrates sobe o tom…; Mais uma dor de cabeça para Sócrates…; Nepoqualquercoisa; Os ingleses e as legislativas portuguesas; Alguém o pode ajudar?; Novo episódio da novela Freeport….

Hubris

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 23:19

Li por alto as propostas que MFL apresentou hoje em nome do PSD e sou de opinião que a melhor proposta seria uma folha em branco. O Governo devia era tratar de pôr a Justiça e os Tribunais a funcionar e assegurar que os agentes do Estado acabam com desperdícios. Não sendo assim e já que têm que fazer alguma coisa pede-se, ao menos, alguma humildade.
O problema das propostas do PSD é o mesmo que muitas do PS: a arrogância, o Fatal Conceit hayekiano Não há maneira de o estado saber quais são as empresas ou os sectores com futuro; o estabelecimento de condições como por exemplo a isenção de TSU para empresas fundadas por pessoas com menos de 35 anos são sempre arbitrárias, sem qualquer critério de racionalidade económica ou de justiça além de potencialmente fomentarem a concorrência desleal e a corrupção; a descida de dois pontos percentuais na TSU é incompreensível se dizem querer defender as pequenas empresas porque, para isso, mais vale não mexer nessa taxa e olhar com olhos de ver para as dezenas de taxas, taxinhas e impostos escondidos. Para as empresas com menos de 10 trabalhadores, que são as que estão à toa, esses dois pontos percentuais podem ser menos que o que pagam em Imposto de Selo e taxa do lixo. Esta redução interessa a partir de uma determinada massa salarial (não fiz as contas) logo, não é bem para os pequenos; etc, etc.
As boas medidas, as que têm o efeito de alisar o terreno de jogo e salvaguardar os interesses de empresas e trabalhadores são medidas gerais, que não tenham um destinatário particular, como duas das propostas: 1) acabar com o PEC e 2) a conta corrente com o Fisco mas para todos, pequenos, grandes e particulares, se o fizerem só para alguns é certo e sabido que as consequências serão muito diferentes das esperadas(?).
Em suma, se têm que ter um plano de medidas: keep it simple, stupid! e geral. Alguma humildade é o que poderia distinguir o PSD das galinhas sem cabeça do PS.

Um jogo para recordar

Filed under: Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:55

Uma organização táctica quase perfeita e uma excelente exibição. Estão mais uma vez de parabéns Jorge Jesus e os jogadores do Braga: Taça UEFA: Vitória (3-0) sobre campeão belga deixa Sp. Braga perto do apuramento

Dois golos na primeira parte e um terceiro a sete minutos do fim permitiram hoje ao Sp. Braga uma vitória sólida frente ao campeão belga, Standard Liège, na primeira mão dos 16 avos-de-final da Taça UEFA. A única equipa portuguesa ainda em prova nesta competição fica assim em boa posição para conseguir o apuramento para a fase seguinte.

Tributo a Rand

Filed under: Comentário,Cultura,Insurgentes nos media,Livros,Política,Teoria — Rodrigo Adão da Fonseca @ 21:43

Foi com gosto que constatei haver inúmeros leitores do Insurgente genuinamente interessados em Ayn Rand e na sua obra. Não sendo objectivista, tenho uma atracção quase fatal pelos seus romances e por aquilo que ela representa. Em Janeiro de 2007, publiquei na revista Dia D um pequeno ensaio, o meu tributo a Rand, que agora aqui reproduzo, “Greve de Cidadania”, um dos textos que mais satisfação me deu a escrever:

“Nós, os pensadores, estamos em greve. (…) Contra a crença nos benefícios não merecidos e nos deveres não recompensados. Estamos em greve contra os dogmas que nos impedem de perseguir a nossa própria felicidade”.
Ayn Rand, Atlas Shrugged

(mais…)

Normalidade

Filed under: Comentário,Diversos — Miguel Botelho Moniz @ 20:13

normal

É curiosa a carga pejorativa que é associada aos termos “normal” e “anormal”. É tão anormal o retardado com QI de 50 como o génio com QI de 150.

