Um pequeno país em que demasiados assuntos de Estado são simultaneamente transparentes e opacos. Seguir-se-à, naturalmente, o apuramento das responsabilidades, porventura através de um rigoroso inquérito levado a cabo pelas autoridades competentes: Lista de “espiões” disponível nos computadores da Presidência do Conselho de Ministros
Uma lista, com as respectivas fotografias, de 23 nomes de quadros do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) estava, até há poucos dias, disponível na intranet da Presidência do Conselho de Ministros (PCM), onde trabalham cerca de 700 pessoas.
Uma falha de segurança que faz lembrar a revelação, em 1999, dos espiões do então SIEDM (a antecessora do actual serviço), numa lista enviada a deputados da Assembleia da República e que resultou na demissão do ministro da Defesa Veiga Simão.
Esta é uma boa altura para recordar a argumentação governamental empregue para justificar a imposição do “Dispositivo Electrónico de Matrícula”:
(…) a questão crucial do tratamento e protecção dos respectivos dados pessoais, exigem que a prestação deste novo serviço público seja assegurada, com carácter de exclusividade, pelo Estado, através de uma entidade empresarial própria – uma empresa pública, a SIEV, SA, – que garanta a idoneidade e a legitimidade de todos os procedimentos.
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Pingback por Rigoroso, suponho « O Insurgente — Fevereiro 14, 2009 @ 15:12
E quando é o Bloco a denunciar o caso mostra talvez quem ainda leva alguma coisa a sério. Todos os outros são uns poseurs e farsantes…
Comentário por lucklucky — Fevereiro 14, 2009 @ 17:05
“E quando é o Bloco a denunciar o caso mostra talvez quem ainda leva alguma coisa a sério.”
Não me parece que seja esse o caso.
Mostra, isso sim, que o Bloco já infiltrou o Governo.
Estamos a falar duma intranet da PCM.
Não sei (porque não percebo nada disso), se será assim tão descabido que o “inner circle” do PM tenha acesso àquele tipo de informação.
Agora, que o Bloco saiba a informação que circula nessa intranet é que me parece gravíssimo.
E ser o Bloco a denunciar isto, não mostra nenhuma seriedade, pelo contrário.
Se fossem realmente sérios, teriam tratado disto com discrição, por forma a que se pudessem limitar eventuais danos.
Agora, todos os contactos internacionais desses agentes ficaram comprometidos, que era obviamente o que o Bloco pretendia.
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Comentário por Mentat — Fevereiro 14, 2009 @ 19:47
Concordo com o Mentat: quando aconteceu um caso semelhante no tempo de Veiga Simão, o Francisco Louçã veio às televisões dizer que se tivesse tido acesso à lista a divulgava…
Comentário por Pedro S — Fevereiro 14, 2009 @ 22:20
Na PCM trabalham 700 pessoas? Setecentas?
Comentário por onitsuaf — Fevereiro 15, 2009 @ 00:40
[...] admin on Feb 14, 2009 in Follow Me André, já está: O Governo nega acesso indiscriminado e garante que vai abrir um inquérito ao [...]
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