Embora discordando de um ou outro ponto, recomendo a leitura do post do Pedro Picoito sobre a polémica mediática em torno do Bispo Richard Williamson.
Entre as discordâncias, saliento que a expressão tridentina do Rito Romano já estava “autorizada” antes da Summorum Pontificum de Bento XVI. A Summorum Pontificum alargou de forma significativa as circunstâncias em que pode ser celebrada a chamada Missa Tridentina, mas não “voltou a autorizar” nenhum “rito tridentino” que estivesse proibido.
Acho o esforço do Pedro Picoito louvável e compreendo que responder a quem, por exemplo, demonstra este grau de desconhecimento sobre o dogma da infalibilidade papal exija (bastantes) simplificações, mas há matérias nas quais importa ter especial cuidado com as confusões que se podem criar.
Tem razão André. Sempre me espantou o verdadeiro fascínio que a Igreja Católica exerce sobre os ditos republicanos, laicos e ateus ou agnóstico. Basta um pequeno soundbite e já está criado o pretexto e a legitimidade para opinar. O problema é que desconhecem realmente a Igreja, a sua tradição e funcionamento bem como qualquer assunto mais complexo seja ele de cariz teológico, doutrinário, litúrgico ou canónico. A leviandade opinativa é imensa pois nunca manifestam nenhuma vontade de conhecer melhor ou de querer saber, e esquecem que a ignorância é má conselheira. Também por isso, e para azar deles, raramente conseguem aprofundar algum assunto e tecer comentários e/ou críticas realmente pertinentes. Há discussões mais acesas e bem mais interessantes no seio da própria Igreja Católica.
Joana
Comentário por jcd — Fevereiro 12, 2009 @ 10:59
O “fascínio” dos ateus pela Igreja é simétrico do interesse da Igreja por tudo quanto seja cão e gato e ateus e alcachofras. Para a Igreja não somos todos criaturas de Deus? Então, amor com amor se paga… algumas das criaturas de Deus gostam simplesmente de falar sobre o seu criador e seus representantes na terra. E depois?
Quanto à suposta ignorãncia sobre o funcionamento da Igreja, é já argumento velho. Joana (ou jcd, não entendi), é presumir muito que a menina (o) sabe mooooontes de coisas sobre a Igreja e que os outros, os ateus, nada sabem. Querida, não estamos a falar de simbolos cabalísticos; está tudo na net, que é onde a menina (o) vai também buscar a informação. Menos soberba, que é pecado capital.
Comentário por caramelo — Fevereiro 12, 2009 @ 12:44
Caro Caramnelo,
Diz-se “Pecado Mortal” (pequenas coisas que mostram muito).
Joana
Comentário por jcd — Fevereiro 12, 2009 @ 18:12
Joana, ainda aí está?
Catecismo:
“1866. Os vícios podem classificar-se segundo as virtudes a que se opõem, ou relacionando-os com os pecados capitais que a experiência cristã distinguiu, na sequência de São João Cassiano (102) e São Gregório Magno (103). Chamam-se capitais, porque são geradores doutros pecados e doutros vícios. São eles: a soberba, a avareza, a inveja, a ira, a luxúria, a gula e a preguiça ou negligência (acédia).”
(http://gsearch.vatican.va/search?q=cache:eB4vPhTqRmEJ:www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s1cap1_1699-1876_po.html+A+soberba+catecismo&access=p&output=xml_no_dtd&ie=UTF-8&client=default_frontend&proxystylesheet=default_frontend&oe=ISO-8859-1)
Aprenda.
Comentário por caramelo — Fevereiro 13, 2009 @ 17:17