O periogoso ódio anti-capitalista da extrema-esquerda

Filed under: Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Uma perspectiva de esquerda sobre as cada vez mais flagrantes “tangentes ao totalitarismo” da extrema-esquerda bloquista: Da “superioridade moral dos comunistas”. Por Rui Pena Pires.

2. O discurso moral contra o capitalismo com base no qualificativo de “ganância” remete para memórias pouco progressistas. Remete, em primeiro lugar, para a memória profundamente anti-moderna dos tempos em que o enriquecimento pelo trabalho no comércio ou nas “indústrias” era considerado fruto da “ganância”, enquanto o enriquecimento pelo saque e pela pilhagem era louvado como nobre. Remete, em segundo lugar, para a memória das derivas totalitárias que mancharam o século XX, lembrando em particular os discursos de Hitler contra a ganância dos capitalistas, em geral, e a ganância dos “financeiros judeus”, em especial. Louçã bem que poderia ter escolhido outras palavras, menos conotadas com os demónios do século XX, para a sua cruzada moralista.

3. Para terminar. A transformação da crítica política em crítica moral não faz apenas estas tangentes ao totalitarismo. Em rigor, o discurso moral contra o capitalismo escancara as portas ao totalitarismo, legitimando a monopolização do poder político por um pequeno núcleo de guardiães da moral.

(via Francisco Mendes da Silva)

Parece que os USD 800.000.000.000 não vão ser suficientes(*)

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 17:05

Politico

Obama’s press secretary told reporters on board Air Force One that he “wouldn’t foreclose” the idea, but added. . .

. . . that there are “no particular plans at this point for a second stimulus package at the moment.”

(*) É claro que a estes falta somar os milhões torrados em planos anteriores

Certo e sabido

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 16:59

De uma coisa estou certo: ninguém vai pagar para mudar o enquadramento legal do casamento civil como não pagou para a legalização do aborto.

Oásis

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 16:31

Jorge Braga de Macedo

Há mais de uma década, o senhor sorridente da imagem – Ministro das Finanças na altura – foi absolutamente crucificado e grelhado pela oposição (mais à) esquerda e pela generalidade da opinião pública pelo seu diagnóstico de que Portugal era, face à conjuntura, um “oásis”. O memória e a referência à afirmação perduram até hoje.

Na altura, o desemprego andava na casa dos 5%, e a posterior saída do governo do referido Braga de Macedo, em grande parte consequência da sua tirada, deixava o país com uma contracção do PIB de 2%, num cenário partilhado pela Europa a 15 de contracção da riqueza produzida.

Hoje, temos uma taxa de desemprego de 7,6%, e uma contracção do PIB que ameaça ir parar a números bem superiores aos referidos. Também hoje, não é o Ministro das Finanças que diagnostica o “oásis”. É o próprio Primeiro Ministro que faz o diagnóstico e se sente particularmente animado com a perspectiva, ecoando no seu cada vez mais patético (e trágico) Ministro da Economia e no Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.

Já ninguém liga. Credibilidade e vergonha na cara já não moram há muito neste governo.

Lições do passado

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — BZ @ 12:41

Comparando a experiência profissional do investidor Jim Rogers com a do Secretário do Tesouro Timothy Geithner, a quem deve o contribuinte americano ouvir? Resposta:

Ouro vs impressoras

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 12:15

Daily Telegraph

Gold has surged to an all-time high against the euro, sterling, and a string of Asian currencies on mounting concerns that global authorities are embarking on a “Zimbabwe-style” debasement of the international monetary system.

O falhanço da força

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:03

frederick

Frederico II da Prússia foi um bom rei. Genial, com a irascibilidade e teimosia dos génios, mordaz e intransigente quanto baste. Além de ter defendido a Prússia contra franceses, austríacos e russos, que o atacavam de todos as lados e ao mesmo tempo, Frederico tinha a qualidade de se interessar pelos mais variados assuntos. Tocava flauta, escrevia poesia, foi filósofo, romancista (em francês) e historiador. Acreditava na liberdade religiosa, não tinha grande consideração pela nobreza (principalmente a prussiana em que Bismarck, cem anos mais tarde, se apoiou). Tinha ainda um interesse desmesurado pela agricultura que apoiou à exaustão.

Depois da Guerra dos Sete Anos, em 1763, Frederico quis reformar o Estado e modernizar a Prússia. Cuidou da agricultura, ora ajudando a colocar os produtos no mercado, ora pagando as dívidas derivadas dos maus anos agrícolas. Quis apoiar também a indústria. Foi nestes seus esforços pela modernização da Prússia, apesar de tantas vezes mal compreendido pelos prussianos, que se perdeu um pouco. Como não depositava muita fé nos prussianos, centralizou em si as decisões. Quis que se produzisse louça e assim se fez, apesar de todos os países europeus o fazerem também e ninguém se mostrar muito interessado pelo o que se fabricava perto de Berlim; Roubou ovelhas aos pastores para aumentar o preço da lã alemã e por aí fora. Tudo esforços falhados.

Frederico tinha uma personalidade complexa. Se acreditava na liberdade de imprensa, que as críticas, quaisquer que elas fossem, eram construtivas, já não tinha esperança nas pessoas, no povo que governava. Não acreditava nas suas capacidades. Desta forma, o esforço de modernização cabia-lhe a ele, o rei que de antemão sabia o que faltava e que o preciso eram investimentos públicos.

Com a desculpa do exagero, julgo que vivemos agora um tempo um pouco semelhante. Pouco, porque os nossos governantes, não sendo cultos e inteligentes como Frederico, pretendem, ainda assim, saber e decidir todos os assuntos por nós. Que aquela estrada é indispensável para o desenvolvimento de uma determinada região; que os computadores dados às crianças as vão fazer mais inteligentes e preparadas para o futuro; que o TGV nos vais tornar ricos e os que os ricos devem pagar a crise; que a falta de encomendas das empresas se resolve com injecções de capitais; que os serviços públicos são a solução que nos falta.

Frederico morreu doente e com a sensação do fracasso. Acontece a todos os que teimam em fazer vingar a sua vontade, apesar das inúmeras resistências. Apesar do forte poder que detêm, nada é possível contra a vontade e o interesse de milhões de indivíduos cujos desejos são impossíveis de adivinhar. Não há por onde fugir. E é por isso que, independentemente da enorme força de vontade deste governo, da fé na força do Estado, corremos o sério risco de, dentro de 10 anos, estarmos mais pobres do que éramos há uma década atrás.

Old England is Dying

Filed under: Economia,Insurgentologia,Política — Miguel Noronha @ 09:53

“Sal da Terra” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

Em 2007 Gordon Brown garantia que a superior governação do Labour tinha posto fim ao ciclo económico. Na semana passada, o FMI anunciou uma contracção previsível do PIB britânico de quase 3% em 2009, a maior entre as economias do grupo G7. (mais…)

Socialismo Democrático

Filed under: Política,Portugal — Helder Ferreira @ 09:23

Segundo O Público, o Partido Socialista vai requerer,no Parlamento, o adiamento da votação das propostas do CDS e do PCP sobre taxas moderadoras porque corre o risco de perder a votação. Socialismo Democrático é um oxímoro, como se vai comprovando.

A morte do regime e o folclore fracturante

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 02:00

O regime que morreu três vezes. Por Henrique Raposo.

Para esconder as três mortes do regime, os partidos inventaram um mecanismo de defesa: o folclore fracturante. A actual conversa sobre o casamento gay é só mais uma forma de adiar a chegada do médico legista da III República, o regime que morreu três vezes.

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